Mostrando postagens com marcador Apama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apama. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de março de 2010

O que é o Complex Event Processing ou CEP

Processamento de eventos complexos (CEP) é a análise de dados de eventos em tempo real para gerar uma visão imediata e permitir uma resposta imediata às novas condições - o que chamamos Continuous Intelligence ™.

O que queremos dizer com dados do evento? Vamos começar com os eventos: um evento é algo que acontece. Os eventos estão acontecendo ao nosso redor o tempo todo. A variação do preço do mercado de valores mobiliários é um evento. Uma transação é um evento. Um avião decolando é um evento. Existem também os chamados "não-acontecimentos" de considerar, isto é algo que não acontece, mas deveria. Um evento não poderia ser uma parte do carro que perde um passo na linha de montagem ou um item de inventário que não o faz a partir do caminhão de entrega para o armazém. Por razões de simplicidade, porém, vamos apenas referir-se a todos estes acontecimentos como.

No mundo conectado de hoje, todos esses eventos do mundo real, criar dados em sistemas de TI. Assim, o nosso redes estão fluindo - alguns diriam enchentes - com dados do evento. Quando nós construímos sistemas que processam os eventos individuais para automatizar processos, a maioria das empresas ainda nem sequer começaram a aproveitar o valor da informação contida dentro de que os dados do evento. O problema é o de sermos capazes de ver a floresta para as árvores: a destilação de percepção de alto nível a partir de lotes de baixo nível de eventos discretos pode ser desafiador.

Tradução do texto original, fonte: Sybase Aleri

sábado, 27 de março de 2010

Entrevista: algoritimo é “máquina de fazer dinheiro” no mercado

John Bates, criador do sistema Apama, aposta que em dez anos, todo os negócios no mundo sejam feitos por meio de sistemas similares
Foto: Divulgação

Bates: risco do mercado vai aumentar
SÃO PAULO - O tempo que um operador de mercado leva para receber uma informação em seu sistema de broadcast, tomar uma decisão e executar a ordem de compra ou venda de determinado ativo é, para os meros mortais, algo completamente aceitável.

Mas para grandes investidores, que operam valores tão suntuosos e que, por isso, encontram em unidades menores do que centavos a fonte de lucros gigantescos, cada segundo — ou melhor, milissegundo — conta. E muito.

Com base nesse potencial nicho de mercado que, há cerca de dez anos, o britânico John Bates, da Progress, criou um programa com base em algoritimos. O sistema consiste em, basicamente, dar ordens de “stop” — aquele mecanismo do home broker no qual o investidor determina que, assim que a ação bater determinado valor, deve ser colocada para venda ou compra imediatamente — em escala elevada, como forma de permitir ganhos com arbitragens. E sem risco de erro ou “demora” humana.

Contudo, a plataforma traz algumas dúvidas: a volatilidade tende a ser intensificada? O pequeno investidor sofrerá consequências dessa provável maior oscilação? E o operador, chamado de trader, pode ser prejudicado?

Mesmo diante dessas questões, Bates classifica carinhosamente seu invento como “máquina de fazer dinheiro”. Ele esteve no Brasil na semana passada para apresentar o software, chamado Apama, para diversos clientes em potencial. Foi nesse período que o especialista deu uma entrevista exclusiva ao FinancialWeb.

Atualmente, a Progress conta com cinco clientes, entre eles as corretoras Agora e Finabank. Em um ano e meio, pretendem ter cerca de 15. Na avaliação de Bates, em cerca de dez anos, praticamente todas as negociações, no Brasil e no mundo, serão feitas via sistemas como o Apama.

Confira abaixo a íntegra da conversa.

FinancialWeb: Como o sistema de algoritimo funciona?
John Bates: Em vez de ter uma manual trader, um ser humano sentado em frente da tela vendo os movimentos do mercado, e dando ordens, encontrando bons preços, os algorítimos monitoram todas as informações sobre mudanças, na BM&F Bovespa e em outros mercados. É um padrão que indica especificamente as oportunidades e que, automaticamente, coloca as ordens no mercado.

FW: Como isso permite maiores ganhos?
JB: O principal é fazer dinheiro pelos algoritmos, criando padrões. Como, por exemplo acompanhar duas ações em mercados diferentes e sua correlação, e quando essa correlação muda, comprar aqui e vender lá em busca da diferença de preço — o que é conhecido como arbitragem. Essa oportunidade pode sumir em questão de segundos, mas o algarítimo permite que isso seja feito milhares de vezes por dia. Esses padrões mudam muito rapidamente, e é por isso que é preciso ter esse olho eletrônico para capta-las o mais rápido possível. É possível ver pessoas fazendo bilhões de dólares por dia com esse sistema. É uma máquina de fazer dinheiro, é essa a ideia.


FW: A ferramenta, portanto, substitui o trader?
JB: Não necessariamente. O que acontece é que ele vira mil vezes mais produtivo em sua função. Você só tem dois olhos e duas mãos, como um humano. E demora cerca de 30 milissegundos o impulso da informação que chega ao seu olho e a resposta de seu corpo para pressionar o teclado, por exemplo. Em menos de um milissegundo, o sistema de alogarítimo faz mil operações. Então cada humano é mil vezes mais produtivo e competitivo nas oportunidades de negócios.


FW: Mas, de qualquer forma, as corretoras não vão mais precisar tanto desses operadores, certo? Eles poderão ser substituídos pelo programa...
JB: Eu diria que é o desenvolvimento do trader. Os mercados não eram eletrônicos antes. Ficava o operador na Bolsa, vestindo um colete e gritando números. Quando o mercado ficou eletrônico, alguns desses operadores evoluíram para estarem compatíveis ao novo modelo. E outros, talvez, tornaram-se motoristas de táxi. Então, é desse jeito que funciona. Nesta situação, alguns traders vão evoluir e vão virar arquitetos de estratégias. Em vez de ser uma pessoa que apenas coloca as ordens no sistema, sua atividade será muito mais valiosa.

FW: A corretora ganha mais com corretagem por esse sistema? É possível dizer quanto?
JB: Não é só em aumentar os volumes de ganho, mas também aumentar o número de clientes, com novas ofertas. E esses novos clientes vão negociar mais, porque eles usarão a capacidade oferecida. O que vemos no resto do mundo é que pode aumentar o número de compra dos clientes, e o volume negociado vai aumentar ao longo dos anos em termos de transação.

Em paralelo, essa implementação de infraestrutura vai reduzir o tempo das operações e, consequentemente, os custos – que são muito grandes.

Um dos propósitos do algoritmo é diminuir ordens grandes em ordens menores para serem recolocados de forma inteligente no mercado, impedindo que as pessoas vejam o tamanho de sua ordem. Se as pessoas virem ordens muito grandes, tentarão fazer o possível para reduzir o preço. Eu acho que o que pode acontecer são as corretoras dobrando o número de compras.

FW: Esse sistema estará disponível para os pequenos investidores?
JB: Sim, na verdade é algo que os nossos clientes estão procurando. Você pode pensar que é difícil para uma pessoa [operar com o sistema], mas olhando o portfolio de investimentos no mercado brasileiro, uma grande parte desses volumes vem de indivíduos ricos. Pessoas com grandes fortunas e que querem fazer suas negociações. E muitos estarão interessados e aptos a utilizar o sistema.

Não é complicado, na verdade, pode ser tão fácil quanto usar o teclado de um computador — é só colocar as informações. É só criar um parâmetro acompanhar o que o sistema está fazendo, sendo que você pode ajusta-lo e até mesmo começar um novo. Então, não precisa construir o algorítimo, mas apenas utilizar o padrão.

FW: Como o sistema influencia nos momentos de alta e de baixa do mercado?
JB: A volatilidade do mercado é muito interessante. Os mercados ficaram mais voláteis nos últimos anos, principalmente depois de novembro [passado, com o repique da crise financeira internacional]. Muitas pessoas estão vendo nessa crise uma oportunidade, e negociam em cima do “azar de outra”. Os sistemas não criaram a volatilidade, apenas a fizeram mover mais rápido. E acentuaram os picos e quedas.

Se todos tivessem o mesmo algoritimo, não haveria volatilidade, os investidores não fariam dinheiro e, na verdade, seria muito chato. É como a guerra fria, quando a Rússia e os Estados Unidos se desafiavam o tempo todo.

FW: Mas esse aumento de volatilidade traz mais risco...
JB: Realmente traz mais risco potencial, porque se você tem mil transações a mais, estará mil vezes mais exposto ao risco. O sistema dá uma visão em tempo real do risco, mas também protege seu trading, porque é possível bloquear a perda. O algorítimo pode ser ainda mais seguro.

FW: Isso para o investidor que usa o algorítimo. Mas para o que não usa, aumenta o risco, certo?
JB: Sim. Por exemplo: definitivamente, vai ser mais arriscado para pessoas sem essas ferramentas. Acho que é por causa desse ponto crítico que as empresas estão avaliando sobre não ter o sistema. Podemos citar o caso do Societè Generale, que no ano passado perdeu cerca de US$ 6 bilhões. Uma única pessoa, em uma única operação, perdeu isso por conta de um erro. Isso não teria acontecido se tivesse um sistema parecido, porque haveria visão de todas as negociações em toda a instituição.

Muitas agencias reguladoras ao redor do mundo estão preocupadas com as transações eletrônicas, muito atentas a abusos que podem ser cometidos, como insider trading ou manipulação do mercado de muitas maneiras. Vai haver menos disso.

FW: Qual o principal desafio de trazer o sistema para o Brasil?
JB: A latência [tempo em que uma ordem demora para ser computada] da Bovespa no mercado de ações. Em outros mercados acho que o Brasil sabe que está em uma posição de liderança. O principal desafio é a infraestrutura.

Há muitas empresas dos estados Unidos e da Europa que querem operar aqui, mas não conseguem por causa do preço. E as duas coisas vêm juntas: quanto mais as transações aumentarem, menor será o custo. [Em relação a produtos], aqui não temos tantas oportunidades quanto lá fora, como bonds e moedas. Isso mudará, haverá mais evolução e as pessoas vão negociar mais moedas e bonds.

Estamos muito interessados no Brasil. O time local é fantástico
Fonte: Financialweb

sexta-feira, 26 de março de 2010

ALPES ADOTA PLATAFORMA APAMA DE ELECTRONIC TRADING PARA SUPORTAR ESTRATÉGIA DE NEGÓCIOS DOS GRANDES BANCOS


(Solução beneficia os clientes institucionais, como assets de todos os portes e grandes bancos nacionais e estrangeiros)

A Alpes Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, uma das maiores do País em operações de home-broker e intermediação para grandes clientes institucionais, está concluindo a implantação de uma plataforma para execução de estratégias no mercado eletrônico de investimentos.

A empresa, que há cinco anos foi uma das primeiras a aderir ao modelo eletrônico de transações junto às bolsas, passa agora a utilizar a plataforma de electronic trading Progress® Apama® Algorithmic Trading, para ancorar suas estratégias de execução, em altíssima freqüência, de ordens de compra e venda de ativos.

Com isto, a Alpes se posiciona entre os players com maior agregado tecnológico do mercado mundial para operações automáticas, com base em lógicas de negócios apoiadas em algoritmo.

Além de maximizar a produtividade de seus próprios processos de execução e liquidação de ordens, com o Apama, a Alpes consegue ampliar de forma significativa os níveis de suporte aos sofisticados modelos de algoritmo desenvolvidos por seus clientes institucionais, podendo também criar novos algoritmos alinhados com as estratégias destes clientes.

“A qualidade da nossa oferta, via Apama, é integralmente compatível com as estratégias mais complexas e agressivas do mercado mundial. Isto para nós é vital, já que a lista de clientes da Alpes inclui alguns dos maiores bancos estrangeiros com atuação no mercado local, alem de grandes bancos nacionais e assets de todos os portes”, assinala Roberto Lee, diretor de marketing e produtos da Alpes.

Segundo ele, outro grande diferencial da plataforma está em dispor de ferramentas de desenvolvimento de fácil assimilação e grande flexibilidade para o desenvolvimento de estratégias únicas, de acordo com parâmetros demandados pelos próprios clientes da Alpes. Estas ferramentas, explica o executivo, ficam à disposição dos clientes para a modelagem de seus próprios algoritmos, sendo que a Alpes pode, opcionalmente, realizar estes serviços de programação sob demanda.

“Nossa plataforma eletrônica foi projetada para se dirigir tanto às necessidades de clientes que executam as ordens diretamente, quanto para aqueles que demandam o nosso serviço de execução em alta freqüência”, explica Lee.

Na avaliação do executivo, todos os players do mercado brasileiro e mundial que realizam operações quantitativas terão que partir para o electronic trading nos próximos dois ou três anos, sob pena de se tornarem obsoletos para o mercado.

“Este tipo de ambiente é especialmente indispensável para grandes instituições que operam em vários mercados e realizam, por exemplo, operações de arbitragem, adquirindo ativos no Brasil e os vendendo, quase simultaneamente, nas bolas norte-americanas na forma de ADRs”, comenta o diretor.

Roberto Lee prevê ainda que a corrida pela automação, via algoritmos, irá promover uma espécie de “seleção natural” no universo de corretoras no Brasil. “Quem não conseguir evoluir para o novo ambiente terá que passar por fusões, ou então não irá suportar a entrada de corretoras estrangeiras, altamente informatizadas, que já começam a chegar ao mercado brasileiro”, completa ele.

Para Luiz Claudio Menezes, Country Manager da Progress Brasil, o nível de utilização da plataforma Apama na Alpes já é bastante avançado, podendo ser apontado como um dos mais completos em nível mundial, no que diz respeito à utilização das funcionalidades de exploração dos algoritmos e da capacidade de processamento proporcionada pela plataforma. “Além de correlacionar informações instantâneas, de múltiplas fontes do mercado, o nível de freqüência de ordens alcançado por eles com a plataforma Apama é comparável ao das maiores e mais modernas instituições financeiras do mundo”, conclui o executivo.

Com 10 anos de atuação no mercado, em 2006, a Alpes foi pioneira na introdução de um ambiente de negócios eletrônicos no Brasil, acompanhando desde o início o processo de automação da Bovespa, que àquela época, iniciava a abolição do pregão em viva voz, movimento que agora está em curso também na BM&F.

Segundo Roberto Lee, ao se decidir por este modelo, a Alpes criou um novo paradigma para o setor de investimentos no Brasil e conseguiu rapidamente sair da posição de “entrante” no mercado para se tornar um dos maiores players do País.

Ainda na avaliação de Lee, a crise global dos mercados está reforçando tendência de automação dos negócios, na medida em que a redução do tíquete médio das transações feitas em bolsas obriga os competidores a centrarem em estratégias de rentabilidade cada vez mais atreladas à correlação de informações complexas e à alta freqüência das execuções.

“O sucesso no nosso setor está definitivamente associado a modelos de algoritmos altamente personalizados e à capacidade técnica de roteamento de ordens em alta velocidade”, completa Roberto Lee.

Sobre a Alpes
A Alpes Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários S.A., é uma empresa que atua no mercado financeiro oferecendo um amplo conjunto de soluções para atender às necessidades de investimentos de seus clientes. A Alpes realiza operações de compra e venda de ações e outros ativos financeiros, derivativos nos mercados futuros de taxas de juros, dólar, índice de bolsa e commodities em geral, atuando na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). A Alpes também oferece serviços de lançamento e distribuição de títulos de renda fixa ou renda variável de companhias abertas, através de ações, debêntures, commercial papers e títulos securitizados, além de operações de renda fixa, com a compra e venda de títulos públicos e privados, e aplicações em fundos de investimentos. Suas operações podem ser realizadas diretamente através do SISTEMA DE NEGOCIAÇÂO Alpes, que permite o envio de ordens de compra e venda e acompanhamento das cotações em tempo real e suas posições nos sistemas gerenciais da corretora (custódia, financeiro, nota de corretagem, etc.).

Sobre a Progress Software Corporation
A Progress Software Corporation (www.progress.com/br) é uma fornecedora global de serviços e tecnologia para desenvolvimento e implantação de aplicativos de e-business. Conta com mais de 2 mil parceiros mundiais (ASPs - Application Service Providers - e APs - Application Partners), que distribuem anualmente U$ 5 bilhões em aplicações baseadas em Progress e serviços relacionados. Seus produtos são usados por cerca de 10 mil organizações em 120 países, incluindo 70% das companhias listadas na revista norte-americana Fortune 100.

Fonte: Press Consulting