quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Meu espelho é a Merrill Lynch
Por aqui, a corretora Planner espelha-se nesse modelo e quer ganhar dinheiro tornando a bolsa algo corriqueiro na vida dos brasileiros. “Queremos atender investidores a partir de 25 anos, que já têm renda e estão às voltas com os primeiros grandes gastos, como o casamento e a compra do primeiro imóvel”, diz Carlos Arnaldo Souza, presidente da corretora.
Seu objetivo é ampliar a base de clientes dos atuais 12 mil para 50 mil em 2014 e expandir o número de unidades das atuais 25 para 200. A Planner quer seguir os planos de expansão da BM&FBovespa, que são de expandir o número de investidores de 614 mil para 5 milhões nos próximos cinco anos. Ele não se incomoda com a comparação com a Merrill Lynch. “Queremos oferecer serviços agregados, com mais foco em qualidade e conteúdo do que em preço”, diz ele.
Priscila Vargas, da Planner: conquistando os clientes por meio de assessoria financeira gratuita.
A estratégia da Planner é conquistar os novos clientes oferecendo assessoria financeira gratuita para quem quer vir à bolsa mas não se sente confortável com o mercado e, em geral, não é bem atendido pelos grandes bancos.
“Há muitas pessoas mal assessoradas”, diz Priscila Vargas, gerente comercial da corretora. “Se oferecermos instrumentos para que elas atinjam seus objetivos financeiros, vamos conquistar clientes de longo prazo.”
Com isso, a Planner vai na contramão das corretoras que querem crescer apoiando-se pesadamente em relacionamentos virtuais. “A maioria das corretoras está partindo para o autoatendimento, mas, para nós, o meio eletrônico é apenas um complemento dos serviços”, diz ela.
Estratégias como a da Planner são essenciais para as corretoras que quiserem permanecer no mercado. Até há alguns anos, o cenário para elas era muito menos inóspito. “Havia pouca concorrência e bastava oferecer um atendimento razoável”, diz o consultor financeiro Celso Grisi.
Agora, diz ele, as corretoras terão de investir na qualidade da prestação do serviço, principalmente se quiserem concorrer com os grandes bancos. “A qualidade no atendimento será o diferencial para casas de menor porte”,
diz ele.
Fonte: IstoéDinheiro
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Seis razões para o otimismo nas bolsas
A arrancada de mais de 50% nas bolsas mundiais logo após a crise que foi considerada a mais grave desde 1929 está deixando muitos investidores ressabiados. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch afirma que não se surpreenderia se houvesse uma queda de 5% ou 10% nas bolsas, mas acredita que há mais motivos para o otimismo que para o pessimismo no mercado acionário. "Podemos ver um recuo como uma oportunidade de compra, não como um sinal de grande correção no mercado", destaca a instituição.
Em seu estudo, o Bank of America Merrill Lynch aponta seis fatores que sustentam a visão de que as bolsas devem continuar subindo nos próximos meses. Veja a seguir.
1 - Historicamente, este rali está defasado: o Bank of America Merrill Lynch explica que desde março, quando o S&P 500, índice que reúne as 500 maiores empresas da Bolsa de Nova York, registrou seu menor valor, as ações subiram 50%, percentual considerado moderado se comparado à queda acumulada anteriormente. A instituição explica que há uma forte relação entre o tamanho da queda e sua recuperação. Em sete meses, o S&P 500 recuperou apenas 43% desde seu ponto mais baixo. Historicamente, deste ponto até a recuperação total, o mercado precisaria subir 65%. "Por isso, esse rali não pode ser visto como um exagero", destaca o Bank of America Merrill Lynch.
2 - Os investidores continuam pessimistas: apesar da melhora no humor do mercado no decorrer do ano, os investidores mantêm-se céticos em relação à recente alta da bolsa. As projeções dos analistas do Bank of America Merrill Lynch mostram que ainda há muito espaço para novas altas na bolsa americana antes que a valorização seja considerada exagerada.
3 - Suporte macroeconômico: já há sinais que mostram que a crise econômica está ficando para trás. As projeções do Bank of America Merrill Lynch apontam um crescimento de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos em 2010.
4 - Expectativa de crescimento sustentável a partir do quarto trimestre: o Bank of America Merrill Lynch espera que o lucro por ação das empresas listadas na Bolsa de Nova York volte a ser positivo nos últimos três meses de 2009. Esse movimento deve se repetir em 2010 e 2011, impulsionado pela valorização das commodities, das empresas exportadoras e do setor financeiro.
5 - Potencial de valorização: com a expectativa de ganhos a partir do quarto trimestre, o Bank of America Merrill Lynch espera que o S&P 500 chegue aos 1200 pontos nos próximos 12 meses. Atualmente, o indicador encontra-se na casa de 1070 pontos.
6 - Ações estão mais atrativas que os títulos públicos: com os títulos de 10 anos do Tesouro americano pagando juros de 3,2% ao ano, e os dividendos do S&P 500 em 2,1% ao ano, o investimento em ações está se tornando mais atraente, já que embute a perspectiva de ganho não só com os dividendos, mas também com a valorização dos papéis. Além disso, quem investir em ações poderá se beneficiar de incentivos fiscais.
Para o Bank of America Merrill Lynch, os juros nos Estados Unidos continuarão baixos até 2011, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) voltará a elevar gradativamente as taxas. Por outro lado, o banco vai precisar de 2 trilhões de dólares para quitar dívidas, devendo pagar melhores rendimentos para refinanciar os débitos.
Fonte: Portal Exame
