quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Meu espelho é a Merrill Lynch
Por aqui, a corretora Planner espelha-se nesse modelo e quer ganhar dinheiro tornando a bolsa algo corriqueiro na vida dos brasileiros. “Queremos atender investidores a partir de 25 anos, que já têm renda e estão às voltas com os primeiros grandes gastos, como o casamento e a compra do primeiro imóvel”, diz Carlos Arnaldo Souza, presidente da corretora.
Seu objetivo é ampliar a base de clientes dos atuais 12 mil para 50 mil em 2014 e expandir o número de unidades das atuais 25 para 200. A Planner quer seguir os planos de expansão da BM&FBovespa, que são de expandir o número de investidores de 614 mil para 5 milhões nos próximos cinco anos. Ele não se incomoda com a comparação com a Merrill Lynch. “Queremos oferecer serviços agregados, com mais foco em qualidade e conteúdo do que em preço”, diz ele.
Priscila Vargas, da Planner: conquistando os clientes por meio de assessoria financeira gratuita.
A estratégia da Planner é conquistar os novos clientes oferecendo assessoria financeira gratuita para quem quer vir à bolsa mas não se sente confortável com o mercado e, em geral, não é bem atendido pelos grandes bancos.
“Há muitas pessoas mal assessoradas”, diz Priscila Vargas, gerente comercial da corretora. “Se oferecermos instrumentos para que elas atinjam seus objetivos financeiros, vamos conquistar clientes de longo prazo.”
Com isso, a Planner vai na contramão das corretoras que querem crescer apoiando-se pesadamente em relacionamentos virtuais. “A maioria das corretoras está partindo para o autoatendimento, mas, para nós, o meio eletrônico é apenas um complemento dos serviços”, diz ela.
Estratégias como a da Planner são essenciais para as corretoras que quiserem permanecer no mercado. Até há alguns anos, o cenário para elas era muito menos inóspito. “Havia pouca concorrência e bastava oferecer um atendimento razoável”, diz o consultor financeiro Celso Grisi.
Agora, diz ele, as corretoras terão de investir na qualidade da prestação do serviço, principalmente se quiserem concorrer com os grandes bancos. “A qualidade no atendimento será o diferencial para casas de menor porte”,
diz ele.
Fonte: IstoéDinheiro
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Nyse quer se aproximar do Brasil e trazer tecnologia Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/6441010/nyse-quer-se-aproximar
Os executivos da bolsa americana, presentes em evento em São Paulo, afirmaram estarem interessados em posicionar a Nyse como um provedor de serviços tecnológicos para o mercado local. "O Brasil foi um dos primeiros países a saírem da crise e não vai demorar para se tornar a quinta maior economia do mundo, por isso, estamos otimistas", afirmou Duncan Niederauer, presidente da Nyse Euronext.
O Brasil é o terceiro maior país em termos do número de empresas listadas na Nyse, com 28 companhias, depois do Canadá e da China. No ano passado, havia 31 empresas listadas em NY, número que sofreu queda, segundo o executivo, devido a algumas fusões como a da Sadia e Perdigão. Para Niederauer, o bom momento do mercado brasileiro deve aumentar a atração das empresas nacionais ao mercado americano.
O executivo ressaltou ainda a importância da competição nos mercados financeiros. "É justo dizer que a Nasdaq e a Nyse precisam de competição, ambas têm uma posição amplamente monopolista nos EUA. Se você me perguntar se o Brasil deve usar a competição? Eu digo que sim", afirmou.
Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/6441010/nyse-quer-se-aproximar-do-brasil-e-trazer-tecnologia#ixzz0wz7zCa8o
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Análise técnica tem poder preditivo? Economistas testam com algoritmos
A ideia de que os preços se movem em função do rompimento dessas figuras ou pelo cruzamento de indicadores técnicos não é consenso no mercado global, gerando uma discussão tão grande, que a questão passou a ganhar espaço dentro do mundo acadêmico nos últimos anos.
Nos Estados Unidos, trabalhos como de Lawrence Edward Blume e de Ryan Sullivan ganharam fama por testarem a eficiência de indicadores técnicos em operações no mercado local, abrindo espaço para o tratamento científico da análise técnica. Por aqui, os trabalhos sobre o tema estão em fase de amadurecimento.
A dissertação “Análise Técnica – Sorte ou Realidade?” elaborada por Pedro Saffi em 2003 foi o estopim dos estudos, que ganharam novo escopo com o trabalho de Pedro Gabriel Boainain e Pedro Valls Pereira, ao testarem a lucratividade de estratégias de investimento baseadas na identificação de O-C-O's e O-C-O-I's no mercado de ações brasileiro.
Mais recentemente, Ricardo Baptista e Pedro Valls Pereira verificaram a robustez do conteúdo preditivo de regras de análise técnica utilizando as oscilações intradiárias do Ibovespa Futuro e obtiveram resultados estatisticamente significativos. Neste ano, Daniel Guedine Serafini e seu orientador Pedro Valls Pereira também revolucionaram. Desta vez, o poder de previsão da análise técnica foi testada através de algoritmos, dissertação que será o foco deste artigo.
Estruturando a hipótese
O título do trabalho, “Sistemas técnicos de trading no mercado de ações brasileiro: testando a hipótese de eficiência de mercado em sua forma fraca e avaliando se a análise técnica agrega valor”, já deixa claro o objetivo dos economistas: verificar se as séries históricas possuem algum poder preditivo.
Para isso, foi testada a hipótese de eficiência de mercado de Eugene Fama, que, basicamente, postula que nenhuma técnica seria capaz de encontrar ativos subvalorizados ou sobrevalorizados. Especificamente, o alvo da análise será a hipótese de eficiência de mercado em sua forma fraca.
De acordo com a teoria, os preços das ações descontam todas as informações do mercado instantaneamente, ou seja, os ativos possuem um comportamento totalmente aleatório e a correlação entre preços passados, correntes e futuros é nula. Deste modo, testar a hipótese de eficiência de mercado em sua forma fraca “é o mesmo que validar se a análise técnica agrega ou não valor”, explica Serafini sobre o objetivo do trabalho.
O diferencial
Diferentemente de outros trabalhos, os pontos de compra e de venda das operações realizadas nas simulações foram previamente estipulados, em miúdos, foram utilizados profit target e stop loss. Outro aspecto diferente foi a utilização de stop móvel de ganho e de perda, ou seja, os objetivos da operação eram atualizados conforme o movimento diário do preço.
Para arcar com todo este instrumental, os economistas utilizaram quatro sistemas de algoritmos. “Avaliamos sistemas mais complexos, onde a compra e/ou venda se dá não apenas devido a um padrão gráfico, mas também necessita ser confirmada por um ou mais indicadores”, destaca Serafini, metodologia que proporcionou mais realismo às simulações.
Foram coletados dados diários entre janeiro de 1999 e março de 2009 dos 36 ativos mais líquidos listados na BM&F Bovespa no período mais o Ibovespa, totalizando 2.641 dias úteis em cada série, todas ajustadas por proventos.
Foi considerado um custo fixo de 0,15% do montante total por cada operação e o efeito slippage cost, que é a diferença entre o preço em que a ordem é colocada e o preço em que é efetivamente executada, uma vez que as ordens foram baseadas nos preços de fechamento.
Grande desafio do trabalho
Além de formular sistemas semelhantes ao cotidiano de um trader, outro desafio do trabalho foi conferir validade estatística ao resultado, uma vez que modelos de previsão de retornos baseados em séries temporais são passíveis do "acaso", ao não demonstrar uma boa relação de previsibilidade como o suposto resultado. “Possivelmente sempre haverá um modelo de previsão que parecerá bom, mas, que de fato, não é”.
Dentro dos modelos estatísticos, este problema de previsibilidade, muito comum quando se executa testes empíricos utilizando o instrumental de análise técnica, é conhecido como data snooping.
Para resolver este impasse, os economistas utilizaram o método bootstrap, uma técnica derivada das simulações de Monte Carlo* que permite controlar o efeito de data snooping, permitindo a realização de testes estatisticamente mais confiáveis.
Testando a hipótese
Estruturados os quatro sistemas (ver páginas 28 a 38 do trabalho), cada um com um nível de exposição ao risco diferente (forma agressiva e conservadora), já que cada investidor detém sua curva de risco, chegou-se ao total de oito algoritmos.
Assim, foram comparados os retornos obtidos pelos sistemas simulados as séries originais (como operações a mercado de um investidor comum) com aqueles resultados alcançados pelos sistemas aplicados as séries artificiais (geradas via bootstrap), que, neste caso, não possuem qualquer previsibilidade.
“Caso os retornos obtidos das séries originais superarem os retornos das séries artificiais, teremos uma evidência de que as séries financeiras possuem certa previsibilidade intertemporal e não se comportam aleatoriamente”. Ou seja, se as séries originais apresentarem resultados superiores, pode-se afirmar que a análise técnica detém poder preditivo, pois a hipótese de mercado eficiente na sua forma fraca será rejeitada.
Conclusão
Utilizando um intervalo de confiança** de 95% para a simulação das séries artificiais (bootstrap), os economistas comparam o retorno médio dos oito algoritmos em trades ao mercado (séries originais) e o percentual de simulações bootstrap cujos retornos superaram os retornos das séries originais.
Fonte: Daniel Guedine Serafini, "Sistemas técnicos de trading no mercado de ações brasileiro".
Em média, 25% das séries simuladas superam os retornos obtidos pelas séries originais, um número alto frente ao requerido pelo intervalo de confiança (5%). O melhor resultado, como revelado pela tabela, foi 17,6% para o sistema 3a.
Portanto, não podemos afirmar com base nestes parâmetros que a análise técnica é capaz de gerar estratégias de investimento lucrativas dentro de um nível de significância de 95%, de modo que não foi possível demonstrar empiricamente que os sistemas possuem poder de previsibilidade futura observando-se, apenas, o histórico das ações.
A análise técnica tem seu valor!
Apesar da conclusão desanimadora ao primeiro olhar, a análise técnica mostrou-se eficaz em certo ponto. Os sistemas 2a e 2b, por exemplo, apresentaram retorno de 225,1% e 105%, respectivamente, percentual considerável para uma carteira de ações.
Outra questão importante destaca por Daniel Guedine Serafini e Pedro Valls Pereira é o volume das séries, uma vez que a BM&F Bovespa começou apresentar negócios mais expressivos a partir de 2004, fato que pode distorcer o resultado, afirmam.
Além disso, os sistemas apresentaram resultados extremos positivos bastante superiores aos resultados extremos negativos, ou seja, o lucro máximo alcançado pelas estratégias foi bem maior em relação ao prejuízo máximo.
“Isso não nos surpreende, já que ao utilizarem stop loss, os sistemas limitam as perdas, mas não os ganhos”, apontam, apresentando o resultado empírico positivo de um controle de risco adequado ao entrar em qualquer operação.
*Modelo de simulação que utiliza a geração de números aleatórios para avaliar o desempenho de uma variável em razão do comportamento da amostra
** Probabilidade de um evento ocorrer.
Fonte: Infomoney
terça-feira, 13 de abril de 2010
Trading Technologies (TT) e BM&FBOVESPA expandirão a presença da companhia no Brasil
A nova conexão direta proporcionará aos investidores internacionais acesso aos sistemas da Bolsa brasileira via plataforma X_TRADER® da TT, incluindo seus principais contratos de derivativos:
Taxa de juro – DI, DI Longo, Cupom Cambial;
Futuro de Índices – Ibovespa, Míni de Ibovespa, Índice Brasil-50 e IGP-M;
Futuro de Taxas de Câmbio – Dólar, Míni de Dólar e Euro;
Commodities – Café Arábica, Milho, Soja, Açúcar Cristal, Boi Gordo e Etanol;
Títulos de Dívida Externa – Futuro de A-Bonds, Futuros de Swap de Crédito de 3, 5 e 7 Anos da Dívida Soberana da República Federativa do Brasil e Futuro de US Treasury Note de 10 Anos;
Metais – Ouro.
“A BM&FBOVESPA está muito satisfeita com esta parceria que contribuirá para a ampliação do acesso aos nossos mercados. A parceria está em linha com nosso objetivo de oferecer soluções tecnológicas cada vez mais avançadas para nossos clientes”, disse o diretor executivo de Operações e TI da BM&FBOVESPA, Cícero Augusto Vieira.
“Acreditamos que essa parceria com a BM&FBOVESPA fornecerá uma conexão de baixa latência superior para a Bolsa. Esperamos que o co-location e o nosso novo TTNET hub em São Paulo ofereçam uma vantagem estratégica a nossos clientes”, disse Harris Brumfield, CEO da TT.
A solução de hospedagem TTNET da TT acelera o acesso aos mercados futuros internacionais e aumenta a estabilidade da plataforma de negociação por meio de outros data centers localizados perto das principais bolsas, em Chicago, Nova Jersey, Londres, Frankfurt, Cingapura e Tóquio. Técnicos da TT são responsáveis pela administração de rede, configuração de hardware, manutenção de infraestrutura, administração de data line, upgrades e backups, segurança e suporte.
Fonte: Bovespa
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Novos Horários de Negociação a partir de 19/10/2009 para os Segmentos BOVESPA
09/10/2009
Informamos que, em virtude do início do horário de verão no dia 18/10/2009, vigorarão, a partir de19/10/2009, novos horários de negociação para os segmentos BOVESPA e BM&F. Confira a seguir.
Pregão regular
- das 10h45 às 11h – leilão de pré-abertura – registro de ofertas para a formação do preço teórico de abertura;
- das 11h às 18h – sessão contínua de negociação – para todos os ativos em todos os mercados;
- das 17h55 às 18h – call de fechamento – para os ativos negociados no mercado a vista que fazem parte da carteira de qualquer um dos índices da BVSP e para as séries de opções dos ativos objeto que fazem parte da carteira teórica do IBrX-100.
After-Market
- das 18h30 às 18h45 – fase de pré-abertura
- das 18h45 às 19h30 – fase de negociação.
Bloqueio/exercício no mercado de opções sobre ações:
a) Dias anteriores ao vencimento:
- das 11h às 17h –exercício de posição titular.
b) Dia do vencimento:
- das 11h às 12h30 – negociação das séries vincendas para encerramento de posição, isto é, venda para posição titular e compra para bloqueio para posição lançadora;
- das 12h30 às 14h – somente exercício de posições titulares das séries vincendas.
Bloqueio/exercício no mercado de opções sobre índice:
a) Dias anteriores ao vencimento:
- das 11h às 14h –exercício de posição titular.
b) Dia do vencimento:
- das 11h às 14h – negociação das séries vincendas para encerramento de posição, isto é, venda para posição titular e compra para bloqueio para posição lançadora;
- após 18h – exercício automático de posições titulares das séries vincendas sempre que:
(i) a opção de compra: índice de liquidação for superior ao preço de exercício; e
(ii) a opção de venda: índice de liquidação for inferior ao preço de exercício.
Fonte: Bovespa
Ganhos com day-trade não serão taxados com IOF
A cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que passou a vigorar nesta terça-feira (20/10) na Bovespa, não deve afetar as operações de day-trade. Nesse tipo de operação, em que o investidor compra e vende as ações no mesmo dia, obtendo lucro com a diferença entre o preço de compra e o de venda, não é necessária a entrada de novos recursos no país. Portanto, o investidor estrangeiro que realizar esse tipo de operação não será taxado, uma vez que o IOF será cobrado apenas quando o dinheiro entrar no Brasil - e não sobre o lucro das operações.
16:29 | Fluxo compensa ajuste externo, e dólar fecha estável
16:11 | Petrobras e YPF vencem licitação para explorar blocos no Uruguai
16:00 | Microsoft aposta no Windows 7 para recuperar receita
15:42 | BNDES deve emprestar até R$130 bi no ano, diz Coutinho
15:38 | Troca por ações da Gafisa é negativa para acionistas da Tenda, diz Brascan
Em relatório, a Link Investimento explica que, além do day-trade, os investidores estrangeiros terão outros caminhos para evitar o pagamento do imposto. Um deles seria comprar American Depositary Receipts (ADRs - papéis que representam ações de empresas brasileiras na Bolsa de Nova York), cancelá-las e receber as ações da empresa. Essas ações seriam vendidas na Bovespa e o dinheiro da venda não seria taxado, podendo ser utilizado na compra de outras ações.
Para a Link, a decisão do governo de taxar o capital estrangeiro será muito negativa para o mercado de capitais brasileiro, que ainda está em fase de desenvolvimento. "Acreditamos que no curto prazo devemos sim observar uma queda nos volumes negociados na bolsa, principalmente com a migração para ADRs. No entanto, no médio prazo, os volumes devem se restabelecer, principalmente com a criação e o uso de alguns mecanismos que visam driblar essa medida", diz a corretora. "Isso gera uma nova preocupação, de o governo elevar novamente a cobrança do IOF, algo que também já fez no passado", ressalta.
O Brasil não é o primeiro país a taxar o capital estrangeiro em bolsa para conter uma possível bolha. Em maio de 2007, o governo chinês adotou medida semelhante, elevando o imposto cobrado dos investidores estrangeiros de 0,1% para 0,3%. O resultado foi uma queda de 6,5% na bolsa chinesa no dia seguinte à adoção da medida. Em abril de 2008, o governo voltou a reduzir o imposto a 0,1%, eliminando-o em setembro, com a crise global.
A BM&FBovespa já está em contato com o governo brasileiro para tentar reverter a medida, que em sua opinião, foi equivocada. Caso não obtenha sucesso, a bolsa estuda diferenciar o capital de curto prazo daquele de longo prazo, beneficiando estes.
A avaliação do mercado é de que os maiores prejudicados pela medida serão os investidores locais, que sofrerão com a possível queda de liquidez na bolsa, e as empresas que atuam no mercado de capitais.
Fonte: Portal Exame
Gafisa propõe incorporação da Tenda até fim do ano
terça-feira, 20 de outubro de 2009
After registra recorde dia 19/10
A BM&FBOVESPA informa que a negociação After-Market do segmento Bovespa alcançou no dia 19/10 as marcas históricas de 11.289 negócios realizados e R$ 196.597.873,70, em volume financeiro. Os recordes anteriores foram de 9.352 negócios e R$ 127.620.666,32, ambos atingidos em 16/12/08.
Desde o pregão de 19/10, o After-Market opera, ininterruptamente, das 18h30 às 19h30, após o horário regular do pregão eletrônico que opera em sessão contínua das 11h às 18h.
Governo taxa capital estrangeiro para segurar real, evitar bolha
SÃO PAULO (Reuters) - O governo decidiu taxar o capital estrangeiro que entrar no país para aplicações em renda fixa e ações com o objetivo de evitar uma valorização exagerada do real e a criação de uma bolha decorrente do excesso de liquidez internacional.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a medida informando a tributação, a partir de terça-feira, por meio de IOF com uma alíquota de 2 por cento.
Segundo Mantega, a taxação irá se dar de uma vez na entrada do capital. Desse modo, quanto mais tempo a aplicação durar, mais diluída será a tributação.
"O que determinou (a medida) por um lado foi o crescente interesse pelo Brasil, que é uma das economias que mais oferece possibilidade de rendimentos e, por outro lado, um excesso de liquidez na economia internacional, que poderia causar sobrevalorização do real... prejudicando o emprego no Brasil, prejudicando a produção", disse Mantega a jornalistas.
O ministro argumentou que 25 por cento da produção industrial do país é direcionada à exportação.
"Com o câmbio valorizado, vai exportar menos, vai perder concorrência, inclusive com outros concorrentes que nem usam as mesmas regras que nós", disse, citando que a China voltou a adotar um câmbio controlado.
Ele reforçou que o regime adotado no Brasil continua sendo flutuante, e que Banco Central seguirá "comprando o excesso de dólares".
"Podemos até pensar em outras medidas para atenuar algo que é quase inevitável, que é o interesse crescente que existe hoje pelo Brasil."
INVESTIMENTO DIRETO SEM TAXAÇÃO
No caso do investimento direto estrangeiro, "não muda nada, não há tributação adicional de IOF".
"Estamos mantendo o estímulo no investimento externo. São bem-vindos, continuarão a vir", afirmou o ministro, que disse ter convencido apenas nesta segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade da medida.
"Estamos adotando (as medidas) para evitar que haja um excesso de especulação na bolsa ou no mercado de capitais em função da grande liquidez que existe hoje no mercado externo e forte atrativo que o Brasil exerce no mercado internacional."
Segundo Mantega, a taxação não visa melhorar a arrecadação, que tem demorado para se recuperar, apesar da retomada econômica.
"O IOF é um imposto regulatório, o objetivo não é a arrecadação, o objetivo é regular o fluxo de capital. Quando são excessivos você coloca um tributo para diminuir seu impacto."
Mantega ressaltou que as medidas não devem levar a uma desvalorização do real. "Mas podemos evitar um excesso de valorização."
Até agora neste ano, o real teve uma valorização de 36 por cento. Nesta segunda-feira, o câmbio encerrou com o dólar cotado a 1,712 real para venda.
"Nossa preocupação é com excesso de aplicações especulativas de curto prazo que venham a fazer uma bolha na nossa bolsa", explicou.
"A nossa bolsa de mercadorias e futuros é muito sadia, sólida... não queremos que isso seja deturpado pelo excesso de investimento, de aplicações que poderiam ocorrer."
No ano passado, o governo alterou duas vezes o IOF sobre investimentos estrangeiros em uma tentativa de interferir no fluxo de capitais para o país.
Em março, a taxação foi reintroduzida --dois anos após ter sido retirada-- para reduzir o ingresso de dólares no país e limitar a apreciação do real. Diante dessa decisão, os investimentos estrangeiros em renda fixa caíram cerca de 5 por cento no mês seguinte. Em outubro, em meio ao agravamento da crise financeira global e da alta do dólar, o governo voltou a retirar a taxação.
Para participantes dos mercados financeiros, a medida deve ter um efeito limitado, ainda que negativo no curto prazo.
"A médio prazo, a medida terá efeito limitado... não é com medidas administrativas que você muda uma tendência", disse à Reuters Roberto Padovani, economista-chefe do WestLB. "Mas isso cria um ruído de curto prazo: haverá menos confiança dos investidores na estabilidade das regras."
O ministro informou que não há um prazo determinado para a validade dessa taxação e que o governo vai acompanhar as reações do mercado e pode fazer ajustes se considerar necessário.
Fonte: Portal Exame
Papéis da BMF Bovespa abrem com forte queda de 8% após adoção do IOF
20/10/09 - 11h35
InfoMoney
O decreto impõe IOF às liquidações de operações de câmbio para ingresso de recursos no Brasil, realizadas por investidor estrangeiro, para aplicação no mercado financeiro e de capitais.
Na visão dos analistas do Itaú, a medida é desfavorável para o mercado de ações brasileiro, já que os investidores estrangeiros diminuirão o volume transacionado na bolsa doméstica e começarão operar os ADRs (American Depositary Receipts) negociados em Nova York.
Com o menor volume transacionado, os analistas da Link acreditam que a medida impactará inicialmente os papéis da BM&F Bovespa, uma vez que sua principal fonte de receitas são as transações em bolsa.
Oferta de ações
Para a Link, as ofertas de ações poderão ser prejudicadas com uma menor demanda de estrangeiros. Os analistas aguardam que a BMF Bovespa tome medidas para minimizar os impactos negativos.
After registra recorde em Outubro
A BM&FBOVESPA informa que a negociação After-Market do segmento Bovespa alcançou no dia 19/10 as marcas históricas de 11.289 negócios realizados e R$ 196.597.873,70, em volume financeiro. Os recordes anteriores foram de 9.352 negócios e R$ 127.620.666,32, ambos atingidos em 16/12/08.
Desde o pregão de 19/10, o After-Market opera, ininterruptamente, das 18h30 às 19h30, após o horário regular do pregão eletrônico que opera em sessão contínua das 11h às 18h.
Fonte: Bovespa
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Bovespa fecha em alta de 2,41% e já acumula ganho de 76,3% em 2009
As Bolsas de Valores mundiais passaram por um dia de euforia pouco visto desde o ano passado. A razão principal é que, após meses de indicadores de atividade melhores nos EUA, o mercado já começa a ver resultados nos balanços das empresas. E a expectativa de que grandes bancos americanos, muito avariados pela crise de 2008, revelem lucros mais fortes, fez investidores disparem ordens de compra pelo mundo afora, num movimento do qual a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) não escapou. Por aqui, um coquetel de números muito favoráveis da economia brasileira deu sustentação e volume para o entusiasmo do mercado financeiro.
Como resultado, a Bolsa brasileira voltou a um nível de preços não visto desde 19 de junho de 2008, bem antes do período de turbulências financeiras. E o dólar retrocedeu para o menor preço em 13 meses. Para alguns analistas, no entanto, essa euforia significa somente que pode estar mais próximo a fase de ajustes no valor das ações.
O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, teve forte ganho de 2,41%, cravando os 66.201 pontos. O giro financeiro foi de R$ 9,32 bilhões, um volume acima da média por conta do operações com derivativos.
Nos EUA, a Bolsa de Nova York fechou em alta de 1,47%. O índice local Dow Jones retomou a marca dos 10 mil pontos, um "preço" perdido há um ano, devido à crise financeira global.
As ações preferenciais da Vale movimentaram sozinhas R$ 1,5 bilhão em negócios, e tiveram forte valorização de 4,60% na jornada de hoje. A China, uma das principais importadoras mundiais de commodities metálicas, informou um volume recorde de compras externas de minério de ferro.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,703, em um decréscimo de 1,38% no dia. O valor representa uma desvalorização de 27% no acumulado deste ano. A taxa de risco-país marca 206 pontos, número 3,28% abaixo da pontuação anterior.
"Você tem um fluxo de dinheiro muito forte entrando no país, por conta dos IPOs [lançamentos de ações] que ainda restam neste ano, como Cetip e Cyrela", comenta Mário Paiva, especialista da corretora de câmbio Liquidez. "O dólar está se desvalorizando no mundo inteiro. Por aqui, a valorização do real é muito mais acentuada porque o país está numa posição mais privilegiada", avalia o profissional.
Expectativas
Carlos Levorin, sócio e gestor da Grau Gestão de Ativos, é um dos profissionais de mercado que vê adiante uma correção de tamanho não desprezível nas Bolsas de Valores, diante da valorização acumulada neste ano.
"O que explica essa euforia toda é a liquidez [disponibilidade de dinheiro]. Em março, estava todo mundo em pânico, vendo os bancos americanos quebrarem e ninguém via luz nenhuma no fim do túnel. Quando a economia dos EUA começou a voltar um pouco normal, com indicadores um pouco melhores, o mercado voltou a se arriscar", sintetiza Levorin.
O gestor vê, no entanto, ações de grandes empresas já sobrevalorizadas: "tem alguns bancos que precisariam entregar lucros com crescimento de 35% no ano quem, e também no outro, para justificar os preços das ações. Eu acho que dificilmente isso vai acontecer", avalia.
"A questão realmente é de liquidez: o dólar se desvalorizou no mundo inteiro, porque o mundo percebeu os graves problemas da economia americana. Nesse ponto, a defesa [dos grandes gestores globais] foi correr para ativos reais, como ouro, commodities e mesmo ações. E temos que lembrar que o Brasil entrou na moeda hoje", diz ele.
Por esse motivo, Levorin avalia que o revalorização da moeda americana em nível mundial pode ser a "senha" para um movimento de ajuste nos preços das ações.
Bancos dos EUA
Entre as principais notícias do dia, o banco JP Morgan Chase anunciou um lucro líquido de US$ 3,6 bilhões (US$ 0,82 por ação) no terceiro trimestre contra US$ 527 milhões (US$ 0,09 por ação) no mesmo período de 2008. O resultado bateu com folga as previsões de muitos analistas, que esperavam ganho de US$ 0,52 por ação. O mercado aguarda ainda os balanços do Goldman Sachs, Citigroup e Bank of America.
O Departamento de Trabalho dos EUA revelou que as vendas do setor varejista sofreram a pior queda deste ano (1,5%) em setembro, devido à retração nas vendas de veículos, com o fim dos programas federais de estímulo.
Ainda no front externo, a Eurostat, a agência europeia de estatísticas, informou que a produção industrial cresceu 0,9% em agosto nos países que fazem parte da zona do euro. Trata-se da quarta alta consecutiva deste indicador. Na comparação com agosto de 2008, a retração é de 15,4%.
Mais empregos no Brasil
O Ministério do Trabalho contabilizou a maior criação de vagas no país neste ano. Entre fechamentos e aberturas, foram gerados 252.617 empregos no Brasil. Trata-se do oitavo mês consecutivo com saldo positivo.
Sondagem da FGV (Fundação Getulio Vargas) estimou um crescimento de 1,6% da produção industrial no Estado de São Paulo em setembro. No confronto com setembro do ano passado, houve queda de 6,7%.
A Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) mostrou que o financiamento imobiliário com poupança teve o melhor resultado do ano, com empréstimos de R$ 3,18 bilhões.
E a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) revelou que o tráfego aéreo de passageiros teve um crescimento de quase 30% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Fonte: UOL Economia
