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segunda-feira, 16 de maio de 2011

IBM busca doutores no Brasil e no exterior

A oportunidade de fazer parte da equipe do novo laboratório de pesquisas da IBM no Brasil está atraindo acadêmicos com Ph.D e especialistas com pós-doutorado no Brasil e no exterior. Com unidades no Rio e em São Paulo, o IBM Research-Brasil, como foi batizado internamente, vem recebendo currículos de candidatos com perfis diversos, interessados em fazer parte do grupo, que poderá reunir cem Ph.Ds em cinco anos.
Os brasileiros Sergio Borger, Ulisses Mello e Claudio Pinhanez, três doutores que estavam em áreas de pesquisas da própria IBM, nos Estados Unidos, voltaram para fazer parte da equipe que vai atender a demanda de empresas e governos, além de exportar experiências para laboratórios da companhia em outros países.

Para Borger, engenheiro de formação com mestrado e doutorado em ciência da computação, o número expressivo de interessados no projeto se deve, em grande parte, ao "momento único que o Brasil está vivendo". Mello destaca que os doutores voltados para a pesquisa acadêmica geralmente têm boas oportunidades no Brasil. As chances são muito limitadas, contudo, para os que atuam na área de pesquisa industrial e aplicada.

Outra vantagem no caso da IBM, é a possibilidade de intercâmbio internacional. Borger, por exemplo, estava há dez anos no exterior e voltou como diretor de estratégia e operações do centro de pesquisas. Mello, por sua vez, geólogo e ex-funcionário da Petrobras com pós-doutorado em matemática, morava há 20 anos nos Estados Unidos e, desde 1994, trabalhava no laboratório Watson, em Hawthorne. Sua atuação será voltada para a área de petróleo e gás.

Já Pinhanez foi para os Estados Unidos em 1993 para cursar doutorado. Passou seis anos no Media Lab, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, em 1999, foi contratado também para a área de pesquisas da IBM. Seu trabalho será voltado a melhorar a participação do cidadão nos sistemas de governo. Desse modo, ele vai atuar na chamada ciência de serviços, disciplina que desenvolve ferramentas para prestação de serviços com foco no melhor relacionamento entre máquina e usuários. Borger e Mello trabalharam diretamente no plano de negócios que definiu a sede do laboratório Brasil. Mello conta que recebeu em 2009 a missão de verificar se existia a necessidade de criação de um novo laboratório no país, que seria o primeiro no hemisfério sul.

O Brasil foi escolhido entre 40 países que estavam sendo avaliados. Um dos principais motivos para isso, de acordo com Borger, é a riqueza do país e sua grandiosidade em recursos naturais como óleo, gás, mineração, água e agricultura. "Há um trabalho importante para ser realizado nos próximos dez anos em relação à Olimpíada, à Copa do Mundo e às reuniões internacionais que vão acontecer no país. São tecnologias de mobilidade urbana, trânsito, sistemas de sensoriamento, geração de informação e formação de pessoas", diz. A IBM também vai colaborar fazendo pesquisas em parceria com empresas brasileiras no segmento de semicondutores e deempacotamento de produtos eletrônicos.

Já Mello, que nos EUA atuava na área de análises em supercomputação para empresas de petróleo, terá que dividir sua semana entre as instalações do laboratório na Avenida Pasteur, zona sul do Rio, e São Paulo, cidade onde mora. Ele diz que, por conta do mercado aquecido, precisa buscar pesquisadores nas universidades. "É preciso trazer de volta pessoas que foram estudar ou trabalhar no exterior."

Na opinião dele, um laboratório costuma ser formado por profissionais de nacionalidades distintas. Assim, não é surpresa que muitos europeus estejam interessados em vir para o Brasil. "Eles querem vivenciar o trabalho em um país de crescimento acelerado", diz.

Fonte: Valor

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Com chip orgânico, Brasil ganha chance em semicondutores

O Brasil perdeu oportunidades recentes de ter sua própria indústria de semicondutores. Mas uma nova chance de o país ganhar espaço nesse mercado parece surgir com os avanços em uma área ainda pouco conhecida da tecnologia: a eletrônica orgânica. A técnica usa compostos de moléculas baseadas em carbono no lugar de elementos como silício e cobre na fabricação de componentes.
Por usar material comum, como flúor e enxofre, a eletrônica orgânica demanda investimentos mais baixos. "Com US$ 100 mil já é possível montar uma fábrica", diz o professor Roberto Mendonça Faria, coordenador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (Ineo) da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos. Uma fábrica de chip de silício custa cerca de US$ 3 bilhões.

A fábrica de componentes orgânicos também dispensa investimentos maciços na montagem de áreas livres de impureza, as chamadas salas limpas, e de sistemas de vácuo. "A eletrônica orgânica será a grande indústria do século XXI. Precisamos embarcar nessa viagem agora", diz Faria.

O mercado de dispositivos eletrônicos orgânicos movimenta anualmente R$ 5 bilhões no mundo e pode chegar a R$ 600 bilhões em 15 anos, conforme dados da consultoria IDTechEx. No mercado brasileiro, o potencial é de atingir R$ 18 bilhões ao ano no mesmo período.

Em seu estágio atual, a tecnologia não pode ser aplicada à fabricação dos processadores centrais de celulares e computadores - dois dos tipos mais comuns de chips. A tecnologia já pode, no entanto, substituir a eletrônica tradicional em material semicondutor usado na fabricação de sensores, telas flexíveis, painéis para captação de energia solar, lâmpadas e etiquetas inteligentes.

"As embalagens de remédio podem ter circuitos que mudam de cor para indicar quando o medicamento passa da data de validade", exemplifica Faria. Cartões inteligentes e papel eletrônico são outras possibilidades. Só no Ineo existem mais de 30 grupos de pesquisa estudando aplicações e conceitos científicos relacionados à eletrônica orgânica.

A tecnologia já é usada por fabricantes de celulares na área de telas; empresas como Sony e Samsung também adotam o material na fabricação de aparelhos de TV e monitores ultrafinos. O novo console portátil da Sony, lançado ontem, chegará ao mercado com uma tela de OLED, uma espécie de LCD que consome menos energia e se baseia na eletrônica orgânica.

No Brasil, algumas empresas começam a investir na área. No início da semana, a CSEM Brasil - instituição privada sem fins lucrativos criada pela suíça CSEM S.A e pela empresa de participações FIR Capital - assinou com o governo de Minas Gerais e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) um termo de cooperação técnica, com aporte de R$ 7 milhões, para desenvolver produtos com eletrônica orgânica. A instituição também firmou com a Fapemig um memorando de entendimento para cooperação científica com o Imperial College London, principal centro de referência da área.

O executivo-chefe da CSEM Brasil, Tiago Maranhão Alves, diz que a empresa focará o desenvolvimento de etiquetas com sensores de identificação por radiofrequência (RFID) e células fotovoltaicas (que convertem luz em energia elétrica). O plano é iniciar a produção desses itens no prazo de um ano e instalar uma fábrica de chip eletrônico orgânico, o que exigirá investimento de R$ 100 milhões. Ele diz que o composto usado para a produção desses itens poderia ser fornecido por empresas que já atuam no país, como a Braskem. Por meio de sua assessoria, a Braskem informou que acompanha o desenvolvimento da tecnologia.

Devido ao custo reduzido, Alves diz acreditar que a tecnologia atrairá o interesse de investidores para a instalação da fábrica. "Desde a década de 70 corremos atrás do mercado de semicondutores. A eletrônica orgânica é o próximo trem que não podemos perder."

A holandesa Philips também iniciou um projeto no Brasil recentemente. Em novembro, anunciou parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para trazer ao Brasil parte do desenvolvimento da tecnologia OLED. O diretor de tecnologia e sustentabilidade da Philips, Walter Duran, diz que as lâmpadas de OLED disponíveis atualmente são pequenas e, portanto, têm aplicação limitada. O projeto visa desenvolver lâmpadas maiores, que permitam criar painéis destinados a ambientes residenciais. Um exemplo seria um vidro para janela capaz de armazenar energia solar e iluminar um cômodo à noite. A Philips planeja iniciar a produção de luminárias com a tecnologia em 2013.

No início da década passada, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também usou a eletrônica orgânica para criar a língua eletrônica, equipamento que identifica os sabores de alimentos e bebidas.
Fonte: Valor

terça-feira, 13 de abril de 2010

Trading Technologies (TT) e BM&FBOVESPA expandirão a presença da companhia no Brasil

A Trading Technologies International, Inc. (TT), principal provedora de software para envio de ordens e soluções para profissionais do mercado de derivativos, e a BM&FBOVESPA, maior bolsa da América Latina, anunciaram uma parceria para prover acesso direto à nova plataforma de multiativos da Bolsa, via plataforma X_TRADER® da TT. Como parte da parceria, a TT estabelecerá um novo data center via co-location na BM&FBOVESPA para a solução de hospedagem TTNET™, da TT. O novo hub TTNET oferecerá aos clientes da TT uma porta de entrada de baixa latência aos sistemas de negociação da BM&FBOVESPA. Além do data center, a TT vai inaugurar um escritório de vendas e suporte em São Paulo, seu primeiro na América Latina.
A nova conexão direta proporcionará aos investidores internacionais acesso aos sistemas da Bolsa brasileira via plataforma X_TRADER® da TT, incluindo seus principais contratos de derivativos:
Taxa de juro – DI, DI Longo, Cupom Cambial;
Futuro de Índices – Ibovespa, Míni de Ibovespa, Índice Brasil-50 e IGP-M;
Futuro de Taxas de Câmbio – Dólar, Míni de Dólar e Euro;
Commodities – Café Arábica, Milho, Soja, Açúcar Cristal, Boi Gordo e Etanol;
Títulos de Dívida Externa – Futuro de A-Bonds, Futuros de Swap de Crédito de 3, 5 e 7 Anos da Dívida Soberana da República Federativa do Brasil e Futuro de US Treasury Note de 10 Anos;
Metais – Ouro.
“A BM&FBOVESPA está muito satisfeita com esta parceria que contribuirá para a ampliação do acesso aos nossos mercados. A parceria está em linha com nosso objetivo de oferecer soluções tecnológicas cada vez mais avançadas para nossos clientes”, disse o diretor executivo de Operações e TI da BM&FBOVESPA, Cícero Augusto Vieira.
“Acreditamos que essa parceria com a BM&FBOVESPA fornecerá uma conexão de baixa latência superior para a Bolsa. Esperamos que o co-location e o nosso novo TTNET hub em São Paulo ofereçam uma vantagem estratégica a nossos clientes”, disse Harris Brumfield, CEO da TT.
A solução de hospedagem TTNET da TT acelera o acesso aos mercados futuros internacionais e aumenta a estabilidade da plataforma de negociação por meio de outros data centers localizados perto das principais bolsas, em Chicago, Nova Jersey, Londres, Frankfurt, Cingapura e Tóquio. Técnicos da TT são responsáveis pela administração de rede, configuração de hardware, manutenção de infraestrutura, administração de data line, upgrades e backups, segurança e suporte.
Fonte: Bovespa