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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

IPO do LinkedIn será termômetro de bolha no setor

Para diretor de portfolio da Ideiasnet, investidores continuarão buscando investimentos de internet no Brasil em 2011.

A rede social voltada a contatos profissionais LinkedIn encerrou as especulações e entrou com pedido para abrir capital. Para muitos, a primeira de uma fila que conta com Facebook e Groupon na sequência.

Trata-se de um combustível adicional para o debate sobre uma eventual nova bolha de tecnologia na Bolsa de Nova York.

Há mais de 15 anos atuando como investidor focado em empresas embrionárias de tecnologia nos Estados Unidos e no Brasil, Michael Nicklas entende que a operação pode sinalizar se a indústria passa por uma euforia exagerada.

Particularmente, ele não acredita ser esse o caso desta vez. "O LinkedIn é um negócio sólido, com nichos de receitas diversificados, gera lucro e tem um histórico de crescimento impressionante", disse Nicklas, que se tornou neste ano diretor de portfolio da brasileira Ideiasnet.

Confira a seguir trechos da conversa tida com o Brasil Econômico:

A abertura de capital do LinkedIn é a primeira de uma série de IPOs de empresas da web 2.0 nos EUA?

Desde a crise em 2008, o mercado financeiro tem sido pouco receptivo a novas ofertas públicas de capital gerando assim um acúmulo de demanda.

As seguintes empresas, na minha opinião, seriam candidatos fortes: Zynga, Facebook, GroupON, Zillow, Glam Media, Gilt Group, Skype, Associated Content e BrightCove.

Importante também lembrar que a Demand Media e a Nielsen lançaram IPOs recentemente que foram bem recebidos.

O resultado da oferta de ações do LinkedIn pode mostrar a existência de uma bolha no setor?

Na minha opinião, o LinkedIn é um negócio sólido, com nichos de receitas diversificados, gera lucro e tem um histórico de crescimento impressionante.

Tem uma posição forte perante os concorrentes dada a natureza de "Winner Takes All" ("O Vencedor Leva Tudo", termo designado quando a empresa está estabelecida em um setor no qual é muito difícil um novo concorrente entrar) do segmento onde ela atua. Se todos já estão em uma rede de negócios, por que entrar em outra?

Por essas razões creio que o LinkedIn pode comandar fundamentos fortes na bolsa. Porém múltiplos muito acima da média do setor poderão sinalizar uma tendência de bolha no mercado.

Outro indicador de bolha seria companhias sem faturamento tentando abrir capital. Por enquanto não é o caso.

Como as empresas startups do Brasil ficam nesse movimento?

As empresas startups no Brasil já vinham aproveitando o bom momento macroeconômico do país que tem chamado a atenção de investidores estrangeiros.

Creio que investidores, tantos nacionais como estrangeiros, continuarão buscando investimentos de internet no Brasil em 2011.

Vimos várias vendas de startups brasileiras recentemente, por exemplo duas do portfolio da Ideiasnet: a NetMovies que foi vendida em dezembro para a Tiger Global de Nova York e a MediaFactory que foi comprada pela holding francesa, LeadMedia, da Truffle Capital.
Fonte: Brasil Econômico

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ações da Red Hat têm maior valor em 10 anos

Mais bem-sucedida empresa cujo negócio principal é o software livre Linux, a Red Hat chamou atenção por ter conseguido a maior valorização no índice Standard & Poor´s no último mês.

A alta também representa o maior valor de suas ações em 10 anos, desde a época de explosão do uso da internet e auge da bolha das empresas de tecnologia.

A empresa distribui e presta serviços relacionados ao Linux, sistema operacional que pode ser modificado livremente e que compete com o Windows, da Microsoft, que vende licenças de uso.

A que se deve o desempenho tão positivo da Red Hat?

Nós tivemos expansão de 20% no faturamento (para US$ 219,8 milhões) e estamos com um fluxo de caixa sólido.

Além disso, o mercado de desenvolvimento de software com código aberto é baseado no modelo de subscrição, não na venda de licenças de uso. A maior parte dos clientes renova a subscrição.

Mas a empresa registrou uma queda no lucro ano a ano.

Houve uma queda de U$ 28,9 milhões para US$ 23,7 milhões, devido a benefícios fiscais que tivemos em 2008.

A entrada do Google no mercado de sistema operacional (também baseado em Linux) tem algum impacto?

O Google tem o Android, que é um sistema operacional para telefones móveis, segmento em que não atuamos.

E o Google Chrome (sistema para computadores pessoais já anunciado, mas que ainda não chegou ao mercado) estará mais voltado para o consumidor final, não para as empresas, que são o nosso foco.
Fonte: Econômico

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Nyse quer se aproximar do Brasil e trazer tecnologia Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/6441010/nyse-quer-se-aproximar

SÃO PAULO - A Nyse Euronext, empresa controladora da Bolsa de Nova York e das bolsas européias com a marca Euronext, quer se aproximar da BM & FBovespa no âmbito tecnológico e colaborar para a internacionalização das companhias brasileiras.

Os executivos da bolsa americana, presentes em evento em São Paulo, afirmaram estarem interessados em posicionar a Nyse como um provedor de serviços tecnológicos para o mercado local. "O Brasil foi um dos primeiros países a saírem da crise e não vai demorar para se tornar a quinta maior economia do mundo, por isso, estamos otimistas", afirmou Duncan Niederauer, presidente da Nyse Euronext.

O Brasil é o terceiro maior país em termos do número de empresas listadas na Nyse, com 28 companhias, depois do Canadá e da China. No ano passado, havia 31 empresas listadas em NY, número que sofreu queda, segundo o executivo, devido a algumas fusões como a da Sadia e Perdigão. Para Niederauer, o bom momento do mercado brasileiro deve aumentar a atração das empresas nacionais ao mercado americano.

O executivo ressaltou ainda a importância da competição nos mercados financeiros. "É justo dizer que a Nasdaq e a Nyse precisam de competição, ambas têm uma posição amplamente monopolista nos EUA. Se você me perguntar se o Brasil deve usar a competição? Eu digo que sim", afirmou.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/investimentos/12/6441010/nyse-quer-se-aproximar-do-brasil-e-trazer-tecnologia#ixzz0wz7zCa8o