O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, definiu o atual momento da industria de mobilidade ao dizer, em sua palestra no Mobile World Congress – evento em Barcelona, entre os dias 14 e 17 – que “a batalha dos smartphones virou a guerra dos sistemas operacionais”.
Enquanto a disputa pelos usuários móveis se resumia a lançamentos de cópias do iPhone, a Apple garantia nocaute atrás de nocaute. Os concorrentes pareciam não entender que o design do aparelho lançado em 2007, mesmo que tivesse a sua parte no sucesso, era só a moldura para a verdadeira revolução: a plataforma que vinha escondida ali dentro. Com um ecossistema de aplicativos de todo tipo, foi ela que transformou o celular, antes mera máquina de fazer ligações com despertador, em dispositivo múltiplo e inteligente.
Só dois anos depois a briga começaria a ficar um pouco mais difícil para a Apple, quando o Google repensou a ideia original e apresentou o Android, inovador à sua maneira. Podendo ser livremente alterada, a plataforma ganhou espaço em smartphones – e agora tablets – de muitas marcas boas de hardware que ficavam devendo no software.
Crescimento fulminante que pôde ser comprovado no próprio Mobile World Congress, onde o Android era o único a merecer o seu próprio pavilhão, que, mesmo sendo o maior, ficou espremido com o tanto de companhias que usa o produto do Google nos seus próprios – Samsung, LG, Motorola, Qualcomm, Sony Ericsson, Acer, ZTE, Huawei, Fujitsu, Intel, ARM, só para ficar nas mais notáveis. Eric Schmidt, ainda CEO do Google, fez questão de dar o número exato: são 107 aparelhos rodando Android.
E eles não param de se replicar. A HTC, co-autora do fracasso Nexus One, com o Google, anunciou cinco celulares e um tablet, Androids todos eles. A Samsung, que vendeu 10 milhões de unidade do smartphone Galaxy S, lançou com estardalhaço a sua nova geração, o Galaxy 2, com a atualização Gingerbread do Android, além de mostrar o Galaxy Tab 2, que rodará a versão Honeycomb do sistema do Google, criada para melhorar a interface e o uso de tablets.
O evento também viu nascer a primeira geração de Androids para atividades específicas, caso do Sony Ericsson Xperia Play (ou ‘PSP Phone’), cruzamento de celular e videogame portátil, e do LG Optimus 3D, smartphone que veicula conteúdo 3D sem necessidade de óculos especiais.
Por outro lado, a App Store, da Apple, é maior e mais rentável que o Android Market. Ainda há muito mais aplicativos gratuitos do que pagos no Android, mas as opções cobradas crescem rapidamente, o que é crucial para atrair desenvolvedores, antes contrariados com o pacote de programação do Google, que faria os apps rodaram em certos aparelhos e em outros não.
“Ficamos impressionados em ver como a Apple monetizou os aplicativos e criamos um sistema semelhante”, admitiu Schmidt, que, com falsa modéstia de executivo muito bem treinado, adicionou um “se eu estiver enganado, me corrijam, por favor” antes de dizer que o Android era a tendência móvel que cresce mais rapidamente. O número de apps no Android Market aumentou 127% desde agosto de 2010 e, se seguir nesse ritmo, ultrapassa o iOS em 2012, segundo relatório divulgado na última quinta.
Retardatário. Ainda inexpressivo mas potencialmente enorme, o Windows Phone, anunciado em 2010, quer desafiar o dualismo. E pode conseguir espaço devido à parceria com a Nokia. Ex-líder que agoniza no mundo dos smartphones, a companhia finlandesa abandonou o seu próprio sistema (Symbian), fingiu que esqueceu que estava desenvolvendo outro com a Intel (MeeGo), rejeitou as investidas do Google e equipará toda a sua linha com o Windows Phone a partir de 2012. A dúvida é se há espaço para uma terceira via.
A Apple, que nem foi a Barcelona, deu seu jeito de se fazer lembrada, seja pelos rumores de um iPad 2 e de um iPhone mais acessível, seja pela notícia de que virou a maior fabricante de computadores pessoais do mundo graças a seu tablet, que acaba de completar um ano e, mais uma vez, ajudou a redefinir um nicho do mercado. Como no caso do iPhone, a empresa do agora licenciado Steve Jobs ainda pode desfrutar de seu pioneirismo e ver de longe como os rivais variam em cima do tema que criou.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
A guerra dos sistemas operacionais
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Ações da Red Hat têm maior valor em 10 anos
Mais bem-sucedida empresa cujo negócio principal é o software livre Linux, a Red Hat chamou atenção por ter conseguido a maior valorização no índice Standard & Poor´s no último mês.
A alta também representa o maior valor de suas ações em 10 anos, desde a época de explosão do uso da internet e auge da bolha das empresas de tecnologia.
A empresa distribui e presta serviços relacionados ao Linux, sistema operacional que pode ser modificado livremente e que compete com o Windows, da Microsoft, que vende licenças de uso.
A que se deve o desempenho tão positivo da Red Hat?
Nós tivemos expansão de 20% no faturamento (para US$ 219,8 milhões) e estamos com um fluxo de caixa sólido.
Além disso, o mercado de desenvolvimento de software com código aberto é baseado no modelo de subscrição, não na venda de licenças de uso. A maior parte dos clientes renova a subscrição.
Mas a empresa registrou uma queda no lucro ano a ano.
Houve uma queda de U$ 28,9 milhões para US$ 23,7 milhões, devido a benefícios fiscais que tivemos em 2008.
A entrada do Google no mercado de sistema operacional (também baseado em Linux) tem algum impacto?
O Google tem o Android, que é um sistema operacional para telefones móveis, segmento em que não atuamos.
E o Google Chrome (sistema para computadores pessoais já anunciado, mas que ainda não chegou ao mercado) estará mais voltado para o consumidor final, não para as empresas, que são o nosso foco.
Fonte: Econômico
A alta também representa o maior valor de suas ações em 10 anos, desde a época de explosão do uso da internet e auge da bolha das empresas de tecnologia.
A empresa distribui e presta serviços relacionados ao Linux, sistema operacional que pode ser modificado livremente e que compete com o Windows, da Microsoft, que vende licenças de uso.
A que se deve o desempenho tão positivo da Red Hat?
Nós tivemos expansão de 20% no faturamento (para US$ 219,8 milhões) e estamos com um fluxo de caixa sólido.
Além disso, o mercado de desenvolvimento de software com código aberto é baseado no modelo de subscrição, não na venda de licenças de uso. A maior parte dos clientes renova a subscrição.
Mas a empresa registrou uma queda no lucro ano a ano.
Houve uma queda de U$ 28,9 milhões para US$ 23,7 milhões, devido a benefícios fiscais que tivemos em 2008.
A entrada do Google no mercado de sistema operacional (também baseado em Linux) tem algum impacto?
O Google tem o Android, que é um sistema operacional para telefones móveis, segmento em que não atuamos.
E o Google Chrome (sistema para computadores pessoais já anunciado, mas que ainda não chegou ao mercado) estará mais voltado para o consumidor final, não para as empresas, que são o nosso foco.
Fonte: Econômico
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