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segunda-feira, 11 de julho de 2011

100 dias com ele



Desde que Larry Page voltou ao comando do Google, a empresa lançou notebook com seu sistema operacional, espalhou o botão +1, seu curtir, pela web e pôs no ar o Plus, sua visão de ‘como a internet será nos próximos anos’

Daqui a dois dias, na quarta-feira, Larry Page completa 100 dias no comando do Google. Nesse período, o buscador lançou um notebook com sistema operacional próprio, aumentou a presença do seu botão Curtir ( +1), anunciou uma ferramenta que promete transformar o telefone celular em cartão de crédito, apresentou um serviço de músicas online, mudou o visual de sua página inicial e, além de outras novidades, lançou o Google+.

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Dentre tantas mudanças, o Google+, ou Plus, é o projeto que mais representa os rumos que o buscador começou a tomar desde que o cofundador do Google voltou ao comando da empresa que criou há quase 13 anos.


Ao lado de Sergey Brin, Page foi responsável pelos algoritmos iniciais que definiam a relevância de um site nos resultados de busca. Page retorna em um momento que o Google muda a forma como encara seu objetivo de organizar todas as informações do mundo – agora, pensando também no lado social e pessoal da internet.
O desenvolvimento do Google+ teve início há mais de um ano com o codinome “Emerald Sea” (Mar de Esmeralda), como relatou em uma recente reportagem publicada no site da revista Wired, o veterano jornalista de tecnologia Steven Levy, autor do livro In The Plex, sobre o Google (leia mais na página ao lado).
O tamanho do projeto do Plus descrito no livro mostra a importância que o Google está dando à tentativa de tornar seus serviços mais sociais – e, enfim, reagir ao Facebook e ao Twitter.


(Peter DaSilva/NYT)

Ao todo, 18 produtos do Google devem ser integrados às ferramentas sociais do Plus e mais de cem novidades são esperadas para este ano. Trinta equipes de engenharia fazem parte do desenvolvimento e são lideradas pelos principais nomes do Google, como os vice-presidentes Vic Gundotra e Bradley Horowitz.
O visual do Plus e seus círculos ficou a cargo de Andy Hertzfeld, o designer conhecido como “mago do software”, o mesmo que criou a interface do sistema dos computadores Macintosh para a Apple nos anos 1980. Ele trabalha no Google desde 2005.

O desafio é tanto que uma das primeiras medidas de Larry Page como CEO do Google foi decretar que 25% do bônus de fim de ano aos funcionários vai depender do desempenho da empresa nas ferramentas sociais.
Racional e pessoal. O Google passou quase 13 anos buscando dar às pessoas a resposta mais relevante e isenta possível. Agora, com o Google+, aponta para a percepção de que uma pergunta a amigos no Facebook (“Quero fazer uma lasanha. Dicas?”) pode ser mais útil do que uma busca (“receita de lasanha”). A proposta é criar esse tipo de interação pessoal também dentro dos serviços do buscador.

“O Plus não é um produto isolado”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil, falando, em seguida, de um ideal bastante semelhante ao do Facebook: “Para a gente, não é uma rede social. É como a internet será nos próximos anos, agregando componentes sociais na navegação. Da busca ao compartilhamento de vídeos, fotos, mensagens, notícias. Tudo que fazemos na web, mas de uma forma mais natural.”

O executivo nega que esta concepção tenha relação com a troca de comando no Google, mas reconhece que ambas novidades estão relacionadas com a visão do Google de “como a rede deve ser”. “Tem de ser rápida, tem de refletir o desejo do usuário, tem de refletir as tendências do momento”, diz. Questionado sobre a importância da área social para o Google neste ano, ele afirma: “vai ser um ano agitado”.
Para o escritor Nicholas Carr, autor do livro The Shallows (Os Superficiais, sem edição brasileira), em que discute as consequências da internet na mente humana, há um perigo neste novo alinhamento do buscador. “O Google está se distanciando do seu ideal de encontrar o melhor conteúdo da web para mirar outro objetivo: o de fornecer informações adaptadas a preferências pessoais”, disse, em entrevista ao Link por e-mail. “Em alguns casos, isso leva a resultados melhores. Em outros, pode servir para ampliar a visão tendenciosa de uma pessoa. A personalização, seja baseada nas preferências individuais ou de um grupo, pode causar isolamento e polarização a longo prazo, o que pode ter consequências negativas para a sociedade, embora tenha vantagens práticas.”

Novos desafios. Larry Page assumiu o Google no início de abril no lugar de Eric Schmidt, que foi CEO – ou presidente-executivo – por dez anos. Ele comandou o enorme crescimento do Google, quando passou de líder de buscas ao posto de maior empresa de internet do mundo. Só no primeiro trimestre, o faturamento foi de US$ 8,6 bilhões (R$ 13,46 bilhões) – os próximos resultados serão divulgados dia 14.
Dez anos depois, porém, o buscador sofria as consequências burocráticas de ser uma empresa de 24 mil funcionários, coisa que os fundadores sempre quiseram evitar. Além disso, à medida que o Google expandiu sua área de atuação, ganhou concorrentes líderes em seus setores. O principal deles, segundo o próprio Google, é a Microsoft.

“A mudança de cargo do Larry é muito mais uma melhoria na velocidade em que a empresa trabalha”, afirma Ximenes. “A companhia sempre se viu muito como uma startup. Quando ele assumiu, a proposta era não apenas manter esse espírito, mas também ter uma estrutura de trabalho ágil o suficiente para acompanhar o ritmo das inovações.”

Faxina geral. A busca por agilidade parece estar dando resultado. Desde que anunciou o Plus há duas semanas, o Google começou a fazer uma grande faxina nos seus produtos. O visual do Plus foi incorporado a outros serviços, a começar pelas páginas do buscador, do Google Calendar e do Gmail.
Na semana passada, o site Mashable noticiou que o Google vai mudar os nomes do Blogger e do Picasa para Google Blogs e Google Photos – também como projeto de padronização. No fim de julho, os perfis privados do Google Profiles serão apagados.

A primeira falha do Plus foi corrigida em 48 horas. Ela permitia que um post privado de uma pessoa fosse republicado por um seguidor publicamente. O Google percebeu o erro, apontado por uma reportagem do Financial Times, e incluiu uma opção para impedir que posts privados sejam compartilhados.

O problema é pequeno comparado ao vexame causado por outro produto do Google, o Buzz. Quando foi lançado, o serviço, que era para ser uma espécie de Twitter, transformava os contatos do Gmail – todos aqueles para quem você mandou e-mail – em seguidores, o que expôs a lista de contatos dos usuários.
Uma vez que os EUA iniciaram uma investigação sobre a dominância do Google na internet (leia ao lado), qualquer deslize pode ser grave, principalmente quando se trata de informações pessoais. O ativista Richard Esguerra, representante da Electronic Frontier Foundation, entidade que defende a privacidade na internet, elogia a ferramenta que permite que o usuário escolha com quais pessoas quer compartilhar na rede. Ele afirma que regulações e governos têm de tomar cuidado para não inibir inovações como essa. “Com ou sem o Plus, o Google já tem um enorme conhecimento sobre os usuários de internet.”
Fonte: Link

terça-feira, 31 de maio de 2011

Android cresce e Yahoo se rende ao sistema

O último relatório da ComScore sobre o mercado de celulares revelou um salto de crescimento no uso do sistema operacional Android em smartphones nos Estados Unidos. O produto Google pulou de 4% para 13%, enquanto o Windows Phone encolheu cerca de 2% (de 15% para 13%). Os dados do relatório são do trimestre que acabou em maio, portanto ainda não contabilizam o lançamento do iPhone 4.

A Research in Motion, dona do Blackberry, ainda é líder no mercado norte-americano, com pouco mais de 40% – seguida pela Apple, que tem cerca de 25% dos aparelhos em uso. O sistema Android pode ser encontrado em aparelhos Motorola, HTC, LG e Samsung.

Rival do Google no segmento de internet, o Yahoo finalmente se rendeu ao Android, e disponibilizou versões de seus aplicativos Yahoo Mail e Yahoo Messenger para o sistema de celular. A busca do Yahoo também ganhou um widget para competir com o Google dentro da casa do adversário.

Entre as outras novidades anunciadas pelo Yahoo estão aplicativos do Yahoo Mail e Yahoo News reescritos em HTML 5 para iPhone e iPod Touch. Segundo a empresa, os aplicativos são sua criação mais avançada, com efeitos visuais e navegação por gestos.

Para baixar os aplicativos em seu Android basta escanear os códigos QR abaixo com a câmera do celular.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Yahoo vs. Alibaba

A batalha do Yahoo com o Grupo Alibaba se intensificou nesta sexta-feira conforme as duas empresas apresentaram depoimentos contrastantes acerca da transferência da maior parte dos ativos da companhia de internet chinesa para seu presidente-executivo.

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Analistas afirmam que a entrega do Alipay (sistema de pagamento para comércio online similar ao PayPal) para o presidente-executivo Jack Ma reduziu o valor da fatia de 43% do Alibaba detida pelo Yahoo. O Alibaba também opera a maior empresa de comércio online da China, a Alibaba.com.

O Yahoo afirmou que foi pego de surpresa pelo acordo, embora o Alibaba tenha replicado que o Yahoo estava ciente da transação por possuir um assento na diretoria da empresa chinesa, agora ocupado pelo ex-presidente executivo do Yahoo Jerry Yang, que também é um dos diretores do Yahoo.

As ações do Yahoo caíram cerca de 14% desde que a companhia divulgou pela primeira vez a transferência em um documento ao governo após o fechamento do mercado na terça-feira. O fato realça o tenso relacionamento entre Ma e Carol Bartz, presidente-executivo do Yahoo desde janeiro de 2009.

Bertz está sob pressão para aumentar a receita e trazer mais visitantes para o Yahoo, que atualmente perde mercado para concorrentes como o Google e o Facebook. A fatia no Alibaba é considerada um dos bens mais valiosos do Yahoo. As ações do Yahoo tiveram queda de 3,6% por cento na Nasdaq.
Fonte: Link

Presidente do Baidu é homem mais rico da China

A ferramenta de buscas na internet Baidu não apenas desbancou o Google na China como fez de seu presidente, Robin Li, o homem mais rico da China continental. Segundo lista da revista Forbes divulgada na última terça-feira,26, Li, de 42 anos, tem a 95ª maior fortuna do mundo.



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O império montado por Li na gigante chinesa, que hoje detém quase 80% do segmento na China (os 20% restantes ficam com o Google), foi avaliado em US$ 9,4 bilhões.

O crescimento da fortuna de Li se deve à crescente onda tecnológica que a China vem experimentando, com um universo online que hoje que ultrapassa os 457 milhões de usuários e se estabelece como o maior do mundo, de acordo com o Centro de Informação de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês).

Estima-se que o Baidu acumule diariamente 42 milhões de acessos diários. De acordo com o balanço divulgado pela empresa na última segunda-feira, o lucro líquido realizado no primeiro trimestre deste ano foi da ordem de US$ 163 milhões (cerca de R$ 258 milhões), o que representa um acréscimo de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Google na China. A entrada de Li para a lista da Forbes se dá num momento crucial para a Baidu, que passa por uma crise de imagem no país. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura chinês anunciou que iria punir 14 sites, incluindo o Baidu, por oferecer downloads ilegais de músicas e livros.

Mas a onda de críticas ao buscador se tornou notícia no país já no início deste ano, quando o blogger Han Han entrou com um processo contra a gigante por ferir os direitos autorais de escritores locais. Han Han foi eleito a décima pessoa mais influente do mundo pela revista Time em 2010, ao lado de Li, que também figurou na lista.

Li cofundou o buscador em 2000 para competir com o Google em território chinês, onde a gigante americana se instalou apenas em 2006 com o domínio google.cn.

Sem conseguir um retorno comercial e empatado em um distante segundo lugar na liderança do mercado na China, no ano passado, o Google se recusou a seguir censurando o conteúdo de suas buscas por determinação do governo chinês e denunciou que hackers haviam tentado violar contras de e-mails de ativistas da oposição chinesa.

O escritório do Google em Pequim acabou sendo fechado, e hoje a empresa opera via Hong Kong. Em comunicado divulgado em seu blog oficial em 22 de março de 2010, o Google disse que a autocensura era uma exigência legal não negociável do governo mandarim em suas negociações para seguir operando no país.

As reações da sociedade chinesa à saída da empresa da China foram variadas. Alguns internautas postaram comentários de que a manobra do Google contra Pequim era uma ameaça e um “insulto” aos chineses; outros fizeram comparações entre a qualidade das buscas providas por Google e Baidu – que também tem de cumprir a censura determinada pelo governo.

Bilionários. Robin Li, um dos 115 bilionários chineses da atualidade, é formado em Gerência de Informação pela Universidade de Pequim, a maior do país. Nos Estados Unidos ele obteve um diploma de mestre em Ciência da Computação pela Universidade do Estado de Nova York em 1994.

Antes de retornar à China e criar o Baidu, Li trabalhou como engenheiro de uma empresa no Vale do Silício. Em 1994, o cientista foi responsável pela criação do software utilizado na publicação da edição online do The Wall Street Journal.

Segundo a lista da Forbes, o fundador da Microsoft, Bill Gates, 55, segue como o segundo maior bilionário do mundo, com US$ 56 bilhões, atrás do mexicano Carlos Slim, de 71 anos, com um império avaliado em US$ 74 bilhões.

Também figuram na lista os brasileiros Eike Batista, na 8ª colocação; Jorge Paulo Lemann, na 55ª posição; e Joseph Safra, no 68º lugar.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Link

Presidente do Baidu é homem mais rico da China

A ferramenta de buscas na internet Baidu não apenas desbancou o Google na China como fez de seu presidente, Robin Li, o homem mais rico da China continental. Segundo lista da revista Forbes divulgada na última terça-feira,26, Li, de 42 anos, tem a 95ª maior fortuna do mundo.



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O império montado por Li na gigante chinesa, que hoje detém quase 80% do segmento na China (os 20% restantes ficam com o Google), foi avaliado em US$ 9,4 bilhões.

O crescimento da fortuna de Li se deve à crescente onda tecnológica que a China vem experimentando, com um universo online que hoje que ultrapassa os 457 milhões de usuários e se estabelece como o maior do mundo, de acordo com o Centro de Informação de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês).

Estima-se que o Baidu acumule diariamente 42 milhões de acessos diários. De acordo com o balanço divulgado pela empresa na última segunda-feira, o lucro líquido realizado no primeiro trimestre deste ano foi da ordem de US$ 163 milhões (cerca de R$ 258 milhões), o que representa um acréscimo de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Google na China. A entrada de Li para a lista da Forbes se dá num momento crucial para a Baidu, que passa por uma crise de imagem no país. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura chinês anunciou que iria punir 14 sites, incluindo o Baidu, por oferecer downloads ilegais de músicas e livros.

Mas a onda de críticas ao buscador se tornou notícia no país já no início deste ano, quando o blogger Han Han entrou com um processo contra a gigante por ferir os direitos autorais de escritores locais. Han Han foi eleito a décima pessoa mais influente do mundo pela revista Time em 2010, ao lado de Li, que também figurou na lista.

Li cofundou o buscador em 2000 para competir com o Google em território chinês, onde a gigante americana se instalou apenas em 2006 com o domínio google.cn.

Sem conseguir um retorno comercial e empatado em um distante segundo lugar na liderança do mercado na China, no ano passado, o Google se recusou a seguir censurando o conteúdo de suas buscas por determinação do governo chinês e denunciou que hackers haviam tentado violar contras de e-mails de ativistas da oposição chinesa.

O escritório do Google em Pequim acabou sendo fechado, e hoje a empresa opera via Hong Kong. Em comunicado divulgado em seu blog oficial em 22 de março de 2010, o Google disse que a autocensura era uma exigência legal não negociável do governo mandarim em suas negociações para seguir operando no país.

As reações da sociedade chinesa à saída da empresa da China foram variadas. Alguns internautas postaram comentários de que a manobra do Google contra Pequim era uma ameaça e um “insulto” aos chineses; outros fizeram comparações entre a qualidade das buscas providas por Google e Baidu – que também tem de cumprir a censura determinada pelo governo.

Bilionários. Robin Li, um dos 115 bilionários chineses da atualidade, é formado em Gerência de Informação pela Universidade de Pequim, a maior do país. Nos Estados Unidos ele obteve um diploma de mestre em Ciência da Computação pela Universidade do Estado de Nova York em 1994.

Antes de retornar à China e criar o Baidu, Li trabalhou como engenheiro de uma empresa no Vale do Silício. Em 1994, o cientista foi responsável pela criação do software utilizado na publicação da edição online do The Wall Street Journal.

Segundo a lista da Forbes, o fundador da Microsoft, Bill Gates, 55, segue como o segundo maior bilionário do mundo, com US$ 56 bilhões, atrás do mexicano Carlos Slim, de 71 anos, com um império avaliado em US$ 74 bilhões.

Também figuram na lista os brasileiros Eike Batista, na 8ª colocação; Jorge Paulo Lemann, na 55ª posição; e Joseph Safra, no 68º lugar.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Os netbooks do Google

O Chrome chegou de vez aos computadores. O Google apresentou no segundo dia da conferência de desenvovedores Google I/O, em São Francisco, o Chromebook, netbook equipado com o novo Chrome OS. O novo sistema operacional baseado na nuvem — isto é, cujos programas e arquivos ficam armazenados online — já havia sido anunciado há um tempo, mas essa é a primeira vez em que ele chega a computadores em escala comercial.

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Os primeiros “Chromebooks”, como os netbooks do Google foram chamados, serão fabricados pela Acer e pela Samsung e custarão US$ 349 e US$ 429, respectivamente. O Google promete uma nova experiência para o usuário — e diz até que não será preciso esperar minutos para o computador ligar. “Você lerá seu e-mail em segundos”. O Chrome OS será atualizado automaticamente. E tudo é baseado na nuvem: os aplicativos, jogos, fotos, músicas e vídeos ficarão acessíveis a partir de qualquer computador com o sistema.

Os Chromebooks começam a ser vendidos no dia 15 de junho nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Itália e Espanha. A promessa é que outros países sejam atendidos nos próximos meses. Há modelos apenas com Wi-Fi e com Wi-Fi e 3G.

Só que, mais do que vender os computadores, o Google preparou planos de ‘aluguel’ das máquinas. Funcionará assim: o usuário terá acesso ao hardware e o software do Google, baseado na nuvem, a uma taxa fixa mensal. O programa, chamado Chromebooks for Business & Education, tem taxas mensais de US$ 28 (para clientes corporativos) e US$ 20 (instituições educacionais). As substituição e a atualização do equipamento fica a cargo do Google e é gratuita.

A chegada dos Chromebooks aumenta a importância da Chrome Web Store. A loja de aplicativos será estendida para todo o mundo — ganhará versões em 41 idiomas, diz o Google. E o impulsor dessa novidade é nada menos do que o superpopular Angry Birds, que chega pela primeira vez à versão web. O popular jogo para celulares e tablets ganhou uma versão em HTML5 que roda no Chrome, e é a principal estrela desta nova fase da Chrome Web Store. Já está funcionando. Peter Vesterbacka, CEO da Rovio, desenvolvedora do game, disse ainda que haverá uma versão offline — ainda não detalhada.

Agora também será mais fácil para os programadores rentabilizarem seus apps. O Google lançou um mecanismo que permite aos desenvolvedores incluirem um botão de pagamento em seu aplicativo com apenas uma linha de código. Para os usuários, isso significa que será possível comprar conteúdo e aplicativos na loja em apenas dois cliques. Noventa e cinco por cento do lucro fica com o desenvolvedores e 5% para o Google, porcentagem que arrancou aplausos dos cinco mil programadores que estavam na conferência.

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Microsoft compra Skype por US$ 8,5 bilhões



A Microsoft anunciou nesta terça-feira, 10, a compra do Skype por US$ 8,5 bilhões, em uma operação desenhada para fazer a gigante do software reconquistar terreno perdido para rivais como o Google.

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O interesse da Microsoft na deficitária Skype sinaliza a necessidade da companhia de conquistar novos usuários para o Windows e o Office. A Skype registra 145 milhões de usuários mensais de seus usuários e tem ganhando espaço entre pequenas empresas.

A Skype adiou planos para uma oferta pública inicial que poderia levantar US$ 1 bilhão. A empresa vinha buscando outras opções, incluindo alianças com Facebook e Google. Um acordo como esse tinha avaliado a Skype como valendo entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

A companhia sediada em Luxemburgo permite que os usuários façam chamadas telefônicas gratuitas e também dará à Microsoft um pé no terreno potencialmente lucrativo de videoconferência, conforme empresas buscam reduzir despesas por meio de alternativas de comunicação de baixo custo.

O serviço da Skype poderá ser combinado com programas da Microsoft como Outlook para ter mais apelo entre usuários corporativos enquanto as comunicações por voz e vídeo poderiam ser vinculadas à plataforma de videogames Xbox, da produtora de software.

No longo prazo, a Skype dará a Microsoft outra rota para desenvolver sua presença no mercado de comunicação móvel, uma área em que a empresa vem colocando mais energia e recursos enquanto o uso do computador de mesa se mostra sob ameaça.

A Skype vai se tornar uma nova divisão de negócios dentro da Microsoft e será comandada pelo presidente-executivo da própria Skype, Tony Bates. O executivo vai se reportar diretamente ao presidente da Microsoft, Steve Ballmer.

“É um ativo estratégico e a operação é um movimento defensivo”, disse o analista Colin Gillis, do BGC Financial. “Se eles puderem colocar no Windows 8, dará a eles uma vantagem. A Skype também os ajuda no mercado de tablets”, afirmou.

A compra da Skype é a maior aquisição feita pela Microsoft em seus 36 anos de história. A notícia da operação surgiu primeiro no blog de tecnologia GigaOM, na segunda-feira.

O valor de US$ 8,5 bilhões, que inclui dívida da Skype, é surpreendente. Apesar da soma não ser suficiente para apertar a Microsoft, alguns analistas afirmam que é um valor alto para uma companhia que já trocou de dono várias vezes durante um tempo relativamente curto de vida da Skype.

“Nesta atmosfera de bolha da Internet 2.0, ficar com uma companhia online não lucrativa por um valor de cerca de 10 vezes suas vendas provavelmente pode parecer barato”, disse Michael Clendenin, diretor da empresa de consultoria RedTech Advisors.

“Mas se você considerar que a Skype foi avaliada em cerca de US$ 2,5 bilhões 18 meses atrás quando uma participação foi vendida, então os US$ 8,5 bilhões parecem generosos e significa que a Microsoft terá um muro alto para escalar de modo a provar aos investidores que a Skype é um item necessário para a estratégia online e móvel da companhia”, acrescentou.

A Skype, criada em 2003, foi comprada pelo eBay em 2005 por US$ 3,1 bilhões. No ano passado, a empresa registrou receita de US$ 860 milhões, mas a companhia sofreu um prejuízo líquido de US$ 7 milhões, segundo dados publicados pela companhia em documentos encaminhados em seu processo de oferta pública inicial.

Em 2009, o eBay vendeu uma participação majoritária na Skype para um grupo de investidores que incluiu Silver Lake, fundo de pensão do Canadá e Andreessen Horowitz, por US$ 1,9 bilhão em dinheiro e US$ 125 milhões em títulos. O eBay reteve cerca de um terço da empresa.
Fonte: Link

quinta-feira, 5 de maio de 2011

No Google, sai pebolim e entram mais escrivaninhas

A mesa de snooker resiste, ao lado da TV de tela plana e do videogame, mas são, digamos, o último bastião entre os espaços de entretenimento que costumam caracterizar os escritórios do Google ao redor do mundo. A sala de massagem - sim, eles tinham uma - virou lugar de armazenagem e, em poucos dias, será derrubada para dar lugar a mais escrivaninhas. A sala onde ficava a mesa de pingue-pongue já foi colocada abaixo, as redes (de descanso, não de computadores) foram retiradas e a mesa de pebolim está abandonada em meio a caixas de computadores ainda não desembalados.
O ambiente no quartel-general do Google em São Paulo reflete bem o momento pelo qual a companhia está passando no país. A empresa de internet está em processo de contratação de 125 profissionais - um acréscimo de 50% em relação à equipe atual, de 250 pessoas - e é difícil encontrar lugar para colocar tanta gente de uma vez.

Não é a única coisa que está mudando no Google. Desde 1º de março a empresa tem um novo presidente no Brasil. É Fábio Coelho, que comandou o iG por 18 meses, antes de se juntar à empresa. Além disso, faz um mês que o Google tem um novo executivo-chefe global - o cofundador Larry Page, que substituiu Eric Schmidt, atualmente no cargo de presidente do conselho.

O ritmo acelerado de contratações no Brasil indica um dos principais desafios de Coelho: manter o ritmo de crescimento no país. A companhia não divulga dados financeiros por subsidiária, mas há 50 dias, quando esteve em São Paulo, Schmidt revelou que a receita do Google no Brasil cresceu 80% no ano passado - um número surpreendente mesmo no setor de internet, cujas companhias estão acostumadas a crescer rapidamente.

"Abrimos recentemente filiais no Peru, no México e na Colômbia - e vamos abrir mais dois ou três escritórios na América Latina em breve", diz Coelho ao Valor. "Mas o Brasil ainda é o maior mercado da região e continuará sendo por muito tempo. Somos vistos pela companhia como um foco de investimento."

Plano é ocupar três andares em um dos espaços comerciais mais cobiçados de São Paulo

O reforço da equipe será distribuído entre São Paulo e as instalações em Belo Horizonte, onde o Google estabeleceu um centro de desenvolvimento, em 2005, ao comprar a brasileira Akwan.

Em São Paulo, parte da equipe terá de se mudar para instalações provisórias, que estão sendo preparadas para desafogar o escritório atual. Mas a mudança definitiva virá em 2012. É quando fica pronto o Projeto Faria Lima, um conjunto comercial cuja construção está cercada de superlativos e uma aura de exclusividade.

O complexo está sendo erguido em um terreno de 19 mil metros quadrados, que pertenceu ao especulador Naji Nahas na década de 80 e foi vendido em 2008, por R$ 500 milhões. Trata-se do último terreno disponível na av. Brigadeiro Faria Lima - uma das regiões mais disputadas de São Paulo. Não bastasse isso, a prefeitura parou de conceder licenças para a construção de edifícios na avenida.

Da sede atual do Google, também na av. Faria Lima, dá para ver o prédio, cuja construção é vazada, uma saída arquitetônica encontrada para permitir a coexistência com a Casa Bandeirantista, uma construção histórica com paredes de taipa de pilão. O Google vai se distribuir em três andares, mas em parte deles a ocupação será parcial, diz Coelho.

Os novos contratados vão reforçar várias áreas consideradas essenciais para o futuro da empresa, uma mostra da diversidade de tarefas que o Google tem pela frente.

A publicidade on-line é a principal fonte de receita da companhia - e tem sido suficiente para proporcionar um ciclo de crescimento saudável. No ano passado, os anúncios responderam por 96% da receita, que atingiu US$ 29,3 bilhões e cresceu 24% sobre o ano anterior. No primeiro trimestre do ano fiscal corrente, encerrado em março, a empresa registrou outro aumento significativo, de 27%, para US$ 8,58 bilhões. Os ganhos líquidos somaram US$ 2,3 bilhões.

Muitos analistas têm dito, porém, que a companhia precisa diversificar sua receita para mudar o perfil que os adversários gostam de classificar como sendo o de um "pônei de um truque só".

Os serviços para empresas são uma forma de reduzir a dependência da publicidade. Recentemente, o Google fechou no Brasil um acordo com a Anhanguera Educacional para oferecer aplicativos - softwares para escritório que competem com os programas da Microsoft - a 300 mil usuários. A estratégia do Google é usar a chamada nuvem, um modelo pelo qual os programas são acessados via internet e, por isso, não precisam ser instalados em cada computador. "Estamos na véspera de uma grande revolução, baseada na nuvem, e temos condições de participar desse jogo", afirma Coelho.

Os vídeos são outra parte do arsenal. O Google é dono do YouTube, o mais popular site de compartilhamento de vídeos do mundo. No início, um dos problemas apontados para ganhar dinheiro com o site era o risco de, por exemplo, associar um anúncio da Coca-Cola a uma página que mostrasse o vídeo de alguém exibindo uma lata de Pepsi.

Esse temor parece afastado. A companhia tem explorado outros modelos, como a oferta de canais exclusivos de programação pelo site, como a exibição de propriedades por imobiliárias e a transmissão de eventos patrocinados ao vivo.

Parte das prioridades do Google enfrenta restrições de infraestrutura no mercado brasileiro. É o caso do Android, seu sistema operacional para celulares. A companhia tem feito um grande esforço em torno do sistema, mas no Brasil os smartphones ainda são caros, assim como os serviços de banda larga, o que torna a adoção mais lenta.

Coelho vê o cenário com tranquilidade. Ele passou cinco anos nos Estados Unidos, cuidando dos negócios de internet da AT&T, quando o mercado americano começava a alçar voo. No Brasil, diz ele, pode demorar um pouco mais, mas o cenário vai se repetir. A julgar pelo prognóstico, haverá muito trabalho - e nenhum snooker.
Fonte: Valor

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Google dá atenção a mercado empresarial

O Google está interessado em conquistar a sua empresa. Mais especificamente, a companhia que domina as buscas na internet planeja conquistar parte do orçamento de tecnologia da informação (TI) que a sua empresa gasta todos os anos. "A área de empresas é o próximo negócio de US$ 1 bilhão do Google", diz ao Valor o indiano Amit Singh, vice-presidente global de produtos para o grupo Google.
Mas, por que uma empresa que faz sucesso entre os internautas, com um faturamento que representa quase 5% dos gastos com publicidade no mundo, estaria interessada em disputar com gigantes como IBM e Microsoft a venda para empresas?

A resposta está no tamanho do mercado. Segundo Singh, a publicidade em internet, fonte de 96% do faturamento de US$ 29 bilhões do Google em 2010, movimenta US$ 700 bilhões por ano no mundo. Embora expressiva, a cifra representa apenas metade do que é gasto globalmente por empresas com TI, todos os anos: US$ 1,4 trilhão. "Somos uma empresa de tecnologia que fez sucesso entre o consumidor doméstico. Agora, estamos levando esse conhecimento para o mundo das empresas", diz o executivo.

O Google não revela quanto fatura com o segmento. Divulga apenas que a venda de produtos para empresas faz parte dos 4% de receita que a companhia tem fora da publicidade (perto de US$ 1,1 bilhão em 2010).

O ganho de espaço na área empresarial está na estratégia do Google há pelo menos cinco anos. Nesse período, a companhia conquistou clientes como o site de compras coletivas Groupon e o grupo de mídia britânico Telegraph. Até a Coroa Britânica é cliente. O site oficial do casamento do Príncipe William com Kate Middleton foi feito pela americana Accenture usando o App Engine, sistema de desenvolvimento de aplicações web do Google.

No Brasil, empresas como o iG, o site de compras coletivas Peixe Urbano e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são clientes. O contrato de maior porte, no entanto, foi fechado com a Anhanguera Educacional: 300 mil usuários.

O próprio Singh foi atraído pela oferta do Google. Há um ano, o indiano aceitou um convite para trabalhar na companhia, depois de 20 anos na Oracle. "O modelo tradicional de venda para empresas está ultrapassado", diz o executivo.

Produtos usados quase diariamente por internautas de todo o mundo - como mecanismos de busca em dados armazenados nos computadores das empresas, uso de imagens de mapas e sistemas de localização, programas de edição de texto, planilhas e apresentação de slides - são exemplos do que o Googlepode oferecer às empresas.

O modelo de cobrança toma por base o número de pessoas que usa o sistema, uma modalidade batizada de software como serviço. Além disso, nenhum programa precisa ser instalado nos computadores da empresa, tudo fica nos equipamentos do Google para acesso via internet. De acordo com Singh, esse modelo de computação em nuvem permite cortar custos com a compra de equipamentos e na manutenção da estrutura.

Mas as ofertas não estão limitadas à adaptação de produtos às necessidades das empresas. O Google também está desenvolvendo ofertas específicas. Uma delas é o recém-lançado Exacycle. Ainda em fase de testes, o sistema permite que empresas usem sistemas de análise de dados e previsão de cenários criadas internamente pelo Google para vender publicidade. "As informações são enviadas aos nossos servidores e nós fazemos todo o processamento", diz.

Em entrevistas recentes, o também indiano Nikesh Arora, vice-presidente sênior e principal executivo de negócios do Google, tem dito que o negócio de empresas da companhia atingirá uma receita de US$ 1 bilhão em 2014. Para Singh, o prazo será inferior.

Para o executivo, o grande salto acontecerá este ano com o lançamento dos primeiros computadores equipados com o sistema operacional Chrome OS, baseado no sistema aberto Linux que concorrerá com o Windows, da Microsoft. "Ele [Chrome OS] completa o tripé da estratégia para empresas, que é composto por aplicativos, a plataforma do Google e dispositivos", diz.

Baseado no navegador Chrome, o Chrome OS permitirá a fabricação de computadores mais baratos e conectados o tempo todo à internet, segundo o Google. A mudança mais importante trazida pelo sistema, no entanto, é o fim da dependência que o Google tem dos produtos da Microsoft. Hoje, para acessar os sistemas do Google na nuvem, quase 90% das pessoas em todo o mundo usam o Windows. A expectativa de especialistas é de que o Chrome OS seja anunciado em maio, durante o I/O, evento anual da companhia.

Singh afirma que quer o Brasil na lista dos primeiros países a receber o Chrome OS. De acordo com o executivo, o objetivo é vender para setores de governo, finanças, educação e varejo.

Fonte: Valor

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A guerra dos sistemas operacionais

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, definiu o atual momento da industria de mobilidade ao dizer, em sua palestra no Mobile World Congress – evento em Barcelona, entre os dias 14 e 17 – que “a batalha dos smartphones virou a guerra dos sistemas operacionais”.

Enquanto a disputa pelos usuários móveis se resumia a lançamentos de cópias do iPhone, a Apple garantia nocaute atrás de nocaute. Os concorrentes pareciam não entender que o design do aparelho lançado em 2007, mesmo que tivesse a sua parte no sucesso, era só a moldura para a verdadeira revolução: a plataforma que vinha escondida ali dentro. Com um ecossistema de aplicativos de todo tipo, foi ela que transformou o celular, antes mera máquina de fazer ligações com despertador, em dispositivo múltiplo e inteligente.

Só dois anos depois a briga começaria a ficar um pouco mais difícil para a Apple, quando o Google repensou a ideia original e apresentou o Android, inovador à sua maneira. Podendo ser livremente alterada, a plataforma ganhou espaço em smartphones – e agora tablets – de muitas marcas boas de hardware que ficavam devendo no software.

Crescimento fulminante que pôde ser comprovado no próprio Mobile World Congress, onde o Android era o único a merecer o seu próprio pavilhão, que, mesmo sendo o maior, ficou espremido com o tanto de companhias que usa o produto do Google nos seus próprios – Samsung, LG, Motorola, Qualcomm, Sony Ericsson, Acer, ZTE, Huawei, Fujitsu, Intel, ARM, só para ficar nas mais notáveis. Eric Schmidt, ainda CEO do Google, fez questão de dar o número exato: são 107 aparelhos rodando Android.

E eles não param de se replicar. A HTC, co-autora do fracasso Nexus One, com o Google, anunciou cinco celulares e um tablet, Androids todos eles. A Samsung, que vendeu 10 milhões de unidade do smartphone Galaxy S, lançou com estardalhaço a sua nova geração, o Galaxy 2, com a atualização Gingerbread do Android, além de mostrar o Galaxy Tab 2, que rodará a versão Honeycomb do sistema do Google, criada para melhorar a interface e o uso de tablets.

O evento também viu nascer a primeira geração de Androids para atividades específicas, caso do Sony Ericsson Xperia Play (ou ‘PSP Phone’), cruzamento de celular e videogame portátil, e do LG Optimus 3D, smartphone que veicula conteúdo 3D sem necessidade de óculos especiais.

Por outro lado, a App Store, da Apple, é maior e mais rentável que o Android Market. Ainda há muito mais aplicativos gratuitos do que pagos no Android, mas as opções cobradas crescem rapidamente, o que é crucial para atrair desenvolvedores, antes contrariados com o pacote de programação do Google, que faria os apps rodaram em certos aparelhos e em outros não.

“Ficamos impressionados em ver como a Apple monetizou os aplicativos e criamos um sistema semelhante”, admitiu Schmidt, que, com falsa modéstia de executivo muito bem treinado, adicionou um “se eu estiver enganado, me corrijam, por favor” antes de dizer que o Android era a tendência móvel que cresce mais rapidamente. O número de apps no Android Market aumentou 127% desde agosto de 2010 e, se seguir nesse ritmo, ultrapassa o iOS em 2012, segundo relatório divulgado na última quinta.

Retardatário. Ainda inexpressivo mas potencialmente enorme, o Windows Phone, anunciado em 2010, quer desafiar o dualismo. E pode conseguir espaço devido à parceria com a Nokia. Ex-líder que agoniza no mundo dos smartphones, a companhia finlandesa abandonou o seu próprio sistema (Symbian), fingiu que esqueceu que estava desenvolvendo outro com a Intel (MeeGo), rejeitou as investidas do Google e equipará toda a sua linha com o Windows Phone a partir de 2012. A dúvida é se há espaço para uma terceira via.

A Apple, que nem foi a Barcelona, deu seu jeito de se fazer lembrada, seja pelos rumores de um iPad 2 e de um iPhone mais acessível, seja pela notícia de que virou a maior fabricante de computadores pessoais do mundo graças a seu tablet, que acaba de completar um ano e, mais uma vez, ajudou a redefinir um nicho do mercado. Como no caso do iPhone, a empresa do agora licenciado Steve Jobs ainda pode desfrutar de seu pioneirismo e ver de longe como os rivais variam em cima do tema que criou.
Fonte: Link

Android passa Apple e RIM nos EUA

O sistema operacional do Google, Android, é o atual dono da maior fatia de mercado consumidor de OS para celulares nos Estados Unidos, passando finalmente as rivais Apple e RIM, dona do Blackberry.

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Segundo pesquisa da Nielsen Company, o Android lidera com 29% e é seguido do iOS da Apple e da RIM Blackberry com 27% ambas. A lista ainda inclui 10% de usuários de Windows Mobile/Windows Phone 7; 4% para o WebOS da HP/Palm; e apenas 2% para o Symbian, sistema operacional abandonado pela Nokia.

Os responsáveis pelo estudo ponderam que, do ponto de vista de quem fabrica os aparelhos, a Apple e a RIM ainda lideram, já que as duas empresas só possuem seus sistemas operacionais rodando em aparelhos produzidos por elas mesmas. Enquanto isso, 29% do mercado do Android se divide em aparelhos da HTC (12%), Motorola (10%), Samsung (5%) e outros (2%).

Já há na mídia e entre CEOs a discussão sobre as diferenças entre os modelos seguidos pelas empresas: o aberto e o fechado, ou a integrada e o fragmentado. Em outubro de 2010, Steve Jobs, em discurso, disse que acreditava que o sistema “integrado” da Apple sobrepujaria o “fragmentado” do Google.

“Achamos que este é um enorme ponto positivo da nossa estratégia em comparação com a do Google. Vendendo a usuários que querem que seus aparelhos simplesmente funcionem, acreditamos que o sistema integrado sempre se imporá ao fragmentado”, disse na época.

A pesquisa publicada hoje também mostra que o OS do Google é o preferido dos jovens. Segundo o relatório, 6% dos aparelhos Android foram vendidos para a população que vai de 18 e 24 anos, competindo com 4% da Apple e da RIM, ambas.

No início do ano uma outra pesquisa da Nielsen, que analisava o mercado entre junho e novembro de 2010, já constatava o interesse dos consumidores pela “novidade” Android. À época, 40,8% dos aparelhos adquiridos nos EUA eram Android; restando 26,9% à Apple e 19,2% à RIM. No marketshare (divisão de mercado), o Google era o terceiro (25,8%), atrás da RIM (27,1%) e da Apple (28,6%).
Fonte: Link

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Esquenta disputa entre sistemas para smartphones

Ao comprar um smartphone de uma operadora móvel ou no varejo, a maioria dos consumidores nem imagina que sua escolha pode alimentar uma guerra de mercado entre desenvolvedores de sistemas operacionais - o software básico do celular. O mais visível para o usuário é o charme do aparelho, a facilidade de acesso à internet e a existência de aplicativos que permitam ler notícias, jogar, ouvir música, ver vídeos e se comunicar com sua rede de relacionamentos. Pouca gente sabe, por exemplo, que o sistema operacional determina os aplicativos que estarão à sua disposição. À medida que os aplicativos ficam mais relevantes, no entanto, mais sangrenta tende a ficar a guerra em torno dos sistemas básicos.

A briga também preocupa os fabricantes de smartphones e de equipamentos para redes, que não querem se ver reféns de uma ou outra empresa dominante.

O mercado é liderado por meia dúzia de sistemas operacionais, com softwares de menor participação correndo por fora. Na disputa estão nomes como Nokia, Google, Research in Motion (RIM), Apple e Microsoft. Para parte da indústria de telefonia móvel, o número de competidores é excessivo. Executivos ouvidos pelo Valor preveem uma seleção no mercado e dizem que nem todos os sistemas sobreviverão, seja por extinção ou consolidação.

Nessa guerra, vantagens importantes são perdidas em uma única batalha. A Intel contava com a aliança com a Nokia para dar impulso a seu sistema operacional MeeGo. A Nokia, porém, desistiu do acordo para se aliar à Microsoft, o que mudou o cenário e levou à queda das ações da Intel.

O futuro do MeeGo agora é uma interrogação. O executivo-chefe da Intel, Paul Otellini, procurou mostrar confiança em Barcelona, onde participou ontem do Mobile World Congress. Segundo Otellini, o fato de a Nokia ter mudado sua estratégia não significa que o setor deva fazer o mesmo. Ele disse que as operadoras precisam de um sistema aberto, fácil de usar, e que planeja lançar o MeeGo este ano para smartphones e tablets, além de dispositivos embarcados em veículos.
Líderes do setor criticam os sistemas operacionais proprietários, como os da Apple e da RIM (fabricante do BlackBerry), que não podem ser usados por outros fabricantes. Symbian e Android são mantidos por fundações e são sistemas abertos, que podem ser usados pelo mercado. O Windows é fechado, mas pode ser licenciado. "Há consenso na indústria de que não há espaço para todos", afirma Anderson Teixeira, presidente da Sony Ericsson para as Américas, instalado em Atlanta, nos Estados Unidos. A companhia optou por investir em apenas um sistema operacional, o Android, que compõe toda a linha de smartphones da marca. Teixeira não comenta o eventual interesse da empresa na produção de tablets.

Apesar de acirrada, a disputa também abre oportunidades de negócios. Os fabricantes de equipamentos estão atentos, como é o caso da Alcatel Lucent, que comprou uma empresa americana, a Openplay, que permite aos desenvolvedores de conteúdo criar aplicações independentemente de sistema; a adaptação é realizada por uma interface, informa o presidente da Alcatel Lucent no Brasil, Jonio Foigel. Outra empresa que encontrou um segmento no mercado é a Skeape, que atua na mesma linha da Openplay e exibia seus serviços no estande da RIM.

O diretor da Ericsson no Brasil, Jasper Andersen, diz que a Apple, por exemplo, vem batendo na tecla de desenvolvedores exclusivos, embora os fabricantes de equipamentos e as operadoras estejam, por seu lado, fazendo pressão para a dona do iPhone abrir mão dessa postura. O executivo lembra que, no caso do Android, os fabricantes de celulares vêm chamando a atenção para a necessidade de adaptações do sistema para diferentes aparelhos.

O executivo-chefe e presidente do Google, Eric Schmidt, disse em palestra no Mobile World Congress que a empresa está corrigindo essas diferenças. O Google planeja lançar, em breve, o Android 3.0, com uma versão para tablets e outra para telefones.

A Nokia, antes de se unir à Microsoft, tinha dado um passo na contramão dos interesses do mercado. Ao companhia adquiriu a totalidade das ações da Symbian, que estava distribuída entre vários fabricantes, restringindo o sistema a seus próprios aparelhos. O movimento restritivo não parece ter tido uma repercussão positiva entre os consumidores. Coincidência, ou não, o movimento marcou a perda de mercado para o iPhone.

A parceria da Nokia com a Microsoft preocupa os fabricantes de equipamentos, que questionam se haverá alguma restrição ao uso do Windows Phone, com versões exclusivas ou prioritárias à Nokia. De acordo com o memorando interno que o atual presidente da Nokia, Stephen Olop, enviou aos funcionários da empresa, a parceria é de vida ou morte. Ele escreveu que se trata de um "tratamento de choque" e de uma "plataforma para pegar fogo".

O diretor-geral da Alcatel Lucent para a América Latina, o argentino Oswaldo Di Campli, indica como tendência a integração de sistemas operacionais. O movimento, diz ele, tende a ser uma demanda tanto da indústria quanto de desenvolvedores e até de usuários mais exigentes, que querem ter de tudo um pouco no mesmo equipamento. Um processo nessa linha, no entanto, exige tempo, reconhece o executivo.

Fonte: Valor

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sites de compras coletivas agitam mercado

De rápido crescimento e fácil aceitação pelo público, esse tipo de serviço chama a atenção de gigantes como o Google e abre caminho para novos negócios.

O americano Groupon, considerado pai de todos os sites de compras coletivas existentes hoje por ter sido o precursor do modelo, rejeitou no início do ano uma oferta do Google no valor de US$ 6 bilhões.

Apesar do alto valor oferecido, o site preferiu apostar em uma possível oferta de ações e o Google, por sua vez, afirmou que diante da negativa pretende desenvolver o seu próprio site de compras coletivas.

Tais acontecimentos mostram a força do mercado de compras conjuntas pela internet, que chegou ao Brasil em maio do ano passado e cresce rapidamente por aqui.

Para se ter uma ideia do aumento do número de sites deste tipo no país, o Saveme, página que congrega ofertas de diferentes portais de compras coletivas do Brasil, engloba atualmente mais de 300 empresas deste tipo. Segundo estimativas do serviço on-line, o número representa 80% deste mercado no país.

Por conta da proliferação destas páginas pela web nacional e do rápido crescimento que têm apresentado, o mercado chama a atenção de investidores internacionais. Keith Larson, vice-presidente da Intel Capital para as regiões deTaiwan, Coreia e América Latina, confirma o interesse.

"Estamos olhando para vários desses sites. O brasileiro gasta muito tempo em mídias sociais, e isso impulsiona o acesso a páginas deste tipo", diz o executivo.

O potencial de expansão destas empresas é difícil de ser calculado, mas as companhias no segmento esperam pelo menos triplicar o número de usuários em 2011. É o caso do Peixe Urbano, o primeiro a trazer o modelo para o Brasil, de olho no sucesso que o Groupon vinha fazendo nos Estados Unidos.

Com 5 milhões de usuários cadastrados, o site angariou um novo sócio em dezembro, o apresentador da TV Globo Luciano Huck, e não fecha a porta para novos investimentos.

"Estamos analisando qual a hora certa de levantar capital", diz um dos sócios, Julio Vasconcellos, que afirma já ter sido procurado por investidores estrangeiros.

No concorrente Clickon, os planos são ainda mais ambiciosos. O site vendeu três milhões de cupons de descontos durante o ano passado, quer vender 15 milhões em 2011, com tíquete médio de R$ 55, segundo o presidente Marcelo Macedo.

Juntos, esses cupons resultariam em receita total de R$ 825 milhões. O site, que tem 3,5 milhões de usuários cadastrados atualmente, projeta chegar a 9 milhões até o final deste ano.

Concorrência

Em um mercado com mais de 300 sites de compras coletivas, cada site tenta se diferenciar ao seu modo. No caso do Clickon, a estratégia é fechar parcerias com grandes empresas, algo que aconteceu no ano passado com Tam, por exemplo.

Em dezembro, era possível comprar passagens da companhia aérea com condições especiais para o período de férias, sendo que a primeira venda coletiva foi para a ponte Rio-São Paulo, com descontos de até 67%. Parcerias similares foram feitas também com a editora Abril e Vivo.

Outro site, o Imperdível, aposta em ofertas direcionadas para as classes A e B. A meta é, no mínimo, dobrar a receita, segundo Paulo Veras, sócio do negócio. Porém, ele não descarta a possibilidade de triplicá-la ainda este ano.

Apesar de não estar entre as três maiores sites deste mercado, a empresa também chama a atenção de investidores, segundo Veras. "Não estamos procurando sócios, mas também não descartamos. Fomos procurados por fundos de investimentos do Brasil e do exterior. Os investidores querem fazer parte desta onda."

Fonte: Brasil Econômico

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


SÃO PAULO – O Google anunciou hoje algumas mudanças na sua direção e revelou que acumulou lucro líquido de US$ 2,54 bilhões, ou US$ 7,81 por ação, no quarto trimestre do ano passado. Um ano antes, os resultados da empresa marcavam US$ 1,97 bilhão, ou US$ 6,13 por ação.

Quando se excluem os itens não-recorrentes, o lucro da empresa alcançou US$ 8,75 por ação. Nos últimos três meses do ano, a receita do Google somou US$ 8,44 bilhões, um avanço de 26%.

“Nosso bom desempenho tem sido guiado por um grande crescimento na economia digital. E por um bom momento de nossos novos negócios, como propaganda e celulares”, afirmou o presidente executivo da companhia, Eric Schmidt.

Com as mudanças na direção, Schmidt passa a assumir o papel de presidente do conselho executivo. O co-fundador da companhia Larry Page, por sua vez, vai assumir o papel de presidente executivo a partir no início de abril. Já o co-fundador Sergey Brin ficará focado em projetos estratégicos.

“Larry está pronto para o cargo e eu estou animado em trabalhar com ele e Sergey por um longo tempo”, afirmou Schmidt.
Fonte: Valor

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Baidu mira o mundo após dominar buscas online na China

Depois de conquistar 99% dos mais de 400 milhões de internautas da China, Robin Li, fundador da empresa de buscas online Baidu, está dando os primeiros passos para expandir suas ofertas para o mundo.
Conhecido no ocidente como o executivo à frente da empresa que desbancou o Google na China, Li conduziu o Baidu a ótimos resultados em 2010. O valor das ações mais que dobrou desde janeiro e atualmente a empresa é a quinta maior de internet em valor de mercado do mundo, atrás do rival Google, da Amazon.com, da também chinesa Tencent e do eBay.
Seu objetivo agora é fazer com que a empresa, fundada em 2000, seja conhecida por metade da população mundial ao fim dos próximos 10 anos. Dono de uma fortuna de 7,2 bilhões de dólares, Li defende que pelo menos uma empresa chinesa de internet vai começar a ter impacto internacional.
Para assegurar que o Baidu ocupe o posto, muitos engenheiros da empresa estão dedicados na tradução do site para dezenas de idiomas. Mas Li também se aproveita da experiência nos Estados Unidos no final da década de 90, quando o co-fundador do Baidu, Eric Xu, ocupava o posto de representante de vendas de uma empresa de biotecnologia. Apesar das dificuldades de operar fora do país com uma marca chinesa, Li explora os contatos, a fluência do idioma inglês e possíveis parcerias que explorem sua nada modesta base de clientes.

Ele já confirmou que mantém conversas com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e frequenta cada vez mais conferências mundo afora. No segundo semestre de 2010 esteve em dois eventos nos Estados Unidos com profissionais do mercado de internet e também investidores – gente com perfil parecido com aqueles que anos antes apostaram em Li e seu sócio, Eric Xu, e investiram 11,2 milhões de dólares na empresa em 2000 (Xu saiu do Baidu em 2004 para fundar um fundo de venture capital especializado em biotecnologia). Ou também com aqueles que tentaram comprar a empresa, como os japoneses do SoftBank ou americanos representantes do Yahoo, da Microsoft ou do Google.


Diante do crescimento do Baidu, não restou muito ao Google senão começar a operar na China. Mas ser americana não favorecia em nada a empresa e os serviços falhavam cada vez que as relações dos governos chinês e americano estremeciam. Encurralado, em março deste ano o Google decidiu bater de frente com a censura imposta pelo Partido Comunista e parou de selecionar os resultados das buscas. Aos poucos foi encerrando sua operação no país – um baque no negócio da empresa, que perde oportunidades no expressivo mercado chinês.
A polêmica tornou proporções globais, mas, para o Baidu, foi um presente. “Durante muito tempo sugeri a eles que passem alguns meses por ano no país para entender a realidade local”, disse o CEO em uma convenção de internet realizada recentemente nos Estados Unidos. “Eles não me ouviram e, sim, me deram um presente”.
Longe da ameaça em seu país da maior potência mundial do setor, o CEO planeja expandir os negócios nas áreas de comércio eletrônico, jogos online e pagamentos eletrônicos – desafiando a também chinesa Tencent. Os antigos e novos serviços passarão a estar disponíveis também para os usuários que acessarem a internet pelo celular. Cerca de 850 milhões de chineses possuem um aparelho de telefone móvel atualmente, mas apenas 150 milhões têm recursos de acesso à rede (e mesmo assim via rede 2G). Para dentro ou para fora do país, o Baidu está pronto para crescer.
Li, no entanto, é alvo de denuncias de conivência com a manipulação dos resultados das buscas. O assunto voltou à pauta no início deste ano, quando os Estados Unidos fizeram um apelo pela liberdade de expressão na internet, citando a China como contraexemplo. O executivo defende-se dizendo que é um empreendedor e não um político. Cabe a ele, portanto, seguir as regras de negócio. De um jeito ou de outro, selecionar os resultados de buscas tem garantido benefício ao Baidu no país, que segue com caminho livre para crescer a reboque da economia chinesa. Para conquistar o resto do mundo, porém, pode ser um problema.

Fonte: Portal Exame

Apple, Google e Facebook x Paul Allen

O co-fundador da Microsoft, Paul Allen, retomou um amplo processo por quebra de patente contra Apple, Google, Facebook e outras empresas, com alegações específicas de que as companhias estariam usando ilegalmente sua tecnologia.

A Interval Licensing LLC, pequena empresa de pesquisa criada por Allen em 1992, havia iniciado um amplo processo de patente na corte federal de Seattle em agosto, mas a juíza Marsha Pechman dispensou as acusações por não especificarem produtos ou dispositivos. O processo revisado foi registrado pela Interval na terça-feira, 28.

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Allen, que fundou a Microsoft junto com Bill Gates em 1975, diz que a Interval foi essencial para a pesquisa e o desenvolvimento da internet nos anos 1990, acumulando mais de 300 patentes e dando assistência de pesquisa ao Google.

No processo, a empresa de Allen reivindica que quatro de suas patentes — principalmente as relacionadas à nova maneira de organização e apresentação dos dados da Web — foram infringidas por uma série de empresas bem sucedidas.

A primeira patente abrange a geração de dados relacionados a pesquisa de informações. Segundo a Interval, o Google usa sua tecnologia para unir anúncios publicitários de terceiros ao conteúdo exibido, enquanto os sites da AOL usam a tecnologia para sugerir itens relacionados a notícias.

A Interval alega que o iTunes, da Apple, usa a tecnologia para sugerir músicas com base nas pesquisas dos usuários, e que eBay, Facebook, Netflix, Yahoo e sites do Office Depot também infringiram a patente na forma com que internautas interagem com conteúdo relacionado.

A segunda e a terceira patentes envolvem a reorganização das informações na tela do computador de uma maneira periférica, não obstrutiva, com janelas de mensagens instantâneas e camadas.

A Interval alega quebra de patente em características do Instant Messenger, da AOL; do Dashboard, da Apple; do Google Talk e do Gmail Notifier, além do sistema Android e do Yahoo Widgets.

A quarta patente inclui o alerta a usuários sobre novos itens de interesse com base na atividade de outros usuários. De acordo com a Interval, a AOL usa essa tecnologia em sites de compras, enquanto o iTunes adota o mecanismo para recomendar músicas.

A Interval diz que eBay, Facebook, Google, Netflix, Office Depot, Staples e Yahoo infringiram a patente na forma de recomendar conteúdo a usuários.

A empresa de Allen pediu indenização ao tribunal e a proibição dos produtos que utilizam as patentes quebradas.

/BILL RIGBY (REUTERS)
Fonte: Link

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ask.com to Return to Old Service

SAN FRANCISCO — After failing to make any headway as a search engine, Ask.com is largely abandoning the effort and will now become a question-and-answer service.

The retreat is a major blow for Barry Diller, the chief executive of the e-commerce company IAC/InterActiveCorp, which had paid $1.85 billion in 2005 for Ask.com and then invested heavily to make the search engine more competitive against Google.

But the infusion of cash did not increase Ask.com’s market share. By changing direction, the Web site will avoid competing against companies with far greater resources while also reducing the cost of maintaining a search index with billions of pages, Doug Leeds, Ask.com’s president, said in an interview on Tuesday.

“This is the best use of our scarce resources,” he said. “There is a big untapped business here.”

As part of the shift, Ask.com will lay off 130 workers and close its offices in Edison, N.J., and Hangzhou, China. The remaining employees will be consolidated at the Web site’s headquarters in Oakland, Calif. Mr. Leeds said that Ask.com would continue to offer search on its site, but it would no longer compile an index of the entire Web. Instead, his company will license an index from another company, which he declined to name.

Ask.com, founded in 1996 as AskJeeves, was a question-and-answer search engine early on, but the quality of its responses was uneven. After Google showed how profitable providing algorithmic search results could be, Ask.com followed.

In recent years, the question-and-answer service has become a crowded field, with existing offerings from Formspring, ChaCha and Answers.com. Another is Quora, a recent start-up founded by Adam D’Angelo, who was Facebook’s chief technology officer, and Charlie Cheever, a Facebook senior manager.

Facebook and Yahoo also offer question-and-answer services, while Google this year acquired Aardvark, a similar site. Still, there are no clear leaders.

Ask.com started testing its question-and-answer service in July. It is soliciting users to answer questions posed by others, and then showing those answers in its search results alongside answers from other Web sites.

Ask.com gets only about 2 percent of search queries in the United States, according to Nielsen. Google, in contrast, leads with a 65 percent share.

Ask.com’s withdrawal follows Yahoo’s decision this year to outsource its search technology to rival Microsoft.

Other search engines have taken on Google with little success. Cuil, one of the upstarts, closed in September after two years. But new challengers include Blekko and Wolfram Alpha.
Fonte: NYTimes

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Steve Jobs ataca Android, mas sabe que iPad sofrerá por causa dele

Depois de deter o iPhone, SO da Google quer o mercado de tablets; Apple se conforma e aposta no crescimento do Mac, turbinado com a App Store.

Surpreendentemente, na última segunda-feira (19/10), durante a conferência da Apple para a apresentação de seus resultados financeiros do quarto trimestre fiscal, o CEO da empresa, Steve Jobs, resolveu dar seu parecer – algo que não acontecia há dois anos. A justificativa? “Não poderia deixar de comparecer: é a primeira vez que arrecadamos 20 bilhões de dólares em apenas quatro meses”, afirmou, antes de começar sua digressão.

Steve Jobs falou por cinco minutos e atacou seus principais rivais. Não, nada de Microsoft. A Apple, aparentemente, dava muito mais atenção a seus produtos para o mercado móvel – setor no qual a participação do Windows é ínfima – do que aos Macs, ou seja, seus olhos estavam voltados para a Research In Motion (RIM), com o BlackBerry, e, principalmente, para a Google, empresa por trás do Android.

Não foi à toa que o todo poderoso CEO da Apple resolveu comparecer ao encontro; os resultados da empresa, apesar de ótimos, ficaram abaixo das expectativas dos investidores – haja visto que, na última segunda-feira, as ações da Apple fecharam o dia em queda de 6%. Foram dois os motivos principais: primeiro, foram comercializadas “apenas” 4,19 milhões de unidades do iPad, quando a projeção era de cinco milhões. Segundo, justamente os produtos de maior destaque da companhia, o tablet e o iPhone, são os de menor margem de lucro – não que elas sejam ruins. Não é nenhuma coincidência, portanto, que eles, principalmente o primeiro, tenham ocupado a maior parte do discurso de Jobs.

A seguir, os melhores momentos, ou, se preferir, as maiores críticas.

Smartphones
RIM. “Passamos a RIM, e eu não os vejo se aproximando de nós em um futuro próximo. Eles têm de sair da zona de conforto, explorar territórios que não conhecem direito, se tornar uma companhia de software. Penso que o grande desafio deles será criar uma plataforma competitiva e convencer os desenvolvedores a criar aplicativos para ela, isso depois da popularidade que o Android e o iOS (SO do iPhone) conseguiram. A App Store (loja virtual da Apple) conta com 300 mil programas; a RIM tem uma grande caminhada pela frente”.

Nokia. “Nós queremos ter os melhores dispositivos do mundo, não os que mais vendem. Vocês sabem, a Nokia é a maior - e nós a admiramos por conseguir comercializar e fabricar tantos celulares. No entanto, não queremos ser como eles: eles são bons no que fazem, e nós somos bons no que fazemos. Queremos ter os melhores”.

Android. “A Google adora caracterizar o seu Android como ‘aberto’ e o iOS como ‘fechado’. Nós vemos nisso um pouco de hipocrisia, além de deturpar a real diferença entre as plataformas. A primeira coisa que vem a cabeça das pessoas ao ouvir a palavra “aberto” é Windows, sistema que está disponível para uma grande variedade de aparelhos. Ao contrário do que ocorre com o software da Microsoft, no entanto, que tem a mesma interface em todos os computadores e roda os mesmo programas, o Android é muito fragmentado. A maioria das fabricantes, inclusive a HTC e a Motorola, as duas maiores, alteram o SO para que suas versões se diferenciem da experiência original. Cabe ao usuário descobrir como mexer em cada modelo. Bem, agora compare com o iPhone: todos funcionam da mesma maneira”.

“Na realidade, pensamos que o confronto ‘aberto’ contra ‘fechado’ é só uma cortina de fumaça que tenta esconder a questão principal, que é essa: “O que é melhor para o cliente – fragmentado ou integrado?” Para nós, o Android é demasiadamente fragmentado, e está ficando cada vez mais. Como vocês sabem, a Apple investe no modelo integrado, de modo que o usuário não é obrigado a ser, digamos, o integrador dos sistemas. Nós somos os integradores, e damos valor a isso. Essa é a nossa vantagem contra a Google: ao vendermos para aqueles usuário que querem, apenas, que seus dispositivos funcionem, estamos mostrando que o modelo integrado triunfará sobre o fragmentado”.

Tablets
Tela. “Quase todos eles (os concorrentes) oferecerão tablets de sete polegadas, em vez das dez polegadas do iPad (...) A medição é feita diagonalmente, ou seja, uma tela de sete polegadas é 45% menor que uma de dez. Vocês me ouviram bem: 45% menor”.

“A Apple já promoveu inúmeros testes em relação à interface ideal, e nós realmente entendemos sobre o assunto. Há limites claros de quão próximo você pode colocar fisicamente os elementos em uma tela sensível ao toque para que isto não comece a atrapalhar a experiência do usuário. Achamos que uma tela de dez polegadas é o mínimo necessário para um bom tablet”.

Tamanho. “Todo usuário de tablet possui também um smartphone; e nenhum tablet pode concorrer com a mobilidade dos celulares (...) Os tablets de sete polegadas, portanto, não são nem uma coisa nem outra: são grandes demais para competir com os smartphones e pequenos demais para competir com o iPad”.

Android. “Quase todos esses novos tablets usam o Android como plataforma, mas a própria Google está dizendo aos fabricantes para não usar a última versão do software – a 2.2 – pois uma atualização especial para eles estará disponível no ano que vem. O que isso quer dizer? Qual é o resultado esperado quando a desenvolvedora do SO avisa que ele não deve ser instalado em tablets e, mesmo assim, as fabricantes a ignoram?

Aplicativos. “O iPad já conta com mais de 35 mil aplicativos na App Store. Esse novos aparelhos aparecerão com nenhum”.

Preço. “Por último, nossos potenciais competidores estão tendo dificuldades em igualar o nosso preço, mesmo com seus tablets tendo uma tela menor e mais barata (...) Nós criamos o nosso próprio chip, o A4, nosso próprio software, nossa própria bateria; tudo é nosso. Como resultado, temos um produto incrível com um ótimo preço”.

Morte antecipada. “Essas são algumas das razões que nos fazem pensar que a safra de tablets de sete polegadas morrerá ao chegar (DoA, na sigla em inglês). Seus fabricantes aprenderão a difícil lição de que seus aparelhos são pequenos demais, e os melhorarão no próximo ano, deixando os primeiros consumidores e desenvolvedores na mão. O futuro nos reserva muita diversão”.

Mercado dividido
A Apple e, principalmente, Jobs, não são nada bobos. Sabiam de antemão que as ações da empresa cairiam vertiginosamente no momento em que anunciassem os resultados do trimestre. No fim das contas, a companhia é vítima de seu próprio sucesso: há um ano e meio, suas ações valiam 80 dólares, hoje valem mais de 310; alta de quase 400%.

Para crescer tanto em tão pouco tempo, a Apple precisou dominar alguns mercados – depois de praticamente criá-los. O iPhone, lançado em junho de 2007, foi o primeiro smartphone a se popularizar entre os usuários finais, pois, antes, esses aparelhos eram voltados principalmente ao setor corporativo – vide o sucesso do BlackBerry. Durante um ano, ele reinou absoluto, até que, em outubro de 2008, o primeiro celular com Android, o G1, foi lançado. Hoje em dia, essa plataforma da Google vende mais, nos Estados Unidos, que o iPhone, e a tendência é que, globalmente, continue crescendo em ritmo acelerado. A Apple não perdeu o mercado – afinal, tem um ótimo aparelho – mas percebeu que terá de dividi-lo. Com a chegada do Windows Phone 7, então, sabe que a competição aumentará ainda mais; não se deve desprezar uma gigante como a Microsoft.

Agora, é a vez de o Android invadir os tablets, outro setor no qual a Apple foi pioneira. Tal qual o iPhone, o iPad, por um bom tempo, aproveitou seu protagonismo solitário, e, assim como ele, deverá ter o mesmo futuro: repartirá o mercado que dominava. Por mais que Steve Jobs tenha feito de tudo para convencer os acionistas que tanto o Galaxy Tab, da Samsung, quanto o Folio 100, da Toshiba, serão um fracasso, ele sabe que em breve os tablets com Android conquistarão muitos consumidores. O que fazer, portanto, para que a Apple continue como a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo?

A estratégia de Jobs
A resposta veio com o evento da última quarta-feira (20/10), chamado de “Back to the Mac” (De volta par o Mac). Nele, Steve Jobs anunciou o novo Mac Book Air – fino, lindo e caro - mas essa não foi a principal notícia. O que pode alterar o mercado de notebooks e desktops é que a App Store, a loja virtual da Apple para dispositivos móveis, que em pouco mais de dois anos atingiu a marca de 6,5 bilhões de downloads, estará disponível, também, para qualquer computador com Mac OS X.

Ora, há uma grande quantidade de usuários que não troca o PC por um Apple por causa do baixo número de programas desenvolvidos para ele. A App Store, no entanto, é um tipo de serviço que o Windows não oferece e que já provou ser muito popular. Ela tem potencial para alterar essa dinâmica. Os consumidores, atraídos pela facilidade com que poderão baixar e comprar programas, poderão migrar para computadores Apple, e as empresas, ao observar o movimento, correrão para adaptar seus softwares para o Mac e a App Store.

As vendas de MacBooks e iMac continuam crescendo. Em 2010, já foram comercializados 3,89 milhões, alta de 27% em relação ao ano passado. Aparentemente, atraído pelas maiores margens de lucro, Jobs decidiu investir neles, e acelerar ainda mais esse crescimento. O raciocínio é simples: a Apple perderá um pouco de um lado – mercado de dispositivos móveis – mas ganhará muito mais de outro – mercado de computadores. Se der certo, quem sabe a empresa não se anima, e diminui o preço do Mac Mini no ano que vem?
Fonte: IDGNow

sábado, 6 de novembro de 2010

A pegada do Baidu


Para os chineses, Baidu é sinônimo de busca. E ele já era poderoso antes mesmo de o Google deixar a China. Agora, está ainda mais forte. Visitamos sua sede, um monumental edifício de US$ 70 milhões
Por Ralphe Manzoni Jr., de Pequim
Renren.com, Kaixin001 e 51.com: esses nomes dizem algo para você? E se alguém lhe perguntasse qual o seu número QQ? Na China, as suas referências de internet ficam de cabeça para baixo. Literalmente. Os três primeiros exemplos são as maiores e mais populares comunidades online do país. O QQ é um serviço de mensagem instantânea usado pela maioria dos 400 milhões de usuários de internet do país. Sabe, então, qual o sinônimo de busca?

Não é Google, como no resto do mundo. Quando vão pesquisar na web, os chineses preferem o Baidu.com. Esse é o cenário do maior contingente de pessoas conectadas à web do planeta, um país que criou empresas fortes no mundo virtual graças à censura e ao apoio do governo comunista às marcas locais. “O Google atuou diretamente na China por quatro anos e não perdemos participação de mercado”, declarou Victor Tseng, diretor do Baidu, que recebeu DINHEIRO no imponente edifício de US$ 70 milhões, desenhado pelos mesmos arquitetos chineses que fizeram o Cubo D'Água, o centro aquático da Olimpíada de Pequim, em 2008.
É um espaço que lembra uma empresa norte-americana de internet. Em seu pátio interno, há uma cascata. Amplos espaços abertos são reservados para que os funcionários possam fazer reuniões informais ou apenas conversar. Dezenas de mesas de pingue-pongue, esporte popular na China, podem ser usadas nas horas de lazer. Quatro salas que reproduzem as patas que estão no logotipo do Baidu são utilizadas para relaxamento. Inaugurado em novembro do ano passado, este é mais um símbolo da força do site mais acessado da China e o sétimo do mundo.

Com a saída do Google – que redirecionou seu tráfego para o endereço em Hong Kong por não concordar com a censura do governo comunista chinês –, o Baidu está ainda mais forte. É fácil de constatar isso observando os resultados do primeiro trimestre de 2010, período que marca o início do imbróglio do site americano com o governo comunista.
O lucro cresceu 165% e atingiu US$ 70 milhões. O faturamento aumentou quase 60%, chegando a US$ 189 milhões. De cada US$ 100 investidos em busca na China, US$ 64 foram para os cofres da empresa. Antes, eram US$ 58, segundo a Analysys, uma consultoria baseada em Pequim. Logo após o anúncio do balanço, as ações do Baidu, que são negociadas na Nasdaq, bolsa eletrônica que reúne empresas de tecnologia, subiram mais de 14%. Desde o começo da crise do Google, elas já se valorizaram mais de 70%, passando de US$ 410 para US$ 709, maior valor desde a abertura de capital em agosto de 2005.

O responsável pelo sucesso do Baidu é Robin Li, 41 anos, formado em ciência da computação pela Universidade de Nova York, em Buffalo. Atualmente, ele é o oitavo homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões, segundo ranking da revista Forbes. A revista Time o elegeu uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2010.
Em seu país, ele é tão famoso quanto Sergei Brin e Larry Page, os fundadores do Google, nos Estados Unidos. Em 1999, Li voltou à China convidado pelo governo chinês para participar da cerimônia do 50º aniversário da revolução chinesa. Viu as oportunidades de seu país e resolveu criar o Baidu com US$ 1,2 milhão que levantou de fundos de capital de risco do Vale do Silício, região onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia dos EUA.
Hoje, a empresa tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões, 20 mil vezes mais do que o dinheiro usado para começá-la. Outras rodadas de investimento aconteceram. A ironia é que o Google chegou a ter uma participação minoritária no Baidu. Por duas vezes, tentou comprá-lo. Mas Li nunca o vendeu.

O responsável pelo sucesso do Baidu é Robin Li, 41 anos, formado em ciência da computação pela Universidade de Nova York, em Buffalo. Atualmente, ele é o oitavo homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões, segundo ranking da revista Forbes. A revista Time o elegeu uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2010.
Em seu país, ele é tão famoso quanto Sergei Brin e Larry Page, os fundadores do Google, nos Estados Unidos. Em 1999, Li voltou à China convidado pelo governo chinês para participar da cerimônia do 50º aniversário da revolução chinesa. Viu as oportunidades de seu país e resolveu criar o Baidu com US$ 1,2 milhão que levantou de fundos de capital de risco do Vale do Silício, região onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia dos EUA.
Hoje, a empresa tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões, 20 mil vezes mais do que o dinheiro usado para começá-la. Outras rodadas de investimento aconteceram. A ironia é que o Google chegou a ter uma participação minoritária no Baidu. Por duas vezes, tentou comprá-lo. Mas Li nunca o vendeu.

O tema da censura é tabu no Baidu. Em uma rara entrevista ao jornal econômico The Wall Street Journal, Li abordou o assunto. “Todos sabem que a China tem um governo forte e que tem muita influência sobre quase todas as companhias que operam no país.” Não é preciso dizer mais. “Gostava mais do Google, pois os resultados tinham menos censura”, disse Ryan, um dos poucos taxistas que falavam inglês em Pequim, pois morou por sete anos na Inglaterra. “Mas agora ele foi embora.” A maioria dos chineses, no entanto, parece não se importar com isso. Afinal, a pegada do Baidu está cada vez maior.

fonte: IstoéDinheiro

terça-feira, 20 de abril de 2010

Google incrementa ferramenta para empresas


São Paulo - O Google rebatizou a ferramenta de identificação de empresas no Google Maps e anunciou hoje uma série de novos recursos que têm a intenção de melhorar a comunicação do serviço com os usuários locais. O antigo Local Business Center passa a se chamar agora Google Places.

Com a mudança do nome para Google Places, a gigante de buscas adicionou opções que podem melhorar a relação das empresas com seus consumidores. Infelizmente, alguns recursos estão disponíveis apenas para os algumas cidades dos Estados Unidos ou para um número restrito de países entre os quais o Brasil não está incluso.

Para prestadores de serviço que têm de se deslocar para trabalhar, como um fotógrafo ou um afinador de piano, agora é possível demarcar a área geográfica atendida. Com isso, os que não têm um escritório próprio, podem optar por não exibir seu endereço pessoal, já que é uma informação desnecessária.

Para os empresários norte-americanos, é possível fazer anúncios, que aparecem no Google e no Google Maps com base em tags. O custo lá é de US$ 25, mas o serviço pode ser contratado somente em algumas cidades.

Outro recurso novo permite que as empresas solicitem, de graça, uma sessão de fotos do interior de seus escritórios ou lojas, que serão usadas na página da companhia no Google Places. Por enquanto, a opção está disponível em cidades dos Estados Unidos, da Austrália e do Japão.

Também para os estadunidenses, o Google Places pode gerar um QR Code (uma espécie de código de barras) único, que serve para identificar a empresa. O código visual pode ser impresso em cartões de visita ou folderes e, quando fotografados por alguns smartphones, remetem diretamente à página da empresa no Google Places para celular.

Fonte: Portal Exame