Depois de deter o iPhone, SO da Google quer o mercado de tablets; Apple se conforma e aposta no crescimento do Mac, turbinado com a App Store.
Surpreendentemente, na última segunda-feira (19/10), durante a conferência da Apple para a apresentação de seus resultados financeiros do quarto trimestre fiscal, o CEO da empresa, Steve Jobs, resolveu dar seu parecer – algo que não acontecia há dois anos. A justificativa? “Não poderia deixar de comparecer: é a primeira vez que arrecadamos 20 bilhões de dólares em apenas quatro meses”, afirmou, antes de começar sua digressão.
Steve Jobs falou por cinco minutos e atacou seus principais rivais. Não, nada de Microsoft. A Apple, aparentemente, dava muito mais atenção a seus produtos para o mercado móvel – setor no qual a participação do Windows é ínfima – do que aos Macs, ou seja, seus olhos estavam voltados para a Research In Motion (RIM), com o BlackBerry, e, principalmente, para a Google, empresa por trás do Android.
Não foi à toa que o todo poderoso CEO da Apple resolveu comparecer ao encontro; os resultados da empresa, apesar de ótimos, ficaram abaixo das expectativas dos investidores – haja visto que, na última segunda-feira, as ações da Apple fecharam o dia em queda de 6%. Foram dois os motivos principais: primeiro, foram comercializadas “apenas” 4,19 milhões de unidades do iPad, quando a projeção era de cinco milhões. Segundo, justamente os produtos de maior destaque da companhia, o tablet e o iPhone, são os de menor margem de lucro – não que elas sejam ruins. Não é nenhuma coincidência, portanto, que eles, principalmente o primeiro, tenham ocupado a maior parte do discurso de Jobs.
A seguir, os melhores momentos, ou, se preferir, as maiores críticas.
Smartphones
RIM. “Passamos a RIM, e eu não os vejo se aproximando de nós em um futuro próximo. Eles têm de sair da zona de conforto, explorar territórios que não conhecem direito, se tornar uma companhia de software. Penso que o grande desafio deles será criar uma plataforma competitiva e convencer os desenvolvedores a criar aplicativos para ela, isso depois da popularidade que o Android e o iOS (SO do iPhone) conseguiram. A App Store (loja virtual da Apple) conta com 300 mil programas; a RIM tem uma grande caminhada pela frente”.
Nokia. “Nós queremos ter os melhores dispositivos do mundo, não os que mais vendem. Vocês sabem, a Nokia é a maior - e nós a admiramos por conseguir comercializar e fabricar tantos celulares. No entanto, não queremos ser como eles: eles são bons no que fazem, e nós somos bons no que fazemos. Queremos ter os melhores”.
Android. “A Google adora caracterizar o seu Android como ‘aberto’ e o iOS como ‘fechado’. Nós vemos nisso um pouco de hipocrisia, além de deturpar a real diferença entre as plataformas. A primeira coisa que vem a cabeça das pessoas ao ouvir a palavra “aberto” é Windows, sistema que está disponível para uma grande variedade de aparelhos. Ao contrário do que ocorre com o software da Microsoft, no entanto, que tem a mesma interface em todos os computadores e roda os mesmo programas, o Android é muito fragmentado. A maioria das fabricantes, inclusive a HTC e a Motorola, as duas maiores, alteram o SO para que suas versões se diferenciem da experiência original. Cabe ao usuário descobrir como mexer em cada modelo. Bem, agora compare com o iPhone: todos funcionam da mesma maneira”.
“Na realidade, pensamos que o confronto ‘aberto’ contra ‘fechado’ é só uma cortina de fumaça que tenta esconder a questão principal, que é essa: “O que é melhor para o cliente – fragmentado ou integrado?” Para nós, o Android é demasiadamente fragmentado, e está ficando cada vez mais. Como vocês sabem, a Apple investe no modelo integrado, de modo que o usuário não é obrigado a ser, digamos, o integrador dos sistemas. Nós somos os integradores, e damos valor a isso. Essa é a nossa vantagem contra a Google: ao vendermos para aqueles usuário que querem, apenas, que seus dispositivos funcionem, estamos mostrando que o modelo integrado triunfará sobre o fragmentado”.
Tablets
Tela. “Quase todos eles (os concorrentes) oferecerão tablets de sete polegadas, em vez das dez polegadas do iPad (...) A medição é feita diagonalmente, ou seja, uma tela de sete polegadas é 45% menor que uma de dez. Vocês me ouviram bem: 45% menor”.
“A Apple já promoveu inúmeros testes em relação à interface ideal, e nós realmente entendemos sobre o assunto. Há limites claros de quão próximo você pode colocar fisicamente os elementos em uma tela sensível ao toque para que isto não comece a atrapalhar a experiência do usuário. Achamos que uma tela de dez polegadas é o mínimo necessário para um bom tablet”.
Tamanho. “Todo usuário de tablet possui também um smartphone; e nenhum tablet pode concorrer com a mobilidade dos celulares (...) Os tablets de sete polegadas, portanto, não são nem uma coisa nem outra: são grandes demais para competir com os smartphones e pequenos demais para competir com o iPad”.
Android. “Quase todos esses novos tablets usam o Android como plataforma, mas a própria Google está dizendo aos fabricantes para não usar a última versão do software – a 2.2 – pois uma atualização especial para eles estará disponível no ano que vem. O que isso quer dizer? Qual é o resultado esperado quando a desenvolvedora do SO avisa que ele não deve ser instalado em tablets e, mesmo assim, as fabricantes a ignoram?
Aplicativos. “O iPad já conta com mais de 35 mil aplicativos na App Store. Esse novos aparelhos aparecerão com nenhum”.
Preço. “Por último, nossos potenciais competidores estão tendo dificuldades em igualar o nosso preço, mesmo com seus tablets tendo uma tela menor e mais barata (...) Nós criamos o nosso próprio chip, o A4, nosso próprio software, nossa própria bateria; tudo é nosso. Como resultado, temos um produto incrível com um ótimo preço”.
Morte antecipada. “Essas são algumas das razões que nos fazem pensar que a safra de tablets de sete polegadas morrerá ao chegar (DoA, na sigla em inglês). Seus fabricantes aprenderão a difícil lição de que seus aparelhos são pequenos demais, e os melhorarão no próximo ano, deixando os primeiros consumidores e desenvolvedores na mão. O futuro nos reserva muita diversão”.
Mercado dividido
A Apple e, principalmente, Jobs, não são nada bobos. Sabiam de antemão que as ações da empresa cairiam vertiginosamente no momento em que anunciassem os resultados do trimestre. No fim das contas, a companhia é vítima de seu próprio sucesso: há um ano e meio, suas ações valiam 80 dólares, hoje valem mais de 310; alta de quase 400%.
Para crescer tanto em tão pouco tempo, a Apple precisou dominar alguns mercados – depois de praticamente criá-los. O iPhone, lançado em junho de 2007, foi o primeiro smartphone a se popularizar entre os usuários finais, pois, antes, esses aparelhos eram voltados principalmente ao setor corporativo – vide o sucesso do BlackBerry. Durante um ano, ele reinou absoluto, até que, em outubro de 2008, o primeiro celular com Android, o G1, foi lançado. Hoje em dia, essa plataforma da Google vende mais, nos Estados Unidos, que o iPhone, e a tendência é que, globalmente, continue crescendo em ritmo acelerado. A Apple não perdeu o mercado – afinal, tem um ótimo aparelho – mas percebeu que terá de dividi-lo. Com a chegada do Windows Phone 7, então, sabe que a competição aumentará ainda mais; não se deve desprezar uma gigante como a Microsoft.
Agora, é a vez de o Android invadir os tablets, outro setor no qual a Apple foi pioneira. Tal qual o iPhone, o iPad, por um bom tempo, aproveitou seu protagonismo solitário, e, assim como ele, deverá ter o mesmo futuro: repartirá o mercado que dominava. Por mais que Steve Jobs tenha feito de tudo para convencer os acionistas que tanto o Galaxy Tab, da Samsung, quanto o Folio 100, da Toshiba, serão um fracasso, ele sabe que em breve os tablets com Android conquistarão muitos consumidores. O que fazer, portanto, para que a Apple continue como a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo?
A estratégia de Jobs
A resposta veio com o evento da última quarta-feira (20/10), chamado de “Back to the Mac” (De volta par o Mac). Nele, Steve Jobs anunciou o novo Mac Book Air – fino, lindo e caro - mas essa não foi a principal notícia. O que pode alterar o mercado de notebooks e desktops é que a App Store, a loja virtual da Apple para dispositivos móveis, que em pouco mais de dois anos atingiu a marca de 6,5 bilhões de downloads, estará disponível, também, para qualquer computador com Mac OS X.
Ora, há uma grande quantidade de usuários que não troca o PC por um Apple por causa do baixo número de programas desenvolvidos para ele. A App Store, no entanto, é um tipo de serviço que o Windows não oferece e que já provou ser muito popular. Ela tem potencial para alterar essa dinâmica. Os consumidores, atraídos pela facilidade com que poderão baixar e comprar programas, poderão migrar para computadores Apple, e as empresas, ao observar o movimento, correrão para adaptar seus softwares para o Mac e a App Store.
As vendas de MacBooks e iMac continuam crescendo. Em 2010, já foram comercializados 3,89 milhões, alta de 27% em relação ao ano passado. Aparentemente, atraído pelas maiores margens de lucro, Jobs decidiu investir neles, e acelerar ainda mais esse crescimento. O raciocínio é simples: a Apple perderá um pouco de um lado – mercado de dispositivos móveis – mas ganhará muito mais de outro – mercado de computadores. Se der certo, quem sabe a empresa não se anima, e diminui o preço do Mac Mini no ano que vem?
Fonte: IDGNow
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O que o iPad tem que meu computador não tem?

Além de causar furor no mundo da tecnologia, o iPad, computador tablet da Apple, também foi responsável por uma enxurrada de dúvidas de possíveis consumidores da novidade. Afinal, o que é que o iPad tem que o seu computador não tem?
Novo ''queridinho'' da Apple
Veja fotos do novo iPad
Steve Jobs confirma expectativas e lança computador tablet
O lançamento do tablet correspondeu às suas expectativas?
Antes de detalhar o produto da Apple, é necessário entender o que são os computadores tablet: dispositivos ultraportáteis no formato de prancheta ou laptop, que apresentam tela sensível ao toque e, em sua maioria, dispensam uso de mouse e teclado. A ideia dos fabricantes sempre foi a de criar um dispositivo digital que substituísse a tradicional dupla bloquinho de papel e caneta.
Apesar da grande febre atual, o conceito tablet é bem antigo: Alan Kay, cientista norte-americano, lançou em 1968 o que seria a base conceitual para todos os computadores pessoais. O seu Dynabook nunca chegou a ser fabricado, mas era bem parecido com o que os tablets são atualmente. Finos, leves, fáceis de usar, inclusive por crianças e idosos, projetava Kay naquela época.
Mais de quarenta anos depois, a Apple apresentou seu iPad. O tablet tem como público-alvo usuários que consomem conteúdo, ou seja, quem entra na internet para ler e-mails, notícias, livros eletrônicos, além de ver fotos, assistir a vídeos (inclusive TV) e ouvir músicas. A infinidade de aplicativos da AppStore pode ser utilizada no iPad, incluindo seus jogos.
Para desempenhar todas essas funções, o iPad possui um processador de 1GHz, desenvolvido pela própria Apple, e tela sensível a múltiplos toques de 9,56 polegadas. O dispositivo é fino (tem 1,3 cm) e relativamente leve (o modelo com Wi-Fi pesa 680g).
Tablet é tablet
O tablet da Apple, entretanto, não é indicado para quem quer produzir conteúdo, pois ele não foi concebido para ser multitarefa. Apesar de possuir o software iWorks, que cria documentos de texto, planilhas e apresentações, não é possível abrir vários programas ao mesmo tempo no dispositivo. Isso restringe bastante ações às quais já estamos acostumados (como jogar uma planilha dentro de uma apresentação, enquanto checa outros dados num site, só ser for uma coisa de cada vez).
iPad entra em ação e cria febre do tablet
Veja como funciona o tablet da Apple, algo entre o smartphone e notebook, segundo Steve Jobs
Além disso, o modelo com maior espaço de armazenamento tem apenas 64 GB. Portas USB, HDMI, entradas para cartão de memória e webcam também são itens que a Apple deixou de fora, por hora. Outra restrição que ficaria evidente para usuários comuns é a falta de suporte a Flash no navegador de internet. E, apesar de ter ganhado o apelido de “iPhone de Itu”, não, o iPad não faz ligações celulares.
Portanto, se você procura uma máquina que desempenhe mais de uma tarefa ao mesmo tempo, crie e modifique arquivos, com um espaço de armazenamento um pouco mais “respeitável”, além de navegar na web, talvez a melhor opção sejam outros dispositivos.
Escolha um netbook, se você já tem um computador principal, mas precisa de mobilidade. Comprá-lo será uma opção mais barata, já que o preço estimado do iPad no Brasil, R$ 2 mil, é o dobro de um netbook.
Se você não liga de passear por aí com a dupla smartphone e notebook pesadão, o iPad também não é uma opção muito atrativa se você pensa nele como um substituto. Mas pode ser interessante se você pensar nele como um... tablet. Leve, portátil e com uma tela bem maior que a de um smartphone para acessar o conteúdo que quiser na internet.
* Dúvida enviada pelo internauta Leonardo Antônio Franco
Fonte: UOL Tecnologia
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O paradoxo da Apple

A empresa mais inovadora da atualidade faz sempre tudo igual quando lança um novo produto. E o impressionante é que dá certo. Será que vai funcionar agora com o iPad?
Bruno Galo e Ralphe Manzoni Jr.
Mais uma invenção de Jobs: O iPad chegará às lojas nos EUA em março. Com conexão Wi-FI e 3G, ele tem preço a partir de US$ 499. Suas dimensões reais podem ser observadas na página ao lado. A Apple não definiu quando vai lançá-lo no Brasil
Todo ano ele faz tudo sempre igual. A mesma camiseta de gola alta e manga comprida preta, a calça jeans surrada, o tênis New Balance cinza. O mesmo palco, as mesmas luzes, a mesma plateia que o ovaciona e um produto na mão. Esta é a liturgia do profeta da inovação Steve Jobs. Eis o paradoxo da Apple, considerada a empresa mais inovadora da atualidade, mas cuja máquina de marketing vem repetindo a mesma estratégia há anos. Quando subiu ao palco na quarta-feira 27, para anunciar o iPad, um minicomputador com tela sensível ao toque, sem mouse ou teclado, Jobs repetiu este ritual. Só que desta vez, o produto foi recebido com mais ceticismo. As ações da Apple despencaram mais de 8% no dia seguinte ao anúncio, o que não aconteceu em outros eventos da companhia, como o lançamento do iPhone (confira gráfico ao lado). Apesar dessa recepção morna do mercado, Jobs foi saudado, mais uma vez, em termos bíblicos. "A última vez que houve tamanha excitação por causa de uma tábua (tablet, em inglês), ela tinha alguns mandamentos gravados nela", escreveu com rara ironia e precisão o jornal norte-americano The Wall Street Journal, comparando o criador da Apple a Moisés. A revista inglesa The Economist, dedicou sua capa ao iPad, com o título "O livro de Jobs", numa referência a Jó e a também um dos alvos do produto - o iPad será um concorrente direto do Kindle.
Nos últimos anos, Steve Jobs vem lapidando quase que à perfeição a estratégia cultuada, mas também conservadora, de lançamento dos seus novos produtos. O absoluto silêncio é sua maior arma. David Yoffie, professor de negócios de Harvard, estimou que nos meses entre o anúncio e a venda do primeiro iPhone em 2007, a Apple conseguiu mais de US$ 400 milhões em propaganda gratuita, apenas se mantendo completamente calada, alimentando o frenesi da mídia mundial. Algo bastante parecido - e em uma escala ainda maior - foi se desenhando nos últimos meses em torno do tablet da Apple. A máquina de marketing da companhia, cuja logomarca é uma maçã, tem uma forma de funcionar que não se altera. O impressionante é que, até agora, tem dado sempre certo. Mas conseguirá, desta vez, fazer o iPad decolar?
"Vejo muito potencial neste produto e não tenho dúvida de que muitos concorrentes irão ser lançados antes do final deste ano", disse à DINHEIRO Rob Enderle, presidente da consultoria norte-americana Enderle Group. A lógica do marketing da Apple é baseada em algumas regras que contrariam tudo o que é considerado padrão na indústria do Vale do Silício, região dos Estados Unidos, na Califórnia, onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia. A primeira delas é o segredo. A empresa guarda seus produtos sob o mais absoluto sigilo. Os funcionários são avisados que não podem comentar os projetos em que estão trabalhando com suas próprias famílias. Os times de hardware e software ficam em prédios separados. E os crachás eletrônicos impedem acessos a determinadas áreas do escritório. Os concorrentes têm táticas diferentes. A Intel, por exemplo, publica regularmente o calendário de lançamento de seus produtos. A Microsoft programa todos os seus lançamentos e cria uma série de fatos até a data do lançamento, antecipando boa parte dos recursos.
O segundo pilar da estratégia da Apple é o controle. O hardware e o software são proprietários. Isso quer dizer que só funcionam em um produto da Apple. Quer rodar o sistema operacional Mac OS? Compre um Mac. O iPod é umbilicalmente ligado à loja online iTunes, que, por sua vez, só pode ser acessada via software. Sabe de quem? Da própria Apple. E, por fim, existe o fator Jobs.
Centralizador, ele se preocupa com os mínimos detalhes do produto, microgerenciando tudo. Muitos o consideram tirânico. Seu desempenho no palco também é essencial para o sucesso do produto. Quem não se lembra dele tirando de um envelope o MacBook Air, o então notebook mais fino do mundo? Durante o lançamento do iPad, usou várias frases de efeito, como "produto mágico e revolucionário" ou "ele é muito mais íntimo do que um notebook, muito mais eficiente que um smartphone".
Toque mágico: a presença de Jobs demonstrando o produto é fundamental na estratégia de marketing da Apple
O tablet da Apple não é o primeiro de sua categoria, mas isso também não é um problema. O iPod não inaugurou o mercado de tocadores de música digital, tampouco o iPhone construiu o segmento de smartphones. Ambos, no entanto, tinham características e recursos que os tornavam atraentes. Entre eles, um design sofisticado e uma loja online com músicas e aplicativos. O iPad apesar das suas limitações, aposta em múltiplas funções para atrair o público. Ele é ao mesmo tempo um dispositivo que acessa internet, permite ver vídeos, ouvir músicas, receber e enviar e-mails, organizar fotos, jogar games e - ufa - um leitor de livros eletrônicos. O iPad é também um marco da convergência, que editoras de livros, revistas e jornais, além de estúdios de cinema e emissoras de televisão, esperam que possa esquentar a distribuição digital - e paga - de seu conteúdo, assim como o iPod o fez com a música. A expectativa gerada, desta vez, parece ter sido alta demais. Os comentários gerais eram de que o iPad era apenas um iPhone gigante. Os usuários fanáticos começaram a fazer listas sobre os itens que faltavam no aparelho. As mais frequentes referiam-se à ausência de uma câmera e capacidade de poder fazer mais de uma aplicação funcionar ao mesmo tempo, chamada de multitarefa. O porta-voz da Apple Brasil, Fábio Ribeiro, garantiu que pelo menos dá para ouvir música e ler um livro ao mesmo tempo. A máquina de marketing da Apple está à prova, embora tenha feito tudo igual novamente.
Todas as telas do iPad
O tablet da Apple terá impacto em pelo menos cinco setores da economia. Saiba quais:
Jogos
A Electronic Arts e a GameLoft demonstraram novos e velhos games rodando no iPad. Em razão do tamanho da tela de 9,7 polegadas, a experiência de jogar é muito mais intensa do que no iPod Touch
Jornais
O aplicativo do jornal norteamericano The New York Times é apenas um exemplo de novos modelos de negócio para as empresas de mídia que podem surgir a partir do iPad. É possível acrescentar vídeos às reportagens
Aplicativos
O iPad já nasce com 140 mil aplicativos desenvolvidos para o iPhone e para o iPod Touch. A partir de agora, os desenvolvedores vão começar a fazer programas que tirem proveito dos recursos do equipamento
Livros
O iPad vai ser um concorrente à altura do Kindle, da Amazon. No lançamento, Jobs anunciou acordos com cinco editoras, como a Penguim e a Hachette Book Group
Filmes
A tela do iPad é de 9,7 polegadas. Os vídeos podem ser assistidos em alta definição e a bateria tem duração de dez horas. Dá para ir de São Paulo até Nova York, nos Estados Unidos
Fonte: ISTOÉ Dinheiro
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