O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, definiu o atual momento da industria de mobilidade ao dizer, em sua palestra no Mobile World Congress – evento em Barcelona, entre os dias 14 e 17 – que “a batalha dos smartphones virou a guerra dos sistemas operacionais”.
Enquanto a disputa pelos usuários móveis se resumia a lançamentos de cópias do iPhone, a Apple garantia nocaute atrás de nocaute. Os concorrentes pareciam não entender que o design do aparelho lançado em 2007, mesmo que tivesse a sua parte no sucesso, era só a moldura para a verdadeira revolução: a plataforma que vinha escondida ali dentro. Com um ecossistema de aplicativos de todo tipo, foi ela que transformou o celular, antes mera máquina de fazer ligações com despertador, em dispositivo múltiplo e inteligente.
Só dois anos depois a briga começaria a ficar um pouco mais difícil para a Apple, quando o Google repensou a ideia original e apresentou o Android, inovador à sua maneira. Podendo ser livremente alterada, a plataforma ganhou espaço em smartphones – e agora tablets – de muitas marcas boas de hardware que ficavam devendo no software.
Crescimento fulminante que pôde ser comprovado no próprio Mobile World Congress, onde o Android era o único a merecer o seu próprio pavilhão, que, mesmo sendo o maior, ficou espremido com o tanto de companhias que usa o produto do Google nos seus próprios – Samsung, LG, Motorola, Qualcomm, Sony Ericsson, Acer, ZTE, Huawei, Fujitsu, Intel, ARM, só para ficar nas mais notáveis. Eric Schmidt, ainda CEO do Google, fez questão de dar o número exato: são 107 aparelhos rodando Android.
E eles não param de se replicar. A HTC, co-autora do fracasso Nexus One, com o Google, anunciou cinco celulares e um tablet, Androids todos eles. A Samsung, que vendeu 10 milhões de unidade do smartphone Galaxy S, lançou com estardalhaço a sua nova geração, o Galaxy 2, com a atualização Gingerbread do Android, além de mostrar o Galaxy Tab 2, que rodará a versão Honeycomb do sistema do Google, criada para melhorar a interface e o uso de tablets.
O evento também viu nascer a primeira geração de Androids para atividades específicas, caso do Sony Ericsson Xperia Play (ou ‘PSP Phone’), cruzamento de celular e videogame portátil, e do LG Optimus 3D, smartphone que veicula conteúdo 3D sem necessidade de óculos especiais.
Por outro lado, a App Store, da Apple, é maior e mais rentável que o Android Market. Ainda há muito mais aplicativos gratuitos do que pagos no Android, mas as opções cobradas crescem rapidamente, o que é crucial para atrair desenvolvedores, antes contrariados com o pacote de programação do Google, que faria os apps rodaram em certos aparelhos e em outros não.
“Ficamos impressionados em ver como a Apple monetizou os aplicativos e criamos um sistema semelhante”, admitiu Schmidt, que, com falsa modéstia de executivo muito bem treinado, adicionou um “se eu estiver enganado, me corrijam, por favor” antes de dizer que o Android era a tendência móvel que cresce mais rapidamente. O número de apps no Android Market aumentou 127% desde agosto de 2010 e, se seguir nesse ritmo, ultrapassa o iOS em 2012, segundo relatório divulgado na última quinta.
Retardatário. Ainda inexpressivo mas potencialmente enorme, o Windows Phone, anunciado em 2010, quer desafiar o dualismo. E pode conseguir espaço devido à parceria com a Nokia. Ex-líder que agoniza no mundo dos smartphones, a companhia finlandesa abandonou o seu próprio sistema (Symbian), fingiu que esqueceu que estava desenvolvendo outro com a Intel (MeeGo), rejeitou as investidas do Google e equipará toda a sua linha com o Windows Phone a partir de 2012. A dúvida é se há espaço para uma terceira via.
A Apple, que nem foi a Barcelona, deu seu jeito de se fazer lembrada, seja pelos rumores de um iPad 2 e de um iPhone mais acessível, seja pela notícia de que virou a maior fabricante de computadores pessoais do mundo graças a seu tablet, que acaba de completar um ano e, mais uma vez, ajudou a redefinir um nicho do mercado. Como no caso do iPhone, a empresa do agora licenciado Steve Jobs ainda pode desfrutar de seu pioneirismo e ver de longe como os rivais variam em cima do tema que criou.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
A guerra dos sistemas operacionais
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Android passa Apple e RIM nos EUA
O sistema operacional do Google, Android, é o atual dono da maior fatia de mercado consumidor de OS para celulares nos Estados Unidos, passando finalmente as rivais Apple e RIM, dona do Blackberry.
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Segundo pesquisa da Nielsen Company, o Android lidera com 29% e é seguido do iOS da Apple e da RIM Blackberry com 27% ambas. A lista ainda inclui 10% de usuários de Windows Mobile/Windows Phone 7; 4% para o WebOS da HP/Palm; e apenas 2% para o Symbian, sistema operacional abandonado pela Nokia.
Os responsáveis pelo estudo ponderam que, do ponto de vista de quem fabrica os aparelhos, a Apple e a RIM ainda lideram, já que as duas empresas só possuem seus sistemas operacionais rodando em aparelhos produzidos por elas mesmas. Enquanto isso, 29% do mercado do Android se divide em aparelhos da HTC (12%), Motorola (10%), Samsung (5%) e outros (2%).
Já há na mídia e entre CEOs a discussão sobre as diferenças entre os modelos seguidos pelas empresas: o aberto e o fechado, ou a integrada e o fragmentado. Em outubro de 2010, Steve Jobs, em discurso, disse que acreditava que o sistema “integrado” da Apple sobrepujaria o “fragmentado” do Google.
“Achamos que este é um enorme ponto positivo da nossa estratégia em comparação com a do Google. Vendendo a usuários que querem que seus aparelhos simplesmente funcionem, acreditamos que o sistema integrado sempre se imporá ao fragmentado”, disse na época.
A pesquisa publicada hoje também mostra que o OS do Google é o preferido dos jovens. Segundo o relatório, 6% dos aparelhos Android foram vendidos para a população que vai de 18 e 24 anos, competindo com 4% da Apple e da RIM, ambas.
No início do ano uma outra pesquisa da Nielsen, que analisava o mercado entre junho e novembro de 2010, já constatava o interesse dos consumidores pela “novidade” Android. À época, 40,8% dos aparelhos adquiridos nos EUA eram Android; restando 26,9% à Apple e 19,2% à RIM. No marketshare (divisão de mercado), o Google era o terceiro (25,8%), atrás da RIM (27,1%) e da Apple (28,6%).
Fonte: Link
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Segundo pesquisa da Nielsen Company, o Android lidera com 29% e é seguido do iOS da Apple e da RIM Blackberry com 27% ambas. A lista ainda inclui 10% de usuários de Windows Mobile/Windows Phone 7; 4% para o WebOS da HP/Palm; e apenas 2% para o Symbian, sistema operacional abandonado pela Nokia.
Os responsáveis pelo estudo ponderam que, do ponto de vista de quem fabrica os aparelhos, a Apple e a RIM ainda lideram, já que as duas empresas só possuem seus sistemas operacionais rodando em aparelhos produzidos por elas mesmas. Enquanto isso, 29% do mercado do Android se divide em aparelhos da HTC (12%), Motorola (10%), Samsung (5%) e outros (2%).
Já há na mídia e entre CEOs a discussão sobre as diferenças entre os modelos seguidos pelas empresas: o aberto e o fechado, ou a integrada e o fragmentado. Em outubro de 2010, Steve Jobs, em discurso, disse que acreditava que o sistema “integrado” da Apple sobrepujaria o “fragmentado” do Google.
“Achamos que este é um enorme ponto positivo da nossa estratégia em comparação com a do Google. Vendendo a usuários que querem que seus aparelhos simplesmente funcionem, acreditamos que o sistema integrado sempre se imporá ao fragmentado”, disse na época.
A pesquisa publicada hoje também mostra que o OS do Google é o preferido dos jovens. Segundo o relatório, 6% dos aparelhos Android foram vendidos para a população que vai de 18 e 24 anos, competindo com 4% da Apple e da RIM, ambas.
No início do ano uma outra pesquisa da Nielsen, que analisava o mercado entre junho e novembro de 2010, já constatava o interesse dos consumidores pela “novidade” Android. À época, 40,8% dos aparelhos adquiridos nos EUA eram Android; restando 26,9% à Apple e 19,2% à RIM. No marketshare (divisão de mercado), o Google era o terceiro (25,8%), atrás da RIM (27,1%) e da Apple (28,6%).
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Apple, Google e Facebook x Paul Allen
O co-fundador da Microsoft, Paul Allen, retomou um amplo processo por quebra de patente contra Apple, Google, Facebook e outras empresas, com alegações específicas de que as companhias estariam usando ilegalmente sua tecnologia.
A Interval Licensing LLC, pequena empresa de pesquisa criada por Allen em 1992, havia iniciado um amplo processo de patente na corte federal de Seattle em agosto, mas a juíza Marsha Pechman dispensou as acusações por não especificarem produtos ou dispositivos. O processo revisado foi registrado pela Interval na terça-feira, 28.
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Allen, que fundou a Microsoft junto com Bill Gates em 1975, diz que a Interval foi essencial para a pesquisa e o desenvolvimento da internet nos anos 1990, acumulando mais de 300 patentes e dando assistência de pesquisa ao Google.
No processo, a empresa de Allen reivindica que quatro de suas patentes — principalmente as relacionadas à nova maneira de organização e apresentação dos dados da Web — foram infringidas por uma série de empresas bem sucedidas.
A primeira patente abrange a geração de dados relacionados a pesquisa de informações. Segundo a Interval, o Google usa sua tecnologia para unir anúncios publicitários de terceiros ao conteúdo exibido, enquanto os sites da AOL usam a tecnologia para sugerir itens relacionados a notícias.
A Interval alega que o iTunes, da Apple, usa a tecnologia para sugerir músicas com base nas pesquisas dos usuários, e que eBay, Facebook, Netflix, Yahoo e sites do Office Depot também infringiram a patente na forma com que internautas interagem com conteúdo relacionado.
A segunda e a terceira patentes envolvem a reorganização das informações na tela do computador de uma maneira periférica, não obstrutiva, com janelas de mensagens instantâneas e camadas.
A Interval alega quebra de patente em características do Instant Messenger, da AOL; do Dashboard, da Apple; do Google Talk e do Gmail Notifier, além do sistema Android e do Yahoo Widgets.
A quarta patente inclui o alerta a usuários sobre novos itens de interesse com base na atividade de outros usuários. De acordo com a Interval, a AOL usa essa tecnologia em sites de compras, enquanto o iTunes adota o mecanismo para recomendar músicas.
A Interval diz que eBay, Facebook, Google, Netflix, Office Depot, Staples e Yahoo infringiram a patente na forma de recomendar conteúdo a usuários.
A empresa de Allen pediu indenização ao tribunal e a proibição dos produtos que utilizam as patentes quebradas.
/BILL RIGBY (REUTERS)
Fonte: Link
A Interval Licensing LLC, pequena empresa de pesquisa criada por Allen em 1992, havia iniciado um amplo processo de patente na corte federal de Seattle em agosto, mas a juíza Marsha Pechman dispensou as acusações por não especificarem produtos ou dispositivos. O processo revisado foi registrado pela Interval na terça-feira, 28.
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Allen, que fundou a Microsoft junto com Bill Gates em 1975, diz que a Interval foi essencial para a pesquisa e o desenvolvimento da internet nos anos 1990, acumulando mais de 300 patentes e dando assistência de pesquisa ao Google.
No processo, a empresa de Allen reivindica que quatro de suas patentes — principalmente as relacionadas à nova maneira de organização e apresentação dos dados da Web — foram infringidas por uma série de empresas bem sucedidas.
A primeira patente abrange a geração de dados relacionados a pesquisa de informações. Segundo a Interval, o Google usa sua tecnologia para unir anúncios publicitários de terceiros ao conteúdo exibido, enquanto os sites da AOL usam a tecnologia para sugerir itens relacionados a notícias.
A Interval alega que o iTunes, da Apple, usa a tecnologia para sugerir músicas com base nas pesquisas dos usuários, e que eBay, Facebook, Netflix, Yahoo e sites do Office Depot também infringiram a patente na forma com que internautas interagem com conteúdo relacionado.
A segunda e a terceira patentes envolvem a reorganização das informações na tela do computador de uma maneira periférica, não obstrutiva, com janelas de mensagens instantâneas e camadas.
A Interval alega quebra de patente em características do Instant Messenger, da AOL; do Dashboard, da Apple; do Google Talk e do Gmail Notifier, além do sistema Android e do Yahoo Widgets.
A quarta patente inclui o alerta a usuários sobre novos itens de interesse com base na atividade de outros usuários. De acordo com a Interval, a AOL usa essa tecnologia em sites de compras, enquanto o iTunes adota o mecanismo para recomendar músicas.
A Interval diz que eBay, Facebook, Google, Netflix, Office Depot, Staples e Yahoo infringiram a patente na forma de recomendar conteúdo a usuários.
A empresa de Allen pediu indenização ao tribunal e a proibição dos produtos que utilizam as patentes quebradas.
/BILL RIGBY (REUTERS)
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Steve Jobs ataca Android, mas sabe que iPad sofrerá por causa dele
Depois de deter o iPhone, SO da Google quer o mercado de tablets; Apple se conforma e aposta no crescimento do Mac, turbinado com a App Store.
Surpreendentemente, na última segunda-feira (19/10), durante a conferência da Apple para a apresentação de seus resultados financeiros do quarto trimestre fiscal, o CEO da empresa, Steve Jobs, resolveu dar seu parecer – algo que não acontecia há dois anos. A justificativa? “Não poderia deixar de comparecer: é a primeira vez que arrecadamos 20 bilhões de dólares em apenas quatro meses”, afirmou, antes de começar sua digressão.
Steve Jobs falou por cinco minutos e atacou seus principais rivais. Não, nada de Microsoft. A Apple, aparentemente, dava muito mais atenção a seus produtos para o mercado móvel – setor no qual a participação do Windows é ínfima – do que aos Macs, ou seja, seus olhos estavam voltados para a Research In Motion (RIM), com o BlackBerry, e, principalmente, para a Google, empresa por trás do Android.
Não foi à toa que o todo poderoso CEO da Apple resolveu comparecer ao encontro; os resultados da empresa, apesar de ótimos, ficaram abaixo das expectativas dos investidores – haja visto que, na última segunda-feira, as ações da Apple fecharam o dia em queda de 6%. Foram dois os motivos principais: primeiro, foram comercializadas “apenas” 4,19 milhões de unidades do iPad, quando a projeção era de cinco milhões. Segundo, justamente os produtos de maior destaque da companhia, o tablet e o iPhone, são os de menor margem de lucro – não que elas sejam ruins. Não é nenhuma coincidência, portanto, que eles, principalmente o primeiro, tenham ocupado a maior parte do discurso de Jobs.
A seguir, os melhores momentos, ou, se preferir, as maiores críticas.
Smartphones
RIM. “Passamos a RIM, e eu não os vejo se aproximando de nós em um futuro próximo. Eles têm de sair da zona de conforto, explorar territórios que não conhecem direito, se tornar uma companhia de software. Penso que o grande desafio deles será criar uma plataforma competitiva e convencer os desenvolvedores a criar aplicativos para ela, isso depois da popularidade que o Android e o iOS (SO do iPhone) conseguiram. A App Store (loja virtual da Apple) conta com 300 mil programas; a RIM tem uma grande caminhada pela frente”.
Nokia. “Nós queremos ter os melhores dispositivos do mundo, não os que mais vendem. Vocês sabem, a Nokia é a maior - e nós a admiramos por conseguir comercializar e fabricar tantos celulares. No entanto, não queremos ser como eles: eles são bons no que fazem, e nós somos bons no que fazemos. Queremos ter os melhores”.
Android. “A Google adora caracterizar o seu Android como ‘aberto’ e o iOS como ‘fechado’. Nós vemos nisso um pouco de hipocrisia, além de deturpar a real diferença entre as plataformas. A primeira coisa que vem a cabeça das pessoas ao ouvir a palavra “aberto” é Windows, sistema que está disponível para uma grande variedade de aparelhos. Ao contrário do que ocorre com o software da Microsoft, no entanto, que tem a mesma interface em todos os computadores e roda os mesmo programas, o Android é muito fragmentado. A maioria das fabricantes, inclusive a HTC e a Motorola, as duas maiores, alteram o SO para que suas versões se diferenciem da experiência original. Cabe ao usuário descobrir como mexer em cada modelo. Bem, agora compare com o iPhone: todos funcionam da mesma maneira”.
“Na realidade, pensamos que o confronto ‘aberto’ contra ‘fechado’ é só uma cortina de fumaça que tenta esconder a questão principal, que é essa: “O que é melhor para o cliente – fragmentado ou integrado?” Para nós, o Android é demasiadamente fragmentado, e está ficando cada vez mais. Como vocês sabem, a Apple investe no modelo integrado, de modo que o usuário não é obrigado a ser, digamos, o integrador dos sistemas. Nós somos os integradores, e damos valor a isso. Essa é a nossa vantagem contra a Google: ao vendermos para aqueles usuário que querem, apenas, que seus dispositivos funcionem, estamos mostrando que o modelo integrado triunfará sobre o fragmentado”.
Tablets
Tela. “Quase todos eles (os concorrentes) oferecerão tablets de sete polegadas, em vez das dez polegadas do iPad (...) A medição é feita diagonalmente, ou seja, uma tela de sete polegadas é 45% menor que uma de dez. Vocês me ouviram bem: 45% menor”.
“A Apple já promoveu inúmeros testes em relação à interface ideal, e nós realmente entendemos sobre o assunto. Há limites claros de quão próximo você pode colocar fisicamente os elementos em uma tela sensível ao toque para que isto não comece a atrapalhar a experiência do usuário. Achamos que uma tela de dez polegadas é o mínimo necessário para um bom tablet”.
Tamanho. “Todo usuário de tablet possui também um smartphone; e nenhum tablet pode concorrer com a mobilidade dos celulares (...) Os tablets de sete polegadas, portanto, não são nem uma coisa nem outra: são grandes demais para competir com os smartphones e pequenos demais para competir com o iPad”.
Android. “Quase todos esses novos tablets usam o Android como plataforma, mas a própria Google está dizendo aos fabricantes para não usar a última versão do software – a 2.2 – pois uma atualização especial para eles estará disponível no ano que vem. O que isso quer dizer? Qual é o resultado esperado quando a desenvolvedora do SO avisa que ele não deve ser instalado em tablets e, mesmo assim, as fabricantes a ignoram?
Aplicativos. “O iPad já conta com mais de 35 mil aplicativos na App Store. Esse novos aparelhos aparecerão com nenhum”.
Preço. “Por último, nossos potenciais competidores estão tendo dificuldades em igualar o nosso preço, mesmo com seus tablets tendo uma tela menor e mais barata (...) Nós criamos o nosso próprio chip, o A4, nosso próprio software, nossa própria bateria; tudo é nosso. Como resultado, temos um produto incrível com um ótimo preço”.
Morte antecipada. “Essas são algumas das razões que nos fazem pensar que a safra de tablets de sete polegadas morrerá ao chegar (DoA, na sigla em inglês). Seus fabricantes aprenderão a difícil lição de que seus aparelhos são pequenos demais, e os melhorarão no próximo ano, deixando os primeiros consumidores e desenvolvedores na mão. O futuro nos reserva muita diversão”.
Mercado dividido
A Apple e, principalmente, Jobs, não são nada bobos. Sabiam de antemão que as ações da empresa cairiam vertiginosamente no momento em que anunciassem os resultados do trimestre. No fim das contas, a companhia é vítima de seu próprio sucesso: há um ano e meio, suas ações valiam 80 dólares, hoje valem mais de 310; alta de quase 400%.
Para crescer tanto em tão pouco tempo, a Apple precisou dominar alguns mercados – depois de praticamente criá-los. O iPhone, lançado em junho de 2007, foi o primeiro smartphone a se popularizar entre os usuários finais, pois, antes, esses aparelhos eram voltados principalmente ao setor corporativo – vide o sucesso do BlackBerry. Durante um ano, ele reinou absoluto, até que, em outubro de 2008, o primeiro celular com Android, o G1, foi lançado. Hoje em dia, essa plataforma da Google vende mais, nos Estados Unidos, que o iPhone, e a tendência é que, globalmente, continue crescendo em ritmo acelerado. A Apple não perdeu o mercado – afinal, tem um ótimo aparelho – mas percebeu que terá de dividi-lo. Com a chegada do Windows Phone 7, então, sabe que a competição aumentará ainda mais; não se deve desprezar uma gigante como a Microsoft.
Agora, é a vez de o Android invadir os tablets, outro setor no qual a Apple foi pioneira. Tal qual o iPhone, o iPad, por um bom tempo, aproveitou seu protagonismo solitário, e, assim como ele, deverá ter o mesmo futuro: repartirá o mercado que dominava. Por mais que Steve Jobs tenha feito de tudo para convencer os acionistas que tanto o Galaxy Tab, da Samsung, quanto o Folio 100, da Toshiba, serão um fracasso, ele sabe que em breve os tablets com Android conquistarão muitos consumidores. O que fazer, portanto, para que a Apple continue como a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo?
A estratégia de Jobs
A resposta veio com o evento da última quarta-feira (20/10), chamado de “Back to the Mac” (De volta par o Mac). Nele, Steve Jobs anunciou o novo Mac Book Air – fino, lindo e caro - mas essa não foi a principal notícia. O que pode alterar o mercado de notebooks e desktops é que a App Store, a loja virtual da Apple para dispositivos móveis, que em pouco mais de dois anos atingiu a marca de 6,5 bilhões de downloads, estará disponível, também, para qualquer computador com Mac OS X.
Ora, há uma grande quantidade de usuários que não troca o PC por um Apple por causa do baixo número de programas desenvolvidos para ele. A App Store, no entanto, é um tipo de serviço que o Windows não oferece e que já provou ser muito popular. Ela tem potencial para alterar essa dinâmica. Os consumidores, atraídos pela facilidade com que poderão baixar e comprar programas, poderão migrar para computadores Apple, e as empresas, ao observar o movimento, correrão para adaptar seus softwares para o Mac e a App Store.
As vendas de MacBooks e iMac continuam crescendo. Em 2010, já foram comercializados 3,89 milhões, alta de 27% em relação ao ano passado. Aparentemente, atraído pelas maiores margens de lucro, Jobs decidiu investir neles, e acelerar ainda mais esse crescimento. O raciocínio é simples: a Apple perderá um pouco de um lado – mercado de dispositivos móveis – mas ganhará muito mais de outro – mercado de computadores. Se der certo, quem sabe a empresa não se anima, e diminui o preço do Mac Mini no ano que vem?
Fonte: IDGNow
Surpreendentemente, na última segunda-feira (19/10), durante a conferência da Apple para a apresentação de seus resultados financeiros do quarto trimestre fiscal, o CEO da empresa, Steve Jobs, resolveu dar seu parecer – algo que não acontecia há dois anos. A justificativa? “Não poderia deixar de comparecer: é a primeira vez que arrecadamos 20 bilhões de dólares em apenas quatro meses”, afirmou, antes de começar sua digressão.
Steve Jobs falou por cinco minutos e atacou seus principais rivais. Não, nada de Microsoft. A Apple, aparentemente, dava muito mais atenção a seus produtos para o mercado móvel – setor no qual a participação do Windows é ínfima – do que aos Macs, ou seja, seus olhos estavam voltados para a Research In Motion (RIM), com o BlackBerry, e, principalmente, para a Google, empresa por trás do Android.
Não foi à toa que o todo poderoso CEO da Apple resolveu comparecer ao encontro; os resultados da empresa, apesar de ótimos, ficaram abaixo das expectativas dos investidores – haja visto que, na última segunda-feira, as ações da Apple fecharam o dia em queda de 6%. Foram dois os motivos principais: primeiro, foram comercializadas “apenas” 4,19 milhões de unidades do iPad, quando a projeção era de cinco milhões. Segundo, justamente os produtos de maior destaque da companhia, o tablet e o iPhone, são os de menor margem de lucro – não que elas sejam ruins. Não é nenhuma coincidência, portanto, que eles, principalmente o primeiro, tenham ocupado a maior parte do discurso de Jobs.
A seguir, os melhores momentos, ou, se preferir, as maiores críticas.
Smartphones
RIM. “Passamos a RIM, e eu não os vejo se aproximando de nós em um futuro próximo. Eles têm de sair da zona de conforto, explorar territórios que não conhecem direito, se tornar uma companhia de software. Penso que o grande desafio deles será criar uma plataforma competitiva e convencer os desenvolvedores a criar aplicativos para ela, isso depois da popularidade que o Android e o iOS (SO do iPhone) conseguiram. A App Store (loja virtual da Apple) conta com 300 mil programas; a RIM tem uma grande caminhada pela frente”.
Nokia. “Nós queremos ter os melhores dispositivos do mundo, não os que mais vendem. Vocês sabem, a Nokia é a maior - e nós a admiramos por conseguir comercializar e fabricar tantos celulares. No entanto, não queremos ser como eles: eles são bons no que fazem, e nós somos bons no que fazemos. Queremos ter os melhores”.
Android. “A Google adora caracterizar o seu Android como ‘aberto’ e o iOS como ‘fechado’. Nós vemos nisso um pouco de hipocrisia, além de deturpar a real diferença entre as plataformas. A primeira coisa que vem a cabeça das pessoas ao ouvir a palavra “aberto” é Windows, sistema que está disponível para uma grande variedade de aparelhos. Ao contrário do que ocorre com o software da Microsoft, no entanto, que tem a mesma interface em todos os computadores e roda os mesmo programas, o Android é muito fragmentado. A maioria das fabricantes, inclusive a HTC e a Motorola, as duas maiores, alteram o SO para que suas versões se diferenciem da experiência original. Cabe ao usuário descobrir como mexer em cada modelo. Bem, agora compare com o iPhone: todos funcionam da mesma maneira”.
“Na realidade, pensamos que o confronto ‘aberto’ contra ‘fechado’ é só uma cortina de fumaça que tenta esconder a questão principal, que é essa: “O que é melhor para o cliente – fragmentado ou integrado?” Para nós, o Android é demasiadamente fragmentado, e está ficando cada vez mais. Como vocês sabem, a Apple investe no modelo integrado, de modo que o usuário não é obrigado a ser, digamos, o integrador dos sistemas. Nós somos os integradores, e damos valor a isso. Essa é a nossa vantagem contra a Google: ao vendermos para aqueles usuário que querem, apenas, que seus dispositivos funcionem, estamos mostrando que o modelo integrado triunfará sobre o fragmentado”.
Tablets
Tela. “Quase todos eles (os concorrentes) oferecerão tablets de sete polegadas, em vez das dez polegadas do iPad (...) A medição é feita diagonalmente, ou seja, uma tela de sete polegadas é 45% menor que uma de dez. Vocês me ouviram bem: 45% menor”.
“A Apple já promoveu inúmeros testes em relação à interface ideal, e nós realmente entendemos sobre o assunto. Há limites claros de quão próximo você pode colocar fisicamente os elementos em uma tela sensível ao toque para que isto não comece a atrapalhar a experiência do usuário. Achamos que uma tela de dez polegadas é o mínimo necessário para um bom tablet”.
Tamanho. “Todo usuário de tablet possui também um smartphone; e nenhum tablet pode concorrer com a mobilidade dos celulares (...) Os tablets de sete polegadas, portanto, não são nem uma coisa nem outra: são grandes demais para competir com os smartphones e pequenos demais para competir com o iPad”.
Android. “Quase todos esses novos tablets usam o Android como plataforma, mas a própria Google está dizendo aos fabricantes para não usar a última versão do software – a 2.2 – pois uma atualização especial para eles estará disponível no ano que vem. O que isso quer dizer? Qual é o resultado esperado quando a desenvolvedora do SO avisa que ele não deve ser instalado em tablets e, mesmo assim, as fabricantes a ignoram?
Aplicativos. “O iPad já conta com mais de 35 mil aplicativos na App Store. Esse novos aparelhos aparecerão com nenhum”.
Preço. “Por último, nossos potenciais competidores estão tendo dificuldades em igualar o nosso preço, mesmo com seus tablets tendo uma tela menor e mais barata (...) Nós criamos o nosso próprio chip, o A4, nosso próprio software, nossa própria bateria; tudo é nosso. Como resultado, temos um produto incrível com um ótimo preço”.
Morte antecipada. “Essas são algumas das razões que nos fazem pensar que a safra de tablets de sete polegadas morrerá ao chegar (DoA, na sigla em inglês). Seus fabricantes aprenderão a difícil lição de que seus aparelhos são pequenos demais, e os melhorarão no próximo ano, deixando os primeiros consumidores e desenvolvedores na mão. O futuro nos reserva muita diversão”.
Mercado dividido
A Apple e, principalmente, Jobs, não são nada bobos. Sabiam de antemão que as ações da empresa cairiam vertiginosamente no momento em que anunciassem os resultados do trimestre. No fim das contas, a companhia é vítima de seu próprio sucesso: há um ano e meio, suas ações valiam 80 dólares, hoje valem mais de 310; alta de quase 400%.
Para crescer tanto em tão pouco tempo, a Apple precisou dominar alguns mercados – depois de praticamente criá-los. O iPhone, lançado em junho de 2007, foi o primeiro smartphone a se popularizar entre os usuários finais, pois, antes, esses aparelhos eram voltados principalmente ao setor corporativo – vide o sucesso do BlackBerry. Durante um ano, ele reinou absoluto, até que, em outubro de 2008, o primeiro celular com Android, o G1, foi lançado. Hoje em dia, essa plataforma da Google vende mais, nos Estados Unidos, que o iPhone, e a tendência é que, globalmente, continue crescendo em ritmo acelerado. A Apple não perdeu o mercado – afinal, tem um ótimo aparelho – mas percebeu que terá de dividi-lo. Com a chegada do Windows Phone 7, então, sabe que a competição aumentará ainda mais; não se deve desprezar uma gigante como a Microsoft.
Agora, é a vez de o Android invadir os tablets, outro setor no qual a Apple foi pioneira. Tal qual o iPhone, o iPad, por um bom tempo, aproveitou seu protagonismo solitário, e, assim como ele, deverá ter o mesmo futuro: repartirá o mercado que dominava. Por mais que Steve Jobs tenha feito de tudo para convencer os acionistas que tanto o Galaxy Tab, da Samsung, quanto o Folio 100, da Toshiba, serão um fracasso, ele sabe que em breve os tablets com Android conquistarão muitos consumidores. O que fazer, portanto, para que a Apple continue como a empresa de tecnologia mais valiosa do mundo?
A estratégia de Jobs
A resposta veio com o evento da última quarta-feira (20/10), chamado de “Back to the Mac” (De volta par o Mac). Nele, Steve Jobs anunciou o novo Mac Book Air – fino, lindo e caro - mas essa não foi a principal notícia. O que pode alterar o mercado de notebooks e desktops é que a App Store, a loja virtual da Apple para dispositivos móveis, que em pouco mais de dois anos atingiu a marca de 6,5 bilhões de downloads, estará disponível, também, para qualquer computador com Mac OS X.
Ora, há uma grande quantidade de usuários que não troca o PC por um Apple por causa do baixo número de programas desenvolvidos para ele. A App Store, no entanto, é um tipo de serviço que o Windows não oferece e que já provou ser muito popular. Ela tem potencial para alterar essa dinâmica. Os consumidores, atraídos pela facilidade com que poderão baixar e comprar programas, poderão migrar para computadores Apple, e as empresas, ao observar o movimento, correrão para adaptar seus softwares para o Mac e a App Store.
As vendas de MacBooks e iMac continuam crescendo. Em 2010, já foram comercializados 3,89 milhões, alta de 27% em relação ao ano passado. Aparentemente, atraído pelas maiores margens de lucro, Jobs decidiu investir neles, e acelerar ainda mais esse crescimento. O raciocínio é simples: a Apple perderá um pouco de um lado – mercado de dispositivos móveis – mas ganhará muito mais de outro – mercado de computadores. Se der certo, quem sabe a empresa não se anima, e diminui o preço do Mac Mini no ano que vem?
Fonte: IDGNow
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Microsoft faz nova investida em celular
A Microsoft sabe que o mundo dos telefones celulares é onde as coisas estão acontecendo, e está determinada a fazer parte dele.
Depois de anos de vendas em queda dos telefones baseados em seu software Windows Mobile, a companhia está começando do zero novamente, com um sistema operacional para telefones completamente novo.
Os novos aparelhos vão combater o popular iPhone, da Apple, e o número crescente de telefones que adotam o sistema Android, criado pelo Google.
O primeiro telefone com o Windows Phone 7 será o Samsung Focus, previsto para chegar às lojas da AT&T nos Estados Unidos em 8 de novembro, por US$ 200, sob um contrato de serviço de dois anos. O lançamento será seguido rapidamente por mais dois telefones para a AT&T, da LG e da HTC, e por um aparelho para a operadora T-Mobile USA, também da HTC.
Em maio, a Microsoft lançou um pacote de software para celular, mas retirou o produto do mercado apenas dois meses depois, em face das baixas vendas. O Windows Phone 7 é um animal diferente, e a Microsoft está colocando todo seu peso para apoiar o produto.
Ao todo, a Microsoft anunciou nove telefones para o mercado americano no início da semana, incluindo um aparelho da Dell, e está formando uma base de 60 operadoras em 30 países que vão adotar telefones com o Windows 7. Outra operadora americana, a Sprint Nextel, planeja lançar aparelhos com o novo sistema na metade do ano que vem.
No Brasil, a Microsoft informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há previsão de quando começarão a ser vendidos os primeiros modelos com o Windows Phone 7. Os kits de desenvolvimento para que os programadores criem aplicativos para os telefones, porém, já estão disponíveis.
No trimestre mais recente, o antigo sistema da Microsoft, o Windows Mobile, detinha uma participação de apenas 5% do mercado mundial de smartphones. O ranking era liderado pelo Symbian (usado principalmente pela Nokia), com 41%; seguido do BlackBerry, da Research in Motion (RIM), com 18%; Android, com 17%, e iPhone, com 14%, segundo a empresa de pesquisa Gartner.
Do ponto de vista do equipamento, os telefones com Windows 7 são indistinguíveis dos modelos topo de linha com sistema Android: têm grandes telas sensíveis ao toque, e alguns modelos vêm com teclados deslizantes.
Para se destacar da concorrência, o sistema da Microsoft tem recursos situados na tela para permitir que o usuário, só com um olhar, seja avisado de informações importantes, como e-mail e atualizações no Facebook.
Por exemplo, um software de previsão do tempo poderia mostrar um quadro atualizado das condições climáticas; bibliotecas de fotos e músicas seriam representadas pela capa do álbum tocado mais recentemente.
Tanto o iPhone como o Android estão mais concentrados em aplicativos - o usuário tem de tocar em um aplicativo para ver novas informações. Algumas companhias, entretanto, incluindo a Motorola, criaram programas adicionais para o Android que são similares ao jeito "informação-só-com-um-olhar" do Windows Phone 7.
É um "tipo de telefone muito diferente", disse Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, no lançamento do sistema, em Nova York, na segunda-feira.
Para fazer do Windows Phone 7 um sucesso, a Microsoft tem de conquistar o apoio não só dos fabricantes de aparelhos e das operadoras de telefonia, mas dos programadores de software. O iPhone e o Android são populares em parte por causa dos milhares de aplicativos, ou "apps", feitos por programadores externos.
Existem milhares de aplicativos para o Windows Mobile, mas eles não vão funcionar no Windows Phone 7. Por isso, a Microsoft precisa recrutar uma nova base de programadores. Esses profissionais podem não querer se dedicar a programas para outro sistema até que ele ganhe força entre os usuários. A Microsoft apresentou "apps" da Electronic Arts, de games, e do site de cinema Internet Movie Database, mas uma base maior de desenvolvedores será crucial.
Depois de anos de vendas em queda dos telefones baseados em seu software Windows Mobile, a companhia está começando do zero novamente, com um sistema operacional para telefones completamente novo.
Os novos aparelhos vão combater o popular iPhone, da Apple, e o número crescente de telefones que adotam o sistema Android, criado pelo Google.
O primeiro telefone com o Windows Phone 7 será o Samsung Focus, previsto para chegar às lojas da AT&T nos Estados Unidos em 8 de novembro, por US$ 200, sob um contrato de serviço de dois anos. O lançamento será seguido rapidamente por mais dois telefones para a AT&T, da LG e da HTC, e por um aparelho para a operadora T-Mobile USA, também da HTC.
Em maio, a Microsoft lançou um pacote de software para celular, mas retirou o produto do mercado apenas dois meses depois, em face das baixas vendas. O Windows Phone 7 é um animal diferente, e a Microsoft está colocando todo seu peso para apoiar o produto.
Ao todo, a Microsoft anunciou nove telefones para o mercado americano no início da semana, incluindo um aparelho da Dell, e está formando uma base de 60 operadoras em 30 países que vão adotar telefones com o Windows 7. Outra operadora americana, a Sprint Nextel, planeja lançar aparelhos com o novo sistema na metade do ano que vem.
No Brasil, a Microsoft informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há previsão de quando começarão a ser vendidos os primeiros modelos com o Windows Phone 7. Os kits de desenvolvimento para que os programadores criem aplicativos para os telefones, porém, já estão disponíveis.
No trimestre mais recente, o antigo sistema da Microsoft, o Windows Mobile, detinha uma participação de apenas 5% do mercado mundial de smartphones. O ranking era liderado pelo Symbian (usado principalmente pela Nokia), com 41%; seguido do BlackBerry, da Research in Motion (RIM), com 18%; Android, com 17%, e iPhone, com 14%, segundo a empresa de pesquisa Gartner.
Do ponto de vista do equipamento, os telefones com Windows 7 são indistinguíveis dos modelos topo de linha com sistema Android: têm grandes telas sensíveis ao toque, e alguns modelos vêm com teclados deslizantes.
Para se destacar da concorrência, o sistema da Microsoft tem recursos situados na tela para permitir que o usuário, só com um olhar, seja avisado de informações importantes, como e-mail e atualizações no Facebook.
Por exemplo, um software de previsão do tempo poderia mostrar um quadro atualizado das condições climáticas; bibliotecas de fotos e músicas seriam representadas pela capa do álbum tocado mais recentemente.
Tanto o iPhone como o Android estão mais concentrados em aplicativos - o usuário tem de tocar em um aplicativo para ver novas informações. Algumas companhias, entretanto, incluindo a Motorola, criaram programas adicionais para o Android que são similares ao jeito "informação-só-com-um-olhar" do Windows Phone 7.
É um "tipo de telefone muito diferente", disse Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, no lançamento do sistema, em Nova York, na segunda-feira.
Para fazer do Windows Phone 7 um sucesso, a Microsoft tem de conquistar o apoio não só dos fabricantes de aparelhos e das operadoras de telefonia, mas dos programadores de software. O iPhone e o Android são populares em parte por causa dos milhares de aplicativos, ou "apps", feitos por programadores externos.
Existem milhares de aplicativos para o Windows Mobile, mas eles não vão funcionar no Windows Phone 7. Por isso, a Microsoft precisa recrutar uma nova base de programadores. Esses profissionais podem não querer se dedicar a programas para outro sistema até que ele ganhe força entre os usuários. A Microsoft apresentou "apps" da Electronic Arts, de games, e do site de cinema Internet Movie Database, mas uma base maior de desenvolvedores será crucial.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Apple explica por que rejeita formato Flash
Steve Jobs, executivo-chefe da Apple, tomou a iniciativa, ontem, de publicar uma carta aberta explicando por que a companhia de tecnologia continua a rejeitar o formato mais amplamente usado para assistir a vídeos na internet, o Flash.
Jobs postou no site da Apple comentários feitos em fevereiro contra o uso do Flash, controlado pela Adobe Systems. O executivo disse que os vídeos Flash consomem duas vezes mais baterias que outros formatos. Afirmou também que Flash foi a causa principal da quebra do sistema nos computadores Mac, da Apple, e que os programas Flash têm baixo desempenho nos dispositivos móveis - especialmente aqueles controlados por toque na tela, se comparados aos acionados por mouse.
No lugar do Flash, a Apple usa outros formatos, incluindo o HTML5, um padrão aberto de internet incentivado pela empresa.
A carta destacou a determinação do grupo em manter a fidelidade aos programadores de software, enquanto a competição cresce entre os dispositivos de alta tecnologia. "Nossa motivação é simples - queremos prover a mais avançada e inovadora plataforma para nossos programadores, e que eles trabalhem diretamente nessa plataforma e criem os melhores aplicativos jamais vistos no mundo", escreveu o executivo.
Os produtos da Apple não são compatíveis com o conteúdo Flash, o que significa que os sites que usam esses programas não rodam vídeos no iPhone, iPod ou no novo tablet iPad. Os programadores que escrevem aplicativos baseados em Flash têm que estar preparados para convertê-los para uso em dispositivos da Apple. Neste mês, entretanto, a Apple disse que rejeitaria tais aplicativos em sua loja on-line, devido ao que justificou como baixo desempenho. A iniciativa irritou os programadores e provocou reclamações públicas da Adobe.
Fonte: ValorOnline
Jobs postou no site da Apple comentários feitos em fevereiro contra o uso do Flash, controlado pela Adobe Systems. O executivo disse que os vídeos Flash consomem duas vezes mais baterias que outros formatos. Afirmou também que Flash foi a causa principal da quebra do sistema nos computadores Mac, da Apple, e que os programas Flash têm baixo desempenho nos dispositivos móveis - especialmente aqueles controlados por toque na tela, se comparados aos acionados por mouse.
No lugar do Flash, a Apple usa outros formatos, incluindo o HTML5, um padrão aberto de internet incentivado pela empresa.
A carta destacou a determinação do grupo em manter a fidelidade aos programadores de software, enquanto a competição cresce entre os dispositivos de alta tecnologia. "Nossa motivação é simples - queremos prover a mais avançada e inovadora plataforma para nossos programadores, e que eles trabalhem diretamente nessa plataforma e criem os melhores aplicativos jamais vistos no mundo", escreveu o executivo.
Os produtos da Apple não são compatíveis com o conteúdo Flash, o que significa que os sites que usam esses programas não rodam vídeos no iPhone, iPod ou no novo tablet iPad. Os programadores que escrevem aplicativos baseados em Flash têm que estar preparados para convertê-los para uso em dispositivos da Apple. Neste mês, entretanto, a Apple disse que rejeitaria tais aplicativos em sua loja on-line, devido ao que justificou como baixo desempenho. A iniciativa irritou os programadores e provocou reclamações públicas da Adobe.
Fonte: ValorOnline
Steve Jobs slams Adobe Flash in open letter - and maybe kills it for mobile (updated)
Two places you won't find Flash Player. Photo by bm.iphone on Flickr. Some rights reserved
Steve Jobs has defended Apple's decision not to allow Adobe's Flash technology on the iPhone, iPod and iPad - and cited a series of reasons why he thinks letting Flash onto mobile devices is a bad idea, including security, battery life and user experience.
[Update: Adobe's CEO has responded in an interview with the Wall Street Journal. Read my take here.]
In what could best be described as a blogpost on Apple's site, Jobs says that there are six key problems with Flash - and that the most important reason is that "letting a third party layer of software come between the platform and the developer ultimately results in sub-standard apps and hinders the enhancement and progress of the platform."
Jobs hits out at Adobe's claims that Flash is "open" because 75% of video on the web is viewed using it. "Adobe's Flash products are 100% proprietary," he responds. "They are only available from Adobe, and Adobe has sole authority as to their future enhancement, pricing, etc. While Adobe's Flash products are widely available, this does not mean they are open, since they are controlled entirely by Adobe and available only from Adobe. By almost any definition, Flash is a closed system."
He contrasts that with open web standards that Apple has adopted - HTML5, CSS (Cascading Style Sheets, used to format sites) and the programming language Javascript. "Apple even creates open standards for the web", he says, citing WebKit - the open-source browser code that Apple adopted to create its Safari browser, which is now used by a number of companies including Google.
He rebuffs claims by Adobe that Flash offers "the full web":
"Adobe has repeatedly said that Apple mobile devices cannot access "the full web" because 75% of video on the web is in Flash. What they don't say is that almost all this video is also available in a more modern format, H.264, and viewable on iPhones, iPods and iPads. YouTube, with an estimated 40% of the web's video, shines in an app bundled on all Apple mobile devices, with the iPad offering perhaps the best YouTube discovery and viewing experience ever. Add to this video from Vimeo, Netflix, Facebook, ABC, CBS, CNN, MSNBC, Fox News, ESPN, NPR, Time, The New York Times, The Wall Street Journal, Sports Illustrated, People, National Geographic, and many, many others. iPhone, iPod and iPad users aren't missing much video."
He then takes shots at reliability, security and performance - pointing out that Flash has a bad security record, noting that "we know that Flash is the number one reason Macs crash" and that "we don't want to reduce the reliability and security of our iPhones, iPods and iPads by adding Flash", and putting salt in the wound by saying "We have routinely asked Adobe to show us Flash performing well on a mobile device" - pointing to continued delays in its implementation.
"We think it will eventually ship, but we're glad we didn't hold our breath," Jobs says.
He slams its effect on battery life - "the video on almost all Flash websites currently requires an older generation decoder that is not implemented in mobile chips and must be run in software" - and on touch-based devices: "Flash was designed for PCs using mice, not touch screens using fingers... Most Flash websites need to be rewritten to support touch-based devices. If developers need to rewrite their Flash websites, why not use modern technologies like HTML5, CSS and JavaScript?"
But the most important reason is that Flash comprises a layer of abstraction between the programs and the platform, Jobs says, adding that "we know from painful experience" that that leads to sub-standard applications.
The conclusion: Jobs is calling Adobe's bluff about Flash running on mobile devices - and although Apple is making some efforts to work with Adobe on letting Flash run more efficiently on Mac OSX (such as the newly-released alpha of a hardware-accelerated Flash decoder), Apple is clear about the compromises that Flash would impose - and its unwillingness to bend to them.
Adobe has already abandoned plans to let developers create cross-platform apps compiled in its Creative Suite 5 application to run on Flash and also on the iPhone: Apple effectively outlawed any such apps with its revision to the iPhone developer licence just ahead of CS5's release.
But by pointing to the continued delays in the release of a fully-featured version of Flash on mobile devices, Jobs - and Apple - also point to the problem Adobe faces: that HTML5 and H.264 may be adopted more quickly than it expected. The purchase of Palm by HP - which looks likely to implement Palm's webOS in tablet-style devices - will heighten that. Although Adobe announced in February 2009 that it would develop a version of Flash Player for webOS, it announced a delay in April 2009.
There wasn't much evidence of it by February 2010, when it announced it again.
Yet at the time Adobe said
"By 2012, it expects nearly 53 percent of phones to be shipping with Flash Player 10.1 and that roughly 250 million devices will be supporting it at that time."
But 2012 suddenly looks a long way off. It's nearly the middle of 2010, and if you want to play Flash on your Symbian smartphone (which dominates the smartphone sector in numbers, if not access to websites) then you have to download a special app. Not that many people do. you'll have Flash Lite - but that's only a subsection of Flash playing (see the differences via the FAQ).
How about on a BlackBerry? Adobe said in April 2010 that it will have support for those "in the second half of 2010".
That's the two big ones. How about the third one, Apple? Oh, no. Well, what about Android? Well - that's promised too.
But Android uses WebKit, and that's HTML5, and while Google might like a lot of things, and has even appeared to array itself with Adobe against Apple - why, Android 2.2 is going to support Flash, Andy Rubin of Google told the New York Times - we have to say that we've heard that one before. Specifically, April 2009, when we were confidently told that Adobe Flash Player 10 For Android Due in October. That was Adobe's chief executive in an earnings call.
So Adobe has done: promise, promise, promise but not deliver, deliver, deliver when it comes to Flash Player for the mobile. Reality check: Apple is one of the biggest sources of mobile internet traffic to most sites that serve video. If your video site sticks with Flash and your rival's serves H.264, guess which one they'll go to? And if the folks at Google Android see that lots of sites are adopting H.264, will they really fuss about getting Flash playback on their devices? You can guess not.
Flash on mobile? It's dead already. It just hasn't been told. Steve Jobs just sent it the letter. "Perhaps Adobe should focus more on creating great HTML5 tools for the future, and less on criticizing Apple for leaving the past behind," Jobs concludes. Put that on Flash's gravestone.
* corrected detail about Flash Lite availability on Symbian.
Fonte: Guardian
Steve Jobs has defended Apple's decision not to allow Adobe's Flash technology on the iPhone, iPod and iPad - and cited a series of reasons why he thinks letting Flash onto mobile devices is a bad idea, including security, battery life and user experience.
[Update: Adobe's CEO has responded in an interview with the Wall Street Journal. Read my take here.]
In what could best be described as a blogpost on Apple's site, Jobs says that there are six key problems with Flash - and that the most important reason is that "letting a third party layer of software come between the platform and the developer ultimately results in sub-standard apps and hinders the enhancement and progress of the platform."
Jobs hits out at Adobe's claims that Flash is "open" because 75% of video on the web is viewed using it. "Adobe's Flash products are 100% proprietary," he responds. "They are only available from Adobe, and Adobe has sole authority as to their future enhancement, pricing, etc. While Adobe's Flash products are widely available, this does not mean they are open, since they are controlled entirely by Adobe and available only from Adobe. By almost any definition, Flash is a closed system."
He contrasts that with open web standards that Apple has adopted - HTML5, CSS (Cascading Style Sheets, used to format sites) and the programming language Javascript. "Apple even creates open standards for the web", he says, citing WebKit - the open-source browser code that Apple adopted to create its Safari browser, which is now used by a number of companies including Google.
He rebuffs claims by Adobe that Flash offers "the full web":
"Adobe has repeatedly said that Apple mobile devices cannot access "the full web" because 75% of video on the web is in Flash. What they don't say is that almost all this video is also available in a more modern format, H.264, and viewable on iPhones, iPods and iPads. YouTube, with an estimated 40% of the web's video, shines in an app bundled on all Apple mobile devices, with the iPad offering perhaps the best YouTube discovery and viewing experience ever. Add to this video from Vimeo, Netflix, Facebook, ABC, CBS, CNN, MSNBC, Fox News, ESPN, NPR, Time, The New York Times, The Wall Street Journal, Sports Illustrated, People, National Geographic, and many, many others. iPhone, iPod and iPad users aren't missing much video."
He then takes shots at reliability, security and performance - pointing out that Flash has a bad security record, noting that "we know that Flash is the number one reason Macs crash" and that "we don't want to reduce the reliability and security of our iPhones, iPods and iPads by adding Flash", and putting salt in the wound by saying "We have routinely asked Adobe to show us Flash performing well on a mobile device" - pointing to continued delays in its implementation.
"We think it will eventually ship, but we're glad we didn't hold our breath," Jobs says.
He slams its effect on battery life - "the video on almost all Flash websites currently requires an older generation decoder that is not implemented in mobile chips and must be run in software" - and on touch-based devices: "Flash was designed for PCs using mice, not touch screens using fingers... Most Flash websites need to be rewritten to support touch-based devices. If developers need to rewrite their Flash websites, why not use modern technologies like HTML5, CSS and JavaScript?"
But the most important reason is that Flash comprises a layer of abstraction between the programs and the platform, Jobs says, adding that "we know from painful experience" that that leads to sub-standard applications.
The conclusion: Jobs is calling Adobe's bluff about Flash running on mobile devices - and although Apple is making some efforts to work with Adobe on letting Flash run more efficiently on Mac OSX (such as the newly-released alpha of a hardware-accelerated Flash decoder), Apple is clear about the compromises that Flash would impose - and its unwillingness to bend to them.
Adobe has already abandoned plans to let developers create cross-platform apps compiled in its Creative Suite 5 application to run on Flash and also on the iPhone: Apple effectively outlawed any such apps with its revision to the iPhone developer licence just ahead of CS5's release.
But by pointing to the continued delays in the release of a fully-featured version of Flash on mobile devices, Jobs - and Apple - also point to the problem Adobe faces: that HTML5 and H.264 may be adopted more quickly than it expected. The purchase of Palm by HP - which looks likely to implement Palm's webOS in tablet-style devices - will heighten that. Although Adobe announced in February 2009 that it would develop a version of Flash Player for webOS, it announced a delay in April 2009.
There wasn't much evidence of it by February 2010, when it announced it again.
Yet at the time Adobe said
"By 2012, it expects nearly 53 percent of phones to be shipping with Flash Player 10.1 and that roughly 250 million devices will be supporting it at that time."
But 2012 suddenly looks a long way off. It's nearly the middle of 2010, and if you want to play Flash on your Symbian smartphone (which dominates the smartphone sector in numbers, if not access to websites) then you have to download a special app. Not that many people do. you'll have Flash Lite - but that's only a subsection of Flash playing (see the differences via the FAQ).
How about on a BlackBerry? Adobe said in April 2010 that it will have support for those "in the second half of 2010".
That's the two big ones. How about the third one, Apple? Oh, no. Well, what about Android? Well - that's promised too.
But Android uses WebKit, and that's HTML5, and while Google might like a lot of things, and has even appeared to array itself with Adobe against Apple - why, Android 2.2 is going to support Flash, Andy Rubin of Google told the New York Times - we have to say that we've heard that one before. Specifically, April 2009, when we were confidently told that Adobe Flash Player 10 For Android Due in October. That was Adobe's chief executive in an earnings call.
So Adobe has done: promise, promise, promise but not deliver, deliver, deliver when it comes to Flash Player for the mobile. Reality check: Apple is one of the biggest sources of mobile internet traffic to most sites that serve video. If your video site sticks with Flash and your rival's serves H.264, guess which one they'll go to? And if the folks at Google Android see that lots of sites are adopting H.264, will they really fuss about getting Flash playback on their devices? You can guess not.
Flash on mobile? It's dead already. It just hasn't been told. Steve Jobs just sent it the letter. "Perhaps Adobe should focus more on creating great HTML5 tools for the future, and less on criticizing Apple for leaving the past behind," Jobs concludes. Put that on Flash's gravestone.
* corrected detail about Flash Lite availability on Symbian.
Fonte: Guardian
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Amazon compra start-up de tecnologia touchscreen
3 de fevereiro de 2010| 19h03| Tweet este Post
Por Rafael Cabral
Em uma resposta direta ao lançamento do iPad da Apple, a Amazon anunciou nesta quarta-feira que comprou a start-up Touchco, especializada no desenvolvimento de superfícies touchscreen. Segundo o New York Times, a empresa se mudará para Cupertino, onde ajudará os desenvolvedores do Kindle a criar uma versão sensível ao toque do e-reader.
A Touchco, que hoje emprega seis pessoas, começou como um projeto da Universidade de Nova York para pesquisas em mídia e ainda não colocou nenhum de seus produtos no mercado. O laboratório trabalha com uma espécie de tela touchscreen transparente, totalmente flexível e que é capaz de identificar diversos toques ao mesmo tempo.
As películas foram feitas para se integrarem com telas de LCD com o do recém-lançado tablet da Apple, o que pode sinalizar que a Amazon estaria trabalhando em uma versão colorida – e sem tinta eletrônica – do Kindle.
É… Ao que parece, a briga pela leitura digital só está começando.
Fonte: Link
Por Rafael Cabral
Em uma resposta direta ao lançamento do iPad da Apple, a Amazon anunciou nesta quarta-feira que comprou a start-up Touchco, especializada no desenvolvimento de superfícies touchscreen. Segundo o New York Times, a empresa se mudará para Cupertino, onde ajudará os desenvolvedores do Kindle a criar uma versão sensível ao toque do e-reader.
A Touchco, que hoje emprega seis pessoas, começou como um projeto da Universidade de Nova York para pesquisas em mídia e ainda não colocou nenhum de seus produtos no mercado. O laboratório trabalha com uma espécie de tela touchscreen transparente, totalmente flexível e que é capaz de identificar diversos toques ao mesmo tempo.
As películas foram feitas para se integrarem com telas de LCD com o do recém-lançado tablet da Apple, o que pode sinalizar que a Amazon estaria trabalhando em uma versão colorida – e sem tinta eletrônica – do Kindle.
É… Ao que parece, a briga pela leitura digital só está começando.
Fonte: Link
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
O que o iPad tem que meu computador não tem?

Além de causar furor no mundo da tecnologia, o iPad, computador tablet da Apple, também foi responsável por uma enxurrada de dúvidas de possíveis consumidores da novidade. Afinal, o que é que o iPad tem que o seu computador não tem?
Novo ''queridinho'' da Apple
Veja fotos do novo iPad
Steve Jobs confirma expectativas e lança computador tablet
O lançamento do tablet correspondeu às suas expectativas?
Antes de detalhar o produto da Apple, é necessário entender o que são os computadores tablet: dispositivos ultraportáteis no formato de prancheta ou laptop, que apresentam tela sensível ao toque e, em sua maioria, dispensam uso de mouse e teclado. A ideia dos fabricantes sempre foi a de criar um dispositivo digital que substituísse a tradicional dupla bloquinho de papel e caneta.
Apesar da grande febre atual, o conceito tablet é bem antigo: Alan Kay, cientista norte-americano, lançou em 1968 o que seria a base conceitual para todos os computadores pessoais. O seu Dynabook nunca chegou a ser fabricado, mas era bem parecido com o que os tablets são atualmente. Finos, leves, fáceis de usar, inclusive por crianças e idosos, projetava Kay naquela época.
Mais de quarenta anos depois, a Apple apresentou seu iPad. O tablet tem como público-alvo usuários que consomem conteúdo, ou seja, quem entra na internet para ler e-mails, notícias, livros eletrônicos, além de ver fotos, assistir a vídeos (inclusive TV) e ouvir músicas. A infinidade de aplicativos da AppStore pode ser utilizada no iPad, incluindo seus jogos.
Para desempenhar todas essas funções, o iPad possui um processador de 1GHz, desenvolvido pela própria Apple, e tela sensível a múltiplos toques de 9,56 polegadas. O dispositivo é fino (tem 1,3 cm) e relativamente leve (o modelo com Wi-Fi pesa 680g).
Tablet é tablet
O tablet da Apple, entretanto, não é indicado para quem quer produzir conteúdo, pois ele não foi concebido para ser multitarefa. Apesar de possuir o software iWorks, que cria documentos de texto, planilhas e apresentações, não é possível abrir vários programas ao mesmo tempo no dispositivo. Isso restringe bastante ações às quais já estamos acostumados (como jogar uma planilha dentro de uma apresentação, enquanto checa outros dados num site, só ser for uma coisa de cada vez).
iPad entra em ação e cria febre do tablet
Veja como funciona o tablet da Apple, algo entre o smartphone e notebook, segundo Steve Jobs
Além disso, o modelo com maior espaço de armazenamento tem apenas 64 GB. Portas USB, HDMI, entradas para cartão de memória e webcam também são itens que a Apple deixou de fora, por hora. Outra restrição que ficaria evidente para usuários comuns é a falta de suporte a Flash no navegador de internet. E, apesar de ter ganhado o apelido de “iPhone de Itu”, não, o iPad não faz ligações celulares.
Portanto, se você procura uma máquina que desempenhe mais de uma tarefa ao mesmo tempo, crie e modifique arquivos, com um espaço de armazenamento um pouco mais “respeitável”, além de navegar na web, talvez a melhor opção sejam outros dispositivos.
Escolha um netbook, se você já tem um computador principal, mas precisa de mobilidade. Comprá-lo será uma opção mais barata, já que o preço estimado do iPad no Brasil, R$ 2 mil, é o dobro de um netbook.
Se você não liga de passear por aí com a dupla smartphone e notebook pesadão, o iPad também não é uma opção muito atrativa se você pensa nele como um substituto. Mas pode ser interessante se você pensar nele como um... tablet. Leve, portátil e com uma tela bem maior que a de um smartphone para acessar o conteúdo que quiser na internet.
* Dúvida enviada pelo internauta Leonardo Antônio Franco
Fonte: UOL Tecnologia
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O paradoxo da Apple

A empresa mais inovadora da atualidade faz sempre tudo igual quando lança um novo produto. E o impressionante é que dá certo. Será que vai funcionar agora com o iPad?
Bruno Galo e Ralphe Manzoni Jr.
Mais uma invenção de Jobs: O iPad chegará às lojas nos EUA em março. Com conexão Wi-FI e 3G, ele tem preço a partir de US$ 499. Suas dimensões reais podem ser observadas na página ao lado. A Apple não definiu quando vai lançá-lo no Brasil
Todo ano ele faz tudo sempre igual. A mesma camiseta de gola alta e manga comprida preta, a calça jeans surrada, o tênis New Balance cinza. O mesmo palco, as mesmas luzes, a mesma plateia que o ovaciona e um produto na mão. Esta é a liturgia do profeta da inovação Steve Jobs. Eis o paradoxo da Apple, considerada a empresa mais inovadora da atualidade, mas cuja máquina de marketing vem repetindo a mesma estratégia há anos. Quando subiu ao palco na quarta-feira 27, para anunciar o iPad, um minicomputador com tela sensível ao toque, sem mouse ou teclado, Jobs repetiu este ritual. Só que desta vez, o produto foi recebido com mais ceticismo. As ações da Apple despencaram mais de 8% no dia seguinte ao anúncio, o que não aconteceu em outros eventos da companhia, como o lançamento do iPhone (confira gráfico ao lado). Apesar dessa recepção morna do mercado, Jobs foi saudado, mais uma vez, em termos bíblicos. "A última vez que houve tamanha excitação por causa de uma tábua (tablet, em inglês), ela tinha alguns mandamentos gravados nela", escreveu com rara ironia e precisão o jornal norte-americano The Wall Street Journal, comparando o criador da Apple a Moisés. A revista inglesa The Economist, dedicou sua capa ao iPad, com o título "O livro de Jobs", numa referência a Jó e a também um dos alvos do produto - o iPad será um concorrente direto do Kindle.
Nos últimos anos, Steve Jobs vem lapidando quase que à perfeição a estratégia cultuada, mas também conservadora, de lançamento dos seus novos produtos. O absoluto silêncio é sua maior arma. David Yoffie, professor de negócios de Harvard, estimou que nos meses entre o anúncio e a venda do primeiro iPhone em 2007, a Apple conseguiu mais de US$ 400 milhões em propaganda gratuita, apenas se mantendo completamente calada, alimentando o frenesi da mídia mundial. Algo bastante parecido - e em uma escala ainda maior - foi se desenhando nos últimos meses em torno do tablet da Apple. A máquina de marketing da companhia, cuja logomarca é uma maçã, tem uma forma de funcionar que não se altera. O impressionante é que, até agora, tem dado sempre certo. Mas conseguirá, desta vez, fazer o iPad decolar?
"Vejo muito potencial neste produto e não tenho dúvida de que muitos concorrentes irão ser lançados antes do final deste ano", disse à DINHEIRO Rob Enderle, presidente da consultoria norte-americana Enderle Group. A lógica do marketing da Apple é baseada em algumas regras que contrariam tudo o que é considerado padrão na indústria do Vale do Silício, região dos Estados Unidos, na Califórnia, onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia. A primeira delas é o segredo. A empresa guarda seus produtos sob o mais absoluto sigilo. Os funcionários são avisados que não podem comentar os projetos em que estão trabalhando com suas próprias famílias. Os times de hardware e software ficam em prédios separados. E os crachás eletrônicos impedem acessos a determinadas áreas do escritório. Os concorrentes têm táticas diferentes. A Intel, por exemplo, publica regularmente o calendário de lançamento de seus produtos. A Microsoft programa todos os seus lançamentos e cria uma série de fatos até a data do lançamento, antecipando boa parte dos recursos.
O segundo pilar da estratégia da Apple é o controle. O hardware e o software são proprietários. Isso quer dizer que só funcionam em um produto da Apple. Quer rodar o sistema operacional Mac OS? Compre um Mac. O iPod é umbilicalmente ligado à loja online iTunes, que, por sua vez, só pode ser acessada via software. Sabe de quem? Da própria Apple. E, por fim, existe o fator Jobs.
Centralizador, ele se preocupa com os mínimos detalhes do produto, microgerenciando tudo. Muitos o consideram tirânico. Seu desempenho no palco também é essencial para o sucesso do produto. Quem não se lembra dele tirando de um envelope o MacBook Air, o então notebook mais fino do mundo? Durante o lançamento do iPad, usou várias frases de efeito, como "produto mágico e revolucionário" ou "ele é muito mais íntimo do que um notebook, muito mais eficiente que um smartphone".
Toque mágico: a presença de Jobs demonstrando o produto é fundamental na estratégia de marketing da Apple
O tablet da Apple não é o primeiro de sua categoria, mas isso também não é um problema. O iPod não inaugurou o mercado de tocadores de música digital, tampouco o iPhone construiu o segmento de smartphones. Ambos, no entanto, tinham características e recursos que os tornavam atraentes. Entre eles, um design sofisticado e uma loja online com músicas e aplicativos. O iPad apesar das suas limitações, aposta em múltiplas funções para atrair o público. Ele é ao mesmo tempo um dispositivo que acessa internet, permite ver vídeos, ouvir músicas, receber e enviar e-mails, organizar fotos, jogar games e - ufa - um leitor de livros eletrônicos. O iPad é também um marco da convergência, que editoras de livros, revistas e jornais, além de estúdios de cinema e emissoras de televisão, esperam que possa esquentar a distribuição digital - e paga - de seu conteúdo, assim como o iPod o fez com a música. A expectativa gerada, desta vez, parece ter sido alta demais. Os comentários gerais eram de que o iPad era apenas um iPhone gigante. Os usuários fanáticos começaram a fazer listas sobre os itens que faltavam no aparelho. As mais frequentes referiam-se à ausência de uma câmera e capacidade de poder fazer mais de uma aplicação funcionar ao mesmo tempo, chamada de multitarefa. O porta-voz da Apple Brasil, Fábio Ribeiro, garantiu que pelo menos dá para ouvir música e ler um livro ao mesmo tempo. A máquina de marketing da Apple está à prova, embora tenha feito tudo igual novamente.
Todas as telas do iPad
O tablet da Apple terá impacto em pelo menos cinco setores da economia. Saiba quais:
Jogos
A Electronic Arts e a GameLoft demonstraram novos e velhos games rodando no iPad. Em razão do tamanho da tela de 9,7 polegadas, a experiência de jogar é muito mais intensa do que no iPod Touch
Jornais
O aplicativo do jornal norteamericano The New York Times é apenas um exemplo de novos modelos de negócio para as empresas de mídia que podem surgir a partir do iPad. É possível acrescentar vídeos às reportagens
Aplicativos
O iPad já nasce com 140 mil aplicativos desenvolvidos para o iPhone e para o iPod Touch. A partir de agora, os desenvolvedores vão começar a fazer programas que tirem proveito dos recursos do equipamento
Livros
O iPad vai ser um concorrente à altura do Kindle, da Amazon. No lançamento, Jobs anunciou acordos com cinco editoras, como a Penguim e a Hachette Book Group
Filmes
A tela do iPad é de 9,7 polegadas. Os vídeos podem ser assistidos em alta definição e a bateria tem duração de dez horas. Dá para ir de São Paulo até Nova York, nos Estados Unidos
Fonte: ISTOÉ Dinheiro
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Google ataca a Apple

Gigante da internet entra na disputa pelo mercado de telefones móveis e bate de frente com o iPhone
Passados alguns minutos das 10h do dia 5 de janeiro – 16h do horário de Brasília – o brasileiro Mario Queiroz, vice-presidente de produtos do Google, subiu ao palco do auditório em Mountain View, Califórnia, sob os olhares atentos de uma legião de jornalistas e de executivos. Embora todos já imaginassem o motivo do evento, a expectativa era semelhante à dos surpreendentes lançamentos da Apple. Câmeras digitais a postos. Serviço de captura de vídeo de celulares ativado. Sites narrando cada passo em tempo real. Mas foi preciso aguardar mais de 20 minutos para que a novidade fosse confirmada. Antes, Queiroz fez um longo discurso sobre a importância do universo de telefones móveis para a empresa. Após dez anos na disputa com a Microsoft pelo mercado de buscas e de aplicativos online, o Google entrou oficialmente no segmento de hardware com o lançamento de um smartphone com a sua marca. “Para ajudar os consumidores, juntamos nossos engenheiros e aumentamos o ritmo de inovação”, disse Queiroz. O equipamento Nexus One foi produzido pela taiwanesa HTC e já está à venda no site do Google por US$ 529. O aparelho vai custar US$ 179 para consumidores que optarem por um plano da operadora T-Mobile USA. Ainda não há previsão de quando chegará ao Brasil. O anúncio representa um novo posicionamento da gigante da internet.
Agora, o Google se torna um concorrente direto da Apple e, indiretamente, uma ameaça para as quase 30 fabricantes de celulares que usam a plataforma Android. Onde estaria o Google querendo chegar com isso?
O interesse pelo mercado de telefones móveis não é algo recente para a empresa. Mas, até então, sua atuação se dava de forma indireta através da plataforma móvel Android. Com pouco mais de um ano de existência, ela está presente em 20 modelos de 59 operadoras em todo o mundo. Segundo a empresa CCS Insight, mais de 50 aparelhos com Android serão lançados em 2010. A chegada de um equipamento com a própria marca é um sinal de que o Google decidiu dispensar intermediários e brigar com as próprias mãos por esse mercado. O alvo direto é a Apple.

Até pouco tempo atrás, o Google e a companhia de Steve Jobs eram fortes aliados. Além de compartilharem a rixa contra a Microsoft, dividiam dois membros de conselho, Eric E. Schmidt, presidente e CEO do Google, e Arthur Levinson, ex-CEO da Genentech. Mas o sucesso do iPhone foi esfriando essa relação. Os celulares inteligentes despontaram como o principal dispositivo de acesso à rede. E, por este motivo, o Google precisa fincar sua bandeira nesta área. “O interesse sinaliza o que a empresa enxerga como as tendências do futuro”, afirma o analista Cid Torquato. Em contrapartida, a Apple adquiriu a Quattro Wireless, uma empresa de publicidade online, área dominada pelo Google.
Fonte: IstoéDinheiro
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