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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Faturamento da SAP Brasil aumenta 22%

Venda de software para pequenas e mdias empresas cresceu 30% em relação ao segundo trimestre de 2010
Por REDAÇÃO COMPUTERWORLD
28 de julho de 2011 - 18h53página 1 de 1Tweet
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No segundo trimestre de 2011, a receita da SAP Brasil aumentou 22% em relação a igual período do ano passado.No semestre, o crescimento foi de 23%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. O grupo SAP não divulga valores da filial brasileira.

Já o faturamento com software voltados para pequenas e médias empresas tiveram aumento de 30% na mesma base de comparação.

“Estamos muito satisfeitos com o crescimento de venda de soluções para pequenas e médias empresas. Isso só reforça nossa estratégia de atender todos os setores e companhias de todos os tamanhos com mesmo compromisso e qualidade”, afirma o presidente da SAP Brasil, Luís César Verdi.

A SAP Brasil também informou que o mercado de finanças teve um crescimento superior a 100% na comparação com primeiro semestre de 2010. Outros segmentos que se destacaram foi o de engenharia & construção, que teve expansão de 46% e o de saúde, com aumento de 86%, na mesma base de comparação.

Atualmente, a SAP Brasil possui 1.294 colaboradores, nas regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Este número é 38% maior do que o do mesmo período de 2010. Na América Latina, a SAP obteve crescimento de 37% na receita de software para pequenas e médias empresas e 31% em soluções analíticas.

Fonte: ComputerWorld

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Esquenta disputa entre sistemas para smartphones

Ao comprar um smartphone de uma operadora móvel ou no varejo, a maioria dos consumidores nem imagina que sua escolha pode alimentar uma guerra de mercado entre desenvolvedores de sistemas operacionais - o software básico do celular. O mais visível para o usuário é o charme do aparelho, a facilidade de acesso à internet e a existência de aplicativos que permitam ler notícias, jogar, ouvir música, ver vídeos e se comunicar com sua rede de relacionamentos. Pouca gente sabe, por exemplo, que o sistema operacional determina os aplicativos que estarão à sua disposição. À medida que os aplicativos ficam mais relevantes, no entanto, mais sangrenta tende a ficar a guerra em torno dos sistemas básicos.

A briga também preocupa os fabricantes de smartphones e de equipamentos para redes, que não querem se ver reféns de uma ou outra empresa dominante.

O mercado é liderado por meia dúzia de sistemas operacionais, com softwares de menor participação correndo por fora. Na disputa estão nomes como Nokia, Google, Research in Motion (RIM), Apple e Microsoft. Para parte da indústria de telefonia móvel, o número de competidores é excessivo. Executivos ouvidos pelo Valor preveem uma seleção no mercado e dizem que nem todos os sistemas sobreviverão, seja por extinção ou consolidação.

Nessa guerra, vantagens importantes são perdidas em uma única batalha. A Intel contava com a aliança com a Nokia para dar impulso a seu sistema operacional MeeGo. A Nokia, porém, desistiu do acordo para se aliar à Microsoft, o que mudou o cenário e levou à queda das ações da Intel.

O futuro do MeeGo agora é uma interrogação. O executivo-chefe da Intel, Paul Otellini, procurou mostrar confiança em Barcelona, onde participou ontem do Mobile World Congress. Segundo Otellini, o fato de a Nokia ter mudado sua estratégia não significa que o setor deva fazer o mesmo. Ele disse que as operadoras precisam de um sistema aberto, fácil de usar, e que planeja lançar o MeeGo este ano para smartphones e tablets, além de dispositivos embarcados em veículos.
Líderes do setor criticam os sistemas operacionais proprietários, como os da Apple e da RIM (fabricante do BlackBerry), que não podem ser usados por outros fabricantes. Symbian e Android são mantidos por fundações e são sistemas abertos, que podem ser usados pelo mercado. O Windows é fechado, mas pode ser licenciado. "Há consenso na indústria de que não há espaço para todos", afirma Anderson Teixeira, presidente da Sony Ericsson para as Américas, instalado em Atlanta, nos Estados Unidos. A companhia optou por investir em apenas um sistema operacional, o Android, que compõe toda a linha de smartphones da marca. Teixeira não comenta o eventual interesse da empresa na produção de tablets.

Apesar de acirrada, a disputa também abre oportunidades de negócios. Os fabricantes de equipamentos estão atentos, como é o caso da Alcatel Lucent, que comprou uma empresa americana, a Openplay, que permite aos desenvolvedores de conteúdo criar aplicações independentemente de sistema; a adaptação é realizada por uma interface, informa o presidente da Alcatel Lucent no Brasil, Jonio Foigel. Outra empresa que encontrou um segmento no mercado é a Skeape, que atua na mesma linha da Openplay e exibia seus serviços no estande da RIM.

O diretor da Ericsson no Brasil, Jasper Andersen, diz que a Apple, por exemplo, vem batendo na tecla de desenvolvedores exclusivos, embora os fabricantes de equipamentos e as operadoras estejam, por seu lado, fazendo pressão para a dona do iPhone abrir mão dessa postura. O executivo lembra que, no caso do Android, os fabricantes de celulares vêm chamando a atenção para a necessidade de adaptações do sistema para diferentes aparelhos.

O executivo-chefe e presidente do Google, Eric Schmidt, disse em palestra no Mobile World Congress que a empresa está corrigindo essas diferenças. O Google planeja lançar, em breve, o Android 3.0, com uma versão para tablets e outra para telefones.

A Nokia, antes de se unir à Microsoft, tinha dado um passo na contramão dos interesses do mercado. Ao companhia adquiriu a totalidade das ações da Symbian, que estava distribuída entre vários fabricantes, restringindo o sistema a seus próprios aparelhos. O movimento restritivo não parece ter tido uma repercussão positiva entre os consumidores. Coincidência, ou não, o movimento marcou a perda de mercado para o iPhone.

A parceria da Nokia com a Microsoft preocupa os fabricantes de equipamentos, que questionam se haverá alguma restrição ao uso do Windows Phone, com versões exclusivas ou prioritárias à Nokia. De acordo com o memorando interno que o atual presidente da Nokia, Stephen Olop, enviou aos funcionários da empresa, a parceria é de vida ou morte. Ele escreveu que se trata de um "tratamento de choque" e de uma "plataforma para pegar fogo".

O diretor-geral da Alcatel Lucent para a América Latina, o argentino Oswaldo Di Campli, indica como tendência a integração de sistemas operacionais. O movimento, diz ele, tende a ser uma demanda tanto da indústria quanto de desenvolvedores e até de usuários mais exigentes, que querem ter de tudo um pouco no mesmo equipamento. Um processo nessa linha, no entanto, exige tempo, reconhece o executivo.

Fonte: Valor

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Kaspersky ganha sócio e avalia abertura de capital

A Kaspersky Lab, empresa russa de software de antivírus, anunciou a venda de 20% do seu capital para o grupo de investimentos General Atlantic. Uma fonte ouvida pela agência Bloomberg afirmou que o negócio foi de US$ 200 milhões. A informação não foi confirmada pelo diretor de operações da Kaspersky, Eugene Buyakin. "O que posso dizer é que a General Atlantic se tornou o segundo maior sócio, atrás do fundador Eugene Kaspersky", afirma o executivo.
Como parte do acordo, o diretor de administração da General Atlantic, John Bernstein, passará a fazer parte do conselho de diretores da Kasperksy. Buyakin afirma que essa é a única mudança na estrutura da companhia. A participação do sócio investidor, diz, ajudará a empresa a acelerar o seu processo de crescimento, que tem sido de 30% ao ano em média. Para o ano de 2010, a Kaspersky estima ter crescido 38% em receita, para US$ 540 milhões, enquanto o mercado mundial de softwares de segurança cresceu 11,7%, totalizando US$ 4,7 bilhões, de acordo com o instituto de pesquisas americano Frost & Sullivan.

"Estamos entre os líderes e consideramos fusões e aquisições como parte da estratégia para chegar à liderança. A experiência do General Atlantic será fundamental para isso", diz Buyakin. A General Atlantic administra US$ 17 bilhões em capital e investe em empresas com forte potencial de expansão. No Brasil, o grupo de investimentos já teve participação na empresa de saúde Qualicorp e mantém hoje uma participação acionária na BM&FBovespa inferior a 5%.

De acordo com Buyakin, a Kaspersky ainda avaliará oportunidades de negócios com outras empresas. Como parte do plano de expansão, a empresa pretende abrir o capital em quatro ou cinco anos.

O anúncio foi bem recebido por analistas do setor. "A Kaspersky obteve um crescimento expressivo nos últimos quatro anos. A empresa planeja crescer 30% ao ano em cinco anos e está se movimentando para que isso aconteça", afirma o analista sênior de mercado da Frost & Sullivan, Fernando Belfort. Segundo o consultor, a empresa russa é a quarta maior do mundo, com 6% de participação de mercado. À sua frente estão a Symantec (42% de participação), McAfee (10%) e Trend Micro (7%).

A Kaspersky foi fundada em 1997 por Eugene Karspersky e sempre foi administrada pela família russa. A competição com as líderes ficou mais dura em 2010, com a compra da McAfee (que fatura US$ 1,9 bilhão por ano) pela Intel por US$ 7,68 bilhões. A Symantec (que fatura de US$ 5,9 bilhões ao ano) também cresceu com a compra da VeriSign, por US$ 1,28 bilhão. "O mercado de segurança está extremamente aquecido", diz Belfort. Ele prevê crescimento de 12,7% para o mercado global em 2011, para US$ 5,3 bilhões. O analista de mercado de software da IDC Brasil, Samuel Carvalho, prevê que o mercado brasileiro crescerá 19%. Em 2010, o setor faturou R$ 350 milhões.

Fonte: Valor

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tivit vai desenvolver software para o HSBC

SÃO PAULO - A Tivit, empresa que atua no segmento de terceirização e tecnologia da informação, assinou dois contratos com o HSBC para o desenvolvimento de software.

De acordo com comunicado divulgado pela companhia, a parceria permitirá que a empresa atenda à demanda da instituição financeira por sistemas aplicativos tanto no âmbito nacional quanto internacional via HSBC Global Technology Center Brasil (GLT Brasil).

O HSBC é cliente da área de terceirização de processos de negócios da companhia desde agosto de 2007 e a selecionou no último processo de homologação.

O atendimento ao banco será feito a partir de Curitiba, onde a Tivit inaugurou um polo de desenvolvimento de sistemas. O volume de investimento estimado nesse polo é de R$ 10 milhões.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/tecnologia/204/6190954/tivit-vai-desenvolver-software-para-o-hsbc&utm_source=newsletter&utm_medium=tarde_05042010&utm_campaign=informativo&scrollX=0&scrollY=0&tamFonte=#ixzz0kGTfX2HA

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O paradoxo da Apple


A empresa mais inovadora da atualidade faz sempre tudo igual quando lança um novo produto. E o impressionante é que dá certo. Será que vai funcionar agora com o iPad?

Bruno Galo e Ralphe Manzoni Jr.


Mais uma invenção de Jobs: O iPad chegará às lojas nos EUA em março. Com conexão Wi-FI e 3G, ele tem preço a partir de US$ 499. Suas dimensões reais podem ser observadas na página ao lado. A Apple não definiu quando vai lançá-lo no Brasil

Todo ano ele faz tudo sempre igual. A mesma camiseta de gola alta e manga comprida preta, a calça jeans surrada, o tênis New Balance cinza. O mesmo palco, as mesmas luzes, a mesma plateia que o ovaciona e um produto na mão. Esta é a liturgia do profeta da inovação Steve Jobs. Eis o paradoxo da Apple, considerada a empresa mais inovadora da atualidade, mas cuja máquina de marketing vem repetindo a mesma estratégia há anos. Quando subiu ao palco na quarta-feira 27, para anunciar o iPad, um minicomputador com tela sensível ao toque, sem mouse ou teclado, Jobs repetiu este ritual. Só que desta vez, o produto foi recebido com mais ceticismo. As ações da Apple despencaram mais de 8% no dia seguinte ao anúncio, o que não aconteceu em outros eventos da companhia, como o lançamento do iPhone (confira gráfico ao lado). Apesar dessa recepção morna do mercado, Jobs foi saudado, mais uma vez, em termos bíblicos. "A última vez que houve tamanha excitação por causa de uma tábua (tablet, em inglês), ela tinha alguns mandamentos gravados nela", escreveu com rara ironia e precisão o jornal norte-americano The Wall Street Journal, comparando o criador da Apple a Moisés. A revista inglesa The Economist, dedicou sua capa ao iPad, com o título "O livro de Jobs", numa referência a Jó e a também um dos alvos do produto - o iPad será um concorrente direto do Kindle.
Nos últimos anos, Steve Jobs vem lapidando quase que à perfeição a estratégia cultuada, mas também conservadora, de lançamento dos seus novos produtos. O absoluto silêncio é sua maior arma. David Yoffie, professor de negócios de Harvard, estimou que nos meses entre o anúncio e a venda do primeiro iPhone em 2007, a Apple conseguiu mais de US$ 400 milhões em propaganda gratuita, apenas se mantendo completamente calada, alimentando o frenesi da mídia mundial. Algo bastante parecido - e em uma escala ainda maior - foi se desenhando nos últimos meses em torno do tablet da Apple. A máquina de marketing da companhia, cuja logomarca é uma maçã, tem uma forma de funcionar que não se altera. O impressionante é que, até agora, tem dado sempre certo. Mas conseguirá, desta vez, fazer o iPad decolar?


"Vejo muito potencial neste produto e não tenho dúvida de que muitos concorrentes irão ser lançados antes do final deste ano", disse à DINHEIRO Rob Enderle, presidente da consultoria norte-americana Enderle Group. A lógica do marketing da Apple é baseada em algumas regras que contrariam tudo o que é considerado padrão na indústria do Vale do Silício, região dos Estados Unidos, na Califórnia, onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia. A primeira delas é o segredo. A empresa guarda seus produtos sob o mais absoluto sigilo. Os funcionários são avisados que não podem comentar os projetos em que estão trabalhando com suas próprias famílias. Os times de hardware e software ficam em prédios separados. E os crachás eletrônicos impedem acessos a determinadas áreas do escritório. Os concorrentes têm táticas diferentes. A Intel, por exemplo, publica regularmente o calendário de lançamento de seus produtos. A Microsoft programa todos os seus lançamentos e cria uma série de fatos até a data do lançamento, antecipando boa parte dos recursos.

O segundo pilar da estratégia da Apple é o controle. O hardware e o software são proprietários. Isso quer dizer que só funcionam em um produto da Apple. Quer rodar o sistema operacional Mac OS? Compre um Mac. O iPod é umbilicalmente ligado à loja online iTunes, que, por sua vez, só pode ser acessada via software. Sabe de quem? Da própria Apple. E, por fim, existe o fator Jobs.

Centralizador, ele se preocupa com os mínimos detalhes do produto, microgerenciando tudo. Muitos o consideram tirânico. Seu desempenho no palco também é essencial para o sucesso do produto. Quem não se lembra dele tirando de um envelope o MacBook Air, o então notebook mais fino do mundo? Durante o lançamento do iPad, usou várias frases de efeito, como "produto mágico e revolucionário" ou "ele é muito mais íntimo do que um notebook, muito mais eficiente que um smartphone".


Toque mágico: a presença de Jobs demonstrando o produto é fundamental na estratégia de marketing da Apple
O tablet da Apple não é o primeiro de sua categoria, mas isso também não é um problema. O iPod não inaugurou o mercado de tocadores de música digital, tampouco o iPhone construiu o segmento de smartphones. Ambos, no entanto, tinham características e recursos que os tornavam atraentes. Entre eles, um design sofisticado e uma loja online com músicas e aplicativos. O iPad apesar das suas limitações, aposta em múltiplas funções para atrair o público. Ele é ao mesmo tempo um dispositivo que acessa internet, permite ver vídeos, ouvir músicas, receber e enviar e-mails, organizar fotos, jogar games e - ufa - um leitor de livros eletrônicos. O iPad é também um marco da convergência, que editoras de livros, revistas e jornais, além de estúdios de cinema e emissoras de televisão, esperam que possa esquentar a distribuição digital - e paga - de seu conteúdo, assim como o iPod o fez com a música. A expectativa gerada, desta vez, parece ter sido alta demais. Os comentários gerais eram de que o iPad era apenas um iPhone gigante. Os usuários fanáticos começaram a fazer listas sobre os itens que faltavam no aparelho. As mais frequentes referiam-se à ausência de uma câmera e capacidade de poder fazer mais de uma aplicação funcionar ao mesmo tempo, chamada de multitarefa. O porta-voz da Apple Brasil, Fábio Ribeiro, garantiu que pelo menos dá para ouvir música e ler um livro ao mesmo tempo. A máquina de marketing da Apple está à prova, embora tenha feito tudo igual novamente.

Todas as telas do iPad
O tablet da Apple terá impacto em pelo menos cinco setores da economia. Saiba quais:


Jogos

A Electronic Arts e a GameLoft demonstraram novos e velhos games rodando no iPad. Em razão do tamanho da tela de 9,7 polegadas, a experiência de jogar é muito mais intensa do que no iPod Touch

Jornais

O aplicativo do jornal norteamericano The New York Times é apenas um exemplo de novos modelos de negócio para as empresas de mídia que podem surgir a partir do iPad. É possível acrescentar vídeos às reportagens
Aplicativos

O iPad já nasce com 140 mil aplicativos desenvolvidos para o iPhone e para o iPod Touch. A partir de agora, os desenvolvedores vão começar a fazer programas que tirem proveito dos recursos do equipamento

Livros

O iPad vai ser um concorrente à altura do Kindle, da Amazon. No lançamento, Jobs anunciou acordos com cinco editoras, como a Penguim e a Hachette Book Group

Filmes

A tela do iPad é de 9,7 polegadas. Os vídeos podem ser assistidos em alta definição e a bateria tem duração de dez horas. Dá para ir de São Paulo até Nova York, nos Estados Unidos

Fonte: ISTOÉ Dinheiro

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Com aporte do BNDESPar, Linx parte para aquisições

O varejo brasileiro vive o seu melhor momento dos últimos dez anos. Só o Grupo Pão de Açúcar, o Walmart e a Lojas Americanas, para citar as maiores do setor, devem abrir cerca de 300 lojas até o fim deste ano. Nos próximos quatro anos, as grandes varejistas investirão mais de R$ 15 bilhões em suas operações. As redes de shopping centers também planejam a construção de vários prédios pelo país. Por trás de todo esse movimento também está uma indústria de software que não quer perder a oportunidade de crescer junto.

Na semana passada, a Linx, uma empresa brasileira especializada em sistemas de gestão para o varejo, deu mais um passo nesse caminho. A companhia acaba de assinar um acordo societário com o BNDESPar, o braço de investimentos do BNDES. Com o novo sócio, a Linx fortaleceu o caixa e bateu o martelo em duas aquisições que vinha negociando há alguns meses. Comprou a CSI, fabricante de sistemas para automação de pontos de venda; e a Intercommerce, empresa de software mais voltada aos ramos de material de construção e eletroeletrônicos. Com as aquisições, o quadro de funcionários da empresa saltou de 500 para 800 pessoas, além de uma carteira com 3 mil clientes.

Segundo Alberto Menache, diretor presidente do Grupo Linx, holding que controla as operações, o aporte do BNDESPar (o valor não foi revelado) foi usado integralmente nas aquisições. Com a transação, o banco passou a deter uma parcela minoritária (21,7%) da companhia. Outros 75% estão nas mãos de três sócios fundadores e os demais 3,3% pertencem aos donos das empresas adquiridas.

O crescimento da Linx registrado nos últimos anos segue o ritmo marcado pelo setor varejista. Fundada há 20 anos, a Linx foi, até 2007, uma companhia com faturamento de R$ 30 milhões. No ano seguinte, a empresa resolveu buscar uma linha de financiamento no BNDES, por meio do programa Prosoft, para ampliar as operações. "Na época, fizemos um empréstimo de R$ 8 milhões", diz Nércio Fernandes, diretor de desenvolvimento e um dos fundadores da empresa. O dinheiro foi aplicado em pesquisa e desenvolvimento e expansão regional. "Foi quando começou o namoro com o BNDESPar, que se interessou pela empresa."

Em dois anos, o faturamento da Linx triplicou e chegou a R$ 90 milhões no ano passado. A lista de lojas de material de construção, de departamento, eletroeletrônicos, supermercados e farmácias inclui desde pequenos negócios até grandes redes, como Lojas Americanas, Pernambucanas, Magazine Luiza, Carrefour e Walmart.

O movimento de consolidação feito pela Linx é típico da indústria de software, que tem enxergado nas fusões e aquisições um atalho para se fortalecer e se proteger contra rivais de grande porte. "Em 2008, nós discutimos se seríamos ou não os consolidadores desse mercado", diz Alberto Menache. "Decidimos que era hora de partir para a compra de concorrentes", acrescenta.

Nos últimos dois anos, a Linx gastou R$ 100 milhões em aquisições. Antes da CSI e da Intercommerce, a companhia também comprou outros dois concorrentes menores ligados ao setor de software para o varejo, a Quadrant e a Formata.

Para este ano, diz Nércio Fernandes, a expectativa da companhia é faturar R$ 130 milhões. "Em quatro anos, nossa meta é atingir um faturamento de R$ 300 milhões", comenta. "Até lá estaremos prontos para olhar para a abertura de capital na Bovespa, embora esse prazo possa até ser encurtado."

Ao se voltar exclusivamente para o setor de varejo, a Linx acredita que consegue entregar uma família de sistemas e serviços mais completa que a dos grandes concorrentes dos sistemas de gestão - companhias como Oracle, SAP e Totvs -, onde o setor de varejo é apenas mais um entre as demais indústrias. A especialidade dessas empresas de software é desenvolver um sistema de gestão empresarial que auxilie o usuário a tocar seus negócios no dia a dia. Divididos em diversos "módulos", esses programas ajudam a automatizar processos administrativos, contábil, logístico, entre outros. Como cada indústria tem uma necessidade diferente - o sistema usado em um hospital, por exemplo, não tem a mesma complexidade de um adotado por uma loja de departamentos - cada pacote de sistemas tem as suas peculiaridades.

"É verdade que o varejo é mais um dos setores onde atuamos, mas isso não significa que ele seja um mercado qualquer", diz Gilsinei Hansen, diretor de software da Totvs.

A Totvs divide seus programas em dez indústrias, comenta Hansen. "Dessas dez verticais, o negócio de varejo só fica atrás dos mercados de manufatura e de distribuição e logística."

Na carteira de varejo da Totvs estão 1,8 mil companhias de médio e grande porte e outras 5 mil são empresas pequenas, com até 2 usuários de seus sistemas. "Temos um mercado alvo de 20 mil empresas com um porte médio ou grande para explorar", comenta André Veiga, gerente do segmento de varejo da Totvs.

O interesse pelos varejistas não é menor dentro da SAP. No último trimestre de 2009, diz Elia Chatah, gerente de negócios em varejo da companhia para a América Latina, a carteira de clientes dessa área ganhou mais nove contas. "No terceiro trimestre do ano passado, nosso faturamento com o varejo cresceu 139% sobre o mesmo período de 2008. Foi uma das áreas que apresentaram melhor resultado em toda a companhia."

Se uma companhia de nicho como a Linx aposta em sua capacidade de responder de forma mais rápida e eficaz às necessidades de uma rede varejista, o discurso entre as companhias de grande porte como a SAP se apoia nos grandes orçamentos dedicados à pesquisa e desenvolvimento. "Nós podemos garantir, em qualquer circunstância, a evolução constante do software. O cliente pode contar com isso", diz Chatah.

Para Alberto Menache, da Linx, a chegada do BNDESPar já deu à sua empresa o aval que ela precisa para seguir em frente. "Há mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais no Brasil e o varejo responde pela metade do PIB do país", diz. "Há muito caminho para crescer."

Fonte: Valor Online

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amazon lança o Kindle Store

A Amazon lança site para desenvolvedores, a estratégia é ter o maior número possível de pessoas desenvolvendo aplicativos para o aparelho de leitura de livros eletrônicos.
Particularmente considero uma boa estratégia, os donos ficarão com 70% do lucro, isso também é bom.

Conheça a loja Kindle Store

Programa bem legal para acompanhar o Twitter

Minha gatinha me mostrou esse programa show: TweetDeck, faça download aqui:

TeetDeck

Abs

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Itaú Unibanco economiza R$ 1,5 milhão por ano com virtualização

Instituição consolidou 1100 servidores em apenas 70 máquinas e conseguiu reduzir consumo de energia, aumentar a disponibilidade e acelerar os processos de migração.

No sétimo andar do CTO (Centro Tecnológico de Operações) do Itaú Unibanco, que fica no bairro paulistano da Moóca, estão os quatro mil servidores responsáveis por rodar os sistemas de 3.715 agências, 934 postos de atendimento e 29.979 caixas eletrônicos que atendem aos 19 milhões de clientes da instituição. Estas quatro mil máquinas ocupam uma área total de 1000 metros quadrados, mas precisariam de um espaço maior, se 1100 não estivessem virtualizadas em apenas 70 servidores.

Como o próprio nome já diz, a virtualização é a tecnologia que permite transformar servidores reais em virtuais. Grosso modo, ela funciona por meio de um software que faz de conta que é hardware. Dessa forma, no mesmo disco rígido é possível criar uma ou mais máquinas com sistemas operacionais diferentes, configurações diversas e rodando programas totalmente distintos.

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Fusão entre Porto Seguro e Itaú Unibanco foi fechada em 9 dias
Itaú Unibanco apresenta lucro de R$ 2,268 bilhões no trimestre
Com investimento anual em TI (Tecnologia da Informação) na faixa de R$ 3,2 bilhões (segundo ranking As Empresas Mais High Tech, de Época NEGÓCIOS), o Itaú Unibanco investiu R$ 6,5 milhões num período de 2,5 anos somente na virtualização do data center. O valor inclui compra de hardware e software, consultoria e treinamento de pessoal.

Em contrapartida, o banco terá uma economia anual de R$ 1,5 milhão, especialmente no consumo de energia elétrica. “Além de os novos servidores serem mais eficientes, o número a menos de CPUs diminuiu a demanda por refrigeração e os custos com manutenção de hardware”, diz João Bezerra Leite, diretor de infraestrutura e operações de TI do Itaú Unibanco.

A economia de quilowatts e de reais não atrai somente o maior banco privado do país. Segundo estudo do instituto de pesquisas em tecnologia Gartner, a venda de software para virtualização irá crescer 43% este ano, subindo de um patamar de US$ 1,9 bilhão em 2008, para US$ 2,7 bilhões em 2009.

Antes e depois
A tecnologia permite ainda um ganho significativo de tempo. Antes da virtualização, para instalar um novo servidor, era necessário abrir um projeto na área de TI, colocar um rack novo no data center, acertar a parte elétrica e de rede, colocar a máquina para rodar com sistema operacional e storage e, por fim, criar uma máquina reserva para os casos imprevistos, no centro de recuperação de desastres, localizado em Campinas. “Era um processo que levava até 15 dias”, diz Leite.

Hoje, para as máquinas virtuais, três horas são suficientes para a instalação. É necessário apenas gerar a imagem padrão, instalar a aplicação e configurar em quais pontos da rede a máquina virtual estará conectada.

Outra vantagem para a TI do banco é a alta disponibilidade das aplicações. Quando uma máquina virtual apresenta algum defeito, o processamento é transferido para outro servidor. “Com a virtualização, o Itaú Unibanco estará preparado para as demandas dos próximos dez anos, mesmo considerando os planos de expansão internacional”, diz Oscar Clarke, gerente-geral da Intel no Brasil.

Nem todas as aplicações do banco rodam em máquinas virtuais. Mas a escolha não foi aleatória. O Itaú Unibanco teve a consultoria da Intel. Especialistas internacionais da fabricante de processadores vieram ao Brasil para fazer um diagnóstico do data center do banco e traçar algumas sugestões para aumentar a disponibilidade dos sistemas. O resultado do trabalho gerou uma lista com 50 recomendações, que foi avaliada pela área de TI da instituição. “Nós já tínhamos algumas estratégias prontas e a consultoria nos deu a certeza de alguns caminhos”, afirma Bezerra.

A caminho das nuvens
Concluída a primeira fase da criação das máquinas virtuais, o Itaú Unibanco inicia o próximo passo. “Queremos nos preparar para quando a computação em nuvem for um sistema confiável para as empresas”, revela Bezerra.

Segundo ele, hoje o banco já tem uma infraestrutura que pode ser considerada uma computação em nuvem privada, restrita somente à rede interna. Nesse sistema, é possível distribuir as aplicações de acordo com a capacidade das máquinas. Se uma máquina estiver sobrecarregada, seu trabalho pode ser dividido com outras que estejam ociosas.

Fonte: Época Negócios