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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Negócio social



Chad Hurley e Steve Chen, os dois criadores do YouTube, acabaram de anunciar seu plano de comprar o site de arquivamento de URLs Delicious, salvando-o de ser fechado pelo Yahoo. Se isso não bastasse, os dois continuam expandindo seus negócios.

Nesta segunda-feira, eles anunciaram a compra da start-up Tap11, uma companhia de análise de mídias sociais.

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O Tap 11 ajuda que empresas entendam o que está sendo dito sobre elas em sites como o Twitter ou o Facebook, e permitirá que o impacto dos links do YouTube sejam analisados em tempo real. O preço da aquisição não foi divulgado.

A dupla colocou o YouTube no ar em 2005 e no ano seguinte vendeu o já popularíssimo empreendimento para o Google, por US$ 1,76 bilhão.
Fonte: Link

terça-feira, 19 de abril de 2011

Twitter negocia compra do TweetDeck

A rede social Twitter mantém “negociações avançadas” para comprar a platagorma TweetDeck por cerca de US$ 50 milhões de acordo com uma reportagem do jornal Wall Street Journal em sua edição digital, sem identificar as fontes.

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O TweetDeck é uma plataforma que facilita a publicação e o gerenciamento de mensagens no Twitter sem precisar entrar no site. A empresa conta com 15 funcionários e colaboradores, em sua maioria no Reino Unido, onde o Twitter pretende abrir um escritório neste ano, segundo o jornal.

O sucesso do Twitter está na instantaneidade e na facilidade de publicar as mensagens com limite de 140 caracteres públicas.

Assim como outras empresas que usam a API do Twitter, o TweetDeck foi criado como uma ferramenta para facilitar a interação com o Twitter e ainda permite usar outras redes, como Facebook, além de permitir acompanhar seguir assuntos específicos em diferentes janela — algo que é mais complicado de fazer no próprio Twitter.

Fonte: Link

quinta-feira, 31 de março de 2011

Twitter Can Predict the Stock Market

The emotional roller coaster captured on Twitter can predict the ups and downs of the stock market, a new study finds. Measuring how calm the Twitterverse is on a given day can foretell the direction of changes to the Dow Jones Industrial Average three days later with an accuracy of 86.7 percent.

“We were pretty astonished that this actually worked,” said computational social scientist Johan Bollen of Indiana University-Bloomington. The new results appear in a paper on the arXiv.org preprint server.

Bollen and grad student Huina Mao stumbled on this computational crystal ball almost by accident. Earlier studies had found that blogs can be used to gauge public mood, and that tweets about movies can predict box office sales. An open source mood-tracking tool called OpenFinder sorts tweets into positive and negative bins based on emotionally charged words.

But Bollen wanted to build a more nuanced emotional barometer. He used a standard psychology tool called the Profile of Mood States, a quick questionnaire that is used frequently in pharmaceutical research or sports medicine.

The original questionnaire asks people to rate how closely their feelings match 72 different adjectives, including “friendly,” “peeved,” “active,” “on edge” and “panicky,” and uses the responses to measure mood along six dimensions: calmness, alertness, sureness, vitality, kindness and happiness.

Bollen and colleagues checked a huge Google database to see what other words are commonly used in conjunction with the original 72 adjectives, and added those words to their lexicon. Then the researchers took 9.8 million tweets from 2.7 million tweeters between February and December 2008, selected the tweets that indicated a confession of emotion (tweets that included the words “I feel” or “I’m feeling,” for instance), and ran the test on the entire data set.

“We’re using Twitter like a psychiatric patient,” Bollen said. “This allows us to measure the mood of the public over these six different mood states.”


As a sanity check, the researchers looked at the public mood on some easily-predictable days, like Election Day 2008 and Thanksgiving. The results were as expected: Twitter was anxious the day before the election, and much calmer, happier and kinder on Election Day itself, though all returned to normal by Nov. 5. On Thanksgiving, Twitter’s “Happy” score spiked.

Then, just to see what would happen, Mao compared the national mood to the Dow Jones Industrial Average. She found that one emotion, calmness, lined up surprisingly well with the rises and falls of the stock market — but three or four days in advance.

“I sank into my chair. That’s a pretty big result,” Bollen said. “It was one of those ‘Eureka!’ moments.”

But this surprising correlation said nothing about whether Twitter could be used to tell the future. To test that idea, the researchers trained a machine-learning algorithm to predict whether the stock market would go up or down, first using only the Dow Jones Industrial Average from the past three days, then including emotional data.

The algorithm did pretty well using stock market data alone, predicting the shape of the stock market with 73.3 percent accuracy. But it did even better when the emotional information was added, reaching up to 86.7 percent accuracy.

“Including this mood information leads to higher accuracy,” Bollen said. He stressed that their algorithm is highly simplified, and not the best stock market predictor anyone could come up with. But “we’re presuming on the basis of what we found, if you have some kind of super-duper algorithm and you add our time series, its accuracy will go up, as well.”

The fact that Twitter mood could predict the stock market’s movements even in the middle of 2008 is also significant, Bollen added.

“This was probably one of the most difficult periods to predict,” he said. “We had a presidential election, we had what looked to be financial Armageddon, we had the start of what has been the deepest and greatest recession since the 1930s… If our algorithm was able to predict Dow Jones Industrial Average in that period, we figured that may establish some kind of lower baseline. It could do a lot better in other periods of time.”

But why does it work? “The short answer is, we don’t know,” Bollen said. It’s reasonable to assume that people’s moods will have some effect on their investments, he says, but more research is needed to figure out exactly how.

“It’s a pretty interesting result,” commented computer scientist Sitaram Asur of HP Labs. But even though the correlation is there, Asur is reluctant to believe that the moods captured on Twitter can cause the stock market to change. Not everyone on Twitter plays the stock market, he notes, or even lives in the United States. And he would like to see the algorithm used on tweets from a wider span of time.

“If it is true, if we can actually find this correlation to be consistent, that will be a very important result,” he said. “But right now, I would be cautious about saying how important this is.”

Bollen agrees that the result has some shortcomings. “We need to expand this,” he said. The next step, he said, is to “put some of our money where our mouths are, and try to do this in real time.”

Image: flickr/Perpetualtourist2000
Fonte: Wired.com

terça-feira, 22 de março de 2011

BAÚ: Ideia do Twitter nasceu em 1992, inspirada em taxistas 21 de março de 2011| 19h11|

O Twitter completa nesta segunda-feira 5 anos no ar. Mas a ideia do serviço, acreditem, vem de 1992. O programador Jack Dorsey, aos 15 anos, produzia softwares para que taxistas dissessem onde estavam. E daí pensou: por que não permitir às pessoas fazerem o mesmo?

O projeto ficou na gaveta até 2006, quando nasceu o Twitter. Entrevistei Jack para o Link em 2009. A reportagem foi publicada no dia 12 de março, quando a rede de microblogging fazia 3 anos.

Uma curiosidade: na ocasião, a previsão dos próprios responsáveis pelo Twitter era de que o serviço estourasse em 5 anos. Mas só foram necessários alguns meses para virar este “monstro” que é hoje.

Outra curiosidade: na entrevista, Jack conta porque no Twitter só cabem 140 caracteres: é o número máximo para mensagens SMS. Sim, o Twitter foi pensado para SMS originalmente.



Foto em Creative Commons. Crédito: JOL

Um homem de poucas palavras

Ele está com a caixa de e-mails lotada de pedidos para entrevistas. Todos os dias, é pelo menos mais uma dezena que chega. Há três anos, Jack Dorsey era apenas um desconhecido programador de softwares para rastreamento de táxis. Hoje, tornou-se @jack, acompanhado por mais de 140 mil pessoas, que querem saber o que ele pensa e faz. Tudo por causa de uma ideia que teve aos 15 anos, estreou quando tinha 29 e transformou-se no maior sucesso digital agora que ele tem 32: o Twitter.

Dorsey é idealizador do serviço onde as pessoas expressam suas ideias, opiniões e informações em apenas 140 caracteres. Uma ideia que nasceu em 1992, quando Jack se inspirou no trabalho que fazia: se era possível usar tecnologia para taxistas dizerem onde estavam, porque não daria para as pessoas fazerem o mesmo? Tecnologicamente, só foi possível em 2006, quando, também, Jack convenceu o criador do Blogger, Evan Willians, a apostar na ideia.

Hoje, de The New York Times, Techcrunch e The Guardian ao Link, todos os veículos do mundo só falam de sua ideia, que tem quase 20 anos. Muito barulho? “Sim. Estamos muito contentes com isso. Mas no fim das contas, foram três anos em que trabalhamos muito”, disse ao Link.

Jack é, como assume, de poucas palavras. A maioria de suas respostas ao telefone poderia ser “twittada” em 140 caracteres. E esse é um dos motivos para uma das principais características do Twitter: o texto curto. “Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos.”

Outra razão para os 140 caracteres é técnica. Muitos celulares não enviam mais de 160 caracteres em uma mensagem SMS – necessária para postar no serviço de forma móvel. Então, 20 caracteres ficam para o nome de usuário e o resto para o texto em si. “O Twitter nasceu para o celular. Foi por isso que só estreou em 2006, porque havia tecnologia para isso”, diz. A ideia era que cada um “twittasse” respondendo à pergunta “o que você está fazendo agora?” e isso poderia ser acompanhado por quem se interessasse.

À primeira vista, o Twitter é uma rede social: você adiciona pessoas e pode conversar com elas. Só que conta com uma pitada de autopublicação e instantaneidade e a troca de informações é frenética. Mas Jack recusa o rótulo. Para ele, rede social é organizar relações com amigos. “O Twitter é mais uma rede de notícias, onde cada um atualiza em texto a sua vida. Quem quiser, segue. Não é preciso ser amigo. Uma pessoa pode te seguir e você pode não querer segui-la.”

E essa “rede de notícias” ganhou vida própria. O celular, embora seja o meio predileto de Jack, que “twitta” o dia todo, não tornou-se – pelo menos ainda – preferência entre os usuários. A maioria, diz, usa o PC. Já a ideia original de se contar o que se está fazendo deu origem a um sem número de finalidades. “Não há regra. Uns falam sobre a vida ou postam links; outros ‘twittam’ das férias. É um serviço que está se definindo. A tecnologia é nova. Todos os dias as pessoas acham novas utilidades.”

O serviço já virou plataforma de campanha de Barack Obama, serviu para que vítimas dos ataques em Mumbai em 2008 mandassem relatos ou que pousos forçados de aviões fossem noticiados. Além, lógico, de fofoca. A atriz Demi Moore se transformou em sua própria papparazzi e o Oscar foi comentado ao vivo por quase toda comunidade.

Assim o Twitter conquistou seus atuais 6 milhões de usuários, a maioria em EUA e Japão, mas o Brasil está “entre os dez mais”. Em um ano, o serviço cresceu 900%. Mas ainda há um desafio: falar com as massas. Hoje, internautas antenados, como blogueiros, jornalistas e celebridades habitam o serviço. Só que os “menos experientes”, ainda não.

Evan Williams, já disse que, para tornar-se para qualquer usuário, seria necessário cinco anos. Jack, porém, não arrisca um prazo, mas diz que esse movimento já está acontecendo. “Há um ano e meio, éramos só para early adopters. Isso já começou a mudar.” Para ele, a presença cada vez maior de personalidades deve atrair a massa.

Nesse processo, prevê, o serviço deve mudar para ficar ao gosto do novo freguês. O que seria isso? “Não temos ideia. Os novos usos das pessoas estão nos guiando.” Como deve ser o Twitter daqui a dois, cinco anos? “Não sei. É esperar para ver.”

Projeto ficou 17 anos na gaveta

Dos táxis para os celulares e PCs. A ideia de permitir às pessoas enviar textos curtos e constantes vem da dinâmica das cidades. Da mesma forma que produzia softwares para que taxistas pudessem informar a uma central onde estavam, Jack Dorsey, então com 15 anos, em 1992, imaginou que poderia permitir às pessoas comuns publicarem status de seu dia a dia. No final, tudo convergiria para uma forma de sentir o que a cidade estava fazendo e pensando naquele momento.

O projeto ficou adormecido até 2000. No ano, quando ainda fazia softwares para táxis, Jack desenhou em uma folha de papel o esqueleto do que viria a ser o Twitter. “Mas ainda não havia tecnologia que permitisse a mobilidade.” E o Twitter voltou para a gaveta.

Em 2006, o programador foi trabalhar em uma empresa chamada Odeo, de podcasting. Aí sim. Foi lá que Jack conheceu o criador do Blogger – que havia vendido o serviço para o Google havia três anos –, Evan Williams, que era o dono da Odeo na época. Lá também trabalhava outro programador, Biz Stone. “Mostrei para o Evan o projeto. Ele gostou e me pediu para desenvolver um protótipo em duas semanas, o que o Biz me ajudou a fazer.” É por essa junção que tanto Evan como Jack e Biz são considerados criadores do Twitter.

O nome dado ao serviço, inclusive, foi um processo curioso. Os criadores estavam em busca de uma nomenclatura que significasse “um movimento físico”. “Quando você recebe uma mensagem do Twitter no celular, ele vibra com um som parecido com ‘twitch’. Fomos olhar no dicionário palavras semelhantes a isso. Encontramos Twitter, que significa “espalhar informações inconsequentes” e o gorjeio de pássaros. Descrevia muito bem o serviço.”

Em março de 2006, o serviço foi lançado para testes internos. E em agosto, teve estreia para o público em geral. No começo, o Twitter não era o produto principal da empresa. Mas tornou-se a partir de abril de 2007, quando a Odeo viu que não haveria como competir com a Apple na área de podcasts. E uma nova empresa foi criada, com, além de Evan, Jack e Biz como donos.

Fonte: Link

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O reservado dono do indiscreto Twitter


Quando encontro Biz Stone, cofundador e face pública do site de microblogging Twitter, para um almoço no restaurante Cherwell Boathouse, em Oxford, ele anuncia com alguma pompa: "Eu insisto que todas as minhas conversas sejam gravadas e todas as minhas refeições sejam escolhidas antecipadamente". É uma referência irônica ao gravador digital colocado próximo a seu prato e à comida, que foi pré-encomendada para Stone, um adepto do vegetarianismo. Mas também há uma ponta de frustração nesse comentário.

A popularidade do Twitter, que quase 200 milhões de pessoas usam para manter umas às outras atualizadas sobre seus pensamentos e ações - e isso por meio de comentários de até 140 caracteres - deu a esse reservado americano de 36 anos uma notoriedade com a qual ele não está totalmente confortável. Vestido com uma camisa preta e calça jeans, e usando óculos de aros grossos, ele toma seu lugar nesse restaurante despretensioso, com uma bonita vista do rio Cherwell, e reclama que a exposição pública às vezes pode fazer a vida "parece um programa de TV".

Ele não abandona inteiramente, entretanto, o personagem de plutocrata resoluto que lhe é atribuído. Quando pergunto ao garçom se posso experimentar o mesmo prato de entrada - folheado de lúpulo e um tipo de feijão branco -, Stone declara: "A ninguém é permitido ter o que eu tenho!" Além disso, o restaurante só tem guarnição para uma pessoa. Então, começo a refeição com ravióli vegetariano.

O sucesso do Twitter é apenas parcialmente definido por grandes números - cerca de 95 milhões de mensagens ou "tweets" são escritas diariamente. O real impacto do site tem sido o de permitir a pessoas públicas falarem diretamente a seus seguidores, contornando a mídia tradicional. Stone fala com orgulho sobre como Barack Obama "tuitou" notícias de sua vitória na eleição presidencial americana em 2008. No ano passado, ele acrescenta, o presidente russo Dmitri Medvedev enviou seu primeiro "tweet" do quartel-general do Twitter, em San Francisco.

O Twitter também é uma armadilha óbvia para os imprudentes. Mensagens precipitadas já custaram o emprego de políticos como o deputado Timothy Horrigan, do Partido Democrata de New Hampshire, que renunciou depois de enviar mensagens sobre uma morte hipotética de Sarah Palin, símbolo do [movimento popular conservador americano] Tea Party. "Se você não gosta de ver suas mensagens chegarem a todos os lugares, instantaneamente, talvez esse serviço não seja para você", diz Stone. Logo em seguida, ele afirma: "Eu acredito que a troca aberta de informação possa ter um impacto global positivo".

O Twitter reúne hoje quase 200 milhões de usuários, que todos os dias enviam 95 milhões de mensagens

O Twitter está bloqueado na China, mas Stone relata com certa satisfação que "as pessoas estão encontrando caminhos para furar o bloqueio". Nesse ínterim, o serviço está invadindo eventos tradicionalmente fechados no Ocidente. O juiz britânico que presidiu a recente audiência para fixar a fiança de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, ordenou que os jornalistas presentes parassem de "tuitar" os detalhes dos procedimentos.

Stone e o programador Jack Dorsey inventaram o Twitter em 2006, como um projeto paralelo a seu negócio de podcasting [pequenos programas on-line de áudio] Odeo. Eles perceberam que tinham um sucesso nas mãos em 2007, quando 75 mil pessoas usaram o serviço no intervalo de apenas alguns dias, durante o festival de artes e tecnologia South by Southwest, no Texas. O entusiasmo localizado foi um prenúncio da rápida percepção que faria do Twitter um fenômeno global no verão de 2009.

Eu sugiro a Stone que boa parte da comunicação, da qual o Twitter é um ícone dos nossos tempos, consiste de indivíduos posicionando a si mesmos em relação aos outros. A mensagem principal do canto dos pássaros, de acordo com especialistas em comportamento animal, é: "Eu estou aqui. Cadê você?" Essa é uma das razões do nome adotado pelo Twitter [gorjeio ou trinado, em inglês], concorda Stone. Eu digo que me diverti com uma de suas mensagens. Anunciando que falaria na escola de administração Haas, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em agosto, ele disse ironicamente: "Como vocês sabem, sou um homem de negócios e sei das coisas". Stone dá de ombros: "Eu comecei como artista", diz, referindo-se à sua carreira como designer gráfico, "e continuo a pensar em mim mesmo como um artista em primeiro lugar, e um especialista em tecnologia e empresário depois disso." Ele também é um usuário regular do Tweeter, com 1,6 milhão de seguidores, aos quais fala sobre tudo, de tópicos sobre tecnologia até gatinhos engraçados e a prudência de comer couve.

A maioria dos americanos visita Oxford como turista, admirando-se da antiguidade das universidades e, se o clima permitir, alugando um barco para navegar nas águas lânguidas e rasas do rio Cherwell. Mas Stone está na cidade para participar do programa "O Vale do Silício vem a Oxford", realizado anualmente pela escola de administração Saïd, da Universidade de Oxford. Sob o programa, um grupo de empresários da Costa Oeste americana é recrutado para treinar alguns dos mais brilhantes aspirantes a empresários de tecnologia. Para Stone, é uma rara oportunidade para tagarelar com seus companheiros do Vale do Silício, como Reid Hoffman, o afável fundador da rede social de negócios LinkedIn. Na Califórnia, nunca há tempo suficiente, diz ele.

A conversa de Stone é repleta de referências à mulher, Olivia, que o convenceu a tornar-se vegetariano

Outro pioneiro das redes sociais, Mark Zuckerberg, do Facebook, foi recentemente imortalizado de maneira pouco lisonjeira no filme "A Rede Social". Enquanto o prato principal chega, eu pergunto a Stone se ele viu o filme. "Fui sozinho", ele responde, examinando seu pedido de tajine de vegetais e cuscuz. A mulher dele, Olivia, que trabalha em um refúgio para a vida selvagem, recusou o convite porque achou que o filme poderia virar uma conversa de trabalho.

Em 2009, Zuckerberg tentou comprar o Twitter por estimados US$ 500 milhões em ações do Facebook. As negociações fracassaram completamente. O dono do Facebook não poderia oferecer a Stone, Dorsey e Evan Williams, o outro cofundador do Twitter, nada que eles quisessem, afirma Stone. "Criamos algo no qual as pessoas estão encontrando valor", diz ele, "mas ainda não criamos um negócio em volta disso, e queremos muito fazer isso".

Embora o valor da companhia tenha sido recentemente estimado em US$ 3,7 bilhões, ela ainda dá prejuízo. Stone espera que o Twitter torne-se lucrativo graças a geradores de caixa como as mensagens promocionais pagas que aparecem como resultado de algumas buscas. Ele parece embaraçado, no entanto, diante da minha pergunta padrão de repórter de negócios: qual é sua estratégia para sair do negócio? "Saída é uma palavra esquisita", ele responde. "Não seguimos esse caminho. Nosso caminho é seguir nossa paixão."

Então, arrisco, por que meu convidado é chamado de "Biz"? Ele explica que pronunciava seu nome de batismo, Christopher, como "Bizober" quando estava aprendendo a falar. Na forma abreviada, ficou "Biz". A infância, que ele passou nas vizinhanças de Boston, parece trivialmente triste. Os pais se divorciaram quando ele era criança. Ele diz nunca ter tido um "relacionamento real" com seu pai, um mecânico de automóveis. A mãe trabalhou como professora assistente em uma escola de ensino elementar, o que fazia com que outras crianças o importunassem.

Stone atribui à sua escola de segundo grau na próspera cidade de Wellesley, a Oeste de Boston, o papel de amuleto empresarial. Foi lá que ele montou um time de lacrosse, um jogo semelhante ao hóquei, além de produzir e estrelar uma peça sobre Robin Hood que estava, diz ele, mais próxima de Mel Brooks do que de Russel Crowe. Depois da escola, ele conseguir transformar uma vaga de meio período e sem muita importância na editora Little, Brown em um emprego de desenhista gráfico em tempo integral. Stone enfiou seus desenhos de capas de livro nos arquivos do departamento de arte e quando recebeu uma proposta de emprego, abandonou a universidade para aceitá-lo. Isso levou à consultoria de web design e à sua primeira companhia, o site de blogging Xanga, fundado no ano 2000. Mais tarde, ele trabalhou no Google, antes de sair para criar a Odeo, precursora do Twitter, em 2005.

Quando pergunto se sua mãe está orgulhosa com o sucesso do filho, Stone responde de maneira desconcertante: "Acho que sim, mas ela é mais do tipo que reclama e aponta falhas".

A conversa, no entanto, é temperada com referências afetuosas à esposa, Olivia, antítese da submissa mulher de empresário. Foi ela quem persuadiu o marido a virar vegetariano. E Stone relembra como ela o arrastou para andar de caiaque na lua de mel. O casal naufragou. "Foi horrível", ele conta. "Perdi minha aliança.

Não deixo de notar que ele ainda precisa aprender a dominar a capacidade dos executivos de comer enquanto repetem jargões empresariais de maneira evasiva. Eu já limpei meu prato e ele não comeu quase nada. Além disso, não usou a palavra "sinergia" uma única vez.

Stone pensa de maneira crítica sobre inovação. Em seu papel de diretor criativo do Twitter, ele gasta três horas por semana refletindo "como será a companhia em dez anos", junto com o chefe de tecnologia Greg Pass. Evan Williams, que recentemente deixou o cargo de executivo-chefe do Twitter para dirigir a estratégia de produtos, incorpora as melhores ideias ao serviço. "Queremos crescer globalmente e tornar o Twitter mais disponível em SMS [mensagens curtas via telefone celular], diz Stone. "Há mais de 5 bilhões de telefones no mundo que podem enviar e receber SMS, muitos deles em lugares onde não há internet."

Stone diz acreditar que empresas de internet não fracassaram porque saíram de moda - uma explicação convencional para o destino da America Online, Yahooe Bebo-, mas porque falharam em evoluir. Mas ele também critica o conceito do empresário nietzschiano, para quem o triunfo de sua vontade refaz o mundo a seu gosto. "Empresários apenas representam grandes grupos de pessoas trabalhando juntas", diz ele.

Com o canto dos pássaros e a seleção natural em mente, insinuo que em meio a uma população de milhões de pessoas, poucos empresários têm o tipo de sucesso que ele está usufruindo. "Exatamente", diz ele, enquanto peço a conta. "Você é uma espécie de escolhido, certo?" Com essa conclusão discreta, ele agradece polidamente, coloca seu casaco e vai embora.
Fonte: Valor

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Twitter planeja abrir escritório em São Paulo

São Paulo - Diante do crescimento expressivo que o Twitter tem no Brasil, a empresa já pensa em abrir um escritório na cidade de São Paulo. A afirmação foi feita por Laura Gómez, responsável pela área de suporte e internacionalização da companhia, segundo o jornal argentino La Nación.

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+ Todas as notícias de Tecnologia Pesquisa divulgada na quinta-feira (7) pela consultoria comScore aponta que o Brasil é o país em que a rede de microblogs tem a maior penetração - 23% de todos os internautas do país participam da plataforma. "Creio que em algum momento o Twitter abrirá um escritório em São Paulo", disse Laura, sem dar mais detalhes. A ferramenta já está em processo de tradução para o português e, conforme Vitor Lourenço, da equipe de design do site, em "alguns meses" a versão para brasileiros deve ser lançada.

O Brasil produz cerca de 16% de todos os 60 milhões de tweets diários. O volume é tão grande, afirma o La Nación, que os engenheiros da companhia precisaram fazer ajustes no sistema de Trending Topics, que identifica os assuntos mais comentados pelos usuários por região.

Toda a região da América Latina é vista como um mercado promissor pela empresa. De cada cinco usuários do Twitter, um é latino-americano, e a região apresentou um crescimento de 420% apenas nos últimos seis meses, de acordo com Laura. Segundo ela, nos próximos meses serão lançadas as listas de Trending Topics da Argentina, Chile e Colômbia.
Fonte: Portal Exame

sábado, 10 de abril de 2010

Twitter se prepara para lançar novo design

Depois de alterar a página inicial do serviço, o Twitter pode estar preparando outra grande mudança no design interno.

De acordo com o site icodom, Doug Bowman, diretor de Criação do Twitter, publicou o que pode ser uma nova página para usuários do microblog. Segundo um comentário do próprio Bowman, "o design ainda não é final e é apenas o que pode ser mostrado, sem entregar todo ouro".

O novo design irá mostrar mais estatísticas, que incluem o número de dias desde quando o usuário entrou no Twitter e quantos tweets você posta por dia, além do que parece ser um menu horizontal, com opções como Retweets.

De cara nova

Com as mudanças feitas no final de março, o Twitter ganhou uma página inicial com sugestões de perfis de usuários a seguir, além de novas mensagens publicadas por usuários em destaque, que são atualizadas constantemente.

O login, que antes direcionava o usuário para uma nova página, agora pode ser feito sem deixar a home do microblog.

As alterações fazem parte, segundo a empresa, de uma série de mudanças iniciadas em 2009. Naquela época, foram lançados o serviço de busca dentro do Twitter e uma melhora visual dos trending topics (os assuntos mais comentados na rede social).

No blog do Twitter, o novo design foi descrito como uma tentativa de "mostrar intencionalmente mais conteúdo dinâmico na página inicial, revelando uma amostra de quem está aqui, sobre o que as pessoas estão tuítando e quais são os tópicos que estão discutindo".

Primeiras mudanças do ano foram na página inicial do microblog, no final de março.
Fonte: UOL Tecnologia

segunda-feira, 15 de março de 2010

No Japão, Ameba Now desafia Twitter



O Twitter tem um rival no Japão: um imitador chamado Ameba Now atingiu 1 milhão de usuários em três meses, desde seu lançamento, ao convencer mais de 2 mil celebridades japonesas a enviar "tweets" por meio de seu serviço.

Embora o Twitter seja popular no Japão, onde conta com 4,7 milhões de visitantes, de acordo com o instituto de pesquisa Nielsen NetRatings, o lançamento do Ameba Now representa um dos primeiros sinais da vulnerabilidade do site de microblogging à competição.

Muitas companhias novatas de internet se esforçam para criar versões locais de seus sites, da maneira mais rápida e eficiente possível, com o objetivo evitar falsificações em outros idiomas. O Twitter lançou seu serviço japonês em 2008, mas isso não impediu o Ameba Now de adaptar a ideia ao gosto local, ao ser lançado em dezembro.

"No Twitter seu nome de usuário tem de seguir o alfabeto romano, enquanto no Ameba você pode ter um apelido em caracteres japoneses", diz Eiko Nagayama, a criadora de 24 anos de idade do Ameba Now.

O sistema é desenhado para telefones celulares, o meio mais comum de usar as redes sociais no Japão, e admite o uso de ícones "smiley" - a combinação de caracteres que representam rostos sorridentes -, algo que falta no Twitter. O Ameba Now segue o limite de 140 caracteres por mensagem do Twitter, os chamados "tweets", para que os usuários possam publicar a mesma mensagem nos dois sites.

A arma secreta do Ameba, porém, são as celebridades. A Cyber Agent, que controla o site, tem um esquadrão de 10 pessoas que percorre as agências de talentos e os estúdios de TV de Tóquio para persuadir estrelas a usar o serviço. Os negócios centrais da Cyber Agent são a publicidade na web e os serviços on-line de câmbio. O Ameba é uma tentativa de ganhar impulso na mídia social.

A celebridade mais "seguida" é Mao, vocalista da Sid, uma banda de "J-Rock", ou rock japonês. As estrelas deram ao Ameba Now uma cultura diferente do Twitter. Em vez de enviar suas próprias mensagens, "eu acho que muita gente se conecta porque quer responder ou comentar as mensagens das celebridades", diz Eiko Nagayama. Cerca de 70% dos usuários do site são mulheres, uma diferença em relação ao Twitter, cujos usuários japoneses são, na maioria, homens.

A passividade dos usuários é um problema potencial para o Ameba. Segundo a Nielsen, os usuários ficaram sete minutos no site em janeiro, frente aos mais de 25 minutos dos usuários do Twitter. Como seu concorrente mais famoso, porém, o Ameba Now não sabe ao certo como ganhar dinheiro com sua popularidade, embora um modelo baseado na publicidade seja provável. "Por enquanto queremos aumentar o número de usuários o máximo que pudermos e, então, pensar em como fazê-lo funcionar como negócio", diz Eiko.
Fonte: Valor Online

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Yahoo! e Twitter assinam acordo de parceria

O Yahoo planeja integrar o Twitter à sua coleção de sites, em um esforço para tornar suas propriedades online mais atraentes por meio de recursos populares de redes sociais. A parceria permitirá que os internautas vejam tweets diretamente nos sites do Yahoo, além de publicar mensagens no site de microblogs sem terem de deixar o Yahoo.

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A decisão surge dois meses depois que o Yahoo anunciou acordo semelhante com o Facebook, o maior site mundial de redes sociais.

No começo do mês, o Google lançou um novo serviço chamado Google Buzz, que reproduz muitos dos recursos de redes sociais que fizeram de sites como o Twitter e o Facebook histórias de sucesso.

Facebook e Twitter, que na segunda-feira informou que os usuários de seu serviço geram mais de 50 milhões de tweets a cada dia, representam ameaça crescente a gigantes estabelecidos da internet como Yahoo e Google, cujos negócios dependem da venda de anúncios online que atinjam grandes audiências.

Em janeiro, o Facebook superou o Yahoo e se tornou o segundo mais visitado site dos Estados Unidos, de acordo com relatório recente do grupo de pesquisa de audiência online Compete. Um estudo separado, pela comScore, mostra o Yahoo ainda em segundo, com cerca de 164 milhões de visitantes únicos nos EUA, enquanto o Facebook ficava em quarto lugar com 112 milhões de visitantes únicos, atrás do Microsoft MSN, o terceiro colocado.

O Yahoo anunciou ainda que suas buscas exibirão resultados atualizados para tweets sobre diversos tópicos, o que se equipara às capacidades de "busca em tempo real" que Google e Microsoft anunciaram em seus acordos com o site de microblogs no ano passado.

O Yahoo também planeja exibir transmissão ao vivo de tweets em outros de seus serviços, como email, esportes, entretenimentos e finanças, dentro de alguns meses.

Fonte: Terra

Twitter está criando seu sistema de publicidade

In-Tweet Advertisements Break The Social Advertising Equation
As a result of this New York Times article, the buzz in social advertising this weekend was all about in-tweet advertisements: To cash in or not to cash in? To unfollow or continue following those who participate? The debate is nearly as heated as Team Edward vs. Team Jacob.

Fonte: SocialMedia.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Programa bem legal para acompanhar o Twitter

Minha gatinha me mostrou esse programa show: TweetDeck, faça download aqui:

TeetDeck

Abs

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Facebook e Twitter agradam tanto a geração X quanto a Y

Pesquisa inédita mostra que as duas gerações navegam com o mesmo interesse pela redes sociais. Diferenças aparecem apenas quando o site é direcionado para relacionamento profissional

Por Karla Spotorno

Geração Y: 19% usam Facebook e 13% usam Tweeter
Quem imagina que os jovens de 20 e poucos anos usam muito mais as redes sociais do que o pessoal da chamada geração X (entre 32 e 45 anos) errou. Uma pesquisa inédita, realizada no Brasil, mostra que o comportamento dos jovens e dos trintões e quarentões é muito parecido.

Tanto os Ys quanto os Xs usam o Facebook (19% e 16% respectivamente) e o Twitter (13% e 14%). O motivo principal é o mesmo: querem manter contato com os amigos (49% e 44%). Em segundo lugar, aparece o interesse profissional: 44% dos Xs usam as redes para conhecer pessoas, procurar emprego e outras oportunidades. Os jovens também navegam com esse propósito: 38% citam relações profissionais como o motivo para participarem de redes sociais.

A frequência com que as duas gerações acessam essas redes também é muito parecida. Cerca de 30% visitam esses sites pelo menos uma vez por dia. Mais da metade dos dois grupos diz que suportaria ficar mais de uma semana sem acessar esses sites.

“A semelhança no uso das redes entre as duas gerações não nos surpreendeu”, afirma Alexandre Arima, gerente da Robert Half, que realizou o estudo. O que chamou atenção foi o fato de mais de 90% dos entrevistados participarem de redes. “Esse resultado mostra que o uso das redes sociais está bem consolidado”, diz.

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Para ele, as pessoas começam a perceber que Twitter, Facebook e LinkedIn tornaram-se fonte de informação rápida e útil. Se antes as redes sociais tinham um caráter apenas lúdico, agora elas ganham importância para manter os usuários informados. “Muitas vezes as pessoas sabem de notícias antes pela rede social do que por outra mídia”, diz o gerente da Robert Half.

As diferenças de comportamento das duas gerações na internet são muito pequenas, de acordo com a pesquisa da multinacional de recrutamento. O Orkut é mais usado pelos Ys do que pelos trintões. Cerca de 33% dos jovens e 22% da geração X participam dessa rede virtual. Outra diferença está no uso de outro site, o LinkedIn, voltado para o relacionamento profissional. Cerca de 39% da geração X e apenas 28% dos Ys estão no LinkedIn.

A pesquisa da Robert Half foi realizada com a base de dados da consultoria. São mulheres e homens de diversos setores (engenharia, tecnologia, finanças, marketing, vendas, entre outros) entre 23 e 45 anos.

Fonte: Robert Half, Época Negócios

Bill Gates entra no Twitter e ganha mais 170 mil seguidores em poucas horas

O perfil do fundador da Microsoft recebeu do site o selo que certifica a autenticidade da conta, o que prova que não se trata de um perfil falso.
Bill Gates, fundador da Microsoft, aderiu ao Twitter ontem (19/01) e já conta com mais de 170 mil seguidores.

Em apenas oito horas depois de se cadastrar no serviço, o homem mais rico do mundo, de acordo com a revista Forbes, já acumulava mais 100 mil seguidores.

>>> Veja também: brasileiros são a segunda maior população do Twitter

E o número continua aumentando. Numa contagem que fizemos aqui em Época NEGÓCIOS, em apenas 1 minuto, o @BillGates ganhou 187 novos seguidores.

Não é para menos. Trata-se do real Bill Gates. O perfil do fundador da Microsoft recebeu do site o selo que certifica a originalidade da conta, recurso que visa impedir que famosos não sejam confundidos com perfis falsos.

Gates enviou uma mensagem ao ator Ashton Kutcher, um dos mais populares usuários, com 4,4 milhões de seguidores. O fundador da Microsoft agradeceu ao artista e a todos os seus contatos pelo enviado de mensagens de boas-vindas. Em seu perfil, ele afirma que se cadastrou ao serviço para poder trocar informações interessantes e sobre sua fundação Bill e Melinda Gates.

Fonte: Época Negócios

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Na onda do Twitter

Embalo ou não, o fato é que as redes sociais, como o serviço de "microblogging" Twitter, estão cada vez mais populares no Brasil. No universo financeiro, as corretoras de valores têm se rendido ao fenômeno sob o argumento de ficar mais perto do cliente ou potenciais investidores. Na lista, destacam-se instituições ligadas a bancos e independentes, como Ágora, Itaú, XP, Spinelli, Gradual, Um Investimentos, Socopa e Link, para citar algumas. Entre os principais usos estão desde levar informação e divulgar eventos até mesmo recomendar aplicações.

A internet hoje é um dos principais canais de investimento em ações usados pelo público do varejo. Das quase 556 mil pessoas físicas cadastradas na bolsa em outubro, cerca de 249 mil usaram o "home broker", sistema de negociação on-line. Já o Twitter - uma espécie de servidor na web que permite aos usuários trocar mensagens de textos com até 140 caracteres - foi acessado por 9 milhões de pessoas no Brasil no mês passado, considerando apenas visitas ao site, aponta levantamento do Ibope Nielsen Online, empresa que pesquisa o comportamento dos usuários do meio digital.

Segundo o analista do Ibope, José Calazans, o número de usuários do Twitter em outubro representava 24% do total de internautas do país. Nos Estados Unidos, compara, menos de 10% dos internautas acessaram o microblog no mês passado. "Proporcionalmente, há mais gente navegando no Twitter no Brasil do que em qualquer outro lugar do mundo", afirma.

Pioneira no Twitter, a corretora Spinelli aderiu à ferramenta há cerca de um ano. Na rede, está presente com o InvestBolsa, seu "home broker". Na segunda-feira, por volta das 14 horas - detalhar o instante nesse caso é importante, uma vez que tudo muda muito rapidamente na internet -, ela contava com 3.079 seguidores, o maior número entre as corretoras que aderiram à nova onda. No universo de seguidores, conta Rodrigo Puga, responsável pelo InvestBolsa, estão não só clientes da casa como de instituições concorrentes, além de gente apenas interessada em conhecer mais sobre a bolsa.

No mundo real, contudo, a corretora ocupa o 13 º lugar no ranking dos maiores "home brokers" em volume de negócios e tem uma base de 14.726 clientes pessoa física. Mas se depender da estratégia para mídias sociais da Spinelli, ela tem totais condições de ganhar participação de mercado. A corretora está presente em diversas redes além do Twitter, como Orkut, Facebook e YouTube, com o objetivo de estreitar o relacionamento com investidores. O Twitter, no entanto, tem um atrativo a mais, na opinião de Puga. "Apesar de ser usado principalmente como um veículo de informações, a grande beleza da ferramenta é que ela é aberta e permite interagir com o seguidor em tempo real", diz.

Na Spinelli, há três pessoas dedicadas ao serviço. Segundo Puga, elas respondem perguntas, tiram dúvidas e eventualmente até ajudam a resolver problemas que clientes decidem tornar público no microblog. "Conseguimos melhorar nosso atendimento porque o tempo de resposta, quando há reclamações, diminuiu." Certa vez, conta Puga, um cliente que não estava conseguindo acessar o site da corretora teve seu problema solucionado em pouco tempo graças à troca de mensagens pelo Twitter.

O foco, contudo, é a informação em tempo real. "Temos um Twitter que divulga notícias relevantes com a maior rapidez possível", diz Puga. Fora isso, são postados no microblog relatórios de analistas e recomendações de investimentos. Ele conta que, toda vez que um relatório de análise técnica (foco dos clientes da casa) é divulgado no Twitter, há um aumento no número de pessoas que acessam o site da corretora em busca de mais informações. O número de ordens de compra também tem um pequeno aumento, segundo Puga.

A Ágora é outra que enveredou pelo caminho das redes sociais. A ideia, conta o analista de comunicação da corretora, Ricardo Monteiro, surgiu em maio, com o objetivo de complementar os serviços já oferecidos por meio de canais digitais. "A Ágora é uma empresa de investimentos, mas muito ligada à internet", diz. Segundo Monteiro, o site da corretora é o principal veículo de comunicação com o cliente e o "home broker" da casa, líder de mercado - a corretora conta com 80 mil clientes pessoas físicas. No Twitter, a instituição tinha, na mesma segunda-feira, às 14h, 2.961 seguidores. Quando estreou na rede, em junho, a Ágora tinha como meta chegar a 2 mil usuários até o fim deste ano.

O conteúdo publicado no Twitter, informa Monteiro, é produzido com exclusividade. Há desde notícias até boletins diários com cotações de ações, moedas e índices de mercados, locais e internacionais. "Nosso objetivo no Twitter é levar informação, antes mesmo de atrair novos clientes", afirma. A estratégia vem dando certo, pelo menos em termos de aceitação. Segundo Monteiro, um volume grande de conteúdo publicado pela Ágora é passado para frente pelos seguidores - entre 10 e 15 citações por dia -, o que aumenta a visibilidade da corretora. Além disso, afirma ele, o Twitter tem servido para tirar dúvidas como taxa de corretagem, conta margem, entre outros.

Na corretora do Itaú Unibanco, que contava com 2.805 seguidores no Twitter no início da semana, o objetivo ao aderir à ferramenta foi ampliar as portas de entrada para a corretora. "Nossa proposta é se relacionar com o cliente usando o canal mais conveniente para ele", conta o diretor gerente do banco, Jean Sigrist. O Twitter, destaca o executivo, é uma forma de levar informação de mercado para o cliente de maneira rápida. A aceitação tem sido boa. "Temos registrado um percentual alto, acima de 50%, de repasse de nossas mensagens."

Na XP Investimentos, a estratégia é mais agressiva. Segundo o diretor de marketing da corretora, Bruno De Paoli, o uso do Twitter vai além da informação. "Esse é um canal muito eficiente para distribuir oportunidades de investimento; notícia todo mundo tem", diz. Com 2.505 seguidores acumulados desde junho, a corretora usa a ferramenta também para divulgar seus cursos de educação financeira e fazer promoções. Recentemente, a XP distribuiu calculadoras financeiras para os participantes de um curso divulgados no microblog.

Na Gradual, que contava com 507 seguidores, a principal função do Twitter é dar vazão ao que é publicado no blog da corretora, afirma Fernando Guimarães, responsável pela área de marketing. Isso inclui desde informação até alguma recomendação de compra de ações. "Todo mundo ainda está aprendendo a lidar com todas essas ferramentas e essa é uma tendência à medida que o mercado caminha para as negociações eletrônicas, com o crescimento do 'home broker'."

A Um Investimentos, com 183 seguidores, está começando agora a investir mais fortemente nas mídias sociais. "Estamos revendo nosso modelo de comunicação na internet", afirma o gerente comercial da corretora, Rafael Giovani. Na próxima segunda-feira, a Um vai lançar um blog, que vai alimentar automaticamente todas as outras redes sociais, como Twitter, Orkut, Facebook, entre outros. A ideia, conta Giovani, é usar esses canais para captar clientes. "Nossa disposição é comercial."

Fonte: Valor Online

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Quem são as empresas nascidas e criadas com a era das mídias sociais

Por Camila Fusco | 27/10/2009 - 13:35
Com o crescimento do uso das redes sociais -- só em junho 770 milhões de pessoas visitaram sites de relacionamento no mundo, segundo a consultoria comScore --, empresas começam a se especializar em colocar marcas dentro dessas interações virtuais. Mas não é com a propaganda tradicional que essas empresas estão se dando bem. Muita criatividade para articular as mídias sociais tem sido a fórmula ideal para muitas delas decolarem.

Uma das empresas nascentes é a Intentio, divisão destinada a mídias sociais da agência Brands. Os sócios Fábio Carletto e Filipe Costa são especialistas em pensar em projetos capazes que estimular a participação dos integrantes de redes sociais e favorecer a interação com as marcas. Com uma ideia na cabeça e um projeto embaixo do braço, eles batem a porta de empresas que possam patrocinar a estratégia – como o concurso Garota Social, que elegeu a menina mais bonita do Orkut. Uma das iniciativas recentes é o Follow Shop, autodefinida como um formato de compra colaborativa que reúne grupos de compra no Twitter.

Na prática funciona assim. Uma empresa cria um perfil no Twitter com uma promoção e estimula seus seguidores a passarem a mensagem adiante em seus posts (com um "retweet" ou RT, na linguagem dos tuiteiros). Ao chegar a um determinado número de seguidores, a promoção é encerrada. E os usuários que participaram da disseminação das mensagens pelo Twitter conseguem comprar as coisas oferecidas pela empresa com preços especiais.

A primeira a aderir ao modelo foi a locadora online NetMovies. Nesta semana, a empresa criou um FollowShop que, ofereceu o plano mensal de 1 DVD em casa por 1 real para os usuários que ajudaram a disseminar a promoção -- e ajudaram o perfil @netmovies_24h a chegar a 50 seguidores em 24 horas. Hoje é a vez da rede de lojas Marisa, que oferecerá 20% de desconto na loja virtual se o perfil atingir 30 seguidores em 24 horas.

A agência Espalhe já existe há seis anos e agora tem investido em ações em redes sociais que potencializem o boca-a-boca virtual, mesmo com empresas que naturalmente não tem uma inclinação com internet. É o caso da campanha feita para a rede distribuidora de combustíveis ALE. A primeira ação envolveu a estruturação dos shows da banda Fresno em postos de gasolina da rede em quatro cidades brasileiras e mobilizou os fãs pelo Twitter.

Agora, a agência criou um site que publica fotos da torcida do Flamengo, time patrocinado pela ALE, em dias de jogo no Maracanã. O portal tem uma ferramenta de visualização parecida com a do Google Earth ou Google Maps que permite ao torcedor aproximar a imagem e identificar-se nas arquibancadas. Também pode encontrar elementos promocionais da rede e concorrer a prêmios. "É uma forma de mostrar como o posto de gasolina pode ter presença na vida das pessoas", diz Gustavo Fortes, diretor da Espalhe.

Já a brasileira Boo-box é um dos exemplos de empresas que decidiram investir em publicidade relacionada contextos específicos. Você está falando sobre sapatos numa comunidade do Orkut? Por que não comprá-los lá mesmo? A ideia da Boo-box chegou até a receber recomendação do blog americano TechCrunch e recebeu aporte de capital do fundo Monashees. "A propaganda vai migrar para onde os consumidores estiverem. E hoje, as redes sociais são o principal local onde encontrá-los", afirma Peter Kim, especialista em marketing digital.

Enquanto isso, criatividade é a alma do negócio.

Fonte: Blog Zeros e uns