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segunda-feira, 11 de julho de 2011

100 dias com ele



Desde que Larry Page voltou ao comando do Google, a empresa lançou notebook com seu sistema operacional, espalhou o botão +1, seu curtir, pela web e pôs no ar o Plus, sua visão de ‘como a internet será nos próximos anos’

Daqui a dois dias, na quarta-feira, Larry Page completa 100 dias no comando do Google. Nesse período, o buscador lançou um notebook com sistema operacional próprio, aumentou a presença do seu botão Curtir ( +1), anunciou uma ferramenta que promete transformar o telefone celular em cartão de crédito, apresentou um serviço de músicas online, mudou o visual de sua página inicial e, além de outras novidades, lançou o Google+.

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Dentre tantas mudanças, o Google+, ou Plus, é o projeto que mais representa os rumos que o buscador começou a tomar desde que o cofundador do Google voltou ao comando da empresa que criou há quase 13 anos.


Ao lado de Sergey Brin, Page foi responsável pelos algoritmos iniciais que definiam a relevância de um site nos resultados de busca. Page retorna em um momento que o Google muda a forma como encara seu objetivo de organizar todas as informações do mundo – agora, pensando também no lado social e pessoal da internet.
O desenvolvimento do Google+ teve início há mais de um ano com o codinome “Emerald Sea” (Mar de Esmeralda), como relatou em uma recente reportagem publicada no site da revista Wired, o veterano jornalista de tecnologia Steven Levy, autor do livro In The Plex, sobre o Google (leia mais na página ao lado).
O tamanho do projeto do Plus descrito no livro mostra a importância que o Google está dando à tentativa de tornar seus serviços mais sociais – e, enfim, reagir ao Facebook e ao Twitter.


(Peter DaSilva/NYT)

Ao todo, 18 produtos do Google devem ser integrados às ferramentas sociais do Plus e mais de cem novidades são esperadas para este ano. Trinta equipes de engenharia fazem parte do desenvolvimento e são lideradas pelos principais nomes do Google, como os vice-presidentes Vic Gundotra e Bradley Horowitz.
O visual do Plus e seus círculos ficou a cargo de Andy Hertzfeld, o designer conhecido como “mago do software”, o mesmo que criou a interface do sistema dos computadores Macintosh para a Apple nos anos 1980. Ele trabalha no Google desde 2005.

O desafio é tanto que uma das primeiras medidas de Larry Page como CEO do Google foi decretar que 25% do bônus de fim de ano aos funcionários vai depender do desempenho da empresa nas ferramentas sociais.
Racional e pessoal. O Google passou quase 13 anos buscando dar às pessoas a resposta mais relevante e isenta possível. Agora, com o Google+, aponta para a percepção de que uma pergunta a amigos no Facebook (“Quero fazer uma lasanha. Dicas?”) pode ser mais útil do que uma busca (“receita de lasanha”). A proposta é criar esse tipo de interação pessoal também dentro dos serviços do buscador.

“O Plus não é um produto isolado”, diz Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google no Brasil, falando, em seguida, de um ideal bastante semelhante ao do Facebook: “Para a gente, não é uma rede social. É como a internet será nos próximos anos, agregando componentes sociais na navegação. Da busca ao compartilhamento de vídeos, fotos, mensagens, notícias. Tudo que fazemos na web, mas de uma forma mais natural.”

O executivo nega que esta concepção tenha relação com a troca de comando no Google, mas reconhece que ambas novidades estão relacionadas com a visão do Google de “como a rede deve ser”. “Tem de ser rápida, tem de refletir o desejo do usuário, tem de refletir as tendências do momento”, diz. Questionado sobre a importância da área social para o Google neste ano, ele afirma: “vai ser um ano agitado”.
Para o escritor Nicholas Carr, autor do livro The Shallows (Os Superficiais, sem edição brasileira), em que discute as consequências da internet na mente humana, há um perigo neste novo alinhamento do buscador. “O Google está se distanciando do seu ideal de encontrar o melhor conteúdo da web para mirar outro objetivo: o de fornecer informações adaptadas a preferências pessoais”, disse, em entrevista ao Link por e-mail. “Em alguns casos, isso leva a resultados melhores. Em outros, pode servir para ampliar a visão tendenciosa de uma pessoa. A personalização, seja baseada nas preferências individuais ou de um grupo, pode causar isolamento e polarização a longo prazo, o que pode ter consequências negativas para a sociedade, embora tenha vantagens práticas.”

Novos desafios. Larry Page assumiu o Google no início de abril no lugar de Eric Schmidt, que foi CEO – ou presidente-executivo – por dez anos. Ele comandou o enorme crescimento do Google, quando passou de líder de buscas ao posto de maior empresa de internet do mundo. Só no primeiro trimestre, o faturamento foi de US$ 8,6 bilhões (R$ 13,46 bilhões) – os próximos resultados serão divulgados dia 14.
Dez anos depois, porém, o buscador sofria as consequências burocráticas de ser uma empresa de 24 mil funcionários, coisa que os fundadores sempre quiseram evitar. Além disso, à medida que o Google expandiu sua área de atuação, ganhou concorrentes líderes em seus setores. O principal deles, segundo o próprio Google, é a Microsoft.

“A mudança de cargo do Larry é muito mais uma melhoria na velocidade em que a empresa trabalha”, afirma Ximenes. “A companhia sempre se viu muito como uma startup. Quando ele assumiu, a proposta era não apenas manter esse espírito, mas também ter uma estrutura de trabalho ágil o suficiente para acompanhar o ritmo das inovações.”

Faxina geral. A busca por agilidade parece estar dando resultado. Desde que anunciou o Plus há duas semanas, o Google começou a fazer uma grande faxina nos seus produtos. O visual do Plus foi incorporado a outros serviços, a começar pelas páginas do buscador, do Google Calendar e do Gmail.
Na semana passada, o site Mashable noticiou que o Google vai mudar os nomes do Blogger e do Picasa para Google Blogs e Google Photos – também como projeto de padronização. No fim de julho, os perfis privados do Google Profiles serão apagados.

A primeira falha do Plus foi corrigida em 48 horas. Ela permitia que um post privado de uma pessoa fosse republicado por um seguidor publicamente. O Google percebeu o erro, apontado por uma reportagem do Financial Times, e incluiu uma opção para impedir que posts privados sejam compartilhados.

O problema é pequeno comparado ao vexame causado por outro produto do Google, o Buzz. Quando foi lançado, o serviço, que era para ser uma espécie de Twitter, transformava os contatos do Gmail – todos aqueles para quem você mandou e-mail – em seguidores, o que expôs a lista de contatos dos usuários.
Uma vez que os EUA iniciaram uma investigação sobre a dominância do Google na internet (leia ao lado), qualquer deslize pode ser grave, principalmente quando se trata de informações pessoais. O ativista Richard Esguerra, representante da Electronic Frontier Foundation, entidade que defende a privacidade na internet, elogia a ferramenta que permite que o usuário escolha com quais pessoas quer compartilhar na rede. Ele afirma que regulações e governos têm de tomar cuidado para não inibir inovações como essa. “Com ou sem o Plus, o Google já tem um enorme conhecimento sobre os usuários de internet.”
Fonte: Link

terça-feira, 31 de maio de 2011

Android cresce e Yahoo se rende ao sistema

O último relatório da ComScore sobre o mercado de celulares revelou um salto de crescimento no uso do sistema operacional Android em smartphones nos Estados Unidos. O produto Google pulou de 4% para 13%, enquanto o Windows Phone encolheu cerca de 2% (de 15% para 13%). Os dados do relatório são do trimestre que acabou em maio, portanto ainda não contabilizam o lançamento do iPhone 4.

A Research in Motion, dona do Blackberry, ainda é líder no mercado norte-americano, com pouco mais de 40% – seguida pela Apple, que tem cerca de 25% dos aparelhos em uso. O sistema Android pode ser encontrado em aparelhos Motorola, HTC, LG e Samsung.

Rival do Google no segmento de internet, o Yahoo finalmente se rendeu ao Android, e disponibilizou versões de seus aplicativos Yahoo Mail e Yahoo Messenger para o sistema de celular. A busca do Yahoo também ganhou um widget para competir com o Google dentro da casa do adversário.

Entre as outras novidades anunciadas pelo Yahoo estão aplicativos do Yahoo Mail e Yahoo News reescritos em HTML 5 para iPhone e iPod Touch. Segundo a empresa, os aplicativos são sua criação mais avançada, com efeitos visuais e navegação por gestos.

Para baixar os aplicativos em seu Android basta escanear os códigos QR abaixo com a câmera do celular.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Compras online crescem no Dia das Mães

As vendas por meio da internet no Dia das Mães cresceram 22% em relação a mesma data do ano passado, segundo divulgou nesta quarta-feria, 18, a empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit. O levantamento apurou que o faturamento dos sites de comércio eletrônico durante as duas semanas que antecederam o Dia das Mães, segundo principal período de vendas do varejo (após o Natal), totalizou R$ 760 milhões frente a R$ 625 milhões em 2010.

O tíquete médio – valor gasto em média por cada compra — das vendas neste Dia das Mães ficou em R$ 350,00. Esse resultado foi inferior aos R$ 380,00 da mesma data do ano passado, quando os preços médios subiram pela antecipação de compras de televisores, por exemplo, que contam com tíquete médio maior, em razão da Copa do Mundo.

A categoria de saúde, beleza, cosméticos e medicamentos liderou os pedidos por meio da internet, com uma representatividade de 14% dos pedidos, seguida por eletrodomésticos (13%), informática (11%), telefonia e celulares (7%) e moda e acessórios (6%).
Fonte: Link

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Yahoo vs. Alibaba

A batalha do Yahoo com o Grupo Alibaba se intensificou nesta sexta-feira conforme as duas empresas apresentaram depoimentos contrastantes acerca da transferência da maior parte dos ativos da companhia de internet chinesa para seu presidente-executivo.

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Analistas afirmam que a entrega do Alipay (sistema de pagamento para comércio online similar ao PayPal) para o presidente-executivo Jack Ma reduziu o valor da fatia de 43% do Alibaba detida pelo Yahoo. O Alibaba também opera a maior empresa de comércio online da China, a Alibaba.com.

O Yahoo afirmou que foi pego de surpresa pelo acordo, embora o Alibaba tenha replicado que o Yahoo estava ciente da transação por possuir um assento na diretoria da empresa chinesa, agora ocupado pelo ex-presidente executivo do Yahoo Jerry Yang, que também é um dos diretores do Yahoo.

As ações do Yahoo caíram cerca de 14% desde que a companhia divulgou pela primeira vez a transferência em um documento ao governo após o fechamento do mercado na terça-feira. O fato realça o tenso relacionamento entre Ma e Carol Bartz, presidente-executivo do Yahoo desde janeiro de 2009.

Bertz está sob pressão para aumentar a receita e trazer mais visitantes para o Yahoo, que atualmente perde mercado para concorrentes como o Google e o Facebook. A fatia no Alibaba é considerada um dos bens mais valiosos do Yahoo. As ações do Yahoo tiveram queda de 3,6% por cento na Nasdaq.
Fonte: Link

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Os netbooks do Google

O Chrome chegou de vez aos computadores. O Google apresentou no segundo dia da conferência de desenvovedores Google I/O, em São Francisco, o Chromebook, netbook equipado com o novo Chrome OS. O novo sistema operacional baseado na nuvem — isto é, cujos programas e arquivos ficam armazenados online — já havia sido anunciado há um tempo, mas essa é a primeira vez em que ele chega a computadores em escala comercial.

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Os primeiros “Chromebooks”, como os netbooks do Google foram chamados, serão fabricados pela Acer e pela Samsung e custarão US$ 349 e US$ 429, respectivamente. O Google promete uma nova experiência para o usuário — e diz até que não será preciso esperar minutos para o computador ligar. “Você lerá seu e-mail em segundos”. O Chrome OS será atualizado automaticamente. E tudo é baseado na nuvem: os aplicativos, jogos, fotos, músicas e vídeos ficarão acessíveis a partir de qualquer computador com o sistema.

Os Chromebooks começam a ser vendidos no dia 15 de junho nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Itália e Espanha. A promessa é que outros países sejam atendidos nos próximos meses. Há modelos apenas com Wi-Fi e com Wi-Fi e 3G.

Só que, mais do que vender os computadores, o Google preparou planos de ‘aluguel’ das máquinas. Funcionará assim: o usuário terá acesso ao hardware e o software do Google, baseado na nuvem, a uma taxa fixa mensal. O programa, chamado Chromebooks for Business & Education, tem taxas mensais de US$ 28 (para clientes corporativos) e US$ 20 (instituições educacionais). As substituição e a atualização do equipamento fica a cargo do Google e é gratuita.

A chegada dos Chromebooks aumenta a importância da Chrome Web Store. A loja de aplicativos será estendida para todo o mundo — ganhará versões em 41 idiomas, diz o Google. E o impulsor dessa novidade é nada menos do que o superpopular Angry Birds, que chega pela primeira vez à versão web. O popular jogo para celulares e tablets ganhou uma versão em HTML5 que roda no Chrome, e é a principal estrela desta nova fase da Chrome Web Store. Já está funcionando. Peter Vesterbacka, CEO da Rovio, desenvolvedora do game, disse ainda que haverá uma versão offline — ainda não detalhada.

Agora também será mais fácil para os programadores rentabilizarem seus apps. O Google lançou um mecanismo que permite aos desenvolvedores incluirem um botão de pagamento em seu aplicativo com apenas uma linha de código. Para os usuários, isso significa que será possível comprar conteúdo e aplicativos na loja em apenas dois cliques. Noventa e cinco por cento do lucro fica com o desenvolvedores e 5% para o Google, porcentagem que arrancou aplausos dos cinco mil programadores que estavam na conferência.

Fonte: Link

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Negócio social



Chad Hurley e Steve Chen, os dois criadores do YouTube, acabaram de anunciar seu plano de comprar o site de arquivamento de URLs Delicious, salvando-o de ser fechado pelo Yahoo. Se isso não bastasse, os dois continuam expandindo seus negócios.

Nesta segunda-feira, eles anunciaram a compra da start-up Tap11, uma companhia de análise de mídias sociais.

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O Tap 11 ajuda que empresas entendam o que está sendo dito sobre elas em sites como o Twitter ou o Facebook, e permitirá que o impacto dos links do YouTube sejam analisados em tempo real. O preço da aquisição não foi divulgado.

A dupla colocou o YouTube no ar em 2005 e no ano seguinte vendeu o já popularíssimo empreendimento para o Google, por US$ 1,76 bilhão.
Fonte: Link

quinta-feira, 5 de maio de 2011

No Google, sai pebolim e entram mais escrivaninhas

A mesa de snooker resiste, ao lado da TV de tela plana e do videogame, mas são, digamos, o último bastião entre os espaços de entretenimento que costumam caracterizar os escritórios do Google ao redor do mundo. A sala de massagem - sim, eles tinham uma - virou lugar de armazenagem e, em poucos dias, será derrubada para dar lugar a mais escrivaninhas. A sala onde ficava a mesa de pingue-pongue já foi colocada abaixo, as redes (de descanso, não de computadores) foram retiradas e a mesa de pebolim está abandonada em meio a caixas de computadores ainda não desembalados.
O ambiente no quartel-general do Google em São Paulo reflete bem o momento pelo qual a companhia está passando no país. A empresa de internet está em processo de contratação de 125 profissionais - um acréscimo de 50% em relação à equipe atual, de 250 pessoas - e é difícil encontrar lugar para colocar tanta gente de uma vez.

Não é a única coisa que está mudando no Google. Desde 1º de março a empresa tem um novo presidente no Brasil. É Fábio Coelho, que comandou o iG por 18 meses, antes de se juntar à empresa. Além disso, faz um mês que o Google tem um novo executivo-chefe global - o cofundador Larry Page, que substituiu Eric Schmidt, atualmente no cargo de presidente do conselho.

O ritmo acelerado de contratações no Brasil indica um dos principais desafios de Coelho: manter o ritmo de crescimento no país. A companhia não divulga dados financeiros por subsidiária, mas há 50 dias, quando esteve em São Paulo, Schmidt revelou que a receita do Google no Brasil cresceu 80% no ano passado - um número surpreendente mesmo no setor de internet, cujas companhias estão acostumadas a crescer rapidamente.

"Abrimos recentemente filiais no Peru, no México e na Colômbia - e vamos abrir mais dois ou três escritórios na América Latina em breve", diz Coelho ao Valor. "Mas o Brasil ainda é o maior mercado da região e continuará sendo por muito tempo. Somos vistos pela companhia como um foco de investimento."

Plano é ocupar três andares em um dos espaços comerciais mais cobiçados de São Paulo

O reforço da equipe será distribuído entre São Paulo e as instalações em Belo Horizonte, onde o Google estabeleceu um centro de desenvolvimento, em 2005, ao comprar a brasileira Akwan.

Em São Paulo, parte da equipe terá de se mudar para instalações provisórias, que estão sendo preparadas para desafogar o escritório atual. Mas a mudança definitiva virá em 2012. É quando fica pronto o Projeto Faria Lima, um conjunto comercial cuja construção está cercada de superlativos e uma aura de exclusividade.

O complexo está sendo erguido em um terreno de 19 mil metros quadrados, que pertenceu ao especulador Naji Nahas na década de 80 e foi vendido em 2008, por R$ 500 milhões. Trata-se do último terreno disponível na av. Brigadeiro Faria Lima - uma das regiões mais disputadas de São Paulo. Não bastasse isso, a prefeitura parou de conceder licenças para a construção de edifícios na avenida.

Da sede atual do Google, também na av. Faria Lima, dá para ver o prédio, cuja construção é vazada, uma saída arquitetônica encontrada para permitir a coexistência com a Casa Bandeirantista, uma construção histórica com paredes de taipa de pilão. O Google vai se distribuir em três andares, mas em parte deles a ocupação será parcial, diz Coelho.

Os novos contratados vão reforçar várias áreas consideradas essenciais para o futuro da empresa, uma mostra da diversidade de tarefas que o Google tem pela frente.

A publicidade on-line é a principal fonte de receita da companhia - e tem sido suficiente para proporcionar um ciclo de crescimento saudável. No ano passado, os anúncios responderam por 96% da receita, que atingiu US$ 29,3 bilhões e cresceu 24% sobre o ano anterior. No primeiro trimestre do ano fiscal corrente, encerrado em março, a empresa registrou outro aumento significativo, de 27%, para US$ 8,58 bilhões. Os ganhos líquidos somaram US$ 2,3 bilhões.

Muitos analistas têm dito, porém, que a companhia precisa diversificar sua receita para mudar o perfil que os adversários gostam de classificar como sendo o de um "pônei de um truque só".

Os serviços para empresas são uma forma de reduzir a dependência da publicidade. Recentemente, o Google fechou no Brasil um acordo com a Anhanguera Educacional para oferecer aplicativos - softwares para escritório que competem com os programas da Microsoft - a 300 mil usuários. A estratégia do Google é usar a chamada nuvem, um modelo pelo qual os programas são acessados via internet e, por isso, não precisam ser instalados em cada computador. "Estamos na véspera de uma grande revolução, baseada na nuvem, e temos condições de participar desse jogo", afirma Coelho.

Os vídeos são outra parte do arsenal. O Google é dono do YouTube, o mais popular site de compartilhamento de vídeos do mundo. No início, um dos problemas apontados para ganhar dinheiro com o site era o risco de, por exemplo, associar um anúncio da Coca-Cola a uma página que mostrasse o vídeo de alguém exibindo uma lata de Pepsi.

Esse temor parece afastado. A companhia tem explorado outros modelos, como a oferta de canais exclusivos de programação pelo site, como a exibição de propriedades por imobiliárias e a transmissão de eventos patrocinados ao vivo.

Parte das prioridades do Google enfrenta restrições de infraestrutura no mercado brasileiro. É o caso do Android, seu sistema operacional para celulares. A companhia tem feito um grande esforço em torno do sistema, mas no Brasil os smartphones ainda são caros, assim como os serviços de banda larga, o que torna a adoção mais lenta.

Coelho vê o cenário com tranquilidade. Ele passou cinco anos nos Estados Unidos, cuidando dos negócios de internet da AT&T, quando o mercado americano começava a alçar voo. No Brasil, diz ele, pode demorar um pouco mais, mas o cenário vai se repetir. A julgar pelo prognóstico, haverá muito trabalho - e nenhum snooker.
Fonte: Valor

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Google dá atenção a mercado empresarial

O Google está interessado em conquistar a sua empresa. Mais especificamente, a companhia que domina as buscas na internet planeja conquistar parte do orçamento de tecnologia da informação (TI) que a sua empresa gasta todos os anos. "A área de empresas é o próximo negócio de US$ 1 bilhão do Google", diz ao Valor o indiano Amit Singh, vice-presidente global de produtos para o grupo Google.
Mas, por que uma empresa que faz sucesso entre os internautas, com um faturamento que representa quase 5% dos gastos com publicidade no mundo, estaria interessada em disputar com gigantes como IBM e Microsoft a venda para empresas?

A resposta está no tamanho do mercado. Segundo Singh, a publicidade em internet, fonte de 96% do faturamento de US$ 29 bilhões do Google em 2010, movimenta US$ 700 bilhões por ano no mundo. Embora expressiva, a cifra representa apenas metade do que é gasto globalmente por empresas com TI, todos os anos: US$ 1,4 trilhão. "Somos uma empresa de tecnologia que fez sucesso entre o consumidor doméstico. Agora, estamos levando esse conhecimento para o mundo das empresas", diz o executivo.

O Google não revela quanto fatura com o segmento. Divulga apenas que a venda de produtos para empresas faz parte dos 4% de receita que a companhia tem fora da publicidade (perto de US$ 1,1 bilhão em 2010).

O ganho de espaço na área empresarial está na estratégia do Google há pelo menos cinco anos. Nesse período, a companhia conquistou clientes como o site de compras coletivas Groupon e o grupo de mídia britânico Telegraph. Até a Coroa Britânica é cliente. O site oficial do casamento do Príncipe William com Kate Middleton foi feito pela americana Accenture usando o App Engine, sistema de desenvolvimento de aplicações web do Google.

No Brasil, empresas como o iG, o site de compras coletivas Peixe Urbano e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são clientes. O contrato de maior porte, no entanto, foi fechado com a Anhanguera Educacional: 300 mil usuários.

O próprio Singh foi atraído pela oferta do Google. Há um ano, o indiano aceitou um convite para trabalhar na companhia, depois de 20 anos na Oracle. "O modelo tradicional de venda para empresas está ultrapassado", diz o executivo.

Produtos usados quase diariamente por internautas de todo o mundo - como mecanismos de busca em dados armazenados nos computadores das empresas, uso de imagens de mapas e sistemas de localização, programas de edição de texto, planilhas e apresentação de slides - são exemplos do que o Googlepode oferecer às empresas.

O modelo de cobrança toma por base o número de pessoas que usa o sistema, uma modalidade batizada de software como serviço. Além disso, nenhum programa precisa ser instalado nos computadores da empresa, tudo fica nos equipamentos do Google para acesso via internet. De acordo com Singh, esse modelo de computação em nuvem permite cortar custos com a compra de equipamentos e na manutenção da estrutura.

Mas as ofertas não estão limitadas à adaptação de produtos às necessidades das empresas. O Google também está desenvolvendo ofertas específicas. Uma delas é o recém-lançado Exacycle. Ainda em fase de testes, o sistema permite que empresas usem sistemas de análise de dados e previsão de cenários criadas internamente pelo Google para vender publicidade. "As informações são enviadas aos nossos servidores e nós fazemos todo o processamento", diz.

Em entrevistas recentes, o também indiano Nikesh Arora, vice-presidente sênior e principal executivo de negócios do Google, tem dito que o negócio de empresas da companhia atingirá uma receita de US$ 1 bilhão em 2014. Para Singh, o prazo será inferior.

Para o executivo, o grande salto acontecerá este ano com o lançamento dos primeiros computadores equipados com o sistema operacional Chrome OS, baseado no sistema aberto Linux que concorrerá com o Windows, da Microsoft. "Ele [Chrome OS] completa o tripé da estratégia para empresas, que é composto por aplicativos, a plataforma do Google e dispositivos", diz.

Baseado no navegador Chrome, o Chrome OS permitirá a fabricação de computadores mais baratos e conectados o tempo todo à internet, segundo o Google. A mudança mais importante trazida pelo sistema, no entanto, é o fim da dependência que o Google tem dos produtos da Microsoft. Hoje, para acessar os sistemas do Google na nuvem, quase 90% das pessoas em todo o mundo usam o Windows. A expectativa de especialistas é de que o Chrome OS seja anunciado em maio, durante o I/O, evento anual da companhia.

Singh afirma que quer o Brasil na lista dos primeiros países a receber o Chrome OS. De acordo com o executivo, o objetivo é vender para setores de governo, finanças, educação e varejo.

Fonte: Valor

terça-feira, 19 de abril de 2011

Twitter negocia compra do TweetDeck

A rede social Twitter mantém “negociações avançadas” para comprar a platagorma TweetDeck por cerca de US$ 50 milhões de acordo com uma reportagem do jornal Wall Street Journal em sua edição digital, sem identificar as fontes.

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O TweetDeck é uma plataforma que facilita a publicação e o gerenciamento de mensagens no Twitter sem precisar entrar no site. A empresa conta com 15 funcionários e colaboradores, em sua maioria no Reino Unido, onde o Twitter pretende abrir um escritório neste ano, segundo o jornal.

O sucesso do Twitter está na instantaneidade e na facilidade de publicar as mensagens com limite de 140 caracteres públicas.

Assim como outras empresas que usam a API do Twitter, o TweetDeck foi criado como uma ferramenta para facilitar a interação com o Twitter e ainda permite usar outras redes, como Facebook, além de permitir acompanhar seguir assuntos específicos em diferentes janela — algo que é mais complicado de fazer no próprio Twitter.

Fonte: Link

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Brasil é prioridade para PayPal, diz CEO

Tudo aconteceu em menos de um minuto. John Danahoe, CEO do PayPal, pegou o celular e se logou na conta do serviço de pagamentos. Reclamou da velocidade da conexão 3G e pronto: em três cliques comprou uma camiseta da selecção brasileira para os filhos. “Essa camiseta será entregue na minha casa, nos EUA, e o vendedor não sabe nenhum dado sobre mim”, disse.

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A demonstração foi uma maneira de mostrar ao público presente na palestra Futuro dos Pagamentos, que aconteceu na manhã desta quarta-feira, 13, em São Paulo, o potencial da empresa que preside – e o que chama de “futuro do dinheiro”, um grande banco on-line que tem o potencial de desenvolver tanto pequenos vendedores, quanto grandes magazines, e de aproximar mercados e países. E, agora, a menina dos olhos do conglomerado eBay-PayPal é o Brasil.

O eBay cresceu 7,6% no País em 2010. São 23 milhões de brasileiros consumidores em potencial. Entre os Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China, países de economia em desenvolvimento que tiveram rápido crescimento no cenário internacional), o Brasil é o país em que as pessoas mais passam tempo navegando – o que, em se falando de e-commerce, é uma oportunidade constante de negócios.

A dificuldade do eBay-PayPal, agora, é tornar mais pessos vendedoras. Danahoe perguntou à plateia quantas daquelas pessoas já haviam comprado algo pelo eBay. Um terço levantou as mãos. Mas só um dos presentes já havia vendido algo através do site. No mundo, são 99 milhões de compradores por mês, e 25 milhões de vendedores.

Instituição financeira. O PayPal funciona como um grande banco mundial para movimentar mercadorias e dinheiro ao redor do globo. “O PayPal permite a transação entre qualquer comprador e vendedor do mundo. Isso permitiu que a empresa crescesse enormemente. 92 bilhões de volumes já foram vendidos pelo PayPal, e a maior parte deles através do eBay”, diz Danahoe.

Para possibilitar sua atuação transnacional, o PayPal se conecta às instituições bancárias locais, permitindo que pequenos vendedores possam vender para qualquer pessoa no mundo. “E os consumidores têm mais possibilidade de comprarem o produto. Porque você não compartilha suas informações pessoais com ninguém. Coloca isso na nuvem, e nada pessoal é compartilhado com o vendedor”, completa o CEO.

O PayPal está negociando com as instituições bancárias no Brasil. Um os pré-requisitos para a chegada do sistema de pagamentos por aqui foi a possibilidade de se fazer compras parceladas – já aceitas no serviço. Por isso, diz Danahoe, o PayPal é o futuro do dinheiro: “a ferramenta permite que se compre qualquer coisa, de qualquer lugar, a qualquer momento”.

Tendências. Mas este futuro ainda verá algumas mudanças. Para Danahoe, a principal delas foi a demonstrada durante o evento: a possibilidade de comprar pelo celular. E novas tecnologias, como a NFC (Near Field Communication), por exemplo, podem estreitar ainda mais os limites.

Um exemplo bobo, mas ilustrativo: você gostou de um sapato que seu amigo está usando. Basta fotografá-lo para comprar um igual – pelo celular, em instantes. Coisas desse tipo, diz o CEO, já estão acontecendo. “Isso vai mudar a maneira como as pessoas compram”, diz.

No geral, Danahoe listou quatro grandes tendências para o e-commerce mundial: ele será móvel, local, social e digital.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 31 de março de 2011

Twitter Can Predict the Stock Market

The emotional roller coaster captured on Twitter can predict the ups and downs of the stock market, a new study finds. Measuring how calm the Twitterverse is on a given day can foretell the direction of changes to the Dow Jones Industrial Average three days later with an accuracy of 86.7 percent.

“We were pretty astonished that this actually worked,” said computational social scientist Johan Bollen of Indiana University-Bloomington. The new results appear in a paper on the arXiv.org preprint server.

Bollen and grad student Huina Mao stumbled on this computational crystal ball almost by accident. Earlier studies had found that blogs can be used to gauge public mood, and that tweets about movies can predict box office sales. An open source mood-tracking tool called OpenFinder sorts tweets into positive and negative bins based on emotionally charged words.

But Bollen wanted to build a more nuanced emotional barometer. He used a standard psychology tool called the Profile of Mood States, a quick questionnaire that is used frequently in pharmaceutical research or sports medicine.

The original questionnaire asks people to rate how closely their feelings match 72 different adjectives, including “friendly,” “peeved,” “active,” “on edge” and “panicky,” and uses the responses to measure mood along six dimensions: calmness, alertness, sureness, vitality, kindness and happiness.

Bollen and colleagues checked a huge Google database to see what other words are commonly used in conjunction with the original 72 adjectives, and added those words to their lexicon. Then the researchers took 9.8 million tweets from 2.7 million tweeters between February and December 2008, selected the tweets that indicated a confession of emotion (tweets that included the words “I feel” or “I’m feeling,” for instance), and ran the test on the entire data set.

“We’re using Twitter like a psychiatric patient,” Bollen said. “This allows us to measure the mood of the public over these six different mood states.”


As a sanity check, the researchers looked at the public mood on some easily-predictable days, like Election Day 2008 and Thanksgiving. The results were as expected: Twitter was anxious the day before the election, and much calmer, happier and kinder on Election Day itself, though all returned to normal by Nov. 5. On Thanksgiving, Twitter’s “Happy” score spiked.

Then, just to see what would happen, Mao compared the national mood to the Dow Jones Industrial Average. She found that one emotion, calmness, lined up surprisingly well with the rises and falls of the stock market — but three or four days in advance.

“I sank into my chair. That’s a pretty big result,” Bollen said. “It was one of those ‘Eureka!’ moments.”

But this surprising correlation said nothing about whether Twitter could be used to tell the future. To test that idea, the researchers trained a machine-learning algorithm to predict whether the stock market would go up or down, first using only the Dow Jones Industrial Average from the past three days, then including emotional data.

The algorithm did pretty well using stock market data alone, predicting the shape of the stock market with 73.3 percent accuracy. But it did even better when the emotional information was added, reaching up to 86.7 percent accuracy.

“Including this mood information leads to higher accuracy,” Bollen said. He stressed that their algorithm is highly simplified, and not the best stock market predictor anyone could come up with. But “we’re presuming on the basis of what we found, if you have some kind of super-duper algorithm and you add our time series, its accuracy will go up, as well.”

The fact that Twitter mood could predict the stock market’s movements even in the middle of 2008 is also significant, Bollen added.

“This was probably one of the most difficult periods to predict,” he said. “We had a presidential election, we had what looked to be financial Armageddon, we had the start of what has been the deepest and greatest recession since the 1930s… If our algorithm was able to predict Dow Jones Industrial Average in that period, we figured that may establish some kind of lower baseline. It could do a lot better in other periods of time.”

But why does it work? “The short answer is, we don’t know,” Bollen said. It’s reasonable to assume that people’s moods will have some effect on their investments, he says, but more research is needed to figure out exactly how.

“It’s a pretty interesting result,” commented computer scientist Sitaram Asur of HP Labs. But even though the correlation is there, Asur is reluctant to believe that the moods captured on Twitter can cause the stock market to change. Not everyone on Twitter plays the stock market, he notes, or even lives in the United States. And he would like to see the algorithm used on tweets from a wider span of time.

“If it is true, if we can actually find this correlation to be consistent, that will be a very important result,” he said. “But right now, I would be cautious about saying how important this is.”

Bollen agrees that the result has some shortcomings. “We need to expand this,” he said. The next step, he said, is to “put some of our money where our mouths are, and try to do this in real time.”

Image: flickr/Perpetualtourist2000
Fonte: Wired.com

terça-feira, 29 de março de 2011

King of Cheez: The Internet’s Meme Maestro Turns Junk Into Gold

Just how funny is a beer-drinking horse? Ben Huh is sitting in his downtown Seattle office asking himself this question. It’s an unseasonably warm afternoon in November, and Huh, the 32-year-old founder of the humor-blog startup Cheezburger Network, is deciding whether a picture of a boozy equine chugging a cold one should run on Daily Squee, a Web site devoted entirely to user-generated snapshots of twee creatures.

The problem with drunken farm animals, though, is that they’re never quite as cute as you’d hope. “This is kind of close to animal abuse,” Huh says, pivoting in his chair in mild disgust. He’s dressed in dark blue jeans, cream-colored Warhol-replica eyeglasses, and a red T-shirt featuring a freakishly long-torsoed kitty — a nod to lolcats, one of the many Web phenomena Huh has made mainstream.

He turns to Kiki Kane, who manages new site development at Cheezburger. “A horse drinking beer is not Daily Squee,” Huh determines.

He and Kane then half-jokingly brainstorm some possible new sites that might run this somewhat unsavory image: WTFnature.com? Naturedoingitsownthing.com? The conversation quickly moves on to the recent influx of user-generated dog-humping pictures. “People submit 500 pictures of dogs humping every day!” Kane says. “There’s got to be a place for those.”

“There is,” Huh replies. “But it’s not with us.” As he later explains: “We’ve done this enough times to know that’s just a one-note joke.”


Source: Nielsen
For almost three years now, this has been Huh’s life: to pore over millions of JPEGs and YouTube clips in search of Internet memes — those absurd running gags that hatch and proliferate on the Web seemingly overnight — and figure out which of these quick-hit laughs might yield long-term profits. Since it launched, the Cheezburger Network has successfully aggregated more than 30 sites. You’ve likely visited a few of them, perhaps at the behest of an easily distracted coworker or a walrus-loving aunt. There’s Huh’s flagship site, I Can Has Cheezburger?, a vast repository of lolcat images (for the uninitiated, these are cat pictures with absurd, syntactically challenged captions). There’s GraphJam, a data-visualization blog that renders witty pop-culture musings into pie charts, Venn diagrams, and illustrated maps. The aptly named FAIL Blog — the Cheezburger Network’s most popular site, with 1.1 million visitors per month in the US — runs a seemingly infinite number of skateboard spills, nut-smacks, and hilariously misspelled signs.

What most people view as a workday time-suck, Huh sees as a potential gold mine. And so far, he’s been right. Back in September 2007, when most tech players were pouring VC money into the next Facebook, Huh hooked up with a group of angel investors to buy his first fledgling phenomenon, the I Can Has Cheezburger? blog. Since then, he has built Cheezburger Network into the largest aggregator of Web memes, pulling in more than 200 million pageviews a month combined. Huh won’t divulge financial specifics, but investor documents show the Cheezburger Network approached $4 million in revenue last year. The money comes from display ads (companies like American Express and Burger King sponsor the sites) as well as books (the lolcat series has produced two New York Times best-sellers), T-shirts, and other merch. “In the past year and a half, a meme industry has come into place,” says Tim Hwang, organizer of ROFLcon, a biannual Web-celebrity gathering. “There are people who are interested in commercializing memes. Ben’s accelerating that development. Suddenly, everybody’s like, ‘Wow, you can actually pursue this for a living.’”

Of course, Huh can’t take all of the credit for Cheezburger’s success. In fact, he owes quite a bit to the millions of anonymous Web dwellers whose work he corrals, curates, and posts. The majority of Cheezburger’s sites are, after all, extensions of ideas born on ungoverned image-board sites like 4chan or Something Awful — inside jokes that bubble up, JPEG by JPEG, into the mainstream. Lolcats, for example, are an offshoot of Caturday, a 4chan chestnut that dates back to at least 2005. FAIL is a long-running Web gag traceable to Blazing Star, a 1998 Japanese videogame that taunts players with onscreen messages like “You fail it!” Other sites, like GraphJam or the subversive motivational posters of Very Demotivational, were rough concepts until Huh figured out how to develop and package them.

Huh’s setup encourages users to submit their own lolcats or FAIL entries, ensuring a continuous supply of content. “I used to want to create memes more,” he says. “But what’s more satisfying: playing on the playground or building a playground for a bunch of people to enjoy? I’m much more the person who’d rather build it. That brings me satisfaction.”

The playground metaphor is apt: The Internet is supposed to be a great place for sharing and disseminating, which is how a joke evolves into a meme in the first place. Huh has actually been accused of being a bit of a schoolyard mooch — sponging up clever ideas that don’t belong to him (or anyone, really) and dispatching them to mainstream (read: lame) audiences for his own personal gain.

Huh doesn’t take credit for inventing lolcats or any of the other trends he has adopted and adapted. Nonetheless, he has numerous online critics who have expressed their displeasure by subjecting Huh and his wife to flame wars, denial-of-service attacks, and death threats.

Fonte: Wired.com

terça-feira, 22 de março de 2011

BAÚ: Ideia do Twitter nasceu em 1992, inspirada em taxistas 21 de março de 2011| 19h11|

O Twitter completa nesta segunda-feira 5 anos no ar. Mas a ideia do serviço, acreditem, vem de 1992. O programador Jack Dorsey, aos 15 anos, produzia softwares para que taxistas dissessem onde estavam. E daí pensou: por que não permitir às pessoas fazerem o mesmo?

O projeto ficou na gaveta até 2006, quando nasceu o Twitter. Entrevistei Jack para o Link em 2009. A reportagem foi publicada no dia 12 de março, quando a rede de microblogging fazia 3 anos.

Uma curiosidade: na ocasião, a previsão dos próprios responsáveis pelo Twitter era de que o serviço estourasse em 5 anos. Mas só foram necessários alguns meses para virar este “monstro” que é hoje.

Outra curiosidade: na entrevista, Jack conta porque no Twitter só cabem 140 caracteres: é o número máximo para mensagens SMS. Sim, o Twitter foi pensado para SMS originalmente.



Foto em Creative Commons. Crédito: JOL

Um homem de poucas palavras

Ele está com a caixa de e-mails lotada de pedidos para entrevistas. Todos os dias, é pelo menos mais uma dezena que chega. Há três anos, Jack Dorsey era apenas um desconhecido programador de softwares para rastreamento de táxis. Hoje, tornou-se @jack, acompanhado por mais de 140 mil pessoas, que querem saber o que ele pensa e faz. Tudo por causa de uma ideia que teve aos 15 anos, estreou quando tinha 29 e transformou-se no maior sucesso digital agora que ele tem 32: o Twitter.

Dorsey é idealizador do serviço onde as pessoas expressam suas ideias, opiniões e informações em apenas 140 caracteres. Uma ideia que nasceu em 1992, quando Jack se inspirou no trabalho que fazia: se era possível usar tecnologia para taxistas dizerem onde estavam, porque não daria para as pessoas fazerem o mesmo? Tecnologicamente, só foi possível em 2006, quando, também, Jack convenceu o criador do Blogger, Evan Willians, a apostar na ideia.

Hoje, de The New York Times, Techcrunch e The Guardian ao Link, todos os veículos do mundo só falam de sua ideia, que tem quase 20 anos. Muito barulho? “Sim. Estamos muito contentes com isso. Mas no fim das contas, foram três anos em que trabalhamos muito”, disse ao Link.

Jack é, como assume, de poucas palavras. A maioria de suas respostas ao telefone poderia ser “twittada” em 140 caracteres. E esse é um dos motivos para uma das principais características do Twitter: o texto curto. “Com um limite de tamanho, as pessoas são mais espontâneas e instantâneas. A ideia é minimizar os pensamentos.”

Outra razão para os 140 caracteres é técnica. Muitos celulares não enviam mais de 160 caracteres em uma mensagem SMS – necessária para postar no serviço de forma móvel. Então, 20 caracteres ficam para o nome de usuário e o resto para o texto em si. “O Twitter nasceu para o celular. Foi por isso que só estreou em 2006, porque havia tecnologia para isso”, diz. A ideia era que cada um “twittasse” respondendo à pergunta “o que você está fazendo agora?” e isso poderia ser acompanhado por quem se interessasse.

À primeira vista, o Twitter é uma rede social: você adiciona pessoas e pode conversar com elas. Só que conta com uma pitada de autopublicação e instantaneidade e a troca de informações é frenética. Mas Jack recusa o rótulo. Para ele, rede social é organizar relações com amigos. “O Twitter é mais uma rede de notícias, onde cada um atualiza em texto a sua vida. Quem quiser, segue. Não é preciso ser amigo. Uma pessoa pode te seguir e você pode não querer segui-la.”

E essa “rede de notícias” ganhou vida própria. O celular, embora seja o meio predileto de Jack, que “twitta” o dia todo, não tornou-se – pelo menos ainda – preferência entre os usuários. A maioria, diz, usa o PC. Já a ideia original de se contar o que se está fazendo deu origem a um sem número de finalidades. “Não há regra. Uns falam sobre a vida ou postam links; outros ‘twittam’ das férias. É um serviço que está se definindo. A tecnologia é nova. Todos os dias as pessoas acham novas utilidades.”

O serviço já virou plataforma de campanha de Barack Obama, serviu para que vítimas dos ataques em Mumbai em 2008 mandassem relatos ou que pousos forçados de aviões fossem noticiados. Além, lógico, de fofoca. A atriz Demi Moore se transformou em sua própria papparazzi e o Oscar foi comentado ao vivo por quase toda comunidade.

Assim o Twitter conquistou seus atuais 6 milhões de usuários, a maioria em EUA e Japão, mas o Brasil está “entre os dez mais”. Em um ano, o serviço cresceu 900%. Mas ainda há um desafio: falar com as massas. Hoje, internautas antenados, como blogueiros, jornalistas e celebridades habitam o serviço. Só que os “menos experientes”, ainda não.

Evan Williams, já disse que, para tornar-se para qualquer usuário, seria necessário cinco anos. Jack, porém, não arrisca um prazo, mas diz que esse movimento já está acontecendo. “Há um ano e meio, éramos só para early adopters. Isso já começou a mudar.” Para ele, a presença cada vez maior de personalidades deve atrair a massa.

Nesse processo, prevê, o serviço deve mudar para ficar ao gosto do novo freguês. O que seria isso? “Não temos ideia. Os novos usos das pessoas estão nos guiando.” Como deve ser o Twitter daqui a dois, cinco anos? “Não sei. É esperar para ver.”

Projeto ficou 17 anos na gaveta

Dos táxis para os celulares e PCs. A ideia de permitir às pessoas enviar textos curtos e constantes vem da dinâmica das cidades. Da mesma forma que produzia softwares para que taxistas pudessem informar a uma central onde estavam, Jack Dorsey, então com 15 anos, em 1992, imaginou que poderia permitir às pessoas comuns publicarem status de seu dia a dia. No final, tudo convergiria para uma forma de sentir o que a cidade estava fazendo e pensando naquele momento.

O projeto ficou adormecido até 2000. No ano, quando ainda fazia softwares para táxis, Jack desenhou em uma folha de papel o esqueleto do que viria a ser o Twitter. “Mas ainda não havia tecnologia que permitisse a mobilidade.” E o Twitter voltou para a gaveta.

Em 2006, o programador foi trabalhar em uma empresa chamada Odeo, de podcasting. Aí sim. Foi lá que Jack conheceu o criador do Blogger – que havia vendido o serviço para o Google havia três anos –, Evan Williams, que era o dono da Odeo na época. Lá também trabalhava outro programador, Biz Stone. “Mostrei para o Evan o projeto. Ele gostou e me pediu para desenvolver um protótipo em duas semanas, o que o Biz me ajudou a fazer.” É por essa junção que tanto Evan como Jack e Biz são considerados criadores do Twitter.

O nome dado ao serviço, inclusive, foi um processo curioso. Os criadores estavam em busca de uma nomenclatura que significasse “um movimento físico”. “Quando você recebe uma mensagem do Twitter no celular, ele vibra com um som parecido com ‘twitch’. Fomos olhar no dicionário palavras semelhantes a isso. Encontramos Twitter, que significa “espalhar informações inconsequentes” e o gorjeio de pássaros. Descrevia muito bem o serviço.”

Em março de 2006, o serviço foi lançado para testes internos. E em agosto, teve estreia para o público em geral. No começo, o Twitter não era o produto principal da empresa. Mas tornou-se a partir de abril de 2007, quando a Odeo viu que não haveria como competir com a Apple na área de podcasts. E uma nova empresa foi criada, com, além de Evan, Jack e Biz como donos.

Fonte: Link

Nos EUA, criador do 'anti-Facebook' desperta atenção

Em 2008, Mark Zuckerberg, então com 23 anos, atraiu as atenções no South by Soutwest Interactive, o festival anual realizado em Austin, no Texas, e voltado para os fanáticos por computadores. O fundador do Facebook usou uma entrevista que concedeu para articular sua visão sobre o poder transformador das redes sociais. Ele sugeriu que, ao amarrar as identidades on-line às da vida real, o Facebook iria ajudar a criar uma internet mais segura e amigável.

No festival deste ano, Christopher Poole, de 22 anos, despertou as atenções ao fazer um pronunciamento no domingo, 13 de março. Poole estava lá em parte para promover a Canvas, sua companhia iniciante de internet. Mas ele é mais conhecido como o criador do anti-Facebook: o fórum de mensagens 4chan.org, no qual quase todos os usuários fazem suas postagens sob a rubrica "anônimo". Em seu endereço, Poole exalta o anonimato. Zuckerberg está "totalmente errado" em usar nomes reais na internet, disse ele à plateia: "Anonimato é autenticidade".

Instantaneamente, os blogueiros que estavam no auditório lotado passaram a fazer comentários sarcásticos on-line, e a multidão de aficcionados por tecnologia começou a debater esses comentários enquanto apreciava cervejas grátis sob o sol do Texas. Felicia Day, atriz que estava entre os principais oradores do festival neste ano, deu uma pausa na promoção de seu mais recente programa de TV exibido na internet para defender o anonimato. Sem ele, disse Felicia, "muitos de nós somos impedidos de fazer coisas por medo da vergonha de fracassar". O argumento também tem ramificações nos negócios on-line. O Facebook vai obter uma receita de US$ 4 bilhões este ano, segundo projeções da empresa de pesquisas eMarketer, e parte de seu poder de atração para os anunciantes é que suas páginas são limpas, um lugar bem iluminado onde as marcas estão a salvo das mensagens anônimas.

Iniciativas como o Tor Project ajudam as pessoas a navegar na rede mundial sem ser detectadas

Desde os dias da internet discada e da AOL, a rede mundial de computadores é um lugar onde é fácil permanecer não identificado. As salas de bate-papo, os quadros de mensagens e os formulários de registro são preenchidos com apelidos sem sentido como "cool_guy123". O Facebook, com seus quase 600 milhões de usuários, exige que os novos membros façam sua adesão usando seus nomes verdadeiros e possui uma equipe de segurança de mais de 150 pessoas para fazer cumprir suas regras. O Facebook vem levando essa missão para além de suas próprias páginas por meio de um serviço para donos de sites chamado Facebook Connect. Nos 2,5 milhões de sites que usam o Connect, incluindo a estação de rádio via internet Pandora e o blog de fofocas Gawker, os novos usuários não precisam criar novas senhas e nomes de login. Em vez disso, eles usam as credenciais já existentes no Facebook.

Em março, o Facebook foi um passo além, ao começar a oferecer uma ferramenta gratuita de comentários para pessoas e empresas que publicam conteúdo na internet. Os comentários dos usuários sobre postagens de blogs e artigos noticiosos sempre foram cheios de observações vazias ou maliciosas. Com o novo sistema do Facebook, é possível podem ligar os comentaristas à sua conta de rede social e exibir seus perfis e nomes verdadeiros junto com suas postagens. O objetivo é acabar com os diálogos sarcásticos que o anonimato estimula, afirma Andrew Bosworth, diretor de engenharia do Facebook. "Sua identidade dá valor aos comentários", diz ele.

Isso também pode acrescentar valor aos resultados. Alguns comentários incluem informações que podem ajudar o Facebook a direcionar melhor seus anúncios. Os sites aliados se beneficiam com o aumento das visitas às suas páginas: o site noticioso Examiner.com viu seu tráfego originado do Facebook mais que dobrar no primeiro dia após ter instalado a ferramenta de comentários. No Sporting News, o tom dos comentários dos leitores costumava ser "embaraçoso na melhor das hipóteses", segundo seu presidente e editor, Jeff Price. Desde que adotou o Facebook Comments, a qualidade melhorou, assim como a percepção do site entre os anunciantes, afirma Price. Mais de 17 mil sites implementaram o Facebook Comments nas duas primeiras semanas depois de seu lançamento.

Poole é o rosto escancarado do movimento pró-anonimato graças ao 4chan, que ele começou em 2003, aos 15 anos. Seus quadros de mensagens atraem 12 milhões de visitantes por mês e são cheios de comentários e imagens que vão do trivial ao provocativo e ao obsceno. O 4chan é sempre mencionado como "a identidade da internet" e deu origem a alguns dos mais conhecidos "memes" (imagens, vídeos ou informações repassadas de um usuário a outro) da internet, como os Lolcats, a popular série de gatos que falam um inglês trôpego. É também a nascente do Anonymous, o grupo hacker que em dezembro atacou os sites da MasterCard e outras empresas que se recusaram a processar pagamentos para o WikiLeaks. (Poole diz não ter ligação com o Anonymous.)

O anonimato on-line pode gerar frivolidades como o Lolcats, mas também é importante para dissidentes, delatores e pacientes que querem fazer pesquisas sobre suas doenças, afirma Andrew Lewman, diretor-executivo do Tor Project. Seu grupo opera uma rede que ajuda as pessoas a surfar na internet sem ser detectadas, e a maioria dos usuários, segundo ele, é formada por "pessoas normais e desinteressantes", que prezam seu anonimato. Poole diz que o anonimato também estimula as pessoas a assumir riscos que levam à inovação: é a diferença entre aprender a andar de bicicleta sozinho ou num estádio lotado. "Você provavelmente ficaria mais confortável levando tombos num estacionamento vazio", afirma.

A Canvas é o mais recente estacionamento vazio de Poole para os usuários da internet. Ele recebeu US$ 625 mil de capitalistas de risco como a Andreessen Horowitz, uma empresa do Vale do Silício, para desenvolver o negócio. Trata-se de uma versão mais bem cuidada do 4chan, um lugar para "compartilhar e brincar com imagens", conforme sugere seu slogan. Os usuários enviam as imagens, redigem as legendas, editam o material e o compartilha com ferramentas construídas dentro do site. Assim como acontece no 4chan, muitos usuários optam por ficar no anonimato. Ele também tem mais jeito de negócio que o 4chan e Poole - que além de ter um perfil no Facebook, diz ter conhecido Mark Zuckerberg e que gosta dele - fez algumas concessões. "Estamos usando o Facebook Connect para verificar se as pessoas que estão aderindo são pessoas reais", diz. "Mas não estamos fornecendo nosso nome nem informações em nosso perfil".
Fonte: Valor

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Esquenta disputa entre sistemas para smartphones

Ao comprar um smartphone de uma operadora móvel ou no varejo, a maioria dos consumidores nem imagina que sua escolha pode alimentar uma guerra de mercado entre desenvolvedores de sistemas operacionais - o software básico do celular. O mais visível para o usuário é o charme do aparelho, a facilidade de acesso à internet e a existência de aplicativos que permitam ler notícias, jogar, ouvir música, ver vídeos e se comunicar com sua rede de relacionamentos. Pouca gente sabe, por exemplo, que o sistema operacional determina os aplicativos que estarão à sua disposição. À medida que os aplicativos ficam mais relevantes, no entanto, mais sangrenta tende a ficar a guerra em torno dos sistemas básicos.

A briga também preocupa os fabricantes de smartphones e de equipamentos para redes, que não querem se ver reféns de uma ou outra empresa dominante.

O mercado é liderado por meia dúzia de sistemas operacionais, com softwares de menor participação correndo por fora. Na disputa estão nomes como Nokia, Google, Research in Motion (RIM), Apple e Microsoft. Para parte da indústria de telefonia móvel, o número de competidores é excessivo. Executivos ouvidos pelo Valor preveem uma seleção no mercado e dizem que nem todos os sistemas sobreviverão, seja por extinção ou consolidação.

Nessa guerra, vantagens importantes são perdidas em uma única batalha. A Intel contava com a aliança com a Nokia para dar impulso a seu sistema operacional MeeGo. A Nokia, porém, desistiu do acordo para se aliar à Microsoft, o que mudou o cenário e levou à queda das ações da Intel.

O futuro do MeeGo agora é uma interrogação. O executivo-chefe da Intel, Paul Otellini, procurou mostrar confiança em Barcelona, onde participou ontem do Mobile World Congress. Segundo Otellini, o fato de a Nokia ter mudado sua estratégia não significa que o setor deva fazer o mesmo. Ele disse que as operadoras precisam de um sistema aberto, fácil de usar, e que planeja lançar o MeeGo este ano para smartphones e tablets, além de dispositivos embarcados em veículos.
Líderes do setor criticam os sistemas operacionais proprietários, como os da Apple e da RIM (fabricante do BlackBerry), que não podem ser usados por outros fabricantes. Symbian e Android são mantidos por fundações e são sistemas abertos, que podem ser usados pelo mercado. O Windows é fechado, mas pode ser licenciado. "Há consenso na indústria de que não há espaço para todos", afirma Anderson Teixeira, presidente da Sony Ericsson para as Américas, instalado em Atlanta, nos Estados Unidos. A companhia optou por investir em apenas um sistema operacional, o Android, que compõe toda a linha de smartphones da marca. Teixeira não comenta o eventual interesse da empresa na produção de tablets.

Apesar de acirrada, a disputa também abre oportunidades de negócios. Os fabricantes de equipamentos estão atentos, como é o caso da Alcatel Lucent, que comprou uma empresa americana, a Openplay, que permite aos desenvolvedores de conteúdo criar aplicações independentemente de sistema; a adaptação é realizada por uma interface, informa o presidente da Alcatel Lucent no Brasil, Jonio Foigel. Outra empresa que encontrou um segmento no mercado é a Skeape, que atua na mesma linha da Openplay e exibia seus serviços no estande da RIM.

O diretor da Ericsson no Brasil, Jasper Andersen, diz que a Apple, por exemplo, vem batendo na tecla de desenvolvedores exclusivos, embora os fabricantes de equipamentos e as operadoras estejam, por seu lado, fazendo pressão para a dona do iPhone abrir mão dessa postura. O executivo lembra que, no caso do Android, os fabricantes de celulares vêm chamando a atenção para a necessidade de adaptações do sistema para diferentes aparelhos.

O executivo-chefe e presidente do Google, Eric Schmidt, disse em palestra no Mobile World Congress que a empresa está corrigindo essas diferenças. O Google planeja lançar, em breve, o Android 3.0, com uma versão para tablets e outra para telefones.

A Nokia, antes de se unir à Microsoft, tinha dado um passo na contramão dos interesses do mercado. Ao companhia adquiriu a totalidade das ações da Symbian, que estava distribuída entre vários fabricantes, restringindo o sistema a seus próprios aparelhos. O movimento restritivo não parece ter tido uma repercussão positiva entre os consumidores. Coincidência, ou não, o movimento marcou a perda de mercado para o iPhone.

A parceria da Nokia com a Microsoft preocupa os fabricantes de equipamentos, que questionam se haverá alguma restrição ao uso do Windows Phone, com versões exclusivas ou prioritárias à Nokia. De acordo com o memorando interno que o atual presidente da Nokia, Stephen Olop, enviou aos funcionários da empresa, a parceria é de vida ou morte. Ele escreveu que se trata de um "tratamento de choque" e de uma "plataforma para pegar fogo".

O diretor-geral da Alcatel Lucent para a América Latina, o argentino Oswaldo Di Campli, indica como tendência a integração de sistemas operacionais. O movimento, diz ele, tende a ser uma demanda tanto da indústria quanto de desenvolvedores e até de usuários mais exigentes, que querem ter de tudo um pouco no mesmo equipamento. Um processo nessa linha, no entanto, exige tempo, reconhece o executivo.

Fonte: Valor

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

''Huffington Post'' tem desafio de não se perder na AOL

A surpreendente compra do site de notícias "The Huffington Post" pela AOL é, fora de dúvida, um triunfo de Arianna Huffington, da mídia online, do novo e brilhante sobre o velho e indigesto e, talvez, da AOL, uma antiga potência que hoje é uma miscelânea de sites populares e outros nem tanto.

Mas o negócio também suscita uma enorme quantidade de perguntas inevitáveis sobre o que ocorre quando um empreendedor constrói algo de sucesso e depois o vende a uma grande corporação.

Conseguirá o produto ágil, irreverente e por vezes picante conservar seu DNA depois de transplantado para uma cultura corporativa muito diferente? Será que a própria Huffington, uma socialite e apresentadora de televisão de primeira linha, além de provocadora, se conformará em ser empregada de alguém? Poderá o bombástico negócio produzir um choque de sinergia para ambos os lados, ou ele trará ecos da compra do Bebo pela AOL por US$ 850 milhões há três anos - e venda do site de relacionamento social no ano passado por meros US$ 10 milhões? Uma coisa é certa: o negócio de US$ 315 milhões balançou o mundo da web desde que foi anunciado, na segunda-feira.

Huffington me disse que seu relacionamento com o presidente executivo da AOL, Tim Armstrong, dissipou quaisquer temores que ela pudesse ter. "A minha visão e a dele estão muito afinadas", disse ela. "Ele é muito apaixonado por jornalismo de qualidade e reconhece a necessidade de uma voz clara." Como a nova diretora editorial da AOL, Huffington disse que seu objetivo será "assegurar a junção de todas as seções diferentes que não tiverem uma clara identidade de marca - enquanto manteremos todas as seções que a têm - de maneira a produzir um jornalismo melhor, de maior impacto e empreendedor".

Alguns veteranos da internet estão aplaudindo. "É realmente uma iniciativa ousada", afirmou Jim Brady, que chefiou noticiário e esportes para a AOL de 1999 a 2003 e comandou o site do Washington Post por meia dúzia de anos após isso. "A AOL certamente precisa imaginar o que ela quer ser. Eu vejo toda essa gente no Twitter dizendo que porcaria mais porcaria dá porcaria. E fico rindo porque isso está vindo de pessoas trabalhando para empresas pelas quais ninguém ofereceria US$ 2 milhões." Até agora, disse Brady, a imagem da AOL era "rançosa".

"As pessoas sentiam que eram notícia velha", afirmou ele. "Isso foi uma enorme injeção na veia." Jeff Jarvis, um ex-editor que dirige o programa de jornalismo interativo da City University de Nova York, disse que Huffington será um ativo valioso para seu novo empregador.

"O que Arianna traz é humanidade", apontou Jarvis. "Ela tem gente que conta. Ela compreende o valor da paixão. Ela compreende o valor da cura." Quanto ao modelo de negócio de seu site de quase seis anos, Jarvis, que escreveu para The Huffington Post e fez postagens cruzadas de seu blog Buzz Machine, disse: "Há este argumento: "Todo o mundo escreve para ela de graça". Há uma razão para isso. Ela reúne pessoas num lugar, e eu acho isso valioso. Foi brilhante."

Questionamentos. Perguntas semelhantes sobre identidade afloraram quando a AOL comprou o blog cheio de atitude TechCrunch, em setembro. Um dos colunistas do site, Paul Carr, escreveu no domingo que "ninguém aqui foi mais cético que eu sobre a estratégia de conteúdo da AOL", e que ele subiu num palco com Armstrong "e descreveu nossos superiores como "o lugar onde as empresas iniciantes morrem". E, no entanto, ao menos uma vez eu me vi aplaudindo Armstrong - e a AOL como um todo - por conseguir um feito duplo: uma brilhante aquisição estratégica por um preço lógico".

Carr acrescentou que "por enquanto, a AOL cumpriu a promessa de não interferir em nosso editorial, e não há razão para supor que isso mudará com Huffington".

A AOL precisou de quase uma década para se divorciar da Time Warner após a desastrosa fusão de 2000, que prejudicou ambas as companhias. Steve Case, cofundador da AOL e foi responsável por esse negócio, expressou no Twitter sua reação ao comentário de Armstrong de que "1 mais 1 dá 11": "Mesmo? Não foi essa a minha experiência."

Mark Potts, um jornalista que virou consultor de internet, disse que não "ficou muito impressionado" com o negócio. "Arianna será uma grande pensadora editorial? Isso foi uma jogada desesperada da AOL. Afora o aspecto badalativo da coisa, não estou seguro de que ajudará a AOL. Não sei bem o que ela faz. Ela parece ir em festas e aparecer na TV. Acho que ela é a face."

Mas Huffington será mais que a face de uma empresa que, um dia, disse aos Estados Unidos "você tem email" e depois foi ofuscada por sites e blogs de conteúdo mais original e provocativo. Ela supervisionará uma coleção pesada de sites e subdivisões que incluem Fanhouse, Engadget, MapQuest, PopEater, Politics Daily e uma teia de sites de notícias comunitárias chamada Patch. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK
Fonte: Estadão

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aol adquire The Huffington Post por US$ 315 milhões

A Aol anunciou nesta segunda-feira (7/2) que fechou acordo para comprar o site de notícias The Huffington Post por US$ 315 milhões.

Segundo estimativas, o site recebe cerca de 25 milhões de visitantes por mês. O Huffington Post tem apresentado rápido crescimento, com a audiência subindo 22% em termos anuais.

Combinadas, as duas companhias deverão atingir 117 milhões de visitas por mês nos Estados Unidos, e 270 milhões no mundo.

A fundadora e atual editora do site, Arianna Huffington, continuará no cargo de editora chefe, e será nomeada presidente do grupo Huffington. O site passará a integrar também conteúdos da Aol.

A transação depende de aprovação de autoridades reguladoras e deve ser concluída até o segundo trimestre de 2011.

Fonte: Brasil Econômico

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sites usam jogos para seduzir usuário

Rajat Paharia faz parte de uma nova espécie de consultor de negócios. Por uma remuneração mensal, ele promete revigorar sites bolorentos, transformando-os em videogames. Os visitantes tornam-se jogadores. Se executarem determinadas tarefas, como comentar artigos publicados ou enviar links por e-mail a amigos, eles ganham pontos ou condecorações. A empresa de Paharia, a iniciante Bunchball, de San José, já promoveu mais de 50 reformas on-line - para NBC, Playboy e outros grandes sites. "Nossos clientes não querem ser desenvolvedores de jogos", diz Paharia, de 40 anos de idade. "Eles só querem mais visitantes em suas páginas."
Os desenvolvedores de videogames passaram as últimas décadas aperfeiçoando a arte de tornar seus produtos viciantes. Agora, as empresas tradicionais estão criando um público fiel para seus sites usando as denominadas técnicas de "gameficação". Táticas como o uso de placares de liderança, que incentivam os usuários a competir uns contra os outros em disputas por pontos, estão se tornando comuns em toda a web. "Estamos no meio de uma corrida armamentista de diversão", diz o empresário Gabe Zichermann. Depois de organizar, em San Francisco, a primeiro Cúpula de "Gameficação", ele está desenvolvendo um curso de certificação para especialistas em "gameficação" e escrevendo um livro sobre o assunto.

Consultorias de jogos como a Bunchball e a Badgeville chegam a cobrar até US$ 10 mil por mês de clientes para incluir em seus sites elementos típicos de jogos. As receitas do setor chegarão a US$ 1,6 bilhão até 2015, contra menos de US$ 100 milhões no ano passado, estima a M2 Research, uma companhia de pesquisa especializada em tecnologia e jogos e tecnologia de Encinitas, na Califórnia.

Os negócios para tornar o cliente mais fiel no mundo on-line a partir de técnicas de jogos estão, rapidamente, se tornando tão importantes quanto as atividades para aumentar essa fidelidade no mundo real, uma indústria apoiada na criação de programas de recompensas para companhias aéreas, hotéis e cartões de crédito. A diferença é que os prêmios reais, como estadias em hotéis e passagens aéreas gratuitas, custam dinheiro de verdade às empresas. Condecorações e classificações por pontuação, excluída a remuneração a consultores como Paharia, custam quase nada.

É um truque bem sacado, caso dure. "As pessoas movem-se segundo uma mentalidade de rebanho", diz Tim Chang, sócio da Norwest Ventures, uma empresa de capital de risco. "A reação adversa virá de gente que vai tentar encaixar [elementos de jogos em um site] sem qualquer entendimento de como integrá-los sob uma experiência completa".

Quando a coisa é bem feita, os jogos exercem uma forte influência psicológica sobre os consumidores, diz Amy Jo Kim, uma designer de jogos que participou da elaboração de sucessos como o game "Rock Band", depois de receber um PhD em neurociência comportamental. "O que os jogos fazem é ajudá-lo a idealizar histórias sobre si mesmo", diz ela. Ganhar pontos ou alcançar novos níveis cria a ilusão de progresso e assemelha-se a "criar, para as pessoas, narrativas sobre o aperfeiçoamento e o fortalecimento delas própria", afirma ela.

Status social é outro motivador. "Temos essa tendência de nos preocupar com a imagem que projetamos", diz Dan Ariely, professor de economia comportamental na Universidade Duke. Na vida real, há mansões e bolsas. "No mundo dos games", diz Ariely, "existem as condecorações".

As técnicas por trás da "gameficação" são conhecidas no setor como "mecânica dos jogos", e estão por toda parte. Relógios de contagem regressiva no site da Gilt Groupe, uma loja on-line de descontos de artigos de luxo, estimulam os clientes a comprar antes que o tempo acabe. Emblemas coloridos virtuais, como os exibidos no Foursquare - um aplicativo para smartphones que permite às pessoas fazerem seu "check in" em diversos ambientes - recompensa o uso frequente de um site ou serviço. Quando os membros entram no LinkedIn, a rede social destinada a contatos profissionais, eles são expostos a uma barra de progresso que sutilmente os exorta a acrescentar mais detalhes a seus perfis.

No Bunchball, 28 funcionários aperfeiçoam moedas fictícias, avatares (personificações gráficas de pessoas de verdade) atraentes e outros elementos necessários para "gameficar" os sites. Em abril do ano passado, Paharia reuniu-se com o pessoal da Campusfood.com, site de encomenda de refeições em Nova York que queria ampliar a probabilidade de um consumidor de primeira viagem retornar ao site. Paharia desenvolveu um recurso que premia o retorno de clientes com distintivos como o "Raw Deal" (10 pedidos de sushi em um mês) e "Beta Taster" (uma das primeiras 50 pessoas a escolher um prato de um novo menu). Após ter incorporado pontos e condecorações ao Campusfood.com, o número de novos usuários que retornam duas ou mais vezes registrou alta de 15% a 20%, diz Michael Saunders, fundador do site.

O Moxsie, um site que vende roupas de estilistas independentes, usa a mecânica de jogos para incentivar a resposta dos clientes. A loja atribui condecorações virtuais - como "comprador sênior" ou "guru" - aos usuários que ajudarem os compradores da empresa de vestuário a decidir quais itens manter em estoque. Criado por consultores da Badgeville, o sistema de pontuação ajuda a "aproveitar a nossa comunidade para nos assegurarmos de que recebemos as informações de tendências da base de usuários", diz Jon Fahrner, empresário que lançou o Moxsie, sediado em Palo Alto, na Califórnia, em 2009.

A prática da "gameficação" está repercutindo também nas atividades para aumentar a fidelidade do cliente no mundo real. Barry Kirk, diretor de consultoria estratégica da Maritz, especializada na área, gerencia programas para o Bank of America e a Capital One, de cartões de crédito e serviços financeiros, entre outras marcas. Um de seus clientes, a marca Embassy Suites, do Hilton, testa um jogo on-line destinado a incentivar os clientes a experimentarem novos hotéis. "Os criadores de jogos desenvolveram estratégias incrivelmente persuasivas", diz Kirk. "Por que não adotaríamos tais abordagens?" (Tradução de Sergio Blum)

Fonte: Valor

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Corretoras tentam pegar carona no sucesso dos sites de compras coletivas

SÃO PAULO – Oferecendo descontos de até 90% em produtos e serviços, os sites de compras coletivas já se tornaram um case de sucesso no mercado brasileiro, a cada dia ganhando novos adeptos e expandindo suas operações no País. Tamanha a força dessa expansão, não demorou muito para que essas promoções chegassem ao mercado financeiro, sendo comum hoje em dia vermos parcerias entre esses sites e corretoras.

É o caso da Ativa Corretora, que na última semana ofereceu por intermédio do site Peixe Urbano um desconto de 85% no curso para novos investidores no Rio de Janeiro. Assim, quem aderiu à oferta pagou R$ 45 pelo curso, ao invés do preço normal de R$ 300. A corretora também concedeu aos compradores da oferta que virassem clientes da Ativa 30 dias de corretagem grátis via homebroker. Além da capital fluminense, a Ativa também já ofereceu essa promoção em Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, onde foram vendidos ao todo mais de 2,3 mil cupons.

Outra instituição que tem utilizado esses sites para promover seus cursos é a Link Investimentos. “Já participamos com ofertas de cursos e corretagem gratuita nos sites Clube do Desconto, Groupon e Regateio”, disse Mônica Saccarelli, diretora do Link Trade, homebroker da corretora. Ao todo, 3 mil pessoas já usufruíram dos cursos da Link ofertados por esses sites.

"Atendemos desde o investidor que
estava ali por curiosidade até aquele
que queria realmente entender o
mercado pra começar a investir”
Cássio Correa, da Ativa Corretora
Promoção tem alcançado diversos públicos
Sobre a recente promoção da Ativa, o superintendente comercial da corretora, Cássio Correa, disse que se surpreendeu com a diversidade do público que aderiu à oferta. “Pelo tipo de site, eu achei que haveria uma prospecção maior de clientes jovens”, disse Correa. Contudo, além da forte procura de jovens 18 e 20, ele destacou o interesse de pessoas com idade entre 30 e 60 anos. “Isso para nós foi uma grata surpresa”, afirmou.

Correa não só ressaltou a diferença de idades entre as pessoas que aderiram à oferta, como também o interesse de cada uma delas no curso. “Atendemos desde o investidor que estava ali por curiosidade mesmo até aquele que queria realmente entender o mercado pra começar a investir através de uma corretora”, comenta o superintendente, que pretende lançar novas promoções para atrair investidores por meio deste canal.

O sócio da XP Investimentos, Gabriel Leal, destaca que esses cursos básicos são o melhor caminho para os investidores ingressarem no mercado de ações. “Isso vai estimular as pessoas a entrarem no mercado, pois a melhor forma disso acontecer é através da educação”, explica Leal, ressaltando que a corretora já ofereceu através de sites de compras coletivas em mais de 40 cidades brasileiras.

Maior exposição compensa queda nas margens
O sócio da XP frisa ainda que, embora essas promoções acabem impactando negativamente os ganhos com os cursos, existem outros fatores que compensam essas perdas. “É claro que isso acaba prejudicando um pouco as nossas margens, já que a gente vende produtos e serviços com preços muito menores, mas em compensação a gente ganha em termos de volume e torna-se uma empresa mais conhecida no mercado”, explica Leal.

"Isso já é uma realidade.
A gente não pode ficar de
fora de algo tão forte"
Gabriel Leal, da XP
Além disso, o sócio da XP ressalta que essas parcerias são uma tendência no mundo todo e que estão chegando agora no Brasil, não vendo, assim, motivos para ficar fora dessa onda. “Isso já é uma realidade e a gente não pode ficar de fora de algo tão forte e que está se tornando um sucesso absoluto”, disse Leal, complementando que pretende continuar lançando promoções por meio desta iniciativa.

Parceria não agrada a todos
Embora seja uma ótima forma de atrair curiosos e interessados na bolsa de valores, a parceria entre corretora e sites de compras coletivas não é uma unanimidade entre os intermediadores de mercado, principalmente aqueles que trabalham com grandes investidores e/ou com pessoas que possuem maior conhecimento sobre o mercado de ações.

É o caso da Interfloat Corretora: embora seus cursos sejam voltados para investidores com alto grau de instrução, a corretora estudou lançar em um site de compras coletivas curso com foco em iniciantes ou leigos do assunto. No entanto, devido à maciça oferta de cursos apresentados por outras corretoras com foco no pequeno investidor, ela optou por não continuar com o projeto.

"Nos posicionamos no mercado como uma corretora de nicho, que oferece serviços, atendimento, sistemas e capacitação (área educacional) diferenciados em relação ao mercado", afirmou a corretora em nota enviada à InfoMoney, ressaltando ainda que essa estratégia diferenciada não estava alinhada com a proposta dos sites de venda coletiva, "cujo principal objetivo é divulgar ofertas de produtos e serviços por preços mais baixos do que o normal, mesmo que seja por um espaço curto de tempo".

O que dizem os sites de compra coletiva?
De acordo com a diretora de comunicação do Peixe Urbano, Leticia Leite, os resultados da parceria com as corretoras têm sido muito bons desde a primeira oferta do gênero lançada pelo site, em julho de 2010, com a XP Educação. Na ocasião, foi ofertado um curso de introdução ao mercado de ações, com realização no Rio de Janeiro e 80% de desconto - levando o preço de R$ 250 para R$ 49. Foram vendidos 2.548 cupons.

"O desconto serviu apenas como
um empurrãozinho extra para
aqueles que queriam saber mais
sobre o mercado financeiro"
Letícia Leite, do Peixe Urbano
"Foi uma surpresa pra gente porque nunca tínhamos feito uma oferta desse tipo", explica Leticia, ressaltando que o carro-chefe de vendas do site sempre foi a gastronomia, a estética e coisas vinculadas ao entretenimento e lazer. Para ela, o resultado mostrou que as pessoas realmente possuem interesse em saber mais sobre a bolsa de valores. "O desconto serviu apenas como um empurrãozinho extra para aqueles que queriam saber mais sobre o mercado financeiro", explica a diretora comercial do Peixe Urbano.

Tendo em vista o retorno positivo dessas promoções, Leticia afirma que a busca pelas corretoras para firmarem acordos com o site tem sido constante. Diante da grande quantidade de interessados, ela avalia quais delas que se encaixam no perfil que o site procura. "A gente tem um processo de seleção para avaliar se a corretora realmente é bem avaliada nos mercados e que possa se tornar atrativa para os nossos usuários", explica a diretora. "A gente sempre procura corretoras bem conceituadas", complementa.

"Uma das ferramentas que podemos
utilizar hoje em dia para ficarmos
conhecidos no mercado são as mídias
sociais, inclusive esses sites de compras coletivas"
Antonio Montiel, da Um Educacional
Novas promoções virão
Vale mencionar que na próxima segunda-feira (24) o Peixe Urbano lançará uma nova promoção envolvendo mais uma corretora: a Um Investimentos. O curso "Desvendando a Bolsa de Valores - Bovespa sem medo" será realizado em São Paulo e terá seu preço normal de R$ 300 reduzido em 76%, para R$ 72. O curso terá duração de dez horas, sendo oito horas de teoria e duas horas de prática.

"Uma das ferramentas que podemos utilizar hoje em dia para ficarmos conhecidos no mercado são as mídias sociais, inclusive esses sites de compras coletivas", explica Antonio Montiel, que chegou na Um em setembro de 2010 com o intuito de montar a área educacional da corretora - a Um Educacional. Analista técnico com mais de 15 anos de experiência no mercado financeiro, Montiel também foi quem desenvolveu e quem lecionará esse curso.

O responsável pela Um Educacional ressalta ainda que a corretora já está preparando uma estratégia de marketing que possibilite levar esse mesmo tipo de promoção para os seus outros 40 escritórios espalhados pelo Brasil dentro dos próximos dois meses, período em que ele espera que a Um Educacional inicie suas atividades.

Fonte: Infomoney

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O reservado dono do indiscreto Twitter


Quando encontro Biz Stone, cofundador e face pública do site de microblogging Twitter, para um almoço no restaurante Cherwell Boathouse, em Oxford, ele anuncia com alguma pompa: "Eu insisto que todas as minhas conversas sejam gravadas e todas as minhas refeições sejam escolhidas antecipadamente". É uma referência irônica ao gravador digital colocado próximo a seu prato e à comida, que foi pré-encomendada para Stone, um adepto do vegetarianismo. Mas também há uma ponta de frustração nesse comentário.

A popularidade do Twitter, que quase 200 milhões de pessoas usam para manter umas às outras atualizadas sobre seus pensamentos e ações - e isso por meio de comentários de até 140 caracteres - deu a esse reservado americano de 36 anos uma notoriedade com a qual ele não está totalmente confortável. Vestido com uma camisa preta e calça jeans, e usando óculos de aros grossos, ele toma seu lugar nesse restaurante despretensioso, com uma bonita vista do rio Cherwell, e reclama que a exposição pública às vezes pode fazer a vida "parece um programa de TV".

Ele não abandona inteiramente, entretanto, o personagem de plutocrata resoluto que lhe é atribuído. Quando pergunto ao garçom se posso experimentar o mesmo prato de entrada - folheado de lúpulo e um tipo de feijão branco -, Stone declara: "A ninguém é permitido ter o que eu tenho!" Além disso, o restaurante só tem guarnição para uma pessoa. Então, começo a refeição com ravióli vegetariano.

O sucesso do Twitter é apenas parcialmente definido por grandes números - cerca de 95 milhões de mensagens ou "tweets" são escritas diariamente. O real impacto do site tem sido o de permitir a pessoas públicas falarem diretamente a seus seguidores, contornando a mídia tradicional. Stone fala com orgulho sobre como Barack Obama "tuitou" notícias de sua vitória na eleição presidencial americana em 2008. No ano passado, ele acrescenta, o presidente russo Dmitri Medvedev enviou seu primeiro "tweet" do quartel-general do Twitter, em San Francisco.

O Twitter também é uma armadilha óbvia para os imprudentes. Mensagens precipitadas já custaram o emprego de políticos como o deputado Timothy Horrigan, do Partido Democrata de New Hampshire, que renunciou depois de enviar mensagens sobre uma morte hipotética de Sarah Palin, símbolo do [movimento popular conservador americano] Tea Party. "Se você não gosta de ver suas mensagens chegarem a todos os lugares, instantaneamente, talvez esse serviço não seja para você", diz Stone. Logo em seguida, ele afirma: "Eu acredito que a troca aberta de informação possa ter um impacto global positivo".

O Twitter reúne hoje quase 200 milhões de usuários, que todos os dias enviam 95 milhões de mensagens

O Twitter está bloqueado na China, mas Stone relata com certa satisfação que "as pessoas estão encontrando caminhos para furar o bloqueio". Nesse ínterim, o serviço está invadindo eventos tradicionalmente fechados no Ocidente. O juiz britânico que presidiu a recente audiência para fixar a fiança de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, ordenou que os jornalistas presentes parassem de "tuitar" os detalhes dos procedimentos.

Stone e o programador Jack Dorsey inventaram o Twitter em 2006, como um projeto paralelo a seu negócio de podcasting [pequenos programas on-line de áudio] Odeo. Eles perceberam que tinham um sucesso nas mãos em 2007, quando 75 mil pessoas usaram o serviço no intervalo de apenas alguns dias, durante o festival de artes e tecnologia South by Southwest, no Texas. O entusiasmo localizado foi um prenúncio da rápida percepção que faria do Twitter um fenômeno global no verão de 2009.

Eu sugiro a Stone que boa parte da comunicação, da qual o Twitter é um ícone dos nossos tempos, consiste de indivíduos posicionando a si mesmos em relação aos outros. A mensagem principal do canto dos pássaros, de acordo com especialistas em comportamento animal, é: "Eu estou aqui. Cadê você?" Essa é uma das razões do nome adotado pelo Twitter [gorjeio ou trinado, em inglês], concorda Stone. Eu digo que me diverti com uma de suas mensagens. Anunciando que falaria na escola de administração Haas, da Universidade da Califórnia em Berkeley, em agosto, ele disse ironicamente: "Como vocês sabem, sou um homem de negócios e sei das coisas". Stone dá de ombros: "Eu comecei como artista", diz, referindo-se à sua carreira como designer gráfico, "e continuo a pensar em mim mesmo como um artista em primeiro lugar, e um especialista em tecnologia e empresário depois disso." Ele também é um usuário regular do Tweeter, com 1,6 milhão de seguidores, aos quais fala sobre tudo, de tópicos sobre tecnologia até gatinhos engraçados e a prudência de comer couve.

A maioria dos americanos visita Oxford como turista, admirando-se da antiguidade das universidades e, se o clima permitir, alugando um barco para navegar nas águas lânguidas e rasas do rio Cherwell. Mas Stone está na cidade para participar do programa "O Vale do Silício vem a Oxford", realizado anualmente pela escola de administração Saïd, da Universidade de Oxford. Sob o programa, um grupo de empresários da Costa Oeste americana é recrutado para treinar alguns dos mais brilhantes aspirantes a empresários de tecnologia. Para Stone, é uma rara oportunidade para tagarelar com seus companheiros do Vale do Silício, como Reid Hoffman, o afável fundador da rede social de negócios LinkedIn. Na Califórnia, nunca há tempo suficiente, diz ele.

A conversa de Stone é repleta de referências à mulher, Olivia, que o convenceu a tornar-se vegetariano

Outro pioneiro das redes sociais, Mark Zuckerberg, do Facebook, foi recentemente imortalizado de maneira pouco lisonjeira no filme "A Rede Social". Enquanto o prato principal chega, eu pergunto a Stone se ele viu o filme. "Fui sozinho", ele responde, examinando seu pedido de tajine de vegetais e cuscuz. A mulher dele, Olivia, que trabalha em um refúgio para a vida selvagem, recusou o convite porque achou que o filme poderia virar uma conversa de trabalho.

Em 2009, Zuckerberg tentou comprar o Twitter por estimados US$ 500 milhões em ações do Facebook. As negociações fracassaram completamente. O dono do Facebook não poderia oferecer a Stone, Dorsey e Evan Williams, o outro cofundador do Twitter, nada que eles quisessem, afirma Stone. "Criamos algo no qual as pessoas estão encontrando valor", diz ele, "mas ainda não criamos um negócio em volta disso, e queremos muito fazer isso".

Embora o valor da companhia tenha sido recentemente estimado em US$ 3,7 bilhões, ela ainda dá prejuízo. Stone espera que o Twitter torne-se lucrativo graças a geradores de caixa como as mensagens promocionais pagas que aparecem como resultado de algumas buscas. Ele parece embaraçado, no entanto, diante da minha pergunta padrão de repórter de negócios: qual é sua estratégia para sair do negócio? "Saída é uma palavra esquisita", ele responde. "Não seguimos esse caminho. Nosso caminho é seguir nossa paixão."

Então, arrisco, por que meu convidado é chamado de "Biz"? Ele explica que pronunciava seu nome de batismo, Christopher, como "Bizober" quando estava aprendendo a falar. Na forma abreviada, ficou "Biz". A infância, que ele passou nas vizinhanças de Boston, parece trivialmente triste. Os pais se divorciaram quando ele era criança. Ele diz nunca ter tido um "relacionamento real" com seu pai, um mecânico de automóveis. A mãe trabalhou como professora assistente em uma escola de ensino elementar, o que fazia com que outras crianças o importunassem.

Stone atribui à sua escola de segundo grau na próspera cidade de Wellesley, a Oeste de Boston, o papel de amuleto empresarial. Foi lá que ele montou um time de lacrosse, um jogo semelhante ao hóquei, além de produzir e estrelar uma peça sobre Robin Hood que estava, diz ele, mais próxima de Mel Brooks do que de Russel Crowe. Depois da escola, ele conseguir transformar uma vaga de meio período e sem muita importância na editora Little, Brown em um emprego de desenhista gráfico em tempo integral. Stone enfiou seus desenhos de capas de livro nos arquivos do departamento de arte e quando recebeu uma proposta de emprego, abandonou a universidade para aceitá-lo. Isso levou à consultoria de web design e à sua primeira companhia, o site de blogging Xanga, fundado no ano 2000. Mais tarde, ele trabalhou no Google, antes de sair para criar a Odeo, precursora do Twitter, em 2005.

Quando pergunto se sua mãe está orgulhosa com o sucesso do filho, Stone responde de maneira desconcertante: "Acho que sim, mas ela é mais do tipo que reclama e aponta falhas".

A conversa, no entanto, é temperada com referências afetuosas à esposa, Olivia, antítese da submissa mulher de empresário. Foi ela quem persuadiu o marido a virar vegetariano. E Stone relembra como ela o arrastou para andar de caiaque na lua de mel. O casal naufragou. "Foi horrível", ele conta. "Perdi minha aliança.

Não deixo de notar que ele ainda precisa aprender a dominar a capacidade dos executivos de comer enquanto repetem jargões empresariais de maneira evasiva. Eu já limpei meu prato e ele não comeu quase nada. Além disso, não usou a palavra "sinergia" uma única vez.

Stone pensa de maneira crítica sobre inovação. Em seu papel de diretor criativo do Twitter, ele gasta três horas por semana refletindo "como será a companhia em dez anos", junto com o chefe de tecnologia Greg Pass. Evan Williams, que recentemente deixou o cargo de executivo-chefe do Twitter para dirigir a estratégia de produtos, incorpora as melhores ideias ao serviço. "Queremos crescer globalmente e tornar o Twitter mais disponível em SMS [mensagens curtas via telefone celular], diz Stone. "Há mais de 5 bilhões de telefones no mundo que podem enviar e receber SMS, muitos deles em lugares onde não há internet."

Stone diz acreditar que empresas de internet não fracassaram porque saíram de moda - uma explicação convencional para o destino da America Online, Yahooe Bebo-, mas porque falharam em evoluir. Mas ele também critica o conceito do empresário nietzschiano, para quem o triunfo de sua vontade refaz o mundo a seu gosto. "Empresários apenas representam grandes grupos de pessoas trabalhando juntas", diz ele.

Com o canto dos pássaros e a seleção natural em mente, insinuo que em meio a uma população de milhões de pessoas, poucos empresários têm o tipo de sucesso que ele está usufruindo. "Exatamente", diz ele, enquanto peço a conta. "Você é uma espécie de escolhido, certo?" Com essa conclusão discreta, ele agradece polidamente, coloca seu casaco e vai embora.
Fonte: Valor