Mostrando postagens com marcador Microsoft. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Microsoft. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Microsoft compra Skype por US$ 8,5 bilhões



A Microsoft anunciou nesta terça-feira, 10, a compra do Skype por US$ 8,5 bilhões, em uma operação desenhada para fazer a gigante do software reconquistar terreno perdido para rivais como o Google.

—-
• Siga o ‘Link’ no Twitter e no Facebook

O interesse da Microsoft na deficitária Skype sinaliza a necessidade da companhia de conquistar novos usuários para o Windows e o Office. A Skype registra 145 milhões de usuários mensais de seus usuários e tem ganhando espaço entre pequenas empresas.

A Skype adiou planos para uma oferta pública inicial que poderia levantar US$ 1 bilhão. A empresa vinha buscando outras opções, incluindo alianças com Facebook e Google. Um acordo como esse tinha avaliado a Skype como valendo entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

A companhia sediada em Luxemburgo permite que os usuários façam chamadas telefônicas gratuitas e também dará à Microsoft um pé no terreno potencialmente lucrativo de videoconferência, conforme empresas buscam reduzir despesas por meio de alternativas de comunicação de baixo custo.

O serviço da Skype poderá ser combinado com programas da Microsoft como Outlook para ter mais apelo entre usuários corporativos enquanto as comunicações por voz e vídeo poderiam ser vinculadas à plataforma de videogames Xbox, da produtora de software.

No longo prazo, a Skype dará a Microsoft outra rota para desenvolver sua presença no mercado de comunicação móvel, uma área em que a empresa vem colocando mais energia e recursos enquanto o uso do computador de mesa se mostra sob ameaça.

A Skype vai se tornar uma nova divisão de negócios dentro da Microsoft e será comandada pelo presidente-executivo da própria Skype, Tony Bates. O executivo vai se reportar diretamente ao presidente da Microsoft, Steve Ballmer.

“É um ativo estratégico e a operação é um movimento defensivo”, disse o analista Colin Gillis, do BGC Financial. “Se eles puderem colocar no Windows 8, dará a eles uma vantagem. A Skype também os ajuda no mercado de tablets”, afirmou.

A compra da Skype é a maior aquisição feita pela Microsoft em seus 36 anos de história. A notícia da operação surgiu primeiro no blog de tecnologia GigaOM, na segunda-feira.

O valor de US$ 8,5 bilhões, que inclui dívida da Skype, é surpreendente. Apesar da soma não ser suficiente para apertar a Microsoft, alguns analistas afirmam que é um valor alto para uma companhia que já trocou de dono várias vezes durante um tempo relativamente curto de vida da Skype.

“Nesta atmosfera de bolha da Internet 2.0, ficar com uma companhia online não lucrativa por um valor de cerca de 10 vezes suas vendas provavelmente pode parecer barato”, disse Michael Clendenin, diretor da empresa de consultoria RedTech Advisors.

“Mas se você considerar que a Skype foi avaliada em cerca de US$ 2,5 bilhões 18 meses atrás quando uma participação foi vendida, então os US$ 8,5 bilhões parecem generosos e significa que a Microsoft terá um muro alto para escalar de modo a provar aos investidores que a Skype é um item necessário para a estratégia online e móvel da companhia”, acrescentou.

A Skype, criada em 2003, foi comprada pelo eBay em 2005 por US$ 3,1 bilhões. No ano passado, a empresa registrou receita de US$ 860 milhões, mas a companhia sofreu um prejuízo líquido de US$ 7 milhões, segundo dados publicados pela companhia em documentos encaminhados em seu processo de oferta pública inicial.

Em 2009, o eBay vendeu uma participação majoritária na Skype para um grupo de investidores que incluiu Silver Lake, fundo de pensão do Canadá e Andreessen Horowitz, por US$ 1,9 bilhão em dinheiro e US$ 125 milhões em títulos. O eBay reteve cerca de um terço da empresa.
Fonte: Link

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Esquenta disputa entre sistemas para smartphones

Ao comprar um smartphone de uma operadora móvel ou no varejo, a maioria dos consumidores nem imagina que sua escolha pode alimentar uma guerra de mercado entre desenvolvedores de sistemas operacionais - o software básico do celular. O mais visível para o usuário é o charme do aparelho, a facilidade de acesso à internet e a existência de aplicativos que permitam ler notícias, jogar, ouvir música, ver vídeos e se comunicar com sua rede de relacionamentos. Pouca gente sabe, por exemplo, que o sistema operacional determina os aplicativos que estarão à sua disposição. À medida que os aplicativos ficam mais relevantes, no entanto, mais sangrenta tende a ficar a guerra em torno dos sistemas básicos.

A briga também preocupa os fabricantes de smartphones e de equipamentos para redes, que não querem se ver reféns de uma ou outra empresa dominante.

O mercado é liderado por meia dúzia de sistemas operacionais, com softwares de menor participação correndo por fora. Na disputa estão nomes como Nokia, Google, Research in Motion (RIM), Apple e Microsoft. Para parte da indústria de telefonia móvel, o número de competidores é excessivo. Executivos ouvidos pelo Valor preveem uma seleção no mercado e dizem que nem todos os sistemas sobreviverão, seja por extinção ou consolidação.

Nessa guerra, vantagens importantes são perdidas em uma única batalha. A Intel contava com a aliança com a Nokia para dar impulso a seu sistema operacional MeeGo. A Nokia, porém, desistiu do acordo para se aliar à Microsoft, o que mudou o cenário e levou à queda das ações da Intel.

O futuro do MeeGo agora é uma interrogação. O executivo-chefe da Intel, Paul Otellini, procurou mostrar confiança em Barcelona, onde participou ontem do Mobile World Congress. Segundo Otellini, o fato de a Nokia ter mudado sua estratégia não significa que o setor deva fazer o mesmo. Ele disse que as operadoras precisam de um sistema aberto, fácil de usar, e que planeja lançar o MeeGo este ano para smartphones e tablets, além de dispositivos embarcados em veículos.
Líderes do setor criticam os sistemas operacionais proprietários, como os da Apple e da RIM (fabricante do BlackBerry), que não podem ser usados por outros fabricantes. Symbian e Android são mantidos por fundações e são sistemas abertos, que podem ser usados pelo mercado. O Windows é fechado, mas pode ser licenciado. "Há consenso na indústria de que não há espaço para todos", afirma Anderson Teixeira, presidente da Sony Ericsson para as Américas, instalado em Atlanta, nos Estados Unidos. A companhia optou por investir em apenas um sistema operacional, o Android, que compõe toda a linha de smartphones da marca. Teixeira não comenta o eventual interesse da empresa na produção de tablets.

Apesar de acirrada, a disputa também abre oportunidades de negócios. Os fabricantes de equipamentos estão atentos, como é o caso da Alcatel Lucent, que comprou uma empresa americana, a Openplay, que permite aos desenvolvedores de conteúdo criar aplicações independentemente de sistema; a adaptação é realizada por uma interface, informa o presidente da Alcatel Lucent no Brasil, Jonio Foigel. Outra empresa que encontrou um segmento no mercado é a Skeape, que atua na mesma linha da Openplay e exibia seus serviços no estande da RIM.

O diretor da Ericsson no Brasil, Jasper Andersen, diz que a Apple, por exemplo, vem batendo na tecla de desenvolvedores exclusivos, embora os fabricantes de equipamentos e as operadoras estejam, por seu lado, fazendo pressão para a dona do iPhone abrir mão dessa postura. O executivo lembra que, no caso do Android, os fabricantes de celulares vêm chamando a atenção para a necessidade de adaptações do sistema para diferentes aparelhos.

O executivo-chefe e presidente do Google, Eric Schmidt, disse em palestra no Mobile World Congress que a empresa está corrigindo essas diferenças. O Google planeja lançar, em breve, o Android 3.0, com uma versão para tablets e outra para telefones.

A Nokia, antes de se unir à Microsoft, tinha dado um passo na contramão dos interesses do mercado. Ao companhia adquiriu a totalidade das ações da Symbian, que estava distribuída entre vários fabricantes, restringindo o sistema a seus próprios aparelhos. O movimento restritivo não parece ter tido uma repercussão positiva entre os consumidores. Coincidência, ou não, o movimento marcou a perda de mercado para o iPhone.

A parceria da Nokia com a Microsoft preocupa os fabricantes de equipamentos, que questionam se haverá alguma restrição ao uso do Windows Phone, com versões exclusivas ou prioritárias à Nokia. De acordo com o memorando interno que o atual presidente da Nokia, Stephen Olop, enviou aos funcionários da empresa, a parceria é de vida ou morte. Ele escreveu que se trata de um "tratamento de choque" e de uma "plataforma para pegar fogo".

O diretor-geral da Alcatel Lucent para a América Latina, o argentino Oswaldo Di Campli, indica como tendência a integração de sistemas operacionais. O movimento, diz ele, tende a ser uma demanda tanto da indústria quanto de desenvolvedores e até de usuários mais exigentes, que querem ter de tudo um pouco no mesmo equipamento. Um processo nessa linha, no entanto, exige tempo, reconhece o executivo.

Fonte: Valor

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Há três anos, Alex Kipman estava no Brasil se preparando para mudar de área na Microsoft


O programador é brasileiro, mas vivia nos EUA há 11 anos e mudaria do Windows para a área do Xbox. Ele passava férias em um sítio próximo a Curitiba, cidade onde nasceu, quando veio o estalo. “Eu gostei do mundo sem tecnologia. O pessoal da indústria está passando muito tempo com gadgets, ‘gizmos’, botões. A tecnologia surgiu para ajudar, mas nós estamos ficando escravos dela”, lembra.

Passaram-se três anos. E essa história da fazenda foi repetida inúmeras vezes nos últimos dias. Aquele estalo aumentou. A ideia de um mundo sem botões deu origem ao Kinect, tecnologia de reconhecimento de movimentos que faz do corpo um controle remoto para games – no caso, o Xbox 360. O produto foi lançado mundialmente na quinta, 4, e Alex poderia estar em qualquer lugar do mundo para falar de sua criação, mas resolveu vir ao Brasil. Encarou a maratona de lançamento com bom humor. Coisa de quem gosta do que faz.

Ele contou ao Link que nunca, nem em seus sonhos mais loucos, imaginou chegar onde chegou. A paixão pelos games veio aos cinco anos, despertada por um Atari que ganhou de presente do pai diplomata. Foi por causa dele que Alex morou em Roma e Miami. Fez faculdade de engenharia de software nos EUA, no Rochester Institute of Technology. Está na Microsoft há oito anos, menos da metade deste tempo em seu atual cargo: diretor de inovação na divisão Xbox.

“Trabalhar com games permite criar mundos. A única barreira é a falta de imaginação”, conta, com sotaque ora puxado para o inglês, ora para o paranaense.

Hoje o trabalho de Kipman é pensar o futuro do Xbox – e dos games – no mundo. Mas isso não é simples. Daquele insight no sítio, ele teve que convencer muitas pessoas de que sua ideia era boa. A começar pelos cabeças do Xbox: Don Mattrick, presidente da área de entretenimento da Microsoft, e Kudo Tsunoda, diretor criativo. A entrada de Mattrick coincidiu com a evolução da ideia. “Nosso objetivo era criar a nova versão do Xbox. Todos tinham pontos de vista diferentes, mas caíamos na mesma ideia: fazer a tecnologia desaparecer.”

Mattrick era inspirado pelas conversas com George Lucas e Steven Spielberg; Tsunoda buscava experiências inéditas. “Eu era o cara da tecnologia que pensava: ‘será que nós conseguimos inventar algoritmos sofisticados o suficiente para tornar real essa ideia do sensor reconhecer seus movimentos e sua voz?’”, lembra o brasileiro.

Sem as mãos
O grupo passou pelo menos dois meses tentando fazer que a “ficção científica virasse fato científico”. A ideia estava lá: pessoas se divertindo em pé, com a sala limpa, sem equipamentos, sem botões. “Como você junta a simplicidade da ideia com uma tecnologia complexa e ao mesmo tempo invisível?”, questiona. As pessoas não se movimentam da mesma maneira. Não têm os mesmos tamanhos nem a mesma voz. A câmera RGB, o sensor de profundidade e o microfone que compõem a tecnologia de reconhecimento precisam captar sutilezas. “Não estávamos mais no mundo digital, de zeros e uns. Começávamos a entender o mundo analógico, humano. É um mundo de probabilidades. Não de ‘verdadeiro ou falso’, mas de ‘quem sabe’. Não é preto e branco, é cinza. Era preciso programar um jeito novo de entender humanos”, explica Kipman.

Ele aposta que sua ideia será uma revolução. “As indústrias saem da fase estática e se mudam em fases rápidas de transformação. Acho que estamos ainda na fase em que os seres humanos têm de entender tecnologia, mas estamos mudando. Vamos desse mundo velho para o novo, em que a tecnologia desaparece e nos entende”, diz Kipman, apostando que o Kinect é o protagonista dessa revolução.

A proposta era ambiciosa desde o princípio. “Só uma pessoa tem a visão do mundo novo. Ninguém mais vê. Então você tem de passar por um processo de convencer e transformar uma organização inteira para ter a mesma paixão que você pela visão, embora eles não a vejam ainda. Devagar fomos convencendo a Microsoft de que esse era um mundo possível. Agora começamos a convencer o mundo.”

Hoje, diz ele, 70% da indústria de games está voltada para a novidade. Oito dos doze games que serão lançados até o final de 2010 para o Kinect foram feitos por outras empresas. “É muita felicidade ver a indústria ir atrás e ter a mesma paixão vendo as coisas impossíveis virando realidade”, diz.

O trabalho está pronto, mas o brasileiro não tirará férias. Hoje mesmo ele volta ao batente. É que, diz, “esse é o começo de uma grande jornada”. “Quando propusemos a visão do mundo de amanhã, não propusemos Kinect, mas sim a visão”, explica, emblemático. Ele diz que está trabalhando desde o começo do ano em uma tal fase dois do projeto.

São três etapas, diz, sem adiantar nenhum detalhe. “Nessa vida de inventor, você segue seu filho até o final, mas sempre começa o próximo antes. É corrido, mas mudar o mundo não é nada fácil. Requer paixão, trabalhar fortemente. Eu não reclamo, amo o que eu faço. E é alucinante eles me deixarem fazer o que faço.”
Fonte: Link

domingo, 7 de março de 2010

A felicidade cabe em uma caixa de sapatos



Tony Hsieh vendeu sua primeira empresa por US$ 265 milhões para a Microsoft. E a loja online de calçados Zappos.com, por US$ 1,2 bilhão para a Amazon. Saiba o que faz deste jovem de apenas 36 anos um dos empreendedores mais criativos e inusitados dos EUA
Ralphe Manzoni Jr.

O CEO da Zappos, loja de sapatos online Tony Hsieh gosta de começar uma conversa com um interlocutor com uma pergunta inusitada. "Em uma escala de zero a dez, quanto você está feliz agora?" À primeira vista, pode parecer que estamos à frente de mais um guru de autoajuda. Mas não se iluda. Este jovem norte-americano de 36 anos, descendente de chineses, é um dos mais brilhantes e criativos empreendedores dos Estados Unidos. Em 1998, ele vendeu sua empresa de anúncios online LinkExchange por US$ 265 milhões para a Microsoft. No ano passado, o já lendário Jeff Bezos, fundador da Amazon, pagou US$ 1,2 bilhão em ações pela Zappos. Por trás desses negócios está a personalidade de Hsieh (pronuncia-se "xai"), que construiu obsessivamente uma empresa baseada na cultura de prestar o melhor atendimento ao consumidor e engajar os funcionários em um propósito maior. E mais uma vez: não se trata de autoajuda ou de conversa fiada. Quer um exemplo? Depois de contratar um funcionário e treiná-lo por um mês, ele oferece US$ 2 mil para que abandone o emprego. Com isso acredita que está economizando dinheiro, pois aqueles que aceitam a proposta não se encaixariam na cultura da Zappos e não teriam compromisso com a empresa.

Seriam demitidos mais na frente. Mais uma história? Os funcionários não têm roteiro para falar com os clientes por telefone, prática comum em qualquer call center, inclusive nos EUA. A ligação mais longa da Zappos teve duração de quatro horas e ajudou um consumidor que tinha problema de sensibilidade nos pés a escolher um tênis ideal.
Esquisito, não? Mas se você quiser trabalhar na Zappos.com ser um pouco estranho faz parte do ritual. E não há nada de errado nisso. "Não acho que a cultura da Zappos possa ser clonada", declarou Hsieh, em entrevista por e-mail à DINHEIRO.
"Mas acredito que a ideia de ser transparente e tocar o seu negócio baseado em valores, e não apenas em dinheiro e lucro, possa funcionar para qualquer organização."



O jeito Zappos de administrar: gerentes e diretores reservam até 10% de seu tempo para sair com os seus liderados. É uma forma de cumprir um dos valores da empresa, que é criar uma equipe positiva e com ambiente familiar
Criada em 1999, a Zappos era um investimento do Ventures Frog, fundo de capital de risco de Hsieh. Da época de investidor, ele sente pouca saudade. "As pessoas só me ligavam para dizer que precisavam de dinheiro e que perderam clientes", disse ele para Romero Rodrigues, presidente do site de comparação de preços Buscapé, durante uma de suas visitas ao Brasil. Em 2000, assumiu a operação da Zappos e implantou práticas de gestão e liderança pouco usuais, mas que funcionaram como um imã para atrair novos consumidores e consolidar a imagem de excelência no atendimento aos clientes. Uma das estratégias foi não cobrar pelo frete na ida e na volta. Se não gostou, o cliente pode devolver o produto sem custo. E isso pode ser feito em até 365 dias.



A politica de contratação de pessoas foge também a qualquer padrão. O objetivo principal não é só encontrar candidatos capazes tecnicamente, mas também aqueles que têm a maior chance de se adaptar aos valores da empresa. O processo é composto de duas fases. A primeira avalia as habilidades do candidato para o cargo. A segunda testa se ele tem os valores da companhia. "De zero a dez, o quanto esquisito você se considera?", " Se você fosse um superherói, quem seria e por quê?", "Se você pudesse escolher uma canção como tema para entrar nesta sala,qual seria?". Essas são algumas das perguntas feitas aos candidatos. Se ainda restar dúvidas, Tony Hsieh entrevista pessoalmente o candidato, muitas vezes em uma conversa regada a vodka, sua bebida preferida.



Hsieh cresceu em San Rafael, na Califórnia. Seu pai, Richard, é um engenheiro químico chinês com PhD e 29 patentes em seu nome. Quando estava na faculdade, Tony começou um pequeno negócio de pizzas. Um de seus clientes habituais era um sujeito chamado Alfred Lin. Mais tarde, soube que ele comprava pizzas grandes para revendê-las em pedaços aos alunos da escola. Pensou que este seria um bom nome para tomar conta das finanças e o convidou para ser sócio na LinkExchange, empresa de anúncios online criada após concluir o curso de ciência da computação em Harvard. O Sequoia Capital, mesmo fundo que apoiou o Yahoo e o Google, colocou US$ 3 milhões na LinkExchange. Em 1998, faturando US$ 10 milhões e deficitária, a companhia foi vendida por US$ 265 milhões para a Microsoft. Hsieh tinha 24 anos.

"Muitas pessoas não sabem por que vendi a empresa. E a razão é porque a cultura foi morro abaixo", declarou. E este é o erro que Hsieh quer evitar na Zappos.
Com a lição que aprendeu, passou a investir quase que obsessivamente nos valores da Zappos. E deu certo. Mais de 12 milhões de americanos já adquiriram algum item no site. Num dia normal, 75% das vendas são para consumidores que já fizeram alguma compra anterior. Todos os mais de 4 milhões de produtos de mil marcas estão no depósito da empresa. Nos EUA, a entrega é sempre feita no dia seguinte. Com isso, o faturamento de US$ 1,6 milhão em 2000 saltou para US$ 1 bilhão em 2008. Quando comprou a Zappos, Jeff Bezos, declarou que admirava a obsessão da empresa pelos clientes. "Nunca vi uma companhia com a cultura da Zappos. Isso é um ativo significativo", declarou.

Por esse motivo, ela se mantém independente. Nenhum empregado foi demitido e os executivos permaneceram em seus cargos, incluindo o CEO Hsieh. "Eles não estão querendo vir administrar a Zappos, a não ser que a gente peça", brincou Hsieh, em um e-mail para os funcionários anunciando o acordo. A mensagem, aliás, começava com um pedido de desculpas pela linguagem formal utilizada, em razão de motivos legais da ocasião.
Se a informalidade é uma das chaves para entender a Zappos, a transparência é a outra face. Hsieh organiza um tour pelas dependências da empresa, cujos participantes são empresários. Nestas visitas guiadas, não há restrições. "Passamos por todos os departamentos e as informações ficavam expostas", conta Thiago Bacchin, CEO da empresa de marketing de busca Cadastra, que fez a visita no ano passado.

Segundo ele, os funcionários tocavam cornetas e faziam coreografias quando o grupo de brasileiros passava. Bacchin não teve problemas para tirar fotos (o próprio Hsieh apareceu no final e posou para uma) e para gravar conversas. Situação bem diferente, ele viveu quando foi conhecer o Google, em Mountain View, na Califórnia, onde não conseguiu fazer imagens nem do lado de fora de alguns prédios. Atualmente, um tour avançado, que permite visitar mais departamentos e fazer mais perguntas, custa US$ 147 por pessoa para grupos com mais de dez executivos.
O Culture Book, escrito pelos próprios funcionários, conta as histórias e conquistas da empresa, como o dia em que a Zappos vendeu US$ 3 milhões pela primeira vez ou quando passou a comercializar os tênis Nike, em 2007. "É um livro inspirador", diz Miguel da Rocha Cavalcanti, um empresário de internet do interior de São Paulo, que recebeu um exemplar uma semana depois de trocar mensagem pelo Twitter com Hsieh (ele tem mais de 1,6 milhão de seguidores).



A próxima aventura do CEO da Zappos é o lançamento de seu livro Delivering Happiness: A Path to Profit, Passion and Purpose (em uma tradução livre, Entregando a Felicidade: um Caminho para o Lucro, Paixão e Propósito), previsto para junho deste ano nos EUA. Esse é um de seus temas preferidos. Afinal, a Zappos é a felicidade dentro de uma caixa de sapatos. Esquisita, é verdade. Mas insuportavelmente sedutora para os seus consumidores, funcionários e investidores do porte de Jeff Bezos e Bil Gates.

"A Zappos não pode ser clonada"

Como criar uma cultura empresarial única no mundo dos negócios? Nesta entrevista exclusiva por e-mail à DINHEIRO, Tony Hsieh fala sobre a importância de estabelecer valores :

A Zappos tem uma estratégia de mídia social para aprofundar o relacionamento com os consumidores?
Para a Zappos, parte de entregar uma boa experiência significa desenvolver conexões emocionais. Nossa forma principal de fazer isso é pelo telefone. Por isso temos o número 1-800 no topo de todas as páginas de nosso site. O Twitter e o blog são formas adicionais de se conectar com as pessoas.

O sr. mede as mídias sociais?
Não medimos porque não vejo o Twitter como um canal direto de marketing. O Twitter permite que sejamos mais pessoais com nossos clientes e, dessa forma, possamos construir relacionamentos ao longo do tempo.

O sr. pode nos explicar como foi o processo para criar os valores?
Antes de divulgarmos nossos valores, tínhamos uma lista de 37 ideias. Esses conceitos foram condensados nos dez valores . Começamos a trabalhar neles em 2005, quanto tínhamos 250 funcionários. Hoje, o staff é de 1.600 pessoas. Apesar de termos crescido tanto, é interessante ver o quanto nossa visão e ideais permaneceram os mesmos.

Qual a lição mais importante de liderança que aprendeu?
Acredito que o desafio da liderança continua a ser a comunicação. Com 1.600 empregados, é impossível para cada um deles saber o que está acontecendo em cada departamento.

Por que o sr. vendeu sua primeira empresa, a LinkExchange, para a Microsoft?
Fundei a LinkExchange em 1996. Lembro que os primeiros dias eram cheios de diversão. Éramos apenas dez e trabalhávamos por muitas horas. Muitas pessoas não sabem por que vendi a empresa. E a razão é porque a cultura da empresa foi morro abaixo. Com a Zappos, quero ter certeza que não vou cometer o mesmo erro de novo.

A crise financeira global afetou as receitas da Zappos em 2009?
Continuamos a crescer o negócio ano sobre ano em razão dos investimentos no atendimento ao cliente e na cultura da empresa.

O sr. não tem medo de compartilhar a forma de gerenciamento da Zappos com outras companhias?
Não acredito que a cultura da Zappos possa ser clonada. Mas acredito que a ideia de ser transparente e tocar o seu negócio baseado em valores, e não apenas em dinheiro e lucro, possa funcionar para qualquer organização.

Se pudesse voltar no tempo e fazer algo diferente, o que seria?
Não tínhamos lançado nossos valores até cinco anos atrás. Se pudesse voltar, trabalharia neles desde o primeiro dia da Zappos.

Que habilidade gostaria de melhorar?
Quero aprender mais sobre a ciência do humor.

Qual a coisa mais esquisita que já fez?
No décimo aniversário de quando nos encontramos, Fred (Mossler, que tem o inusitado cargo de diretor de "coisa nenhuma") e eu voamos para São Francisco para comer o mesmo prato que havíamos experimentado há dez anos e lembrar os primeiros dias da Zappos.

O que faz o sr. feliz?
Fazer parte da construção de algo significativo.

Numa escala de 1 a 10, quanto feliz o sr. está agora?
8,5.
Fonte: IstoéDinheiro

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Microsoft e Yahoo não apresenta problemas



Estados Unidos e Europa decidiram que a união entre os gigantes da tecnologia não apresenta problemas para os usuários, sendo assim, está aprovada a união na publicidade entre os buscadores Yahoo e Bing da Microsoft.

A Microsoft entra com a tecnologia e o Yahoo com a publicidade, essa foi a maneira encontrada para fazer frente ao avanço do Google.
Enquanto isso na China o governo e o povo apoiam e usam o Baidu ...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Microsoft perde processo sobre quebra de patente envolvendo o Word Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/empresas/11/6017012/microsoft-per

SÃO PAULO - A Microsoft, acusada de quebra de patente envolvendo as versões 2003 e 2007 do Word pela i4i, uma pequena desenvolvedora de softwares de Toronto, perdeu uma apelação hoje.

Em agosto, um júri do Texas tinha decidido a favor da companhia canadense, estabelecendo um pagamento de US$ 290 milhões à Microsoft. A corte de apelações reiterou essa decisão.

Além disso, instituiu uma regra que impede a Microsoft de vender versões do Word com o software patenteado, que terá efeito a partir de 11 de janeiro do ano que vem. Entretanto, outras versões do Word não serão afetadas. A patente se refere a códigos XML (ou extensible markup language).

Logo após a decisão da corte, a empresa de Bill Gates informou que irá adaptar o Word, com o objetivo de remover parte do aplicativo, que teria sido usado ilegalmente, e que continuará vendendo softwares do programa, um dos mais vendidos em todo o mundo.

Leia mais: Valor Online

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Google define requisitos para PCs com sistema Chrome

Era para ser uma semana de atenções voltadas exclusivamente à Microsoft, com o lançamento do sistema de computação em nuvem Azure e a disponibilidade da versão de teste do Office 2010, cujo lançamento está previsto para o primeiro semestre do ano que vem. Mas, ontem, o Google decidiu atrair parte dos holofotes.

Confirmando comentários que desde a semana passada circulavam no mercado, a empresa convidou a imprensa para falar sobre seu sistema operacional Chrome OS. A data de lançamento ainda não foi determinada, mas a companhia deu detalhes sobre o ponto atual de desenvolvimento do software, anunciado em julho. Segundo Sundar Pichai, vice-presidente de produto Chrome no Google, os primeiros dispositivos com o sistema instalado começarão a chegar ao mercado nos próximos 12 meses, a tempo das compras de Natal de 2010. "Dá muito trabalho criar um sistema operacional, ainda mais no prazo de um ano, como queremos", disse Pichai, em videoconferência.

De acordo com o executivo, as máquinas terão características semelhantes às dos netbooks - os notebooks simplificados e de tamanho reduzido, mas com telas e teclados ligeiramente maiores que os vendidos atualmente. O Google também está pedindo que os fabricantes de PCs coloquem em suas máquinas componentes de fornecedores pré-selecionados. "Estamos fazendo requisitos específicos aos fabricantes para permitir que o software entenda o equipamento perfeitamente [fazendo com que o sistema tenha o desempenho esperado]", afirmou Pichai.

Entre os pedidos está o uso de discos de estado sólido (SSDs) no lugar dos discos rígidos (HDs) convencionais. Os SSDs são montados com chips de memória flash - a mesma dos pen drives, tocadores de música e de alguns notebooks, como o MacBook Air, da Apple -, e oferecem maior velocidade no acesso às informações armazenadas e menor consumo de energia. Fabricantes como Hewlett-Packard (HP), Acer e Asus já mostraram interesse pelo Chrome OS.

O Chrome OS obedece às regras do chamado código aberto, que permite a qualquer desenvolvedor alterar o sistema, compartilhando suas criações via internet. A estratégia do Google ao usar esse modelo, em que não há cobrança de licença de uso do software, é fazer com que os fabricantes de PCs cobrem menos por suas máquinas, aumentando as vendas. O Google espera que isso aumente o acesso dos usuários à web, de onde a companhia retira a maior parte de sua receita, com base na publicidade on-line.

Por conta do rigor em torno dos componentes necessários, o Chrome OS não poderá ser baixado da internet e instalado em máquinas antigas.

O sistema operacional do Google está sendo construído em torno do programa de navegação Chrome, lançado há pouco mais de um ano e que, segundo Pichai, já é usado por 40 milhões de pessoas. Sua aparência é exatamente igual à de seu irmão mais velho, com os incrementos de desempenho e segurança que o Google acredita ser necessários para fazer do sistema operacional uma alternativa ao Windows, da Microsoft, e aos demais sistemas, como o Linux. "Estamos trabalhando em três pontos principais: velocidade, simplicidade e segurança", disse Pichai.

Com o Chrome OS, o usuário não terá que instalar nada no computador. Todas as informações e programas serão acessados pela internet, dentro do conceito de computação em nuvem. Na demonstração do sistema, Pichai abriu uma planilha eletrônica usando a versão on-line do Excel, acessado pelo site Office Live, da Microsoft. "Qualquer aplicação criada para a internet é uma aplicação criada para o Chrome OS", afirmou o executivo.

Arquivos como músicas e vídeos poderão ser armazenados na máquina para uso em momentos sem conexão à rede. "Mas a expectativa é de que os aparelhos estejam sempre conectados", disse Pichai. Na avaliação do executivo, entretanto, os computadores com Chrome OS serão a segunda máquina para muitos consumidores, um equipamento com o qual eles passam boa parte do tempo, mas sem fins profissionais. "Se você for um advogado, que edita muitos contratos, não será a máquina para você", disse.

Fonte: Valor Online