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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Presidente do Baidu é homem mais rico da China

A ferramenta de buscas na internet Baidu não apenas desbancou o Google na China como fez de seu presidente, Robin Li, o homem mais rico da China continental. Segundo lista da revista Forbes divulgada na última terça-feira,26, Li, de 42 anos, tem a 95ª maior fortuna do mundo.



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O império montado por Li na gigante chinesa, que hoje detém quase 80% do segmento na China (os 20% restantes ficam com o Google), foi avaliado em US$ 9,4 bilhões.

O crescimento da fortuna de Li se deve à crescente onda tecnológica que a China vem experimentando, com um universo online que hoje que ultrapassa os 457 milhões de usuários e se estabelece como o maior do mundo, de acordo com o Centro de Informação de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês).

Estima-se que o Baidu acumule diariamente 42 milhões de acessos diários. De acordo com o balanço divulgado pela empresa na última segunda-feira, o lucro líquido realizado no primeiro trimestre deste ano foi da ordem de US$ 163 milhões (cerca de R$ 258 milhões), o que representa um acréscimo de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Google na China. A entrada de Li para a lista da Forbes se dá num momento crucial para a Baidu, que passa por uma crise de imagem no país. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura chinês anunciou que iria punir 14 sites, incluindo o Baidu, por oferecer downloads ilegais de músicas e livros.

Mas a onda de críticas ao buscador se tornou notícia no país já no início deste ano, quando o blogger Han Han entrou com um processo contra a gigante por ferir os direitos autorais de escritores locais. Han Han foi eleito a décima pessoa mais influente do mundo pela revista Time em 2010, ao lado de Li, que também figurou na lista.

Li cofundou o buscador em 2000 para competir com o Google em território chinês, onde a gigante americana se instalou apenas em 2006 com o domínio google.cn.

Sem conseguir um retorno comercial e empatado em um distante segundo lugar na liderança do mercado na China, no ano passado, o Google se recusou a seguir censurando o conteúdo de suas buscas por determinação do governo chinês e denunciou que hackers haviam tentado violar contras de e-mails de ativistas da oposição chinesa.

O escritório do Google em Pequim acabou sendo fechado, e hoje a empresa opera via Hong Kong. Em comunicado divulgado em seu blog oficial em 22 de março de 2010, o Google disse que a autocensura era uma exigência legal não negociável do governo mandarim em suas negociações para seguir operando no país.

As reações da sociedade chinesa à saída da empresa da China foram variadas. Alguns internautas postaram comentários de que a manobra do Google contra Pequim era uma ameaça e um “insulto” aos chineses; outros fizeram comparações entre a qualidade das buscas providas por Google e Baidu – que também tem de cumprir a censura determinada pelo governo.

Bilionários. Robin Li, um dos 115 bilionários chineses da atualidade, é formado em Gerência de Informação pela Universidade de Pequim, a maior do país. Nos Estados Unidos ele obteve um diploma de mestre em Ciência da Computação pela Universidade do Estado de Nova York em 1994.

Antes de retornar à China e criar o Baidu, Li trabalhou como engenheiro de uma empresa no Vale do Silício. Em 1994, o cientista foi responsável pela criação do software utilizado na publicação da edição online do The Wall Street Journal.

Segundo a lista da Forbes, o fundador da Microsoft, Bill Gates, 55, segue como o segundo maior bilionário do mundo, com US$ 56 bilhões, atrás do mexicano Carlos Slim, de 71 anos, com um império avaliado em US$ 74 bilhões.

Também figuram na lista os brasileiros Eike Batista, na 8ª colocação; Jorge Paulo Lemann, na 55ª posição; e Joseph Safra, no 68º lugar.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Link

Presidente do Baidu é homem mais rico da China

A ferramenta de buscas na internet Baidu não apenas desbancou o Google na China como fez de seu presidente, Robin Li, o homem mais rico da China continental. Segundo lista da revista Forbes divulgada na última terça-feira,26, Li, de 42 anos, tem a 95ª maior fortuna do mundo.



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O império montado por Li na gigante chinesa, que hoje detém quase 80% do segmento na China (os 20% restantes ficam com o Google), foi avaliado em US$ 9,4 bilhões.

O crescimento da fortuna de Li se deve à crescente onda tecnológica que a China vem experimentando, com um universo online que hoje que ultrapassa os 457 milhões de usuários e se estabelece como o maior do mundo, de acordo com o Centro de Informação de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês).

Estima-se que o Baidu acumule diariamente 42 milhões de acessos diários. De acordo com o balanço divulgado pela empresa na última segunda-feira, o lucro líquido realizado no primeiro trimestre deste ano foi da ordem de US$ 163 milhões (cerca de R$ 258 milhões), o que representa um acréscimo de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Google na China. A entrada de Li para a lista da Forbes se dá num momento crucial para a Baidu, que passa por uma crise de imagem no país. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura chinês anunciou que iria punir 14 sites, incluindo o Baidu, por oferecer downloads ilegais de músicas e livros.

Mas a onda de críticas ao buscador se tornou notícia no país já no início deste ano, quando o blogger Han Han entrou com um processo contra a gigante por ferir os direitos autorais de escritores locais. Han Han foi eleito a décima pessoa mais influente do mundo pela revista Time em 2010, ao lado de Li, que também figurou na lista.

Li cofundou o buscador em 2000 para competir com o Google em território chinês, onde a gigante americana se instalou apenas em 2006 com o domínio google.cn.

Sem conseguir um retorno comercial e empatado em um distante segundo lugar na liderança do mercado na China, no ano passado, o Google se recusou a seguir censurando o conteúdo de suas buscas por determinação do governo chinês e denunciou que hackers haviam tentado violar contras de e-mails de ativistas da oposição chinesa.

O escritório do Google em Pequim acabou sendo fechado, e hoje a empresa opera via Hong Kong. Em comunicado divulgado em seu blog oficial em 22 de março de 2010, o Google disse que a autocensura era uma exigência legal não negociável do governo mandarim em suas negociações para seguir operando no país.

As reações da sociedade chinesa à saída da empresa da China foram variadas. Alguns internautas postaram comentários de que a manobra do Google contra Pequim era uma ameaça e um “insulto” aos chineses; outros fizeram comparações entre a qualidade das buscas providas por Google e Baidu – que também tem de cumprir a censura determinada pelo governo.

Bilionários. Robin Li, um dos 115 bilionários chineses da atualidade, é formado em Gerência de Informação pela Universidade de Pequim, a maior do país. Nos Estados Unidos ele obteve um diploma de mestre em Ciência da Computação pela Universidade do Estado de Nova York em 1994.

Antes de retornar à China e criar o Baidu, Li trabalhou como engenheiro de uma empresa no Vale do Silício. Em 1994, o cientista foi responsável pela criação do software utilizado na publicação da edição online do The Wall Street Journal.

Segundo a lista da Forbes, o fundador da Microsoft, Bill Gates, 55, segue como o segundo maior bilionário do mundo, com US$ 56 bilhões, atrás do mexicano Carlos Slim, de 71 anos, com um império avaliado em US$ 74 bilhões.

Também figuram na lista os brasileiros Eike Batista, na 8ª colocação; Jorge Paulo Lemann, na 55ª posição; e Joseph Safra, no 68º lugar.

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Fonte: Link

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Baidu mira o mundo após dominar buscas online na China

Depois de conquistar 99% dos mais de 400 milhões de internautas da China, Robin Li, fundador da empresa de buscas online Baidu, está dando os primeiros passos para expandir suas ofertas para o mundo.
Conhecido no ocidente como o executivo à frente da empresa que desbancou o Google na China, Li conduziu o Baidu a ótimos resultados em 2010. O valor das ações mais que dobrou desde janeiro e atualmente a empresa é a quinta maior de internet em valor de mercado do mundo, atrás do rival Google, da Amazon.com, da também chinesa Tencent e do eBay.
Seu objetivo agora é fazer com que a empresa, fundada em 2000, seja conhecida por metade da população mundial ao fim dos próximos 10 anos. Dono de uma fortuna de 7,2 bilhões de dólares, Li defende que pelo menos uma empresa chinesa de internet vai começar a ter impacto internacional.
Para assegurar que o Baidu ocupe o posto, muitos engenheiros da empresa estão dedicados na tradução do site para dezenas de idiomas. Mas Li também se aproveita da experiência nos Estados Unidos no final da década de 90, quando o co-fundador do Baidu, Eric Xu, ocupava o posto de representante de vendas de uma empresa de biotecnologia. Apesar das dificuldades de operar fora do país com uma marca chinesa, Li explora os contatos, a fluência do idioma inglês e possíveis parcerias que explorem sua nada modesta base de clientes.

Ele já confirmou que mantém conversas com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e frequenta cada vez mais conferências mundo afora. No segundo semestre de 2010 esteve em dois eventos nos Estados Unidos com profissionais do mercado de internet e também investidores – gente com perfil parecido com aqueles que anos antes apostaram em Li e seu sócio, Eric Xu, e investiram 11,2 milhões de dólares na empresa em 2000 (Xu saiu do Baidu em 2004 para fundar um fundo de venture capital especializado em biotecnologia). Ou também com aqueles que tentaram comprar a empresa, como os japoneses do SoftBank ou americanos representantes do Yahoo, da Microsoft ou do Google.


Diante do crescimento do Baidu, não restou muito ao Google senão começar a operar na China. Mas ser americana não favorecia em nada a empresa e os serviços falhavam cada vez que as relações dos governos chinês e americano estremeciam. Encurralado, em março deste ano o Google decidiu bater de frente com a censura imposta pelo Partido Comunista e parou de selecionar os resultados das buscas. Aos poucos foi encerrando sua operação no país – um baque no negócio da empresa, que perde oportunidades no expressivo mercado chinês.
A polêmica tornou proporções globais, mas, para o Baidu, foi um presente. “Durante muito tempo sugeri a eles que passem alguns meses por ano no país para entender a realidade local”, disse o CEO em uma convenção de internet realizada recentemente nos Estados Unidos. “Eles não me ouviram e, sim, me deram um presente”.
Longe da ameaça em seu país da maior potência mundial do setor, o CEO planeja expandir os negócios nas áreas de comércio eletrônico, jogos online e pagamentos eletrônicos – desafiando a também chinesa Tencent. Os antigos e novos serviços passarão a estar disponíveis também para os usuários que acessarem a internet pelo celular. Cerca de 850 milhões de chineses possuem um aparelho de telefone móvel atualmente, mas apenas 150 milhões têm recursos de acesso à rede (e mesmo assim via rede 2G). Para dentro ou para fora do país, o Baidu está pronto para crescer.
Li, no entanto, é alvo de denuncias de conivência com a manipulação dos resultados das buscas. O assunto voltou à pauta no início deste ano, quando os Estados Unidos fizeram um apelo pela liberdade de expressão na internet, citando a China como contraexemplo. O executivo defende-se dizendo que é um empreendedor e não um político. Cabe a ele, portanto, seguir as regras de negócio. De um jeito ou de outro, selecionar os resultados de buscas tem garantido benefício ao Baidu no país, que segue com caminho livre para crescer a reboque da economia chinesa. Para conquistar o resto do mundo, porém, pode ser um problema.

Fonte: Portal Exame

sábado, 6 de novembro de 2010

A pegada do Baidu


Para os chineses, Baidu é sinônimo de busca. E ele já era poderoso antes mesmo de o Google deixar a China. Agora, está ainda mais forte. Visitamos sua sede, um monumental edifício de US$ 70 milhões
Por Ralphe Manzoni Jr., de Pequim
Renren.com, Kaixin001 e 51.com: esses nomes dizem algo para você? E se alguém lhe perguntasse qual o seu número QQ? Na China, as suas referências de internet ficam de cabeça para baixo. Literalmente. Os três primeiros exemplos são as maiores e mais populares comunidades online do país. O QQ é um serviço de mensagem instantânea usado pela maioria dos 400 milhões de usuários de internet do país. Sabe, então, qual o sinônimo de busca?

Não é Google, como no resto do mundo. Quando vão pesquisar na web, os chineses preferem o Baidu.com. Esse é o cenário do maior contingente de pessoas conectadas à web do planeta, um país que criou empresas fortes no mundo virtual graças à censura e ao apoio do governo comunista às marcas locais. “O Google atuou diretamente na China por quatro anos e não perdemos participação de mercado”, declarou Victor Tseng, diretor do Baidu, que recebeu DINHEIRO no imponente edifício de US$ 70 milhões, desenhado pelos mesmos arquitetos chineses que fizeram o Cubo D'Água, o centro aquático da Olimpíada de Pequim, em 2008.
É um espaço que lembra uma empresa norte-americana de internet. Em seu pátio interno, há uma cascata. Amplos espaços abertos são reservados para que os funcionários possam fazer reuniões informais ou apenas conversar. Dezenas de mesas de pingue-pongue, esporte popular na China, podem ser usadas nas horas de lazer. Quatro salas que reproduzem as patas que estão no logotipo do Baidu são utilizadas para relaxamento. Inaugurado em novembro do ano passado, este é mais um símbolo da força do site mais acessado da China e o sétimo do mundo.

Com a saída do Google – que redirecionou seu tráfego para o endereço em Hong Kong por não concordar com a censura do governo comunista chinês –, o Baidu está ainda mais forte. É fácil de constatar isso observando os resultados do primeiro trimestre de 2010, período que marca o início do imbróglio do site americano com o governo comunista.
O lucro cresceu 165% e atingiu US$ 70 milhões. O faturamento aumentou quase 60%, chegando a US$ 189 milhões. De cada US$ 100 investidos em busca na China, US$ 64 foram para os cofres da empresa. Antes, eram US$ 58, segundo a Analysys, uma consultoria baseada em Pequim. Logo após o anúncio do balanço, as ações do Baidu, que são negociadas na Nasdaq, bolsa eletrônica que reúne empresas de tecnologia, subiram mais de 14%. Desde o começo da crise do Google, elas já se valorizaram mais de 70%, passando de US$ 410 para US$ 709, maior valor desde a abertura de capital em agosto de 2005.

O responsável pelo sucesso do Baidu é Robin Li, 41 anos, formado em ciência da computação pela Universidade de Nova York, em Buffalo. Atualmente, ele é o oitavo homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões, segundo ranking da revista Forbes. A revista Time o elegeu uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2010.
Em seu país, ele é tão famoso quanto Sergei Brin e Larry Page, os fundadores do Google, nos Estados Unidos. Em 1999, Li voltou à China convidado pelo governo chinês para participar da cerimônia do 50º aniversário da revolução chinesa. Viu as oportunidades de seu país e resolveu criar o Baidu com US$ 1,2 milhão que levantou de fundos de capital de risco do Vale do Silício, região onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia dos EUA.
Hoje, a empresa tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões, 20 mil vezes mais do que o dinheiro usado para começá-la. Outras rodadas de investimento aconteceram. A ironia é que o Google chegou a ter uma participação minoritária no Baidu. Por duas vezes, tentou comprá-lo. Mas Li nunca o vendeu.

O responsável pelo sucesso do Baidu é Robin Li, 41 anos, formado em ciência da computação pela Universidade de Nova York, em Buffalo. Atualmente, ele é o oitavo homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões, segundo ranking da revista Forbes. A revista Time o elegeu uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2010.
Em seu país, ele é tão famoso quanto Sergei Brin e Larry Page, os fundadores do Google, nos Estados Unidos. Em 1999, Li voltou à China convidado pelo governo chinês para participar da cerimônia do 50º aniversário da revolução chinesa. Viu as oportunidades de seu país e resolveu criar o Baidu com US$ 1,2 milhão que levantou de fundos de capital de risco do Vale do Silício, região onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia dos EUA.
Hoje, a empresa tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões, 20 mil vezes mais do que o dinheiro usado para começá-la. Outras rodadas de investimento aconteceram. A ironia é que o Google chegou a ter uma participação minoritária no Baidu. Por duas vezes, tentou comprá-lo. Mas Li nunca o vendeu.

O tema da censura é tabu no Baidu. Em uma rara entrevista ao jornal econômico The Wall Street Journal, Li abordou o assunto. “Todos sabem que a China tem um governo forte e que tem muita influência sobre quase todas as companhias que operam no país.” Não é preciso dizer mais. “Gostava mais do Google, pois os resultados tinham menos censura”, disse Ryan, um dos poucos taxistas que falavam inglês em Pequim, pois morou por sete anos na Inglaterra. “Mas agora ele foi embora.” A maioria dos chineses, no entanto, parece não se importar com isso. Afinal, a pegada do Baidu está cada vez maior.

fonte: IstoéDinheiro

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Microsoft e Yahoo não apresenta problemas



Estados Unidos e Europa decidiram que a união entre os gigantes da tecnologia não apresenta problemas para os usuários, sendo assim, está aprovada a união na publicidade entre os buscadores Yahoo e Bing da Microsoft.

A Microsoft entra com a tecnologia e o Yahoo com a publicidade, essa foi a maneira encontrada para fazer frente ao avanço do Google.
Enquanto isso na China o governo e o povo apoiam e usam o Baidu ...