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sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Performance Review of China Internet Stocks for June

Table 1: China Internet Stocks' Performance in June 2011



June 2011 was the second straight brutal month for Chinese Internet stocks: After plummeting 11.6% in May, stocks in the industry plunged 9.3% on average in June, recorded a depressed advance/decline ratio of 7 to 40 and significantly underperformed the NASDAQ Composite's -2.2% monthly return (Table 1). Such a poor performance in June was mainly caused by surging uncertainty surrounding overseas-listed Chinese companies as a result of recent controversies related to Sino-Forest and Alibaba (ALBCF.PK). Social media stocks dropped the most in June, followed by online advertising, online video and e-commerce stocks. Online games stocks were relatively the best performers among major industry segments. Below is the detailed analysis of each segment.

Social media stocks were the biggest decliners for the month, plunging 16.4% on average. Renren.com (RENN) declined 31.1% as investors became increasingly worried about competitive pressure from Tencent (TCEHY.PK) and Sina (SINA). Investors are increasingly betting on Sina instead of Renren as the strongest challenger to Tencent in China's burgeoning social networking services industry. Currently, many Chinese Internet companies are learning from Apple (AAPL) and Google (GOOG) and trying to establish an "open platform" to share users and revenues with application developers. Based on recent news flows and data points, I expect Tencent to emerge as the ultimate winner in the race to be China's leading open platform.

Online advertising stocks fell 12.9% on average in June. Baidu (BIDU) was up 3.3% for the month, demonstrating great resilience in a tough overall market for Chinese Internet stocks. In a previous article, I recommended BIDU as a relatively safer stock for investors during tough times. The stock's outperformance in June has lived up to my expectation. Baidu shares currently trade at 54.7x 2011 consensus EPS, enjoying a much higher valuation multiple than the average Chinese Internet stocks. BIDU's high valuation is firmly supported by Chinese search market's fast growth and lack of real competition. I expect BIDU's valuation premium to sustain in the next several years, as the company continues to face little competition in a fast-growing market.

Online video stocks dropped 10.6% on average in June. All four stocks in this segment declined for the second straight month. Youku (YOKU) shares fell 18.7%, mainly due to investors selling the shares after the stock's IPO lockup period expired on June 6. In the month, there were no major changes to China online video industry's competitive landscape. Therefore, I maintain my opinion that Youku is facing too much competition and a significant reduction in competition will change my view on the stock.

E-commerce stocks declined 9.1% on average in June. Dangdang (DANG) shares fell 40.8% for the month, as selling pressure mounted after the June 6 expiration of the stock's IPO lockup period. B2B e-Commerce stocks dropped 4.0% on average, marking the fourth consecutive month of declines for the group. Despite the negative performance in June, B2B stocks are showing signs of stability as they outperformed the whole China Internet industry's -9.3% monthly return. I continue to believe B2B stocks have passed their prime and should be avoided in 2011.

Online games stocks were relatively the best performers in June, falling 8.3% on average. Changyou (CYOU) was the best performer in the segment, rising 6.6% due to the intital success of new game DMD's formal unlimited closed beta. In a previous article, I believed DMD was very likely to become a hit game with more than 300K peak concurrent users and forecast the game will generate $20 million revenue in 2011. My recent checks show that these estimates are likely to be too conservative. NetEase (NTES) was another noteworthy online games stock. It declined 2.3% for the month, holding up well in a tough month for Chinese Internet stocks. A key supporting factor for NetEase shares during the month was news that Cataclysm, the third expansion of hit game World of Warcraft, had been approved by regulators and will be launched by NetEase in China on July 12. I believe investors should now consider buying shares of Changyou and NetEase, following their resilient performance in June. These two stocks are well positioned for the second half of 2011 on the back of major game launches.

Disclosure: I have no positions in any stocks mentioned and no plans to initiate any positions within the next 72 hours. My virtual investment portfolio has a long position in GA, NCTY and NTES and a short position in DANG, MCOX and YOKU.

Fonte: http://seekingalpha.com/article/278396-a-performance-review-of-china-internet-stocks-for-june

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Yahoo vs. Alibaba

A batalha do Yahoo com o Grupo Alibaba se intensificou nesta sexta-feira conforme as duas empresas apresentaram depoimentos contrastantes acerca da transferência da maior parte dos ativos da companhia de internet chinesa para seu presidente-executivo.

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Analistas afirmam que a entrega do Alipay (sistema de pagamento para comércio online similar ao PayPal) para o presidente-executivo Jack Ma reduziu o valor da fatia de 43% do Alibaba detida pelo Yahoo. O Alibaba também opera a maior empresa de comércio online da China, a Alibaba.com.

O Yahoo afirmou que foi pego de surpresa pelo acordo, embora o Alibaba tenha replicado que o Yahoo estava ciente da transação por possuir um assento na diretoria da empresa chinesa, agora ocupado pelo ex-presidente executivo do Yahoo Jerry Yang, que também é um dos diretores do Yahoo.

As ações do Yahoo caíram cerca de 14% desde que a companhia divulgou pela primeira vez a transferência em um documento ao governo após o fechamento do mercado na terça-feira. O fato realça o tenso relacionamento entre Ma e Carol Bartz, presidente-executivo do Yahoo desde janeiro de 2009.

Bertz está sob pressão para aumentar a receita e trazer mais visitantes para o Yahoo, que atualmente perde mercado para concorrentes como o Google e o Facebook. A fatia no Alibaba é considerada um dos bens mais valiosos do Yahoo. As ações do Yahoo tiveram queda de 3,6% por cento na Nasdaq.
Fonte: Link

Presidente do Baidu é homem mais rico da China

A ferramenta de buscas na internet Baidu não apenas desbancou o Google na China como fez de seu presidente, Robin Li, o homem mais rico da China continental. Segundo lista da revista Forbes divulgada na última terça-feira,26, Li, de 42 anos, tem a 95ª maior fortuna do mundo.



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O império montado por Li na gigante chinesa, que hoje detém quase 80% do segmento na China (os 20% restantes ficam com o Google), foi avaliado em US$ 9,4 bilhões.

O crescimento da fortuna de Li se deve à crescente onda tecnológica que a China vem experimentando, com um universo online que hoje que ultrapassa os 457 milhões de usuários e se estabelece como o maior do mundo, de acordo com o Centro de Informação de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês).

Estima-se que o Baidu acumule diariamente 42 milhões de acessos diários. De acordo com o balanço divulgado pela empresa na última segunda-feira, o lucro líquido realizado no primeiro trimestre deste ano foi da ordem de US$ 163 milhões (cerca de R$ 258 milhões), o que representa um acréscimo de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Google na China. A entrada de Li para a lista da Forbes se dá num momento crucial para a Baidu, que passa por uma crise de imagem no país. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura chinês anunciou que iria punir 14 sites, incluindo o Baidu, por oferecer downloads ilegais de músicas e livros.

Mas a onda de críticas ao buscador se tornou notícia no país já no início deste ano, quando o blogger Han Han entrou com um processo contra a gigante por ferir os direitos autorais de escritores locais. Han Han foi eleito a décima pessoa mais influente do mundo pela revista Time em 2010, ao lado de Li, que também figurou na lista.

Li cofundou o buscador em 2000 para competir com o Google em território chinês, onde a gigante americana se instalou apenas em 2006 com o domínio google.cn.

Sem conseguir um retorno comercial e empatado em um distante segundo lugar na liderança do mercado na China, no ano passado, o Google se recusou a seguir censurando o conteúdo de suas buscas por determinação do governo chinês e denunciou que hackers haviam tentado violar contras de e-mails de ativistas da oposição chinesa.

O escritório do Google em Pequim acabou sendo fechado, e hoje a empresa opera via Hong Kong. Em comunicado divulgado em seu blog oficial em 22 de março de 2010, o Google disse que a autocensura era uma exigência legal não negociável do governo mandarim em suas negociações para seguir operando no país.

As reações da sociedade chinesa à saída da empresa da China foram variadas. Alguns internautas postaram comentários de que a manobra do Google contra Pequim era uma ameaça e um “insulto” aos chineses; outros fizeram comparações entre a qualidade das buscas providas por Google e Baidu – que também tem de cumprir a censura determinada pelo governo.

Bilionários. Robin Li, um dos 115 bilionários chineses da atualidade, é formado em Gerência de Informação pela Universidade de Pequim, a maior do país. Nos Estados Unidos ele obteve um diploma de mestre em Ciência da Computação pela Universidade do Estado de Nova York em 1994.

Antes de retornar à China e criar o Baidu, Li trabalhou como engenheiro de uma empresa no Vale do Silício. Em 1994, o cientista foi responsável pela criação do software utilizado na publicação da edição online do The Wall Street Journal.

Segundo a lista da Forbes, o fundador da Microsoft, Bill Gates, 55, segue como o segundo maior bilionário do mundo, com US$ 56 bilhões, atrás do mexicano Carlos Slim, de 71 anos, com um império avaliado em US$ 74 bilhões.

Também figuram na lista os brasileiros Eike Batista, na 8ª colocação; Jorge Paulo Lemann, na 55ª posição; e Joseph Safra, no 68º lugar.

BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fonte: Link

Presidente do Baidu é homem mais rico da China

A ferramenta de buscas na internet Baidu não apenas desbancou o Google na China como fez de seu presidente, Robin Li, o homem mais rico da China continental. Segundo lista da revista Forbes divulgada na última terça-feira,26, Li, de 42 anos, tem a 95ª maior fortuna do mundo.



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O império montado por Li na gigante chinesa, que hoje detém quase 80% do segmento na China (os 20% restantes ficam com o Google), foi avaliado em US$ 9,4 bilhões.

O crescimento da fortuna de Li se deve à crescente onda tecnológica que a China vem experimentando, com um universo online que hoje que ultrapassa os 457 milhões de usuários e se estabelece como o maior do mundo, de acordo com o Centro de Informação de Rede e Internet da China (CNNIC, na sigla em inglês).

Estima-se que o Baidu acumule diariamente 42 milhões de acessos diários. De acordo com o balanço divulgado pela empresa na última segunda-feira, o lucro líquido realizado no primeiro trimestre deste ano foi da ordem de US$ 163 milhões (cerca de R$ 258 milhões), o que representa um acréscimo de 123% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Google na China. A entrada de Li para a lista da Forbes se dá num momento crucial para a Baidu, que passa por uma crise de imagem no país. Na última segunda-feira, o Ministério da Cultura chinês anunciou que iria punir 14 sites, incluindo o Baidu, por oferecer downloads ilegais de músicas e livros.

Mas a onda de críticas ao buscador se tornou notícia no país já no início deste ano, quando o blogger Han Han entrou com um processo contra a gigante por ferir os direitos autorais de escritores locais. Han Han foi eleito a décima pessoa mais influente do mundo pela revista Time em 2010, ao lado de Li, que também figurou na lista.

Li cofundou o buscador em 2000 para competir com o Google em território chinês, onde a gigante americana se instalou apenas em 2006 com o domínio google.cn.

Sem conseguir um retorno comercial e empatado em um distante segundo lugar na liderança do mercado na China, no ano passado, o Google se recusou a seguir censurando o conteúdo de suas buscas por determinação do governo chinês e denunciou que hackers haviam tentado violar contras de e-mails de ativistas da oposição chinesa.

O escritório do Google em Pequim acabou sendo fechado, e hoje a empresa opera via Hong Kong. Em comunicado divulgado em seu blog oficial em 22 de março de 2010, o Google disse que a autocensura era uma exigência legal não negociável do governo mandarim em suas negociações para seguir operando no país.

As reações da sociedade chinesa à saída da empresa da China foram variadas. Alguns internautas postaram comentários de que a manobra do Google contra Pequim era uma ameaça e um “insulto” aos chineses; outros fizeram comparações entre a qualidade das buscas providas por Google e Baidu – que também tem de cumprir a censura determinada pelo governo.

Bilionários. Robin Li, um dos 115 bilionários chineses da atualidade, é formado em Gerência de Informação pela Universidade de Pequim, a maior do país. Nos Estados Unidos ele obteve um diploma de mestre em Ciência da Computação pela Universidade do Estado de Nova York em 1994.

Antes de retornar à China e criar o Baidu, Li trabalhou como engenheiro de uma empresa no Vale do Silício. Em 1994, o cientista foi responsável pela criação do software utilizado na publicação da edição online do The Wall Street Journal.

Segundo a lista da Forbes, o fundador da Microsoft, Bill Gates, 55, segue como o segundo maior bilionário do mundo, com US$ 56 bilhões, atrás do mexicano Carlos Slim, de 71 anos, com um império avaliado em US$ 74 bilhões.

Também figuram na lista os brasileiros Eike Batista, na 8ª colocação; Jorge Paulo Lemann, na 55ª posição; e Joseph Safra, no 68º lugar.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Baidu mira o mundo após dominar buscas online na China

Depois de conquistar 99% dos mais de 400 milhões de internautas da China, Robin Li, fundador da empresa de buscas online Baidu, está dando os primeiros passos para expandir suas ofertas para o mundo.
Conhecido no ocidente como o executivo à frente da empresa que desbancou o Google na China, Li conduziu o Baidu a ótimos resultados em 2010. O valor das ações mais que dobrou desde janeiro e atualmente a empresa é a quinta maior de internet em valor de mercado do mundo, atrás do rival Google, da Amazon.com, da também chinesa Tencent e do eBay.
Seu objetivo agora é fazer com que a empresa, fundada em 2000, seja conhecida por metade da população mundial ao fim dos próximos 10 anos. Dono de uma fortuna de 7,2 bilhões de dólares, Li defende que pelo menos uma empresa chinesa de internet vai começar a ter impacto internacional.
Para assegurar que o Baidu ocupe o posto, muitos engenheiros da empresa estão dedicados na tradução do site para dezenas de idiomas. Mas Li também se aproveita da experiência nos Estados Unidos no final da década de 90, quando o co-fundador do Baidu, Eric Xu, ocupava o posto de representante de vendas de uma empresa de biotecnologia. Apesar das dificuldades de operar fora do país com uma marca chinesa, Li explora os contatos, a fluência do idioma inglês e possíveis parcerias que explorem sua nada modesta base de clientes.

Ele já confirmou que mantém conversas com o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e frequenta cada vez mais conferências mundo afora. No segundo semestre de 2010 esteve em dois eventos nos Estados Unidos com profissionais do mercado de internet e também investidores – gente com perfil parecido com aqueles que anos antes apostaram em Li e seu sócio, Eric Xu, e investiram 11,2 milhões de dólares na empresa em 2000 (Xu saiu do Baidu em 2004 para fundar um fundo de venture capital especializado em biotecnologia). Ou também com aqueles que tentaram comprar a empresa, como os japoneses do SoftBank ou americanos representantes do Yahoo, da Microsoft ou do Google.


Diante do crescimento do Baidu, não restou muito ao Google senão começar a operar na China. Mas ser americana não favorecia em nada a empresa e os serviços falhavam cada vez que as relações dos governos chinês e americano estremeciam. Encurralado, em março deste ano o Google decidiu bater de frente com a censura imposta pelo Partido Comunista e parou de selecionar os resultados das buscas. Aos poucos foi encerrando sua operação no país – um baque no negócio da empresa, que perde oportunidades no expressivo mercado chinês.
A polêmica tornou proporções globais, mas, para o Baidu, foi um presente. “Durante muito tempo sugeri a eles que passem alguns meses por ano no país para entender a realidade local”, disse o CEO em uma convenção de internet realizada recentemente nos Estados Unidos. “Eles não me ouviram e, sim, me deram um presente”.
Longe da ameaça em seu país da maior potência mundial do setor, o CEO planeja expandir os negócios nas áreas de comércio eletrônico, jogos online e pagamentos eletrônicos – desafiando a também chinesa Tencent. Os antigos e novos serviços passarão a estar disponíveis também para os usuários que acessarem a internet pelo celular. Cerca de 850 milhões de chineses possuem um aparelho de telefone móvel atualmente, mas apenas 150 milhões têm recursos de acesso à rede (e mesmo assim via rede 2G). Para dentro ou para fora do país, o Baidu está pronto para crescer.
Li, no entanto, é alvo de denuncias de conivência com a manipulação dos resultados das buscas. O assunto voltou à pauta no início deste ano, quando os Estados Unidos fizeram um apelo pela liberdade de expressão na internet, citando a China como contraexemplo. O executivo defende-se dizendo que é um empreendedor e não um político. Cabe a ele, portanto, seguir as regras de negócio. De um jeito ou de outro, selecionar os resultados de buscas tem garantido benefício ao Baidu no país, que segue com caminho livre para crescer a reboque da economia chinesa. Para conquistar o resto do mundo, porém, pode ser um problema.

Fonte: Portal Exame

sábado, 6 de novembro de 2010

A pegada do Baidu


Para os chineses, Baidu é sinônimo de busca. E ele já era poderoso antes mesmo de o Google deixar a China. Agora, está ainda mais forte. Visitamos sua sede, um monumental edifício de US$ 70 milhões
Por Ralphe Manzoni Jr., de Pequim
Renren.com, Kaixin001 e 51.com: esses nomes dizem algo para você? E se alguém lhe perguntasse qual o seu número QQ? Na China, as suas referências de internet ficam de cabeça para baixo. Literalmente. Os três primeiros exemplos são as maiores e mais populares comunidades online do país. O QQ é um serviço de mensagem instantânea usado pela maioria dos 400 milhões de usuários de internet do país. Sabe, então, qual o sinônimo de busca?

Não é Google, como no resto do mundo. Quando vão pesquisar na web, os chineses preferem o Baidu.com. Esse é o cenário do maior contingente de pessoas conectadas à web do planeta, um país que criou empresas fortes no mundo virtual graças à censura e ao apoio do governo comunista às marcas locais. “O Google atuou diretamente na China por quatro anos e não perdemos participação de mercado”, declarou Victor Tseng, diretor do Baidu, que recebeu DINHEIRO no imponente edifício de US$ 70 milhões, desenhado pelos mesmos arquitetos chineses que fizeram o Cubo D'Água, o centro aquático da Olimpíada de Pequim, em 2008.
É um espaço que lembra uma empresa norte-americana de internet. Em seu pátio interno, há uma cascata. Amplos espaços abertos são reservados para que os funcionários possam fazer reuniões informais ou apenas conversar. Dezenas de mesas de pingue-pongue, esporte popular na China, podem ser usadas nas horas de lazer. Quatro salas que reproduzem as patas que estão no logotipo do Baidu são utilizadas para relaxamento. Inaugurado em novembro do ano passado, este é mais um símbolo da força do site mais acessado da China e o sétimo do mundo.

Com a saída do Google – que redirecionou seu tráfego para o endereço em Hong Kong por não concordar com a censura do governo comunista chinês –, o Baidu está ainda mais forte. É fácil de constatar isso observando os resultados do primeiro trimestre de 2010, período que marca o início do imbróglio do site americano com o governo comunista.
O lucro cresceu 165% e atingiu US$ 70 milhões. O faturamento aumentou quase 60%, chegando a US$ 189 milhões. De cada US$ 100 investidos em busca na China, US$ 64 foram para os cofres da empresa. Antes, eram US$ 58, segundo a Analysys, uma consultoria baseada em Pequim. Logo após o anúncio do balanço, as ações do Baidu, que são negociadas na Nasdaq, bolsa eletrônica que reúne empresas de tecnologia, subiram mais de 14%. Desde o começo da crise do Google, elas já se valorizaram mais de 70%, passando de US$ 410 para US$ 709, maior valor desde a abertura de capital em agosto de 2005.

O responsável pelo sucesso do Baidu é Robin Li, 41 anos, formado em ciência da computação pela Universidade de Nova York, em Buffalo. Atualmente, ele é o oitavo homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões, segundo ranking da revista Forbes. A revista Time o elegeu uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2010.
Em seu país, ele é tão famoso quanto Sergei Brin e Larry Page, os fundadores do Google, nos Estados Unidos. Em 1999, Li voltou à China convidado pelo governo chinês para participar da cerimônia do 50º aniversário da revolução chinesa. Viu as oportunidades de seu país e resolveu criar o Baidu com US$ 1,2 milhão que levantou de fundos de capital de risco do Vale do Silício, região onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia dos EUA.
Hoje, a empresa tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões, 20 mil vezes mais do que o dinheiro usado para começá-la. Outras rodadas de investimento aconteceram. A ironia é que o Google chegou a ter uma participação minoritária no Baidu. Por duas vezes, tentou comprá-lo. Mas Li nunca o vendeu.

O responsável pelo sucesso do Baidu é Robin Li, 41 anos, formado em ciência da computação pela Universidade de Nova York, em Buffalo. Atualmente, ele é o oitavo homem mais rico da China, com uma fortuna estimada em US$ 3,5 bilhões, segundo ranking da revista Forbes. A revista Time o elegeu uma das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2010.
Em seu país, ele é tão famoso quanto Sergei Brin e Larry Page, os fundadores do Google, nos Estados Unidos. Em 1999, Li voltou à China convidado pelo governo chinês para participar da cerimônia do 50º aniversário da revolução chinesa. Viu as oportunidades de seu país e resolveu criar o Baidu com US$ 1,2 milhão que levantou de fundos de capital de risco do Vale do Silício, região onde estão localizadas as principais companhias de tecnologia dos EUA.
Hoje, a empresa tem um valor de mercado de US$ 24 bilhões, 20 mil vezes mais do que o dinheiro usado para começá-la. Outras rodadas de investimento aconteceram. A ironia é que o Google chegou a ter uma participação minoritária no Baidu. Por duas vezes, tentou comprá-lo. Mas Li nunca o vendeu.

O tema da censura é tabu no Baidu. Em uma rara entrevista ao jornal econômico The Wall Street Journal, Li abordou o assunto. “Todos sabem que a China tem um governo forte e que tem muita influência sobre quase todas as companhias que operam no país.” Não é preciso dizer mais. “Gostava mais do Google, pois os resultados tinham menos censura”, disse Ryan, um dos poucos taxistas que falavam inglês em Pequim, pois morou por sete anos na Inglaterra. “Mas agora ele foi embora.” A maioria dos chineses, no entanto, parece não se importar com isso. Afinal, a pegada do Baidu está cada vez maior.

fonte: IstoéDinheiro

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O supercomputador chinês

Um centro de pesquisa chinês desenvolveu o computador mais rápido do mundo, afirmou um comunicado da indústria nesta quinta-feira, 29, impulsionando o crescimento do país como uma potência em ciência e tecnologia.

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O Tianhe-1, localizado no Centro Nacional de Supercomputação na cidade portuária de Tianjin, norte do país, é capaz de um processamento em 2,507 petaflops, o equivalente a 2,507 quatrilhões de cálculos por segundo.

O anúncio foi feito nesta quinta em sites chineses sobre pesquisa em computação. Uma listagem oficial no ranking dos supercomputadores mais rápidos do mundo, na publicação semestral TOP500, está prevista para ser publicada nesta sexta, 29.

Se confirmado, o Tianhe-1 será significativamente mais rápido do que o líder do ranking, o supercomputador Cray Xt5 Jaguar do Departamento de Energia dos EUA, localizado na cidade de Oak Ridge, Estado norte-americano do Tenesse, cuja marca de Junho é de 1,75 petaflops.

“A nova velocidade alcançada pela China significa que poderemos trocar o recorde dos EUA por um novo”, disse o diretor do projeto do Tianhe-1, Li Nan, à televisão estatal chinesa CCTV.

Mas o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley minimizou o avanço chinês, dizzendo que estava confiante que os Estados Unidos retomariam o posto.

“Não chamaria isto de um ‘momento Sputnik’”, disse Crowley, se referindo ao satélite russo que em 1957 foi o primeiro a orbitar a Terra e gerou uma preocupação dos Estados Unidos sobre a perda de competitividade tecnológica. “Temos bastante habilidades nesse setor, e não tenho dúvida que a comunidade científica vai superar esse desafio”, disse.

Supercomputadores são usados para trabalhos complexos, como simuladores de sistemas climáticos e de explosões nucleares, além de projetos de aviões.

O anúncio demonstra como a China está alavancando o rápido crescimento econômico e ampliando os investimentos em pesquisa para se juntar à elite tecnológica do mundo (Estados Unidos, Europa e Japão).

Um planejamento de 15 anos do governo chinês feito em 2006 prometia investimentos em áreas diversas, desde computação até pesquisas sobre lasers e genética.

Fonte: Link

sábado, 16 de janeiro de 2010

Juniper e Symantec investigam ataque cibernético que vitimou Google

Incidente de segurança pode ter atingido dezenas das maiores empresas dos EUA; para o Washington Post, Yahoo e Dow Chemical estão entre elas.

A Juniper Networks e a Symantec afirmaram na quinta-feira (14/1) que estavam investigando um incidente de espionagem virtual que atingiu dúzias de empresas de tecnologia, incluindo Google e Adobe.

Fontes próximas do caso disseram que 34 empresas, muitas delas na lista de grandes nomes da Fortune 500, foram atacadas por um sofisticado ataque cibernético, descoberto pela primeira vez pelo Google, em dezembro. Os intrusos usaram um golpe já conhecido, que explora brechas no navegador Internet Explorer, além de outras técnicas, para invadir as redes corporativas e roubar informação sigilosa.

O Washington Post informou que as empresas Yahoo, Dow Chemical e Northrop Grumman também foram atacadas.

Sigilo
Tanto a Juniper quando a Symantec reconhecem que estavam investigando os incidentes, mas não chegaram a dizer se eles tinham sido invadidos nem forneceram mais detalhes.

“Como maior fornecedora de segurança do mundo, somos alvos de ataques cibernéticos com certa regularidade. Como fazemos com todas as ameaças, estamos investigando esta também, para assegurar que estamos fornecendo a proteção adequada a nossos clientes”, afirmou a Symantec em comunicado.

“A Juniper Networks recentemente tomou conhecimento de, e está atualmente investigando, um incidente de segurança cibernética envolvendo um ataque concentrado e sofisticado contra um conjunto de companhias”, disse uma porta-voz em uma mensagem de e-mail. “Nós levamos esses incidentes a sério e, como ocorre em qualquer investigação dessa natureza, não divulgamos detalhes.”

Apesar de administradores de TI terem citado China como fonte de muitos ataques, é extremamente difícil dizer se o tráfego malicioso tem realmente origem na China ou simplesmente passa por aquele país. O fato de que o Google parece pensar que a China está por trás dos ataques – uma convicção forte o suficiente para fazê-la ameaçar sair do país – é, contudo, excepcional.

O Google descobriu um servidor de comando e controle sendo usado para enviar instruções a máquinas invadidas, e foi capaz de notificar e identificar outras vítimas baseadas nessa informação. De acordo com o Google, entre as empresas que foram alvos dos ataques estão companhias dos setores de internet, finanças, tecnologia, mídia e químico.

A empresa de buscas na web pode suspeitar do envolvimento do governo chinês no ataque, mas o conselheiro legal David Drummond disse à Rádio Pública Nacional dos EUA que a empresa não tem provas definitivas de que o governo chinês está envolvido.

Alerta geral
Grupos de Direitos Humanos, agências do governo e empresas da área de defesa já foram alvos deste tipo de ataque no passado, mas o fato de que tantas empresas internacionais terem sido afetadas levanta um alerta geral no meio empresarial dos EUA.

“Isso mostra que mesmo as maiores e mais sofisticadas companhias estarão sempre em segundo lugar quando comparadas a um grande serviço estrangeiro de inteligência”, disse James Lewis, um diretor do Centro para Estudos Internacionais e Estratégicos.

Northrop Grumman disse que não comenta sobre ataques específicos. “Northrop Grumman, como muitas indústrias e organizações do governo, corre risco de ataques cibernéticos que variam do mais complexo ao hacker simples”, disse uma porta-voz da empresa, por e-mail.

O Yahoo não confirmou se foi atacado, e um porta-voz da Dow Chemical não foi encontrado.

(Robert McMillan)

Fonte: IDGNow

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Brasil será 'a grande história' de 2010, diz 'Financial Times'

da BBC Brasil

Um artigo publicado na edição desta terça-feira do jornal "Financial Times" afirma que "o Brasil é a potência do século 21 a se observar".

Assinado pelo comentarista Michael Skapinker, o artigo compara duas visões antagônicas do país --uma negativa, na qual se sobressaem problemas de violência e desigualdade social, e uma positiva, que ressalta uma economia pujante e plena de recursos naturais.

Sem tomar partido por uma das visões, o comentarista diz que o país será "a grande história do próximo ano".

Os fundamentos de sua avaliação foram apresentados por ele em um recente encontro que reuniu jornalistas de diferentes publicações internacionais.

"O Brasil acabava de passar por uma crise financeira em boa forma. O país estava sentado em uma vasta descoberta de petróleo em alto mar. Havia testemunhado a maior abertura de capital do mercado neste ano - os US$ 8 bilhões colocados em bolsa pelo braço brasileiro do Santander. Seria também a sede de dois dos maiores eventos esportivos do mundo: a Copa de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016."

Para Skapinker, o outro lado da moeda seria a violência. "Não pude esconder certa palpitação em relação às desvantagens conhecidas do Brasil", diz ele, citando relatos e notícias de furtos, assaltos à mão armada a sequestros.

"Não vi nada disso", diz o comentarista, que recentemente fez sua primeira visita ao Brasil. "Mas dois dias após minha saída do país, enfrentamentos armados entre gangues rivais no Rio custaram pelo menos 14 vidas, incluindo as de três policiais mortos quando o helicóptero em que estavam foi abatido."

Para o comentarista, "é grande crédito do Brasil que, durante vários dias de encontros e entrevistas no Rio e em São Paulo, ninguém negou que o crime violento é uma realidade no país, e pode ter um sério impacto no seu desenvolvimento".

Já pelo lado positivo, diz Skapinker, "o Brasil é um país com imenso potencial, um povo acolhedor e diverso, excelente comida e diversas empresas de porte mundial".

"Diferentemente da China, o Brasil não tem conflitos étnicos agudos e é uma democracia partidária. Os brasileiros reclamam da corrupção de seus políticos, mas apontam que, ao contrário dos Estados Unidos, os resultados das eleições presidenciais - a próxima é em outubro de 2010 - são anunciados rapidamente."

O comentarista acrescenta que a riqueza petroleira, em um país que produz a maior parte de sua energia de hidrelétricas e etanol, representa um "prospecto intrigante".

"Os brasileiros sabem que o petróleo pode ser uma maldição ou uma bênção. A maneira como empregarem sua nova riqueza determinará se o país se tornará uma força no século 21."

O comentarista encerra o artigo retomando sua idéia inicial. "O Brasil será uma grande história - não apenas no próximo ano mas por muitos anos."

Fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mineradoras em alta com recorde chinês

Por Guilherme Fogaça | 14/10/2009 - 15:17

As ações do setor de mineração estão surfando as boas notícias vindas da China. Os papéis da Vale, da CSN e da MMX estão subindo cerca de 4% nesta quarta-feira -- o dobro do Ibovespa. O principal motivo é o recorde de importação de minério de ferro pela China. Foram 65 milhões de toneladas só em setembro, um crescimento de 30% em relação ao mês de agosto e de 65% em relação a setembro de 2008.

O mercado temia que os grandes volumes de importação não se sustentassem por serem apenas uma recomposição de estoque. Na prática, porém, isso não aconteceu. "Os estoques de minério de ferro nos portos chineses se mantiveram estáveis em setembro", diz Leonardo Alves, analista de mineração da Link Investimentos. Por isso, as perspectivas continuam positivas para o setor. Segundo Alves, a produção da Vale e das outras mineradoras já está retornando aos patamares pré-crise e espera-se que as empresas atinjam volumes próximos à capacidade máxima de produção até o fim do ano.

Fonte: Portal Exame