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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Microsoft compra Skype por US$ 8,5 bilhões



A Microsoft anunciou nesta terça-feira, 10, a compra do Skype por US$ 8,5 bilhões, em uma operação desenhada para fazer a gigante do software reconquistar terreno perdido para rivais como o Google.

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O interesse da Microsoft na deficitária Skype sinaliza a necessidade da companhia de conquistar novos usuários para o Windows e o Office. A Skype registra 145 milhões de usuários mensais de seus usuários e tem ganhando espaço entre pequenas empresas.

A Skype adiou planos para uma oferta pública inicial que poderia levantar US$ 1 bilhão. A empresa vinha buscando outras opções, incluindo alianças com Facebook e Google. Um acordo como esse tinha avaliado a Skype como valendo entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões.

A companhia sediada em Luxemburgo permite que os usuários façam chamadas telefônicas gratuitas e também dará à Microsoft um pé no terreno potencialmente lucrativo de videoconferência, conforme empresas buscam reduzir despesas por meio de alternativas de comunicação de baixo custo.

O serviço da Skype poderá ser combinado com programas da Microsoft como Outlook para ter mais apelo entre usuários corporativos enquanto as comunicações por voz e vídeo poderiam ser vinculadas à plataforma de videogames Xbox, da produtora de software.

No longo prazo, a Skype dará a Microsoft outra rota para desenvolver sua presença no mercado de comunicação móvel, uma área em que a empresa vem colocando mais energia e recursos enquanto o uso do computador de mesa se mostra sob ameaça.

A Skype vai se tornar uma nova divisão de negócios dentro da Microsoft e será comandada pelo presidente-executivo da própria Skype, Tony Bates. O executivo vai se reportar diretamente ao presidente da Microsoft, Steve Ballmer.

“É um ativo estratégico e a operação é um movimento defensivo”, disse o analista Colin Gillis, do BGC Financial. “Se eles puderem colocar no Windows 8, dará a eles uma vantagem. A Skype também os ajuda no mercado de tablets”, afirmou.

A compra da Skype é a maior aquisição feita pela Microsoft em seus 36 anos de história. A notícia da operação surgiu primeiro no blog de tecnologia GigaOM, na segunda-feira.

O valor de US$ 8,5 bilhões, que inclui dívida da Skype, é surpreendente. Apesar da soma não ser suficiente para apertar a Microsoft, alguns analistas afirmam que é um valor alto para uma companhia que já trocou de dono várias vezes durante um tempo relativamente curto de vida da Skype.

“Nesta atmosfera de bolha da Internet 2.0, ficar com uma companhia online não lucrativa por um valor de cerca de 10 vezes suas vendas provavelmente pode parecer barato”, disse Michael Clendenin, diretor da empresa de consultoria RedTech Advisors.

“Mas se você considerar que a Skype foi avaliada em cerca de US$ 2,5 bilhões 18 meses atrás quando uma participação foi vendida, então os US$ 8,5 bilhões parecem generosos e significa que a Microsoft terá um muro alto para escalar de modo a provar aos investidores que a Skype é um item necessário para a estratégia online e móvel da companhia”, acrescentou.

A Skype, criada em 2003, foi comprada pelo eBay em 2005 por US$ 3,1 bilhões. No ano passado, a empresa registrou receita de US$ 860 milhões, mas a companhia sofreu um prejuízo líquido de US$ 7 milhões, segundo dados publicados pela companhia em documentos encaminhados em seu processo de oferta pública inicial.

Em 2009, o eBay vendeu uma participação majoritária na Skype para um grupo de investidores que incluiu Silver Lake, fundo de pensão do Canadá e Andreessen Horowitz, por US$ 1,9 bilhão em dinheiro e US$ 125 milhões em títulos. O eBay reteve cerca de um terço da empresa.
Fonte: Link

Negócio social



Chad Hurley e Steve Chen, os dois criadores do YouTube, acabaram de anunciar seu plano de comprar o site de arquivamento de URLs Delicious, salvando-o de ser fechado pelo Yahoo. Se isso não bastasse, os dois continuam expandindo seus negócios.

Nesta segunda-feira, eles anunciaram a compra da start-up Tap11, uma companhia de análise de mídias sociais.

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O Tap 11 ajuda que empresas entendam o que está sendo dito sobre elas em sites como o Twitter ou o Facebook, e permitirá que o impacto dos links do YouTube sejam analisados em tempo real. O preço da aquisição não foi divulgado.

A dupla colocou o YouTube no ar em 2005 e no ano seguinte vendeu o já popularíssimo empreendimento para o Google, por US$ 1,76 bilhão.
Fonte: Link

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A guerra dos sistemas operacionais

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, definiu o atual momento da industria de mobilidade ao dizer, em sua palestra no Mobile World Congress – evento em Barcelona, entre os dias 14 e 17 – que “a batalha dos smartphones virou a guerra dos sistemas operacionais”.

Enquanto a disputa pelos usuários móveis se resumia a lançamentos de cópias do iPhone, a Apple garantia nocaute atrás de nocaute. Os concorrentes pareciam não entender que o design do aparelho lançado em 2007, mesmo que tivesse a sua parte no sucesso, era só a moldura para a verdadeira revolução: a plataforma que vinha escondida ali dentro. Com um ecossistema de aplicativos de todo tipo, foi ela que transformou o celular, antes mera máquina de fazer ligações com despertador, em dispositivo múltiplo e inteligente.

Só dois anos depois a briga começaria a ficar um pouco mais difícil para a Apple, quando o Google repensou a ideia original e apresentou o Android, inovador à sua maneira. Podendo ser livremente alterada, a plataforma ganhou espaço em smartphones – e agora tablets – de muitas marcas boas de hardware que ficavam devendo no software.

Crescimento fulminante que pôde ser comprovado no próprio Mobile World Congress, onde o Android era o único a merecer o seu próprio pavilhão, que, mesmo sendo o maior, ficou espremido com o tanto de companhias que usa o produto do Google nos seus próprios – Samsung, LG, Motorola, Qualcomm, Sony Ericsson, Acer, ZTE, Huawei, Fujitsu, Intel, ARM, só para ficar nas mais notáveis. Eric Schmidt, ainda CEO do Google, fez questão de dar o número exato: são 107 aparelhos rodando Android.

E eles não param de se replicar. A HTC, co-autora do fracasso Nexus One, com o Google, anunciou cinco celulares e um tablet, Androids todos eles. A Samsung, que vendeu 10 milhões de unidade do smartphone Galaxy S, lançou com estardalhaço a sua nova geração, o Galaxy 2, com a atualização Gingerbread do Android, além de mostrar o Galaxy Tab 2, que rodará a versão Honeycomb do sistema do Google, criada para melhorar a interface e o uso de tablets.

O evento também viu nascer a primeira geração de Androids para atividades específicas, caso do Sony Ericsson Xperia Play (ou ‘PSP Phone’), cruzamento de celular e videogame portátil, e do LG Optimus 3D, smartphone que veicula conteúdo 3D sem necessidade de óculos especiais.

Por outro lado, a App Store, da Apple, é maior e mais rentável que o Android Market. Ainda há muito mais aplicativos gratuitos do que pagos no Android, mas as opções cobradas crescem rapidamente, o que é crucial para atrair desenvolvedores, antes contrariados com o pacote de programação do Google, que faria os apps rodaram em certos aparelhos e em outros não.

“Ficamos impressionados em ver como a Apple monetizou os aplicativos e criamos um sistema semelhante”, admitiu Schmidt, que, com falsa modéstia de executivo muito bem treinado, adicionou um “se eu estiver enganado, me corrijam, por favor” antes de dizer que o Android era a tendência móvel que cresce mais rapidamente. O número de apps no Android Market aumentou 127% desde agosto de 2010 e, se seguir nesse ritmo, ultrapassa o iOS em 2012, segundo relatório divulgado na última quinta.

Retardatário. Ainda inexpressivo mas potencialmente enorme, o Windows Phone, anunciado em 2010, quer desafiar o dualismo. E pode conseguir espaço devido à parceria com a Nokia. Ex-líder que agoniza no mundo dos smartphones, a companhia finlandesa abandonou o seu próprio sistema (Symbian), fingiu que esqueceu que estava desenvolvendo outro com a Intel (MeeGo), rejeitou as investidas do Google e equipará toda a sua linha com o Windows Phone a partir de 2012. A dúvida é se há espaço para uma terceira via.

A Apple, que nem foi a Barcelona, deu seu jeito de se fazer lembrada, seja pelos rumores de um iPad 2 e de um iPhone mais acessível, seja pela notícia de que virou a maior fabricante de computadores pessoais do mundo graças a seu tablet, que acaba de completar um ano e, mais uma vez, ajudou a redefinir um nicho do mercado. Como no caso do iPhone, a empresa do agora licenciado Steve Jobs ainda pode desfrutar de seu pioneirismo e ver de longe como os rivais variam em cima do tema que criou.
Fonte: Link

Facebook abre servidores para startups

O Facebook quer ajudar outros empreendedores a criarem startups com mais facilidade e mais eficiência ao compartilhar a tecnologia por trás dos servidores da gigantesca rede social. Em troca, a empresa também espera se beneficiar das inovações criadas por eles.


O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, em evento nesta quinta. FOTO: Marcio Jose
Sanchez/AP
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O Facebook não vai lucrar com o Open Compute Project anunciado nesta quinta, 7. Em vez disso, ao disponibilizar seus servidores para todos em um modelo de código aberto, a empresa espera que outras pessoas ajudem a melhorá-los. O Facebook poderá então incorporar os avanços nos seus próprios servidores.

“Poder criar servidores mais eficientes é essencial para construir as coisas que fazemos”, disse Frank Frankovsky, diretor de design de hardware do Facebook. O software da empresa já é aberto para desenvolvedores criarem aplicativos para a rede social.

Os servidores dentro dos data centers são o que sustentam os serviços como o Facebook. Eles armazenam e transmitem bilhões de atualizações de status, links, fotos e todos os aplicativos usados pelos membros do Facebook.

Depois de alugar um espaço para os data centers nos Estados da Califórnia e Virgínia, o Facebook abriu recentemente seu próprio data center na cidade de Prineville, em Oregon, e está construindo outro na Carolina do Sul. A empresa diz que o data center de Prineville é 38% mais eficiente em consumo de energia e 24% mais barato de construir do que outros datacenters que a empresa tem usado.

“Normalmente quando chamamos as pessoas aqui é para falar sobre produtos”, disse o CEO e cofundador Mark Zuckerberg durante o anúncio na sede do Facebook em Palo Alto, Califórnoa. É “fácil esquecer o que sustenta tudo isso”.

O Facebook disse que já está trabalhando com fabricantes de computadores, incluindo a Dell, que estão produzindo servidores pensando na estrutura da rede social. Alguns servidores já estão disponíveis.

A Intel também ajudou o Facebook a criar as espeficicações para os servidores, disse Jason Waxman, gerente geral da Intel. Ele acrescentou que a estrutura e os padrões de eficiência do data center do Facebook diminuem o custo de energia do computador do usuário em 60% — uma quantidade enorme considerando a escala do Facebook.

Waxman disse que ao adotar padrões abertos o Facebook pode ajudar o crescimento da indústria de tencologia. E ao ajudar outros a criar data centers mais eficientes, “todos saem ganhando”, disse.

O analista Richard Fichera, da Forrester, disse que o Facebook merece o crédito por compartilhar sua tecnologia com o mundo, incluindo concorrentes, mesmo que a empresa não tenha adotado a medida por uma razão altruísta. Ele disse em um blog que ao compartilhar sua estrutura é criada uma comunidade de fornecedores que pode ajudar o Facebook a reduzir os custos.
Fonte: Link

terça-feira, 22 de março de 2011

Nos EUA, criador do 'anti-Facebook' desperta atenção

Em 2008, Mark Zuckerberg, então com 23 anos, atraiu as atenções no South by Soutwest Interactive, o festival anual realizado em Austin, no Texas, e voltado para os fanáticos por computadores. O fundador do Facebook usou uma entrevista que concedeu para articular sua visão sobre o poder transformador das redes sociais. Ele sugeriu que, ao amarrar as identidades on-line às da vida real, o Facebook iria ajudar a criar uma internet mais segura e amigável.

No festival deste ano, Christopher Poole, de 22 anos, despertou as atenções ao fazer um pronunciamento no domingo, 13 de março. Poole estava lá em parte para promover a Canvas, sua companhia iniciante de internet. Mas ele é mais conhecido como o criador do anti-Facebook: o fórum de mensagens 4chan.org, no qual quase todos os usuários fazem suas postagens sob a rubrica "anônimo". Em seu endereço, Poole exalta o anonimato. Zuckerberg está "totalmente errado" em usar nomes reais na internet, disse ele à plateia: "Anonimato é autenticidade".

Instantaneamente, os blogueiros que estavam no auditório lotado passaram a fazer comentários sarcásticos on-line, e a multidão de aficcionados por tecnologia começou a debater esses comentários enquanto apreciava cervejas grátis sob o sol do Texas. Felicia Day, atriz que estava entre os principais oradores do festival neste ano, deu uma pausa na promoção de seu mais recente programa de TV exibido na internet para defender o anonimato. Sem ele, disse Felicia, "muitos de nós somos impedidos de fazer coisas por medo da vergonha de fracassar". O argumento também tem ramificações nos negócios on-line. O Facebook vai obter uma receita de US$ 4 bilhões este ano, segundo projeções da empresa de pesquisas eMarketer, e parte de seu poder de atração para os anunciantes é que suas páginas são limpas, um lugar bem iluminado onde as marcas estão a salvo das mensagens anônimas.

Iniciativas como o Tor Project ajudam as pessoas a navegar na rede mundial sem ser detectadas

Desde os dias da internet discada e da AOL, a rede mundial de computadores é um lugar onde é fácil permanecer não identificado. As salas de bate-papo, os quadros de mensagens e os formulários de registro são preenchidos com apelidos sem sentido como "cool_guy123". O Facebook, com seus quase 600 milhões de usuários, exige que os novos membros façam sua adesão usando seus nomes verdadeiros e possui uma equipe de segurança de mais de 150 pessoas para fazer cumprir suas regras. O Facebook vem levando essa missão para além de suas próprias páginas por meio de um serviço para donos de sites chamado Facebook Connect. Nos 2,5 milhões de sites que usam o Connect, incluindo a estação de rádio via internet Pandora e o blog de fofocas Gawker, os novos usuários não precisam criar novas senhas e nomes de login. Em vez disso, eles usam as credenciais já existentes no Facebook.

Em março, o Facebook foi um passo além, ao começar a oferecer uma ferramenta gratuita de comentários para pessoas e empresas que publicam conteúdo na internet. Os comentários dos usuários sobre postagens de blogs e artigos noticiosos sempre foram cheios de observações vazias ou maliciosas. Com o novo sistema do Facebook, é possível podem ligar os comentaristas à sua conta de rede social e exibir seus perfis e nomes verdadeiros junto com suas postagens. O objetivo é acabar com os diálogos sarcásticos que o anonimato estimula, afirma Andrew Bosworth, diretor de engenharia do Facebook. "Sua identidade dá valor aos comentários", diz ele.

Isso também pode acrescentar valor aos resultados. Alguns comentários incluem informações que podem ajudar o Facebook a direcionar melhor seus anúncios. Os sites aliados se beneficiam com o aumento das visitas às suas páginas: o site noticioso Examiner.com viu seu tráfego originado do Facebook mais que dobrar no primeiro dia após ter instalado a ferramenta de comentários. No Sporting News, o tom dos comentários dos leitores costumava ser "embaraçoso na melhor das hipóteses", segundo seu presidente e editor, Jeff Price. Desde que adotou o Facebook Comments, a qualidade melhorou, assim como a percepção do site entre os anunciantes, afirma Price. Mais de 17 mil sites implementaram o Facebook Comments nas duas primeiras semanas depois de seu lançamento.

Poole é o rosto escancarado do movimento pró-anonimato graças ao 4chan, que ele começou em 2003, aos 15 anos. Seus quadros de mensagens atraem 12 milhões de visitantes por mês e são cheios de comentários e imagens que vão do trivial ao provocativo e ao obsceno. O 4chan é sempre mencionado como "a identidade da internet" e deu origem a alguns dos mais conhecidos "memes" (imagens, vídeos ou informações repassadas de um usuário a outro) da internet, como os Lolcats, a popular série de gatos que falam um inglês trôpego. É também a nascente do Anonymous, o grupo hacker que em dezembro atacou os sites da MasterCard e outras empresas que se recusaram a processar pagamentos para o WikiLeaks. (Poole diz não ter ligação com o Anonymous.)

O anonimato on-line pode gerar frivolidades como o Lolcats, mas também é importante para dissidentes, delatores e pacientes que querem fazer pesquisas sobre suas doenças, afirma Andrew Lewman, diretor-executivo do Tor Project. Seu grupo opera uma rede que ajuda as pessoas a surfar na internet sem ser detectadas, e a maioria dos usuários, segundo ele, é formada por "pessoas normais e desinteressantes", que prezam seu anonimato. Poole diz que o anonimato também estimula as pessoas a assumir riscos que levam à inovação: é a diferença entre aprender a andar de bicicleta sozinho ou num estádio lotado. "Você provavelmente ficaria mais confortável levando tombos num estacionamento vazio", afirma.

A Canvas é o mais recente estacionamento vazio de Poole para os usuários da internet. Ele recebeu US$ 625 mil de capitalistas de risco como a Andreessen Horowitz, uma empresa do Vale do Silício, para desenvolver o negócio. Trata-se de uma versão mais bem cuidada do 4chan, um lugar para "compartilhar e brincar com imagens", conforme sugere seu slogan. Os usuários enviam as imagens, redigem as legendas, editam o material e o compartilha com ferramentas construídas dentro do site. Assim como acontece no 4chan, muitos usuários optam por ficar no anonimato. Ele também tem mais jeito de negócio que o 4chan e Poole - que além de ter um perfil no Facebook, diz ter conhecido Mark Zuckerberg e que gosta dele - fez algumas concessões. "Estamos usando o Facebook Connect para verificar se as pessoas que estão aderindo são pessoas reais", diz. "Mas não estamos fornecendo nosso nome nem informações em nosso perfil".
Fonte: Valor

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Empresas multiplicam vendas no Facebook

mpanham a coleção pelo álbum de fotos. Temos clientes que compram peças toda semana”, diz Mariana Oliveira, uma das proprietárias.

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A empresa de venda de bijuterias, semijóias e roupas fica em Alphaville (SP) e não tem loja física - na fan page, juntou mais de 1500 contatos. “Quando alguém comenta sobre a peça, todos querem comprar, é incrível”, diz. Segundo Mariana, o Facebook muitas vezes funciona como um primeiro contato, pois a venda é realizada por mensageiro instantâneo (MSN), e-mail ou até pessoalmente.

Consultora da empresa de cosméticos Natura há seis meses, Elaine Arnold, de 34 anos, também usa o Facebook para incrementar suas vendas. “Comecei a usar o Facebook para divulgar as promoções de Natal e tive um bom retorno. É uma ferramenta que dá uma boa visibilidade”,conta. Elaine publica no Facebook fotos e vídeos dos produtos.“O Facebook é apenas um contato inicial, pois eu gosto de encontrar o cliente pessoalmente”, diz.

Divulgação de livro

O Facebook nunca atraiu o escritor Humberto Werneck, mas após insistentes pedidos dos amigos, ele resolveu aderir ao serviço. “Imaginei que seria um bom canal para divulgar meu livro. E devo admitir que o esquema funcionou muito bem”, diz. Em agosto, Werneck lançou o título “O Espalhador de passarinhos e outras crônicas”. Ele torce o nariz para posts que falam do cotidiano das pessoas. Prefere publicar, eventualmente, um trecho de um texto que está lendo.

“É despretensioso, mas gosto de ler o comentário, saber que outra pessoa gostou daquilo.” Com mais de 1200 contatos no Facebook, Werneck confessa que a maioria é desconhecida. “É um trampo responder aos comentários que publicam na minha página, mas o ideal é que ninguém fique sem resposta.”

Empresas

A companhia Azul Linhas Aéreas, bastante dedicada às redes sociais, elabora promoções específicas para o Facebook e compra anúncio no site. É uma das fan pages mais populares no Brasil: já foi curtida por mais de 118 mil pessoas. “As redes sociais não são apenas um penduricalho, uma ferramentinha. São uma fenômeno de importância crescente, que trabalhamos com muito foco”, diz Gianfranco Beting, diretor de comunicação e marca da Azul.

A empresa Mars, detentora da marca Pedigree, criou um aplicativo para incentivar as pessoas a adotarem cães e gatos abandonados, que foi baixado por mais de 1500 internautas. O programa compara a idade de um cão a de uma pessoa. “A ideia é chamar atenção para o problema da baixa adoção de cachorros adultos”, diz Cynthia Schoenardie, gerente de assuntos corporativos da Mars, responsável pelo programa Pedigree – Adotar é tudo de bom, que já resultou em mais de 16 mil adoções.

A campanha tem uma estratégia forte na internet, abrangendo portais, Orkut, Twitter e Facebook. Segundo Cynthia, o Facebook exige mais conteúdo que o Twitter, que é mais ágil. Mas todas essas ferramentas surtem efeito, afirma. “Recebemos contatos vindo do Facebook, que causa um ruído muito positivo para a campanha”, diz.

fonte: Portal Exame

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Apple, Google e Facebook x Paul Allen

O co-fundador da Microsoft, Paul Allen, retomou um amplo processo por quebra de patente contra Apple, Google, Facebook e outras empresas, com alegações específicas de que as companhias estariam usando ilegalmente sua tecnologia.

A Interval Licensing LLC, pequena empresa de pesquisa criada por Allen em 1992, havia iniciado um amplo processo de patente na corte federal de Seattle em agosto, mas a juíza Marsha Pechman dispensou as acusações por não especificarem produtos ou dispositivos. O processo revisado foi registrado pela Interval na terça-feira, 28.

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Allen, que fundou a Microsoft junto com Bill Gates em 1975, diz que a Interval foi essencial para a pesquisa e o desenvolvimento da internet nos anos 1990, acumulando mais de 300 patentes e dando assistência de pesquisa ao Google.

No processo, a empresa de Allen reivindica que quatro de suas patentes — principalmente as relacionadas à nova maneira de organização e apresentação dos dados da Web — foram infringidas por uma série de empresas bem sucedidas.

A primeira patente abrange a geração de dados relacionados a pesquisa de informações. Segundo a Interval, o Google usa sua tecnologia para unir anúncios publicitários de terceiros ao conteúdo exibido, enquanto os sites da AOL usam a tecnologia para sugerir itens relacionados a notícias.

A Interval alega que o iTunes, da Apple, usa a tecnologia para sugerir músicas com base nas pesquisas dos usuários, e que eBay, Facebook, Netflix, Yahoo e sites do Office Depot também infringiram a patente na forma com que internautas interagem com conteúdo relacionado.

A segunda e a terceira patentes envolvem a reorganização das informações na tela do computador de uma maneira periférica, não obstrutiva, com janelas de mensagens instantâneas e camadas.

A Interval alega quebra de patente em características do Instant Messenger, da AOL; do Dashboard, da Apple; do Google Talk e do Gmail Notifier, além do sistema Android e do Yahoo Widgets.

A quarta patente inclui o alerta a usuários sobre novos itens de interesse com base na atividade de outros usuários. De acordo com a Interval, a AOL usa essa tecnologia em sites de compras, enquanto o iTunes adota o mecanismo para recomendar músicas.

A Interval diz que eBay, Facebook, Google, Netflix, Office Depot, Staples e Yahoo infringiram a patente na forma de recomendar conteúdo a usuários.

A empresa de Allen pediu indenização ao tribunal e a proibição dos produtos que utilizam as patentes quebradas.

/BILL RIGBY (REUTERS)
Fonte: Link

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um Facebook de código aberto

Incentivados por uma palestra que falava sobre como redes sociais fechadas tinham pouco respeito pelos dados de seus usuários, cinco estudantes da Universidade de Nova York decidiram iniciar o projeto da Diaspora, uma rede social “livre” que dá aos usuários pleno controle sobre as informações que decidem compartilhar. Tudo o que entra no site, por exemplo, é antes criptografado.

Fonte: Caderno Link

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Facebook e Twitter agradam tanto a geração X quanto a Y

Pesquisa inédita mostra que as duas gerações navegam com o mesmo interesse pela redes sociais. Diferenças aparecem apenas quando o site é direcionado para relacionamento profissional

Por Karla Spotorno

Geração Y: 19% usam Facebook e 13% usam Tweeter
Quem imagina que os jovens de 20 e poucos anos usam muito mais as redes sociais do que o pessoal da chamada geração X (entre 32 e 45 anos) errou. Uma pesquisa inédita, realizada no Brasil, mostra que o comportamento dos jovens e dos trintões e quarentões é muito parecido.

Tanto os Ys quanto os Xs usam o Facebook (19% e 16% respectivamente) e o Twitter (13% e 14%). O motivo principal é o mesmo: querem manter contato com os amigos (49% e 44%). Em segundo lugar, aparece o interesse profissional: 44% dos Xs usam as redes para conhecer pessoas, procurar emprego e outras oportunidades. Os jovens também navegam com esse propósito: 38% citam relações profissionais como o motivo para participarem de redes sociais.

A frequência com que as duas gerações acessam essas redes também é muito parecida. Cerca de 30% visitam esses sites pelo menos uma vez por dia. Mais da metade dos dois grupos diz que suportaria ficar mais de uma semana sem acessar esses sites.

“A semelhança no uso das redes entre as duas gerações não nos surpreendeu”, afirma Alexandre Arima, gerente da Robert Half, que realizou o estudo. O que chamou atenção foi o fato de mais de 90% dos entrevistados participarem de redes. “Esse resultado mostra que o uso das redes sociais está bem consolidado”, diz.

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Para ele, as pessoas começam a perceber que Twitter, Facebook e LinkedIn tornaram-se fonte de informação rápida e útil. Se antes as redes sociais tinham um caráter apenas lúdico, agora elas ganham importância para manter os usuários informados. “Muitas vezes as pessoas sabem de notícias antes pela rede social do que por outra mídia”, diz o gerente da Robert Half.

As diferenças de comportamento das duas gerações na internet são muito pequenas, de acordo com a pesquisa da multinacional de recrutamento. O Orkut é mais usado pelos Ys do que pelos trintões. Cerca de 33% dos jovens e 22% da geração X participam dessa rede virtual. Outra diferença está no uso de outro site, o LinkedIn, voltado para o relacionamento profissional. Cerca de 39% da geração X e apenas 28% dos Ys estão no LinkedIn.

A pesquisa da Robert Half foi realizada com a base de dados da consultoria. São mulheres e homens de diversos setores (engenharia, tecnologia, finanças, marketing, vendas, entre outros) entre 23 e 45 anos.

Fonte: Robert Half, Época Negócios

sábado, 16 de janeiro de 2010

Facebook expulsa usuários por envio excessivo de mensagens sobre Haiti

Bloqueio de conta é feito de forma automática; para a empresa, "eles já tinham sido avisados várias vezes que isso iria acontecer".

Alguns usuários do Facebook que enviaram mensagens sobre o terremoto no Haiti podem ter se surpreendido esta semana ao descobrirem que foram expulsos da rede social por suspeita de spam.

O Facebook reconheceu nesta sexta-feira (15/1) que alguns usuários foram eliminados do site porque enviaram tantas mensagens sobre o desastre que o site os tomou como spammers.

O mecanismo automático que o Facebook usa para detectar potenciais spammers foi disparado por uma avalanche de mensagens sobre o Haiti, explicou o gerente de comunicações e políticas públicas da rede social, Andrew Noyes.

Noyes disse que apenas uma pequena fração dos 350 milhões de usuários do site foi expulsa. Ele acrescentou que os usuários são avisados quando se aproximam do limite estabelecido.

"Não se tratava de atualizações de status", detalhou Noyes. "As pessoas estão enviando inúmeras mensagens para inúmeras pessoas. Eles estão tentando entrar em contato com amigos e parentes, mas o fato é que o sistema está atento para prevenir abusos. Não deveria ser surpresa, já que eles foram avisados várias vezes que isso iria acontecer."

Depois que um usuário é desligado do site por enviar muitas mensagens, ele pode ou entrar com um recurso ou se submeter a um processo de vários passos, voltado para educá-lo sobre o que pode e o que não pode no sistema. Uma vez que tenham completado o processo, eles são aceitos de volta na rede social, explicou Noyes.

Ele também destacou que os usuários estão enviando qualquer pedido de ajuda que contenha a palavra "Haiti".

"O sistema é importante porque, em 99% dos casos, ele está protegendo as pessoas de spam e de outras coisas ruins", acrescentou. "Nós estamos sempre ajustando nossos sistemas baseados em como as pessoas usam nosso site. Nós estamos analisando isso para ver como o sistema pode ser melhorado no futuro."

Redes sociais como Twitter e Facebook têm se tornado rapidamente linhas vitais para pessoas conseguirem informações sobre amigos e parentes, áreas atingidas e formas de doação depois que o país foi devastado pelo terremoto, na terça-feira (12/1).

(Sharon Gaudin)

Fonte: IDGNow