Mostrando postagens com marcador Android. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Android. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A guerra dos sistemas operacionais

O presidente-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, definiu o atual momento da industria de mobilidade ao dizer, em sua palestra no Mobile World Congress – evento em Barcelona, entre os dias 14 e 17 – que “a batalha dos smartphones virou a guerra dos sistemas operacionais”.

Enquanto a disputa pelos usuários móveis se resumia a lançamentos de cópias do iPhone, a Apple garantia nocaute atrás de nocaute. Os concorrentes pareciam não entender que o design do aparelho lançado em 2007, mesmo que tivesse a sua parte no sucesso, era só a moldura para a verdadeira revolução: a plataforma que vinha escondida ali dentro. Com um ecossistema de aplicativos de todo tipo, foi ela que transformou o celular, antes mera máquina de fazer ligações com despertador, em dispositivo múltiplo e inteligente.

Só dois anos depois a briga começaria a ficar um pouco mais difícil para a Apple, quando o Google repensou a ideia original e apresentou o Android, inovador à sua maneira. Podendo ser livremente alterada, a plataforma ganhou espaço em smartphones – e agora tablets – de muitas marcas boas de hardware que ficavam devendo no software.

Crescimento fulminante que pôde ser comprovado no próprio Mobile World Congress, onde o Android era o único a merecer o seu próprio pavilhão, que, mesmo sendo o maior, ficou espremido com o tanto de companhias que usa o produto do Google nos seus próprios – Samsung, LG, Motorola, Qualcomm, Sony Ericsson, Acer, ZTE, Huawei, Fujitsu, Intel, ARM, só para ficar nas mais notáveis. Eric Schmidt, ainda CEO do Google, fez questão de dar o número exato: são 107 aparelhos rodando Android.

E eles não param de se replicar. A HTC, co-autora do fracasso Nexus One, com o Google, anunciou cinco celulares e um tablet, Androids todos eles. A Samsung, que vendeu 10 milhões de unidade do smartphone Galaxy S, lançou com estardalhaço a sua nova geração, o Galaxy 2, com a atualização Gingerbread do Android, além de mostrar o Galaxy Tab 2, que rodará a versão Honeycomb do sistema do Google, criada para melhorar a interface e o uso de tablets.

O evento também viu nascer a primeira geração de Androids para atividades específicas, caso do Sony Ericsson Xperia Play (ou ‘PSP Phone’), cruzamento de celular e videogame portátil, e do LG Optimus 3D, smartphone que veicula conteúdo 3D sem necessidade de óculos especiais.

Por outro lado, a App Store, da Apple, é maior e mais rentável que o Android Market. Ainda há muito mais aplicativos gratuitos do que pagos no Android, mas as opções cobradas crescem rapidamente, o que é crucial para atrair desenvolvedores, antes contrariados com o pacote de programação do Google, que faria os apps rodaram em certos aparelhos e em outros não.

“Ficamos impressionados em ver como a Apple monetizou os aplicativos e criamos um sistema semelhante”, admitiu Schmidt, que, com falsa modéstia de executivo muito bem treinado, adicionou um “se eu estiver enganado, me corrijam, por favor” antes de dizer que o Android era a tendência móvel que cresce mais rapidamente. O número de apps no Android Market aumentou 127% desde agosto de 2010 e, se seguir nesse ritmo, ultrapassa o iOS em 2012, segundo relatório divulgado na última quinta.

Retardatário. Ainda inexpressivo mas potencialmente enorme, o Windows Phone, anunciado em 2010, quer desafiar o dualismo. E pode conseguir espaço devido à parceria com a Nokia. Ex-líder que agoniza no mundo dos smartphones, a companhia finlandesa abandonou o seu próprio sistema (Symbian), fingiu que esqueceu que estava desenvolvendo outro com a Intel (MeeGo), rejeitou as investidas do Google e equipará toda a sua linha com o Windows Phone a partir de 2012. A dúvida é se há espaço para uma terceira via.

A Apple, que nem foi a Barcelona, deu seu jeito de se fazer lembrada, seja pelos rumores de um iPad 2 e de um iPhone mais acessível, seja pela notícia de que virou a maior fabricante de computadores pessoais do mundo graças a seu tablet, que acaba de completar um ano e, mais uma vez, ajudou a redefinir um nicho do mercado. Como no caso do iPhone, a empresa do agora licenciado Steve Jobs ainda pode desfrutar de seu pioneirismo e ver de longe como os rivais variam em cima do tema que criou.
Fonte: Link

Android passa Apple e RIM nos EUA

O sistema operacional do Google, Android, é o atual dono da maior fatia de mercado consumidor de OS para celulares nos Estados Unidos, passando finalmente as rivais Apple e RIM, dona do Blackberry.

—-
• Siga o ‘Link’ no Twitter e no Facebook

Segundo pesquisa da Nielsen Company, o Android lidera com 29% e é seguido do iOS da Apple e da RIM Blackberry com 27% ambas. A lista ainda inclui 10% de usuários de Windows Mobile/Windows Phone 7; 4% para o WebOS da HP/Palm; e apenas 2% para o Symbian, sistema operacional abandonado pela Nokia.

Os responsáveis pelo estudo ponderam que, do ponto de vista de quem fabrica os aparelhos, a Apple e a RIM ainda lideram, já que as duas empresas só possuem seus sistemas operacionais rodando em aparelhos produzidos por elas mesmas. Enquanto isso, 29% do mercado do Android se divide em aparelhos da HTC (12%), Motorola (10%), Samsung (5%) e outros (2%).

Já há na mídia e entre CEOs a discussão sobre as diferenças entre os modelos seguidos pelas empresas: o aberto e o fechado, ou a integrada e o fragmentado. Em outubro de 2010, Steve Jobs, em discurso, disse que acreditava que o sistema “integrado” da Apple sobrepujaria o “fragmentado” do Google.

“Achamos que este é um enorme ponto positivo da nossa estratégia em comparação com a do Google. Vendendo a usuários que querem que seus aparelhos simplesmente funcionem, acreditamos que o sistema integrado sempre se imporá ao fragmentado”, disse na época.

A pesquisa publicada hoje também mostra que o OS do Google é o preferido dos jovens. Segundo o relatório, 6% dos aparelhos Android foram vendidos para a população que vai de 18 e 24 anos, competindo com 4% da Apple e da RIM, ambas.

No início do ano uma outra pesquisa da Nielsen, que analisava o mercado entre junho e novembro de 2010, já constatava o interesse dos consumidores pela “novidade” Android. À época, 40,8% dos aparelhos adquiridos nos EUA eram Android; restando 26,9% à Apple e 19,2% à RIM. No marketshare (divisão de mercado), o Google era o terceiro (25,8%), atrás da RIM (27,1%) e da Apple (28,6%).
Fonte: Link

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Microsoft faz nova investida em celular

A Microsoft sabe que o mundo dos telefones celulares é onde as coisas estão acontecendo, e está determinada a fazer parte dele.

Depois de anos de vendas em queda dos telefones baseados em seu software Windows Mobile, a companhia está começando do zero novamente, com um sistema operacional para telefones completamente novo.

Os novos aparelhos vão combater o popular iPhone, da Apple, e o número crescente de telefones que adotam o sistema Android, criado pelo Google.

O primeiro telefone com o Windows Phone 7 será o Samsung Focus, previsto para chegar às lojas da AT&T nos Estados Unidos em 8 de novembro, por US$ 200, sob um contrato de serviço de dois anos. O lançamento será seguido rapidamente por mais dois telefones para a AT&T, da LG e da HTC, e por um aparelho para a operadora T-Mobile USA, também da HTC.

Em maio, a Microsoft lançou um pacote de software para celular, mas retirou o produto do mercado apenas dois meses depois, em face das baixas vendas. O Windows Phone 7 é um animal diferente, e a Microsoft está colocando todo seu peso para apoiar o produto.

Ao todo, a Microsoft anunciou nove telefones para o mercado americano no início da semana, incluindo um aparelho da Dell, e está formando uma base de 60 operadoras em 30 países que vão adotar telefones com o Windows 7. Outra operadora americana, a Sprint Nextel, planeja lançar aparelhos com o novo sistema na metade do ano que vem.

No Brasil, a Microsoft informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não há previsão de quando começarão a ser vendidos os primeiros modelos com o Windows Phone 7. Os kits de desenvolvimento para que os programadores criem aplicativos para os telefones, porém, já estão disponíveis.

No trimestre mais recente, o antigo sistema da Microsoft, o Windows Mobile, detinha uma participação de apenas 5% do mercado mundial de smartphones. O ranking era liderado pelo Symbian (usado principalmente pela Nokia), com 41%; seguido do BlackBerry, da Research in Motion (RIM), com 18%; Android, com 17%, e iPhone, com 14%, segundo a empresa de pesquisa Gartner.

Do ponto de vista do equipamento, os telefones com Windows 7 são indistinguíveis dos modelos topo de linha com sistema Android: têm grandes telas sensíveis ao toque, e alguns modelos vêm com teclados deslizantes.

Para se destacar da concorrência, o sistema da Microsoft tem recursos situados na tela para permitir que o usuário, só com um olhar, seja avisado de informações importantes, como e-mail e atualizações no Facebook.

Por exemplo, um software de previsão do tempo poderia mostrar um quadro atualizado das condições climáticas; bibliotecas de fotos e músicas seriam representadas pela capa do álbum tocado mais recentemente.

Tanto o iPhone como o Android estão mais concentrados em aplicativos - o usuário tem de tocar em um aplicativo para ver novas informações. Algumas companhias, entretanto, incluindo a Motorola, criaram programas adicionais para o Android que são similares ao jeito "informação-só-com-um-olhar" do Windows Phone 7.

É um "tipo de telefone muito diferente", disse Steve Ballmer, executivo-chefe da Microsoft, no lançamento do sistema, em Nova York, na segunda-feira.

Para fazer do Windows Phone 7 um sucesso, a Microsoft tem de conquistar o apoio não só dos fabricantes de aparelhos e das operadoras de telefonia, mas dos programadores de software. O iPhone e o Android são populares em parte por causa dos milhares de aplicativos, ou "apps", feitos por programadores externos.

Existem milhares de aplicativos para o Windows Mobile, mas eles não vão funcionar no Windows Phone 7. Por isso, a Microsoft precisa recrutar uma nova base de programadores. Esses profissionais podem não querer se dedicar a programas para outro sistema até que ele ganhe força entre os usuários. A Microsoft apresentou "apps" da Electronic Arts, de games, e do site de cinema Internet Movie Database, mas uma base maior de desenvolvedores será crucial.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Celular do Google pode abalar aliança em torno do sistema Android

O Google investiu muito tempo e dinheiro na formação de uma ampla aliança de companhias para dar suporte ao Android, seu sistema operacional para telefones móveis. A Open Handset Alliance soma agora 47 membros, incluindo fabricantes de equipamentos, software e chip. Agora, o Google está pensando em se movimentar para vender seu próprio telefone, o que poderá minar a coalizão.

Fabricantes de celulares como a Motorola e a Samsung, em particular, poderão começar a ver o Google mais como um rival do que um aliado, se o gigante das buscas na internet começar a vender produtos que disputarão mercado com os seus. "Isso poderá destruir a Open Handset Aliance", diz o gerente de programas Will Stofega da companhia de pesquisas de mercado IDC.

O Google não confirmou seus planos de vender seu próprio telefone celular. Em uma postagem de blog em 12 de dezembro, a companhia diz apenas que está dando aos funcionários "um aparelho que combina um equipamento inovador de um parceiro com um software que roda no sistema operacional Android, para experimentar novas funções e capacidades móveis". Mesmo assim, os parceiros suspeitam que o Google lançará um telefone no ano que vem. A companhia poderá vender o aparelho diretamente para os clientes, mas a "Bloomberg BusinessWeek" descobriu que o Google também está em negociações sobre distribuição com a T-Mobile USA.

O Google poderá ter de vender seu próprio telefone inteligente para competir melhor com a Apple, que tem a liderança no setor com o popular iPhone. Para garantir seu lugar no mundo emergente da computação móvel, o Google precisará ter um grande número de pessoas usando telefones com o sistema operacional Android e uma grande comunidade de desenvolvedores de software que criem novos aplicativos. Frank Meehan, executivo-chefe da INQ Mobile, uma companhia britânica que pretende lançar um telefone com o Android no ano que vem, diz que o telefone do Google poderia beneficiar todo o mercado. "Se isso ajudar os consumidores a apreciarem os aparelhos com o Android, será uma boa coisa para nós quando lançarmos", diz ele.

Mas Meehan e outros parceiros também têm preocupações. Se o Google segurar os melhores aplicativos novos para o Android e funções para seu próprio telefone, isso poderá lhe dar uma vantagem injusta. Michael Thompson, vice-presidente sênior da Nuance, empresa que desenvolve aplicativos para o Android, diz que "é bem provável" que alguns fabricantes de celulares desistirão do Android se o Google entrar no negócio. Alguns parceiros poderão mudar para concorrentes do Android, como o Symbian, sistema operacional apoiado pela Nokia, ou mesmo Microsoft Windows Phone, que está em declínio. "Se for para colocar a Microsoft de volta no jogo, não consigo pensar numa maneira melhor", diz Jack Gold, diretor da J. Gold Associates, uma firma de pesquisas no setor de tecnologia.

Kevin Burden, analista e consultor da ABI Research, diz que o Google pode acreditar que consegue demonstrar melhor as capacidades do Android e assim motivar seus parceiros. Mas a companhia também terá que reconhecer os riscos. "Isso é a mesma coisa que brincar com fogo", diz ele.

Fonte: Valor Online