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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Android passa Apple e RIM nos EUA

O sistema operacional do Google, Android, é o atual dono da maior fatia de mercado consumidor de OS para celulares nos Estados Unidos, passando finalmente as rivais Apple e RIM, dona do Blackberry.

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Segundo pesquisa da Nielsen Company, o Android lidera com 29% e é seguido do iOS da Apple e da RIM Blackberry com 27% ambas. A lista ainda inclui 10% de usuários de Windows Mobile/Windows Phone 7; 4% para o WebOS da HP/Palm; e apenas 2% para o Symbian, sistema operacional abandonado pela Nokia.

Os responsáveis pelo estudo ponderam que, do ponto de vista de quem fabrica os aparelhos, a Apple e a RIM ainda lideram, já que as duas empresas só possuem seus sistemas operacionais rodando em aparelhos produzidos por elas mesmas. Enquanto isso, 29% do mercado do Android se divide em aparelhos da HTC (12%), Motorola (10%), Samsung (5%) e outros (2%).

Já há na mídia e entre CEOs a discussão sobre as diferenças entre os modelos seguidos pelas empresas: o aberto e o fechado, ou a integrada e o fragmentado. Em outubro de 2010, Steve Jobs, em discurso, disse que acreditava que o sistema “integrado” da Apple sobrepujaria o “fragmentado” do Google.

“Achamos que este é um enorme ponto positivo da nossa estratégia em comparação com a do Google. Vendendo a usuários que querem que seus aparelhos simplesmente funcionem, acreditamos que o sistema integrado sempre se imporá ao fragmentado”, disse na época.

A pesquisa publicada hoje também mostra que o OS do Google é o preferido dos jovens. Segundo o relatório, 6% dos aparelhos Android foram vendidos para a população que vai de 18 e 24 anos, competindo com 4% da Apple e da RIM, ambas.

No início do ano uma outra pesquisa da Nielsen, que analisava o mercado entre junho e novembro de 2010, já constatava o interesse dos consumidores pela “novidade” Android. À época, 40,8% dos aparelhos adquiridos nos EUA eram Android; restando 26,9% à Apple e 19,2% à RIM. No marketshare (divisão de mercado), o Google era o terceiro (25,8%), atrás da RIM (27,1%) e da Apple (28,6%).
Fonte: Link

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Esquenta disputa entre sistemas para smartphones

Ao comprar um smartphone de uma operadora móvel ou no varejo, a maioria dos consumidores nem imagina que sua escolha pode alimentar uma guerra de mercado entre desenvolvedores de sistemas operacionais - o software básico do celular. O mais visível para o usuário é o charme do aparelho, a facilidade de acesso à internet e a existência de aplicativos que permitam ler notícias, jogar, ouvir música, ver vídeos e se comunicar com sua rede de relacionamentos. Pouca gente sabe, por exemplo, que o sistema operacional determina os aplicativos que estarão à sua disposição. À medida que os aplicativos ficam mais relevantes, no entanto, mais sangrenta tende a ficar a guerra em torno dos sistemas básicos.

A briga também preocupa os fabricantes de smartphones e de equipamentos para redes, que não querem se ver reféns de uma ou outra empresa dominante.

O mercado é liderado por meia dúzia de sistemas operacionais, com softwares de menor participação correndo por fora. Na disputa estão nomes como Nokia, Google, Research in Motion (RIM), Apple e Microsoft. Para parte da indústria de telefonia móvel, o número de competidores é excessivo. Executivos ouvidos pelo Valor preveem uma seleção no mercado e dizem que nem todos os sistemas sobreviverão, seja por extinção ou consolidação.

Nessa guerra, vantagens importantes são perdidas em uma única batalha. A Intel contava com a aliança com a Nokia para dar impulso a seu sistema operacional MeeGo. A Nokia, porém, desistiu do acordo para se aliar à Microsoft, o que mudou o cenário e levou à queda das ações da Intel.

O futuro do MeeGo agora é uma interrogação. O executivo-chefe da Intel, Paul Otellini, procurou mostrar confiança em Barcelona, onde participou ontem do Mobile World Congress. Segundo Otellini, o fato de a Nokia ter mudado sua estratégia não significa que o setor deva fazer o mesmo. Ele disse que as operadoras precisam de um sistema aberto, fácil de usar, e que planeja lançar o MeeGo este ano para smartphones e tablets, além de dispositivos embarcados em veículos.
Líderes do setor criticam os sistemas operacionais proprietários, como os da Apple e da RIM (fabricante do BlackBerry), que não podem ser usados por outros fabricantes. Symbian e Android são mantidos por fundações e são sistemas abertos, que podem ser usados pelo mercado. O Windows é fechado, mas pode ser licenciado. "Há consenso na indústria de que não há espaço para todos", afirma Anderson Teixeira, presidente da Sony Ericsson para as Américas, instalado em Atlanta, nos Estados Unidos. A companhia optou por investir em apenas um sistema operacional, o Android, que compõe toda a linha de smartphones da marca. Teixeira não comenta o eventual interesse da empresa na produção de tablets.

Apesar de acirrada, a disputa também abre oportunidades de negócios. Os fabricantes de equipamentos estão atentos, como é o caso da Alcatel Lucent, que comprou uma empresa americana, a Openplay, que permite aos desenvolvedores de conteúdo criar aplicações independentemente de sistema; a adaptação é realizada por uma interface, informa o presidente da Alcatel Lucent no Brasil, Jonio Foigel. Outra empresa que encontrou um segmento no mercado é a Skeape, que atua na mesma linha da Openplay e exibia seus serviços no estande da RIM.

O diretor da Ericsson no Brasil, Jasper Andersen, diz que a Apple, por exemplo, vem batendo na tecla de desenvolvedores exclusivos, embora os fabricantes de equipamentos e as operadoras estejam, por seu lado, fazendo pressão para a dona do iPhone abrir mão dessa postura. O executivo lembra que, no caso do Android, os fabricantes de celulares vêm chamando a atenção para a necessidade de adaptações do sistema para diferentes aparelhos.

O executivo-chefe e presidente do Google, Eric Schmidt, disse em palestra no Mobile World Congress que a empresa está corrigindo essas diferenças. O Google planeja lançar, em breve, o Android 3.0, com uma versão para tablets e outra para telefones.

A Nokia, antes de se unir à Microsoft, tinha dado um passo na contramão dos interesses do mercado. Ao companhia adquiriu a totalidade das ações da Symbian, que estava distribuída entre vários fabricantes, restringindo o sistema a seus próprios aparelhos. O movimento restritivo não parece ter tido uma repercussão positiva entre os consumidores. Coincidência, ou não, o movimento marcou a perda de mercado para o iPhone.

A parceria da Nokia com a Microsoft preocupa os fabricantes de equipamentos, que questionam se haverá alguma restrição ao uso do Windows Phone, com versões exclusivas ou prioritárias à Nokia. De acordo com o memorando interno que o atual presidente da Nokia, Stephen Olop, enviou aos funcionários da empresa, a parceria é de vida ou morte. Ele escreveu que se trata de um "tratamento de choque" e de uma "plataforma para pegar fogo".

O diretor-geral da Alcatel Lucent para a América Latina, o argentino Oswaldo Di Campli, indica como tendência a integração de sistemas operacionais. O movimento, diz ele, tende a ser uma demanda tanto da indústria quanto de desenvolvedores e até de usuários mais exigentes, que querem ter de tudo um pouco no mesmo equipamento. Um processo nessa linha, no entanto, exige tempo, reconhece o executivo.

Fonte: Valor

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Celular do Google pode abalar aliança em torno do sistema Android

O Google investiu muito tempo e dinheiro na formação de uma ampla aliança de companhias para dar suporte ao Android, seu sistema operacional para telefones móveis. A Open Handset Alliance soma agora 47 membros, incluindo fabricantes de equipamentos, software e chip. Agora, o Google está pensando em se movimentar para vender seu próprio telefone, o que poderá minar a coalizão.

Fabricantes de celulares como a Motorola e a Samsung, em particular, poderão começar a ver o Google mais como um rival do que um aliado, se o gigante das buscas na internet começar a vender produtos que disputarão mercado com os seus. "Isso poderá destruir a Open Handset Aliance", diz o gerente de programas Will Stofega da companhia de pesquisas de mercado IDC.

O Google não confirmou seus planos de vender seu próprio telefone celular. Em uma postagem de blog em 12 de dezembro, a companhia diz apenas que está dando aos funcionários "um aparelho que combina um equipamento inovador de um parceiro com um software que roda no sistema operacional Android, para experimentar novas funções e capacidades móveis". Mesmo assim, os parceiros suspeitam que o Google lançará um telefone no ano que vem. A companhia poderá vender o aparelho diretamente para os clientes, mas a "Bloomberg BusinessWeek" descobriu que o Google também está em negociações sobre distribuição com a T-Mobile USA.

O Google poderá ter de vender seu próprio telefone inteligente para competir melhor com a Apple, que tem a liderança no setor com o popular iPhone. Para garantir seu lugar no mundo emergente da computação móvel, o Google precisará ter um grande número de pessoas usando telefones com o sistema operacional Android e uma grande comunidade de desenvolvedores de software que criem novos aplicativos. Frank Meehan, executivo-chefe da INQ Mobile, uma companhia britânica que pretende lançar um telefone com o Android no ano que vem, diz que o telefone do Google poderia beneficiar todo o mercado. "Se isso ajudar os consumidores a apreciarem os aparelhos com o Android, será uma boa coisa para nós quando lançarmos", diz ele.

Mas Meehan e outros parceiros também têm preocupações. Se o Google segurar os melhores aplicativos novos para o Android e funções para seu próprio telefone, isso poderá lhe dar uma vantagem injusta. Michael Thompson, vice-presidente sênior da Nuance, empresa que desenvolve aplicativos para o Android, diz que "é bem provável" que alguns fabricantes de celulares desistirão do Android se o Google entrar no negócio. Alguns parceiros poderão mudar para concorrentes do Android, como o Symbian, sistema operacional apoiado pela Nokia, ou mesmo Microsoft Windows Phone, que está em declínio. "Se for para colocar a Microsoft de volta no jogo, não consigo pensar numa maneira melhor", diz Jack Gold, diretor da J. Gold Associates, uma firma de pesquisas no setor de tecnologia.

Kevin Burden, analista e consultor da ABI Research, diz que o Google pode acreditar que consegue demonstrar melhor as capacidades do Android e assim motivar seus parceiros. Mas a companhia também terá que reconhecer os riscos. "Isso é a mesma coisa que brincar com fogo", diz ele.

Fonte: Valor Online